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segunda-feira, 1 de junho de 2020

PÓS PANDEMIA MUITO VAI MUDAR EM TODO LUGAR E O NOBEL DA PAZ VÊ ESTE FATOR COMO POSITIVO PARA OS PAÍSES FICAREM MAIS SUSTENTÁVEIS E COM MENOS PROBLEMAS

O economista Muhammad Yunus tem esperança de que haverá avanços na realidade de todos os países em seu artigo no La Repubblica, traduzido por Luísa Rabolini e divulgado no Brasil pela Unisinos:  aqui no blog da ecologia, da cidadania, da ciência e da cultura da vida vamos resumir os principais conteúdos desta análise: "A extensão dos danos causados pelo Coronavírus em todo o planeta é devastadora, por outro lado, abre uma grande oportunidade de mudanças e avanços na vida atual", argumenta agora o Nobel da Paz de 2006


  
Nosso país e o planeta ouvirão a sabedoria de Yunus para criar o futuro...

 ...depois da crise geral e do caos do Coronavírus na vida de todo mundo?


A extensão dos desastres causados pela pandemia no planeta atinge todo o universo da vida", opina Yunus, conclamando os países e as pessoas a mudarem a realidade agora: "Neste momento, o mundo inteiro deve encontrar uma resposta para uma grande pergunta. Experiências sofridas no passado já nos ajudam hoje a desenvolver uma terapia genérica para revitalizar o setor econômico, a grande questão que precisamos responder é esta: trazemos o mundo de volta à situação em que estava antes da Covid-19 ou redesenhamos tudo de novo? Este é o debate". 


A pobreza e todos tantos problemas socioambientais de agora irão continuar de novo pós-pandemia?


Muhammad Yunes  destaca que até o momento em que todas as manchetes passaram a ser dedicadas inteiramente à tragédia do Coronavírus a
 em todos os lugares as pessoas gritavam em alta voz alta anunciando as terríveis calamidades que estavam prestes a acontecer. Estávamos literalmente contando os dias até o planeta inteiro se tornar inabitável devido aos caos do clima e do meio ambiente, em foco também ameaças de desemprego em massa causado pela inteligência artificial, bem como no drama da desigualdade, a concentração das riquezas nas mãos de poucos, uma situação que ele classifica como explosiva: "Devemos voltar a este mundo ou aproveitar agora a chance de mudar nossa forma de viver?". 


A recuperação da ecologia da vida...


 ...é fundamental para uma nova economia pós-Coronavírus...

 ...é hora da ciência, da tecnologia e de criar um novo modo de viver



"Agora de repente estamos diante duma tábula rasa, zerar as coisas, podemos ir em qualquer direção, precisamos usar esta liberdade de escolha. E a
ntes de começarmos de novo, precisamos decidir que tipo de economia queremos. Em primeiro lugar e acima de tudo, a economia é uma ferramenta que pode nos ajudar a perseguir os objetivos que nós mesmos estabelecermos. Ter que mudar não deve nos fazer sentir atormentados e impotentes. Não devemos por a culpa no destino ou castigo divino. Nunca devemos esquecer, nem por um instante, que o modelo econômico é um instrumento criado por nós, homens e países, portanto, devemos continuar a projetá-lo e reconfigurá-lo até que nos deixe a todos felizes. É uma ferramenta desenvolvida para alcançar a máxima felicidade coletiva possível". 


A cultura da vida e da paz é também vital para um avanço



"Imediatamente sabemos que há algo errado com o hardware ou software que estamos usando. Tudo o que precisamos fazer é arrumá-lo. Não podemos nos eximir simplesmente dizendo, desculpem, não podemos alcançar nossos objetivos porque nosso estilo atual de vida não permite. Seria uma desculpa patética e inaceitável. Se quisermos criar um mundo  com zero emissões de dióxido de carbono, construiremos o software e o hardware certos para isso. Se queremos uma realidade em que não exista desemprego ou menos pobreza e sofrimento, podemos diminuir a concentração de riqueza, podemos criar uma estrutura sustentável, nada é impossível se usarmos a inteligência, a ciência, a tecnologia e a boa vontade". 


