Também a Agência
Brasil noticia aves e animais do centro do país queimados ou mortos e os que
escapam buscam refúgio, água e natureza: alguns
têm sido vistos por aqui na divisa entre São Paulo e Minas Gerais onde esta seca monstro de todo o interior aumentou também demais com as queimadas e os incêndios
florestais: depois dos bichos pessoas é que serão as próximas refugiadas a não
ser que haja uma nova gestão governamental urgente, sustentável e de emergência no meio ambiente brasileiro
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| Tem sido avistadas muitas aves do Cerrado e do Pantanal por aqui no nordeste paulista com este Biguá |
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| Répteis dificilmente escapam mas bichos como Tamanduás mesmo queimados conseguem fugir das matas em chamas |
O fogo que avança
em uma das maiores áreas alagadas e mais úmidas do planeta, o bioma Pantanal é a casa de quase 500 espécies de aves, mais
de 100 espécies de répteis e 132 espécies de mamíferos. Mais de 20 mil
onças-pintadas estavam sobrevivendo na
região. Agora é necessário fazer um outro censo, das espécies que sobreviveram. Há os que falam em perdas de até 70%. O desmatamento e os incêndios na Amazônia secaram além do mais as chuvas e a
seca monstro chega até o extremo sul do continente, chuvas escassas demais e
possibilidade de apagão nas hidrelétricas (falta de água). O problema vai pesar
também no bolso dos consumidores. No país do Sol, o sistema público de
eletricidade usa apenas 2% de energia
solar, preferindo as caras e poluentes termelétricas. Cada vez mais se torna
evidente, a culpa não é da natureza nem dos fenômenos oceânicos La Niña ou El Niño, também não são culpados cientistas do IPCC da ONU que detectam falta de gestão governamental do
meio ambiente na origem da crise hídrica que pode levar o Brasil a um caos.
Enfim, o problema não é só das florestas e dos animais selvagens, ainda dentro
dos limites da pandemia, as sequelas podem complicar ainda mais a vida da
população em várias regiões, ainda mais se a primavera vier seca, com poucas
chuvas em outubro e novembro, como já preveem e temem meteorologistas de
plantão, de vários institutos, não só do INPE, o primeiro a alertar sobre esta
situação extrema.
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| Rápidos alguns Macacos fazem uma trilha pelas árvores e se refugiam longe dos incêndios |
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| Até a ave símbolo do Pantanal em fazenda de Minas Gerais como refugiada ambiental aparecendo muitas espécies perdidas de casa |
O biólogo Mahal
Massavi percorre o pantanal mato-grossense em busca de animais machucados. O
projeto que ele coordena, o Bichos do Pantanal, financiado pela Petrobras
também deixa água e alimento espalhados por áreas devastadas. Mahal relata o
que tem vivenciado. “O que nós temos percebido é que o impacto é grande, nós
temos diversas espécies de mamíferos afetadas, especialmente a Onça Pintada.
Nós temos 20 animais que foram queimados, ou que tiveram as patas queimadas e
diversas outras espécies de mamíferos, como Veados, Tatus, Pacas, Cutias,
animais que não conseguem fugir porque o fogo avança muito rápido e acabam
sofrendo. Acabam morrendo na queimada ou tento parte do corpo queimado”. O trabalho de
resgate precisa de uma cadeia de agentes e de maior estrutura para ocorrer, tem sido
feito, normalmente, com uma série de parcerias. São voluntários, Polícia
Militar, estudantes Universidades, alguns órgãos ambientais. O biólogo Mahal Massavi explica como
é feito o resgate. “Eles são
capturados, anestesiados, tudo com acompanhamento de médicos veterinários.
Esses animais que encontramos passam por uma triagem para avaliar seu estado, para ver como eles
estão. Caso não seja nada muito grave são feitos os curativos e os animais são
soltos em áreas livres do fogo. Caso esse animal tenha um ferimento muito
grave, ou eles são encaminhados para a capital, Cuiabá, ou para Goiás, mas muitos desapareceram nas chamas e vi pela imprensa Jacarés morrendo de fome por falta de peixes na águas secas". As maiores vítimas entre os animais são os Répteis, as Aves mais rápidas conseguem voar e viram refugiadas ambientais dos incêndios florestais.
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| Quando não queimados Jacarés morrem de fome por falta de Peixes nos rios que secam |
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| Biólogos, ecologistas, voluntários tentam salvar os animais queimados em meio Brasil com esse problema |
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| Este Lobo Guará conseguiu uma rota de fuga mas morreu de cansaço e falta de água |
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| Garotada das tribos sem os bichos do mato querem ir embora |
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| Um grande número de Onças Pintadas foram assassinadas... |
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| ...pelo fogo ou fumaça inimigos que não sabem como enfrentar |
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| Urgente um censo dos sobreviventes... |
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| ..há estimativas que 70% da fauna do interior do Brasil foi destruída ou afetada pelos incêndios, queimadas ou seca |
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| Este mapa de uma espécie pode ser visto como uma rota de fuga para as espécies do interior do país |
Fontes: Agência Brasil - Greenpeace - INPE - IPCC da ONU - folhaverdenews.blogspot.com
“Nós temos tidos excesso de mortalidade, principalmente com répteis. Criamos unidade móvel, um Samu de animais silvestres, para fazer o primeiro atendimento. Montamos também, a partir dessa semana, no município de Corumbá, um pronto socorro para fazer o primeiro atendimento, para depois deslocar para Campo Grande. E também uma parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, que tem um campus de pesquisa no Pantanal, onde eles também vão fazer essa recepção primária. E trabalhando ombro a ombro com as ONGs, que também têm ajudado muito”: comentário do secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck.
ResponderExcluirMais tarde, mais comentários, venha conferir, recebemos e-mails com fotos e mais informações.
ResponderExcluirVocê pode postar direto a sua opinião aqui nesta seção, se puder, envie seu conteúdo (texto, foto, vídeo, pesquisa ou notícia) pro e-mal do editor deste blog, posteriormente, vamos divulgar o seu material, participe desta luta pelos direitos e pela vida dos animais.
ResponderExcluir"A fauna refugiada ambiental antecipa o que pode acontecer com as pessoas das cidades que vivem nas regiões mais secas e mais atingidas por incêndios florestais, queimadas e desmatamentos, a gente sofre hoje no país - e em determinada proporção em todo o planeta - um tempo de crueldade contra os animais silvestres, contra as florestas e contra a própria vida, parece ser um ápice da cultura da violência, aumenta a urgência da nossa luta para mudar e avançar a realidade": comentário de Antônio de Pádua Silva Padinha, editor deste blog e do Podcast da Ecologia.
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