É o caso de bilionários nos Estados Unidos já se preparam para o fim da
civilização, estão construindo bunkers em Dakota do Sul para se refugiarem desde já dos
efeitos amanhã que serão ainda mais devastadores das mudanças climáticas, das pandemias, das violências, das guerras ou do colapso da
economia e de toda atual forma de viver (parece até mesmo ficção científica mas é um fato segundo reportagem do El Pais)
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| As tragédias ambientais e climáticas estão... |
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| ...no cenário apocalíptico da atualidade |
O clima apocalíptico coincide com uma
série de filmes na França e outra sendo produzida pela Apple (lançamento a partir do mês
que vem) Foundation, baseada nos
livros clássicos de Isaac Asimov que fazia antevisões de um fim da civilização:
cientistas priorizam salvar a cultura humana e humanitária em meio a esta
megacrise que o Coronavírus, as mudanças climáticas, o Talibã o medo de guerra
mundial detonando as atuais estruturas que até dispararam oferta e demanda de bunkers projetados pelos mais ricos para se salvarem e enfrentar o apocalipse,
como os gurus do Vale do Silício sendo os principais instigadores, parece
ficção científica mas dezenas de
refúgios já compõem a sede da Vivos XPoint em Dakota do Sul, The Vivos
Group...Recebemos a reportagem de Carlos Megia (El Pais) por e-mail e a seguir um resumo com uma atualização aqui
no blog da ecologia Folha Verde News. Vale destacar, cá entre nós, que há lado a lado, previsões catastróficas de cientistas e de historiadores que se juntam à visão apocalíptica de religiosos. por exemplo, como levantou a BBC Future, analisando esta questão a partir do livro do pesquisador Arnold Toynbee (Um Estudo de História) analisando em vários tempos a queda de variadas civilizações, agora também...
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| Seja "ali mesmo" na China ou então em... |
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| ...mitos, crenças ou cenas de ficção, o clima é o mesmo |
No terceiro episódio da série francesa L’Effondrement (O colapso), um
bilionário protagoniza uma corrida contra o relógio para pegar um avião
exclusivo e fugir da falência da civilização tal como a conhecemos. O
capítulo mostra o instinto de sobrevivência e a falta de escrúpulos desse
membro do afortunado 1% da humanidade, uma reflexão que a ficção amplia no
sétimo capítulo, então narrando a angustiante odisseia de uma mulher, ministra neste
caso, tentando chegar a uma ilha onde pode encontrar refúgio. Apesar de ser uma
série distópica, sua abordagem do comportamento das elites em um potencial
colapso da civilização está longe da pura ficção científica. A Covid-19 juntamente com a ameaça do terrorismo, das fakes news, dos hackers, da mudança climática e dos desequilíbrios abismais do meio ambiente, aumentou o medo das classes privilegiadas e cada vez mais
pessoas apostam em estar preparadas para uma espécie de apocalipse, disparando rapidamente a demanda
por bunkers e refúgios ou viagens espaciais e fugas para lugares remotos, como nas montanhas dos monges do Himalaia. De Vale do Silício a Wall Street,
passando por Marbella, é assim que os ricos estão se preparando para o fim do
mundo. Os pobres, lutando para sobreviver ao caos que se configura como realidade cada vez mais nem têm tempo ou meios de se preocupar com uma eventual mega tragédia da humanidade. Ecologistas, como profetas da atualidade, clamam nos desertos por uma nova forma sustentável de se viver.
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| Um dos bunkers de refúgio construídos em Dakota do Sul |
É o sentimento diante de um apocalipse de verdade? Ou uma exploração comercial do medo apocalíptico? “Isto é como um seguro de vida ou um
seguro de carro, você espera nunca ter de usá-los, mas se tiver de fazê-lo, são
muito valiosos”, fala Dance Vicino. Com estas palavras ele tenta racionalizar sua rede de refúgios subterrâneos, como diretor-executivo da The Vivos Group, uma das empresas líderes do
setor e que ele prefere qualificar de “projeto humanitário épico de
sobrevivência”. Por e-mail, Vicino confirmou ao El Pais um boom hoje por
desse tipo de serviço, aumentando as vendas em até 400% ao ano! Veículos de
comunicação como o Los Angeles Times confirmam que as
pesquisas e as vendas de refúgios nos Estados Unidos dispararam desde o início
da crise sanitária: “Desinfetante para as mãos? Certamente. Máscaras, OK. Mas, à medida que o Coronavírus se
propaga e se multiplica em outros vírus, os ricos estão investindo de uma maneira muito mais extrema para
evitar a doença, a morte, o fim. Chamada de survivalismo,
esta corrente deixou para trás os arquétipos de fanáticos religiosos ou eremitas excêntricos para se
deslocarem para os escritórios mais poderosos do Vale do Silício ou da Wall Street. CEOs de empresas de tecnologia e investidores decidiram se preparar ativamente para
uma hecatombe do sistema, talvez alentados pelas recentes imagens de brigas em
supermercados por rolos de papel higiênico antes da quarentena ou pela violência de vários formatos, como agora dos Talibãs no Afeganistão ou a tragédia ambiental no Haiti ou a destruição da Amazônia. O co-fundador de Linkedin, Reid Hoffman, disse à The New Yorker que estima que 50% dos
bilionários de Vale do Silício já tenham um bunker ou algum tipo de esconderijo preparado ao redor do mundo para o caso de um apocalipse acontecer e
afirmou que “comprar uma casa na Nova Zelândia é algo como ‘piscar os olhos’,
não é preciso dizer mais nada”. Enquanto isso, refugiados vários tipos e países não têm para onde ir.
