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quarta-feira, 22 de setembro de 2021

NA REALIDADE É UM GRANDE "NEGÓCIO" O SURTO DE DESMATAMENTOS E INCÊNDIOS FLORESTAIS NO NORTE DO BRASIL E NO CERRADO TAMBÉM ATÉ POR AQUI NO INTERIOR

Em Morro Agudo (SP) já estão sendo investigadas as chamas  criminosas (para ampliar área de pastagem e cultivo) e o site El Pais está fazendo (com liberdade de informação) matéria sobre o custo dos desmates e do fogo no novo epicentro do agronegócio agora na região entre Lábrea no Amazonas até Acre e Rondônia


No novo epicentro do agronegócio, no Cerrado, no Pantanal...

...e até no nordeste paulista por meio Brasil em chamas o "negócio" dos incêndios florestais é investigado pelo MPF


Confira a matéria de Afonso Benites que informa: "No negócio milionário das queimadas atear fogo em uma área de mil hectares custa cerca de de 1 milhão de reais no mercado negro". Então não são pequenos contraventores mas grandes investidores que estão botando fogo na matas brasileiras, já que nossas leis ambientais e constitucionais não são cumpridas no Brasil hoje em dia. O cálculo, que aplicado à conta da devastação neste ano na floresta amazônica e em parte do Pantanal (até em áreas do sudeste e do sul) alcançaria cerca de 20 milhões de reais, isso já faz parte de uma investigação do Ministério Público Federal que apura a participação de alguns grupos criminosos nas queimadas, as mais intensas na região em ao menos cinco anos. “Há suspeita de ação orquestrada e de uma atuação que foi longamente cultivada para chegar a esse resultado”, afirmou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que reuniu em Brasília a força-tarefa de procuradores específica para apurar crimes ocorridos na Amazônia Legal e depois em outras zonas do país que, insistimos, já foi da natureza, hoje é da violência ambiental. 


Meio Brasil em chamas e a culpa não é da natureza...


Um dos atos que estão no âmbito da investigação do MPF é o “Dia do Fogo”, um evento organizado por produtores rurais, sindicalistas, grileiros e comerciantes com objetivo de derrubar parte da floresta e plantar pasto, conforme anunciado em um jornal local do interior do Pará em 5 de agosto. Uma reportagem do programa Globo Rural mostrou que o delito foi combinado por um grupo formado por pelo menos 70 pessoas das cidades de Altamira e Nova Progresso, ambas paraenses e numa das regiões com maior alta das queimadas. O objetivo era, no dia 10 de agosto, desmatar uma área ao redor da rodovia BR-163 e mostrar ao Presidente da República que eles apoiam seus planos de afrouxar a fiscalização que deveria ser realizada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Partiu do próprio Ministério Público Federal do interior do Pará o alerta sobre o riscos do "Dia do Fogo". Documentos publicados pelo site Poder 360 mostram que o procurador Paulo de Tarso Moreira Oliveira comunicou ao Ibama os planos criminosos. O Ibama respondeu, dias depois, que não tinha como atuar pela falta de acompanhamento da Polícia Militar do Pará (a Força Nacional, sob o comando do Ministério da Justiça havia ignorado os pedidos de apoio). 


 O Acre está sendo invadido pelos criminosos incendiários...

...que repete o que ocorre agora na região de Lábrea (AM) e em Rondônia com desmatamento e incêndios florestais investigados


Nenhum dos procuradores entrevistados pela reportagem do principal site da Espanha (El Pais), um dos mais influentes da Europa, quis atribuir qualquer responsabilidade do Governo Federal sobre o caso, apesar dos alertas recebidos. “O Ministério Público brasileiro está olhando para frente”, disse a procuradora-geral, Raquel Dodge. Enquanto isso o procurador Joel Bogo afirmou que o objetivo principal é encontrar os autores dos crimes. “Nosso papel construtivo é de estimular os órgãos do Governo, não só do federal, mas também dos governos estaduais e municipais”, disse Bogo, um dos membros da força-tarefa Amazônia, criada pela Procuradoria Geral da República (PGR) há mais de um ano. “O desmatamento ilegal de grandes proporções é praticado, sim, por agentes do crime organizado, inclusive pela capitalização”, explicou o procurador. “As queimadas são reflexo e explicação de como aumentam os desmatamentos. A queimada aumenta porque a fronteira agrícola está sendo expandida”, completou o procurador, que está lotado em Rio Branco, no Acre.


Há uma ramificação destes criminosos incendiários em áreas florestais de fazendas no nordeste paulista e  interior mineiro


Só depois que a reportagem do Globo Rural sobre o "Dia do Fogo" foi publicada, o presidente do Brasil determinou que a Polícia Federal também passasse a investigar o caso. Nas redes sociais, os apoiadores e aliados do Presidente, como o cidadão afastado sob suspeita de crimes ambientais e ex-Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles ressaltaram a fala de uma pecuarista em que ela acusava, sem provas, de que servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), um órgão do próprio Governo, teriam ateado fogo numa floresta. A acusação dessa produtora rural talvez fosse uma forma de desviar o foco dos verdadeiros responsáveis pelo fogo, atribuído sem prova e irresponsavelmente que ONGs estariam incendiando a Amazônia, só que esta suspeita sinistra já foi investigada e descartada pelo Ministério Público Federal. “Não há um ínfimo indicativo de participação de ONGs”, destacou o coordenador da Câmara de Meio Ambiente do Ministério Público Federal, Nívio de Freitas. Para ele, do que se sabe até o momento, a principal linha de investigação é de que grileiros, que são invasores de terras públicas, são na realidade os responsáveis pelos delitos.


 A EPTV da Globo Ribeirão enfocou região de Morro Agudo como campeã por aqui de focos de fogos (criminosos)


Na última semana, com um crescimento fora do comumde incêndios florestais no Amazonas, no Acre, em Rondônia, no Mato Grosso, Goiás, Pantanal e até em matas de áreas de fazendas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, com muitos plantios e gado, invadindo também os limites das cidades e causando também um aumento doenças respiratórias na população em plena luta contra a Covid-19, porém, o Governo decidiu reforçar o combate ao incêndio somente na região da Amazônia Legal com o emprego de 43.000 militares. Até o momento, sete dos nove estados do norte do país requisitaram a ajuda de tropas federais para debelar os focos. O problema cada vez mais trágico, com a falta crônica de gestão ambiental e sustentável das autoridades governamentais contudo atualmente já afeta meio Brasil. Já se trata de uma emergência urgentíssima a recuperação da ecologia perdida em várias regiões brasileiras, neste clima, a estação das chuvas está começando e apesar da influência agora positiva do fenômeno oceânico La Niña, há o temor de chuva escassa demais ou em suma, uma primavera seca.  


 Neste momento trágico o fenômeno oceânico La Niña é positivo para atenuar seca monstro e trazer algumas chuvas


Fontes: El Pais - G1 - The Trust Project - Poder 360 - Globo Rural - folhaverdenews.blogspot.com

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