Os indígenas da Amazônia pediram proteção contra a pandemia usando meios digitais no mato e se autoridades governamentais do país se omitiram foram ouvidos pela OMS e por ecologistas que mobilizaram artistas de vários países para um show online com arrecadação de fundos para a defesa dos povos da floresta 21 de junho próximo que será um outro tipo de dia do índio: a revista Veja também divulga e o site El País mapeia as mortes e o foco dos contágios na região de fronteira entre o Brasil, Colômbia, Venezuela e Peru na Amazônia onde estão os povos indígenas de várias etnias mais afetados.
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| Invasor invisível Coronavírus ameaça d+ povos da floresta amazônica entre Brasil, Peru, Venezuela e Colômbia |
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| OMS, entidades ambientais, ecologistas e artistas de alcance mundial vão fazer um Live para levantar recursos dia 21 de junho |
Confira aqui vídeo de chamada para esta Live
Carlinhos Brown, Sting, Alan Parsons Project e Lisa Simone são algumas das atrações deste evento internáutico, ampliando os limites da lua dos índios através deste SOS Rainforest: a apresentação será por conta de atrizes como Camila Pitanga e Letícia Sabatella, havendo durante a live arrecadação de fundos para conter e combater a Covid-19 em territórios indígenas, algo que o site do Greenpeace também está divulgando nestes dias. O território indígena é vasto e inclui aqui na América do Sul pelo menos 4 países amazônicos (Brasil, Peru, Venezuela, Colômbia) e os povos da floresta uma população vulnerável, espalhada ali é majoritariamente indígena, redes
hospitalares deficientes e situação dramática, confusa, sob a jurisdição de vários países e sem a estrutura necessária. O Coronavírus está assim literalmente atacando o pulmão do mundo... A
Amazônia, esse lugar remoto e biodiverso onde as mercadorias fluem pelos rios
em vez de rodovias, acendeu o alerta no Brasil, Colômbia, Peru e Venezuela ante o avanço da pandemia. As própria vítimas, usando seus notebooks ou smartphones começaram a pedir socorro diante do risco de contaminação e da emergência sanitária. E assim a live terá um conteúdo humanitário, maior, superimportante.
Embora seja num hospital administrado pelo Exército, a UTI mais próxima deste epicentro que envolve várias etnias fica a 850 quilômetros de distância, em Manaus, a capital do Estado, tragicamente atacada pelo Coronavírus. Os leitos hospitalares da cidade mais populosa da Amazônia estão 100% saturados há dias. O aumento das mortes obrigou à abertura de valas comuns. “Fracassamos”, admitiu o prefeito Arthur Virgilio Neto, referindo-se ao fato de a população não estar cumprindo a quarentena e do estado não ter as condições essenciais para controlar a virose da Covid-19. A jovem ecologista Greta Thunberg protestou e em seguida a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) resolveu buscar uma solução a curto prazo.
Na sequência o fotógrafo e ambientalista Sebastião Salgado conseguiu o apoio de centenas de personalidades da cultura — de Ai Wei Wei a Meryl Streep e Pedro Almodovar, Gil, Caetano, Maria Bethânia, Chico Buarque, Chico César e Milton Nascimento entre outros músicos sintonizados na causa — para exigir das três instâncias de poder no Brasil medidas urgentes de proteção aos povos da floresta, que antes desta doença já vinham ameaçados na sua vida e agora, pela própria morte. A Comissão Arns é uma entidade brasileira que pede o envio de forças de segurança para impedir a invasão de terras indígenas e expulsar aqueles que já fizeram isso. A antropóloga Manuela Carneiro da Cunha explicou por telefone que 23 povos indígenas vivem por ali na região de São Gabriel da Cachoeira. Observou que o primeiro Yanomami a morrer de Covid-19 foi um adolescente de 19 anos, algo chocante: "Ele contraiu o vírus em terras invadidas por garimpeiros de ouro”. Alertou ainda que o vírus poderá facilmente dizimar comunidades, como a malária levada nos anos oitenta pela invasão e poluição de metais pesados na exploração de garimpos em terras indígenas em geral e em especial dos Yanomamis, que sobrevivem em aldeias remotas e não têm como se defender do invasores armados. De um lado, homens invadindo com armas e prontos para matar ou morrer, garimpar, plantar ou grilas terras. Do outro, um invasor invisível, o Coronavírus. No meio, os índios, a quem precisamos proteger com amor fraternal e humanitário, evitando um genocídio dos povos da floresta do Brasil.
