Alerta está ligado em toda a América do Sul: o
gafanhoto não afeta a saúde humana mas pode gerar grandes prejuízos na
agricultura informam BBC, Terra, agência de notícias Reuters e aqui no blog uma síntese desta ameaça chegando ao país (ainda bem que a informação agora à noite é que a nuvem de insetos desviou seu rumo do Brasil por ação de ventos, salvos pela natureza...)
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| ...mas podem também gerar sequelas ambientais e à saúde humana se forem combatidos com overdose de pesticidas |
O Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou a notícia sobre uma nuvem de
gafanhotos que estava deixando a Argentina e avançava na direção de Uruguai e
Brasil. Um monitoramento está sendo feito por especialistas argentinos do grande
número de gafanhotos da espécie Schistocerca cancellata. O fato alertou
as superintendências federais de agricultura e os órgãos estaduais de defesa
agropecuária para que também tomem as medidas necessárias para acompanhar a
nuvem e orientar os agricultores da região, especialmente no Rio Grande do Sul. Também poderão ser feitas
ações para controlar os gafanhotos e tentar reduzir os estragos que possam
causar, embora haja dificuldades para isso. Os insetos chegaram
à Argentina a partir do Paraguai, onde destruíram lavouras de milho.O Serviço Nacional
de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa, na sigla em espanhol), uma agência
do governo argentino, emitiu o primeiro alerta ainda em maio após ser avisada
por autoridades paraguaias que a nuvem se dirigia em direção à fronteira entre
os dois países. A praga entrou na
Argentina em 21 de maio, mas logo retornou ao Paraguai e permaneceu no país por
uma semana antes de voltar ao território argentino. As Províncias
argentinas de Santa Fé, Formosa e Chaco foram as mais atingidas e agora a perspectiva é que a nuvem de insetos invada o sul do Brasil.
De acordo com agrônomos especialistas, essa praga existe no Brasil desde o século 19. Embora seja
uma praga rural, ela pode se tornar urbana, chegando a vilas e cidades, advertiu a
Senasa. Porém, estes insetos
não afetam a saúde humana ou de animais, porque se alimentam apenas de material
vegetal e não são vetor de nenhum tipo de doença. No entanto, os
gafanhotos podem afetar a atividade agrícola, e, indiretamente, a pecuária,
porque os insetos se alimentam de recursos usados nesta atividade. Eles também
causam danos à vegetação nativa, podendo assim prejudicar o equilíbrio ecológico de algumas áreas. Pode haver 40
milhões de gafanhotos em cerca de 1 km². Eles consomem em um dia o equivalente
a consumo alimentar de 2 mil vacas ou 350 mil pessoas, explicou o engenheiro
agrônomo argentino Héctor Medina à agência de notícias Reuters. Há um temor entre médicos e ecologistas que se aumente demais o uso de pesticidas para o combate do gafanhoto, o que poderá gerar alguma sequela de saúde humana, agravada ou debilitada com o Coronavírus.
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| O vôo dos Gafanhotos é difícil de ser contido |
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| Na seca de 2017 nuvens de gafanhotos já atacaram milharais do nordeste e do n...norte de Minas Gerais |
Reportagem da TV Cultura enfoca alguns outros detalhes
Fontes: BBC - Terra - Reuters
folhaverdenews.blogspot.com






O controle de uma nuvem de gafanhotos é muito complexo, segundo pesquisas já feitas e pelo fato que os gafanhotos têm uma grande capacidade de voo. Confira depois aqui nesta seção mais informações e uma atualização de dados sobre a chegada ao sul da América da nuvem destes insetos.
ResponderExcluir"São uma praga migratória que pode viajar até 150 km em um único dia": comentário de especialista Juan Munhoz, da Argentiona, ligado à Senasa.
ResponderExcluirVocê pode postar direto aqui sua notícia ou mensagem neste tema hoje, se preferir, envie o conteúdo por e-mail para o editor deste blog padinhafranca603@gmail.com que logo mais, depopis mais tarde, divulgaremos todo o material aqui nesta seção.
ResponderExcluir"Nossos estudos mostram que o manejo da terra e a pecuária têm fortes efeitos sobre muitas espécies de gafanhotos, segundo uma análise científica sobre esse assunto, conduzida pela Escola de Sustentabilidade": comentário que extraímos de documento da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
ResponderExcluir"A nuvem se move ao longo do dia e se acomoda tarde da noite. Então, o intervalo de tempo em que é possível tomar medidas de controle da praga é curto e ocorre quando há pouca visibilidade. Uma medida comum é usar pesticidas para evitar que os insetos se unam e se reproduzam": comentário extraído de notícia da BBC News.
ResponderExcluir"Os gafanhotos costumam ser solitários, mas sua reprodução aumenta exponencialmente sob certas circunstâncias e eles se tornam insetos gregários, avançando em grandes populações sem direção específica e comendo tudo em seu caminho. Os motivos da proliferação nas últimas semanas desta praga na região sul ainda estão sendo estudados por especialistas. Vários fatores
ResponderExcluirclimáticos, como níveis de temperatura, secas ou chuvas e ventos favoráveis à sua reprodução, pode estar por trás do fenômeno. Mas cientistas também apontam que desequilíbrios ambientais pode ter um papel no comportamento da praga": comentário extraído do estudo da Universidade do Arizona, Estados Unidos, sobre nuvens de gafanhotos.
"Oi, ouvi aqui o podcast do Padinha, muito bacana, mas cá entre nós parece que ele está cansado, ofegante, não é por menos com a correria dos ecologistas hoje em dia": comentário de Raul dos Santos Pratini, de São Paulo, engenheiro eletrônico que nos mandou esta mensagem por e-mail.
ResponderExcluirO Jornal da Band informou nesta noite que a nuvem de gafanhotos desviou seu rumo mais em direção ao Uruguai ao contrário do que aconteceu em 2017, quando se tornou um problema mais grave no Brasil, exigindo grande aplicação de pesticidas, caros e poluentes.
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