"A notícia mais empolgante ligada à crise do coronavírus é que está nos oferecendo oportunidades inestimáveis para um novo começo. Podemos começar projetando o hardware e o software em uma tela praticamente em branco, começando nova forma de viver" (Muhammad Yunus)


Muhammad Yunus e os cientistas serão ouvidos finalmente?



"Não queremos nem devemos voltar ao mundo que era antes da pandemia. Em nome da retomada, não queremos pular na mesma panela de óleo fervente de antes. Os governos devem garantir aos cidadãos que esse programa de retomada seja completamente diferente daqueles do passado. A próxima retomada não será implementada para trazer as coisas de volta para onde estavam antes. Será o tempo da recuperação das pessoas e do planeta. Devem ser criadas empresas capazes de tornar isso possível. O ponto crucial para o lançamento de um programa pós-Coronavírus consistirá em colocar uma nova consciência social e ambiental no centro de todas as decisões e todos os processos políticos de tomada de decisão. Os governos terão que garantir que nenhum dólar acabe no bolso de alguém a menos que haja garantia de que, comparado a qualquer outra opção, esse dólar dado a alguém precisara trazer o máximo benefício social e ambiental possível para a sociedade como um todo. Tudo o que será feito na retomada deve levar à criação de uma nova economia consciente para cada país e para o mundo inteiro nos níveis socialeconômico e ambiental. Chegou a hora de mudar e de avançar cada país, o planeta e o ser humano", concluiu Muhammad Yunus.



Não é preciso destruir mais para se criar uma nova ecologia, ao contrário é hora de criar mais vida e prosperidade para todos



(Confira mais informações, mais detalhes do desafio cultural do que o Nobel da Paz está fazendo aos governos e às pessoas depois mais tarde na seção de comentários do blog da gente, postaremos dois vídeos hoje por aqui, entrevista feita pela jornalista Mariana Ferrão neste tema desta edição da gente e um outro, as análises do economista Roberto Dumas, do Ibmec)



Muita gente já tenta captar os sinais de um novo mundo depois de toda essa tragédia mundial do virus que destrói toda uma velha forma de viver


Recebemos por e-mail um texto de Amauana de Pádua Rosa Barbosa sobre a realidade da vida pós-pandemia


Eu não posso respirar                             
A injustiça cotidiana
Cala a voz, rouba o ar

Os abraços estão proibidos
Atrás das máscaras
Escondidos

Balas perdidas nas ruas
Crianças perdidas em casa
O medo invisível
Nos separa

Talvez outros de nós mesmos
Seremos
Diferentes e iguais.



Fontes: La Repubblica - Universidade Unisinos
               folhaverdenews.blogspot.com 



4 comentários:

  1. Aguarde que depois, mais tarde, resumiremos aqui nesta seção outras propostas de Muhammad Yunus, bem como postaremos comentários, venha conferir depois.

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  2. "Nada menos do que mudar toda a estrutura em todo país, uma nova forma de viver, é a proposta do Nobel da Paz de 2006, que sintetiza a posição do movimento ecológico e cientófoco nesse momento": comentário de Antônio de Pádua Silva Padinha, editor deste blog.

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  3. Você pode postar direto aqui a sua opinião nesse debate, se preferir, envie o seu conteúdo (notícia, pesquisa, foto, vídeo, charge, crítica, sugestão de pauta) pro e-mail deste blog e/ou para nosso editor padinhafranca603@gmail.com que depois vamos divulgar todo o material.

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  4. "No NRP (New Recovery Programme, Programa da nova retomada) que estou propondo, atribuo um papel fundamental a uma nova forma de empresa chamada empresa social. É uma empresa criada exclusivamente para solucionar os problemas das pessoas, uma empresa que não gera lucro pessoal para os investidores, exceto apenas a recuperação do investimento inicial. Após o retorno do investimento original, todos os lucros subsequentes devem ser reinvestidos na empresa. Os governos terão muitas oportunidades para incentivar, priorizar, abrir espaço para as empresas sociais se engajarem em algumas novas responsabilidades crescentes e de amplo alcance pela retomada da vida em um sistema sustentável": outro comentário do sábio Muhammad Yunus, economista, Nobel da Paz, entrevistado em Blangadesh pelo jornal e site La Repubblica.

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