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| Sting será um dos particiopantes do SOS Rain Forest... |
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| Músico e ecologista Gil com seus familiares já deu e vai dar mais força a este evento que tem um sentido fraternal e humanitário... |
folhaverdenews.blogspot.com












Depois, mais tarde, vamos editar aqui mais comentários e dados sonre o SOS Rainforest de socorro aos índios do norte da Amazônia, ameaçados tragicamente pelo Coronavírus e pela falta de condição de socorro sanitário na macrorregião entre o Brasil, Peru, Venezuela e Equador.
ResponderExcluirVocê posta direto aqui sua opinião ou se preferir, manda um e-mail pro nosso editor padinhafranca603@gmail.com com o seu conteúdo (texto, foto, vídeo, pesquisa, notícia etc) e a gente divulgará aqui nesta seção mais tarde. Venha conferir depois.
ResponderExcluir"FELIZMENTE a maioria prefere escutar a música de gente como Brown, Sting, Alan Persons Project, Lisa Simone, por exemplo, do que ouvir o ruído que vem de outros interesses, felizmente esta Live foi levantada e vai obter recursos para atendimento sanitário e humanitário de pessoas de 180 tribos de índios abandonados pelos seus países na Amazônia, os de boa vontade agradecem as estrelas nesse SOS no inferno verde do Coronavírus": comentário extraído do post de chamada desta matéria no Facebook, onde os do contra se manifestaram contra.
ResponderExcluir"Indígenas com máscaras navegam pelo rio Ariaú a 80 quilômetros de Manaus": comentário de Ricardo Oliveira, que é fotógrafo da AFP, postamos neste blog duas fotos suas.
ResponderExcluirNaiara Galabarra Cortázar, Santiago Torrado, Jacqueline Fowks são os jornalistas que viajaram para a Amazônia, partindo de São Paulo para Bogotá, para fazerem reportagens para o site da Espanha El Páis, comprovando a situação dramática de centenas de índios de várias tribos na fronteira do Brasil com o Peru, a venezuela e a Colômbia": comentário de Júlia Mendes, do Rio de Janeiro, que nos enviou por e-mail algumas matérias no tema do blog hoje.
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"Criticamos o fato de alguns grupos recentemente contatados de índios que moram longe dos rios terem que ir até as cidades para receber a ajuda do Bolsa Família porque as políticas públicas brasileiras nunca foram adaptadas às pessoas que vivem de maneira diferente da maioria, como povos indígenas”: comentário extraído de um depoimento da matéria do site El Pais.
ResponderExcluir"Iso é perigosíssimo em uma situação de pandemia, porque os recém-contatados ainda não têm defesas imunológicas, comentário de antropóloga entrevistada, ela destaca que "curiosamente copiamos hoje nas cidades uma estratégia indígena, o isolamento, para enfrentar esta pandemia. Há povos inteiro que se isolaram voluntariamente após experiências traumáticas com garimpeiros ou invasores de territórios".
ResponderExcluirA Covid-19 representa uma ameaça mais grave do que aqui para as comunidades indígenas, historicamente dizimadas por epidemias levadas a elas pelo homem branco. Médicos, pesquisadores, jornalistas, ecologistas alertam para o risco de genocídio se nenhuma medida for adotada. É por isso que os indígenas brasileiros pedem que a Organização Mundial da Saúde crie um fundo especial de emergência para protegê-los, algo que esta live com músicos de alcance global com certeza conseguirá levantar dia 21 de junho.
ResponderExcluirJuntou o visível e o invisível: represas e, ecovid 19, para acabar de uma vez com os povos nativos do país. Lamentável. Porém, a união faz a força!!
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