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| A destruição da ecologia da natureza não é só na Amazônia |
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| A pandemia colocou em cheque a atual civilização global |
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| O medo de uma guerra e destruição nuclear é ainda factual |
A "bíblia" do radicalismo libertário,
que o próprio Thiel qualificou como o livro que mais o influenciou em sua vida se chama O indivíduo soberano: Como sobreviver e prosperar
durante o colapso do Estado de Bem-Estar. Publicada em 1997 e escrito por
James Dale Davidson e William Rees-Mogg, a obra já aponta a Nova Zelândia como um refúgio perfeito para observar o fim da civilização como a conhecemos. Segundo
os autores, a Internet e a consolidação das criptomoedas porão fim neste
milênio nos criminosos estados-nação e uma elite cognitiva se elevará acima
da fraude democrática. (Sem Governos nem impostos, é claro...) Em declarações
à Vanity Fair, um amigo próximo do guru reconhece o desejo deste de
“comprar seu próprio país” e afirma ter oferecido até cem bilhões de dólares
para torná-lo realidade. Sam Altman, outro bilionário de Vale do Silício,
confirmou que "minha equipe já tem preparado um plano para fugir e se refugiar em
caso de um colapso mundial". Até milionários virando refugiados...
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| Em todo lugar do planeta a mesma violência |
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| Há também uma versão do apocalipse na realidade socioambiental brasileira destes últimos tempos |
(Nesta edição do blog da gente, dois vídeos neste tema, um que o teaser da série Foundation (que ainda está em produção pela Apple), o outro, um documentário, com historiadores analisando o caos de várias civilizações, inclusive desta agora, produzido pelo canal do Youtube Feliz7Play. Depois, mais tarde e amanhã, na seção de comentários, mais dados e argumentos, de toda forma, a questão que fica pode ser, é o apocalipse ou o futuro começando?)
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| Os bunkers para refugiados milionários prosperam nos States |
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| Há uma realidade diferente das profecias bíblicas mas de toda forma tem a mesma conexão com um apocalipse |
Segundo o site Finder,
até 20% dos norte-americanos fizeram alguma forma de provisão pensando no fim
do mundo. Vicino nega que a maioria de seus clientes pertença à elite: “São
pessoas bem educadas e informadas, de classe baixa, média ou alta, que têm a
responsabilidade de proteger suas famílias durante estes tempos potencialmente
catastróficos”, ele rebate e esclarece que seu objetivo é "oferecer esconderijos
acessíveis a todos". O tempo de construção desses majestosos planos A, B ou C pode
variar de três a doze meses, dependendo da localização e do tamanho, e contam
com pelo menos um ano de autonomia de alimentação e de energia sem precisar sair à superfície. Este apocalipse now não é bem o que dizem profecias de religiosos, que pregam um novo tempo, como o Reino de Deus na Terra, talvez seja uma nova era de recuperação da ecologia e da cultura humana ou humanitária, em que o poder e o dinheiro de nada valerão mas sim, outros valores mais altos que mudarão e avançarão o ser humano. Ou o fim ou um novo começo, uma nova história.
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| Muita gente já está antenada numa outra realidade que não é tão somente terrestre |
Fontes: El Pais - BBC Future - folhaverdenews.blogspot.com
Recebemos por e-mail alguns comentários, vamos divulgar aqui nesta seção, depois mais tarde, mande você também a sua opinião ou conteúdo (texto, foto, vídeo, notícia, pesquisa etc) pro e-mail do editor destes blog padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Foundation é fora do comum, a percepção avançada de Isaac Asimov é a informação mais valiosa neste momento de caos, na violência a realidade contra a natureza e a vida": comentário de Antônio de Pádua Silva Padinha (participe você também deste debate).
ResponderExcluirVocê pode postar direto aqui seu comentário, se preferir, envie sua mensagem para o e-mail indicado acima.
ResponderExcluir"Há uma realidade diferente das profecias bíblicas mas de toda forma tem a mesma conexão com o Apocalipse, os sinais estão aí claros": comentário de José de Paula Souza, de Guarujá (SP), que foi criado em fazenda, estou Agronomia, mas se dedica à exportação na região litorânea: "Já sinto no dia a dia e nas pessoas estes sinais.
ResponderExcluir"Vejo o Apocalipse com outra perspectiva, a vinda de Jesus e o Reino de Deus na Terra": comentário de Maria Helena, que há anos se especializou em Terapias Alternativas, mora no bairro da Liberdade em São Paulo, explicando: "Eu me dou melhor com os orientais, embora eles tenham outra cultura religiosa".
ResponderExcluir"Criar uma vida mais ecológica e humanitária na realidade aproxima o ser humano do Reino de Deus na Terra, este é o Apocalipse na minha opinião": comentário de Antônio de Pádua Padinha sobre o Podcast da Ecologia desta edição.
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