A difícil condição de vida dos
refugiados ambientais exige que se encontre uma solução no país e em todo o
planeta a multidões que hoje já se refugiam por causa dos desequilíbrios do clima e
do meio ambiente também em nosso país (nada que se compare ao que acontece no Afeganistão com o Talibã mas a situação é grave)
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| Aumenta também no Brasil este drama humanitário... |
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| ...que em alguns países já virou tragédia... |
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| ...cresce o número de pessoas que perdem tudo e viram refugiados dentro do seu próprio país, como o povo da rua em São Paulo |
Até entre o povo da rua em São Paulo, eles já estão, fugindo da seca ou
de outros problemas ambientais, se misturando com os refugiados de guerra, que
vêm da Venezuela ou da África ou de Cabul, só aumenta a massa do que fogem da miséria,
constata o padre Júlio Lancelotti que criou um esquema de cidadania e de
solidariedade cristã aos que vagam pelas ruas em busca de um destino que não
seja o desemprego, a fome, a doença, a morte. Na paróquia em que este religioso atua com a sua missão humanitária no bairro da Mooca, ele está sofrendo pressões, o povo da rua é mal visto e até perseguido por parte de alguns setores da população e por outros interesses, como ocorre neste caso na capital paulista, também em outros lugares, alguns poucos líderes religiosos fazem o trabalho que os governos e prefeituras não fazem, a população é humanitária, mas a realidade brasileira atual, não. Este é também o conteúdo de um dos vídeos que postamos aqui em nossa webpágina nesta edição, produzido pela TVT, sendo um dos ângulos da situação dramática que enfrentam os migrantes, que perderam tudo em suas regiões de origem. Com os já esperados efeitos da mudança do clima
sobre o meio ambiente, não só no Brasil da seca agora, a população de vários países será cada vez mais negativamente impactada. Esses
efeitos serão sentidos com maior intensidade nas áreas em que a capacidade de
adaptação for menor, ou seja, nas regiões mais pobres do planeta ou daqui do nosso país, fugindo da seca ou de enchentes e de desastres ambientais. Excesso de chuvas ou falta delas e outros desdobramentos das alterações climáticas já afetam a qualidade
de vida em várias localidades, o que faz com que as migrações sejam a única
escolha para os habitantes dessas áreas. Assim aumentam os refugiados ambientais
e os refugiados climáticos, no caso específico de deslocamentos em função de
eventos relacionados ao clima, eles se misturam com os andarilhos nas estradas e com a crescente massa do povo da rua.
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| Os refugiados da Venezuela e da seca se misturam... |
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| ...no mesmo sufoco para seguir sobrevivendo... |
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| ...também por aqui não só na África |
O blog Way Carbon faz um relatório completo sobre os refugiados ambientais, cita que esta expressão foi criada em 1985 pela ONU Meio
Ambiente, se referindo às “pessoas que foram forçadas a deixar seu
habitat tradicional, temporária ou permanentemente, por causa de uma
perturbação ambiental acentuada (natural e/ou desencadeada por pessoas ou por problemas sociais ou do clima) que
comprometeu sua existência e/ou afetou seriamente a vida dos que estão sofrendo esta situação. O pesquisador humanitário Jacobson vê três tipos de refúgio, aqueles que se refugiam em decorrência de um
desastre natural ou em decorrência de um evento
de destruição ambiental que põe em risco a saúde da população ou aqueles que se deslocam permanentemente em função
de mudanças insustentáveis no local de moradia, como os andarilhos em nossa estradas, um problema crescente, também com a crise da economia por causa do Coronavírus. De uma forma geral, segundo os especialistas, várias são as causas ambientais que podem levar as pessoas a migrarem,
mas as que são relacionadas ao clima vêm sendo determinantes cada vez mais hoje em dia, tempestades,
inundações e secas estão entre os motivos mais frequentes.
