Em Morro Agudo (SP) já estão
sendo investigadas as chamas criminosas
(para ampliar área de pastagem e cultivo) e o site El Pais está fazendo (com liberdade de
informação) matéria sobre o custo dos desmates e do fogo no novo
epicentro do agronegócio agora na região entre Lábrea no Amazonas até Acre e Rondônia
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| No novo epicentro do agronegócio, no Cerrado, no Pantanal... |
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| ...e até no nordeste paulista por meio Brasil em chamas o "negócio" dos incêndios florestais é investigado pelo MPF |
Confira a matéria de Afonso
Benites que informa: "No negócio milionário das queimadas atear fogo em uma área de mil hectares custa cerca de de 1 milhão de reais no mercado negro". Então não são pequenos contraventores mas grandes investidores que estão botando fogo na matas brasileiras, já que nossas leis ambientais e constitucionais não são cumpridas no Brasil hoje em dia. O cálculo, que
aplicado à conta da devastação neste ano na floresta amazônica e em parte do
Pantanal (até em áreas do sudeste e do sul) alcançaria cerca de 20 milhões de reais, isso já faz parte de uma investigação do Ministério Público Federal que apura a participação de alguns grupos criminosos nas queimadas, as
mais intensas na região em ao menos cinco anos. “Há suspeita de ação
orquestrada e de uma atuação que foi longamente cultivada para chegar a esse
resultado”, afirmou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que reuniu
em Brasília a força-tarefa de procuradores específica para apurar crimes
ocorridos na Amazônia Legal e depois em outras zonas do país que, insistimos, já foi da natureza, hoje é da violência ambiental.
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| Meio Brasil em chamas e a culpa não é da natureza... |
Um dos atos que estão no âmbito da
investigação do MPF é o “Dia do Fogo”, um evento organizado por produtores
rurais, sindicalistas, grileiros e comerciantes com objetivo de derrubar parte
da floresta e plantar pasto, conforme anunciado em um jornal local do interior
do Pará em 5 de agosto. Uma reportagem do programa Globo Rural mostrou que o
delito foi combinado por um grupo formado por pelo menos 70 pessoas das cidades
de Altamira e Nova Progresso, ambas paraenses e numa das regiões com maior alta
das queimadas. O objetivo era, no dia 10 de agosto, desmatar uma área ao redor
da rodovia BR-163 e mostrar ao Presidente da República que eles apoiam
seus planos de afrouxar a fiscalização que deveria ser realizada pelo Instituto Brasileiro de
Meio Ambiente (Ibama). Partiu do próprio Ministério Público
Federal do interior do Pará o alerta sobre o riscos do "Dia do Fogo".
Documentos publicados pelo site Poder 360 mostram que o
procurador Paulo de Tarso Moreira Oliveira comunicou ao Ibama os planos
criminosos. O Ibama respondeu, dias depois, que não tinha como atuar pela falta
de acompanhamento da Polícia Militar do Pará (a Força Nacional, sob o
comando do Ministério da Justiça havia ignorado os pedidos de
apoio).
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| O Acre está sendo invadido pelos criminosos incendiários... |
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| ...que repete o que ocorre agora na região de Lábrea (AM) e em Rondônia com desmatamento e incêndios florestais investigados |
Nenhum dos procuradores entrevistados
pela reportagem do principal site da Espanha (El Pais), um dos mais influentes da Europa, quis atribuir qualquer responsabilidade do Governo Federal
sobre o caso, apesar dos alertas recebidos. “O Ministério Público brasileiro
está olhando para frente”, disse a procuradora-geral, Raquel Dodge. Enquanto isso o procurador Joel Bogo afirmou que o objetivo principal é encontrar os
autores dos crimes. “Nosso papel construtivo é de estimular os órgãos do
Governo, não só do federal, mas também dos governos estaduais e municipais”, disse Bogo, um
dos membros da força-tarefa Amazônia, criada pela Procuradoria Geral da República (PGR) há mais de um ano. “O desmatamento ilegal de grandes
proporções é praticado, sim, por agentes do crime organizado, inclusive pela
capitalização”, explicou o procurador. “As queimadas são reflexo e explicação de como aumentam os desmatamentos. A queimada aumenta porque a fronteira agrícola está sendo expandida”,
completou o procurador, que está lotado em Rio Branco, no Acre.
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| Há uma ramificação destes criminosos incendiários em áreas florestais de fazendas no nordeste paulista e interior mineiro |
Só depois que a reportagem do Globo
Rural sobre o "Dia do Fogo" foi publicada, o presidente do Brasil determinou que a Polícia Federal também passasse a investigar o caso.
Nas redes sociais, os apoiadores e aliados do Presidente, como o cidadão afastado sob suspeita de crimes ambientais e ex-Ministro do
Meio Ambiente Ricardo Salles ressaltaram a fala de uma pecuarista em que ela acusava,
sem provas, de que servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da
Biodiversidade (ICMBIO), um órgão do próprio Governo, teriam ateado fogo numa floresta. A acusação dessa produtora rural talvez fosse uma forma de desviar o foco dos verdadeiros responsáveis pelo fogo, atribuído sem prova e irresponsavelmente que ONGs estariam incendiando a Amazônia, só que esta suspeita sinistra já foi investigada e descartada pelo Ministério Público Federal. “Não há um ínfimo indicativo de
participação de ONGs”, destacou o coordenador da Câmara de Meio Ambiente do
Ministério Público Federal, Nívio de Freitas. Para ele, do que se sabe até o
momento, a principal linha de investigação é de que grileiros, que são
invasores de terras públicas, são na realidade os responsáveis pelos delitos.
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| A EPTV da Globo Ribeirão enfocou região de Morro Agudo como campeã por aqui de focos de fogos (criminosos) |
Na última semana, com um crescimento fora do comumde incêndios florestais no Amazonas, no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso, Goiás, Pantanal e até em matas de áreas de fazendas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, com muitos plantios e gado, invadindo também os limites das cidades e causando também um aumento doenças respiratórias na população em plena luta contra a Covid-19, porém, o Governo decidiu
reforçar o combate ao incêndio somente na região da Amazônia Legal com o emprego de 43.000
militares. Até o momento, sete dos nove estados do norte do país requisitaram
a ajuda de tropas federais para debelar os focos. O problema cada vez mais trágico, com a falta crônica de gestão ambiental e sustentável das autoridades governamentais contudo atualmente já afeta meio Brasil. Já se trata de uma emergência urgentíssima a recuperação da ecologia perdida em várias regiões brasileiras, neste clima, a estação das chuvas está começando e apesar da influência agora positiva do fenômeno oceânico La Niña, há o temor de chuva escassa demais ou em suma, uma primavera seca.
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| Neste momento trágico o fenômeno oceânico La Niña é positivo para atenuar seca monstro e trazer algumas chuvas |
Fontes: El Pais - G1 - The
Trust Project - Poder 360 - Globo Rural - folhaverdenews.blogspot.com
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