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| Refugiados dentro do próprio país o povo da rua acaba esquecido num momento dramático da condição de vida |
Os refugiados ambientais ainda não tem o direito de migrar reconhecido - Há ainda este problema a mais, ao contrário dos refugiados de guerra, pois essa condição não é abrangida pela Convenção
relativa ao Estatuto dos Refugiados que é de 1951 e que precisa ser atualizado com urgência. Avanços são necessários
nesse sentido, pois a falta de regulações internacionais colocam as
populações de regiões pobres em situação de vulnerabilidade e de insegurança alimentar devido aos eventos
extremos do clima. Neste sentido, a International Organization
for Migration (IOM) vem atuando, desde 2007, para chamar atenção para
a urgência do reconhecimento do direito dos refugiados ambientais. Em 2015,
houve inclusão formal desses migrantes no Acordo de Paris, que criou uma força
tarefa para discussão do tema entre os países signatários, mas isso precisa ser concretizado na prática, talvez na COP26 de novembro próximo na Escócia.
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| Venezuela é aqui, na seca do norte de Minas |
De toda forma, hoje já são necessárias ações de emergência e também aumentar o levantamento de dados em torno das
migrações por causas ambientais, bem como desenvolver práticas de adaptação a
esse problema. A Nova Zelândia já estuda adotar uma cota para receber os
refugiados climáticos de ilhas vizinhas, o que colocaria o país na liderança do
tema. O Brasil, bem, nosso país não tem hoje uma agenda de meio ambiente nem dos mínimos direitos humanos ao trabalho, à sobrevivência, à vida, quando se sabe que isso vai se agravar mais em outubro, com o fim do auxílio emergencial e com uma ampliação do sufoco de cerca de 100 milhões de brasileiros e de brasileiras: neste cenário de sofrimento, os refugiados ambientais estão sendo esquecidos junto com todo o povo da rua.
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| Duas das fotos que estarão expostas nos debates do... |
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| ...Museu do Amanhã sobre este drama humanitário |
(Depois mais tarde e amanhã, na seção de comentários deste blog mais dados nesta pauta, confira também nesta edição do Folha Verde News nossos dois vídeos, um deles da TVT que sobre a luta do padre Lancelotti na Mooca em São Paulo, outro, mostra de fotos sobre refugiados ambientais e debate deste problema no Museu do Amanhã no Rio de Janeiro)
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| A seca ajuda muita gente perder tudo e... |
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| ...engrossar o time do Padre Lancelotti que busca socorrer como pode o povo da rua em São Paulo |
Fontes: blog.waycarbon.com - World Watch Institute - Cedeplar/FioCruz BH - TVT - Museu do Amanhã - folhaverdenews.blogspot.com
"Para o advogado Sidarta Martins, membro da Comissão dos Direitos dos Imigrantes e Refugiados da OAB São Paulo, a análise de pedidos de refúgio são excessivamente demorados no Brasil, principalmente porque o setor responsável pelas solicitações tem poucos funcionários": comentário na BBC.
ResponderExcluir"É um problema que continua há vários governos. Tem poucas pessoas trabalhando nisso, não há uma ordem cronológica na apreciação dos pedidos": comentário do advogado Sidarta Martins. da OAB-SP em matéria na BBC.
ResponderExcluirDepois, mais tarde, outras informações sobre os problemas do refugiados (também da seca e outros motivos ambientais).
ResponderExcluirVocê pode postar direto aqui nesta seção o seu comentário, se preferir, envie um conteúdo (texto, foto, vídeo, arte, notícia, pesquisa etc) pro e-mail do editor deste blog que na sequência divulgará: mande para padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"A situação dos refugiados ambientais é grave, há milhares deles, por conta de desastres, enchentes, secas, todo o povo das ruas merece atenção especial, humanitária, cumprimento o padre Júlio Lancelotti que faz este trabalho maravilhoso e creio que nossos políticos deveriam descobrir uma forma de auxiliar os que perderam tudo com oportunidades de emprego, de estudo, de preparação para o mercado": comentário de Luiz Carlos Mozart, quem já foi agricultor, perdeu sua terra no Ceará, virou vendedor de doces para restaurantes em São Paulo. (Mande você também a sua opinião para a gente).
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