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segunda-feira, 22 de junho de 2020

MÉDICA DÁ RECEITA PARA O BRASIL EVITAR O CAOS NA SAÚDE E NA VIDA DA POPULAÇÃO

Através desta médica ambientalista (de quem divulgamos hoje este texto aqui agora) homenageamos todos e todas profissionais de saúde indo à luta hoje em dia no país


Leia o texto de Júlia Rocha hoje aqui...

...ela é médica, música, ecologista e tem uma visão ampla e humanitária da nossa realidade


Júlia Rocha é ecologista hoje escrevendo no site Uol: ligada ao movimento Ecoa, esta cidadã de Belo Horizonte (Minas Gerais) concilia por opção pessoal e também por uma tradição de sua família a música e a medicina. Ela se tornou médica com a mesma naturalidade com que atua como compositora e cantora: "Sou especialista em gente, médica de família e da comunidade", ela explica. Drª Júlia Rocha utiliza seu blog que tem uma grande visualização na mídia nacional como um espaço para refletir sempre, não só agora no Coronavírus, sobre a importância da humanização do atendimento médico, também sobre algumas questões da vida no dia a dia e na realidade em geral, argumentando que "afinal, a saúde vai muito além de diagnósticos e receituário". Como ambientalista, Júlia Rocha dá uma força à Ecoa, uma entidade fundamental na história e na luta pela ecologia e das populações mais carentes ou vulneráveis do país em especial no Pantanal e no Cerrado, onde surgiu há 4 décadas. Mais uma razão para a gente divulgar aqui no blog do movimento ecológico, científico, da cidadania e da cultura da vida este texto da médica, música, ecologista e cidadã Júlia Rocha. 


 Indo à luta com os profissionais de saúde...


Júlia Rocha também se preocupa como cidadã...


...com o Pantanal, o Cerrado, a natureza brasileira


(Confira depois na seção de comentários aqui no blog Folha Verde News mais informações nestes temas de hoje também sobre a entidade  Ecoa - Ecologia e Ação. Hoje, aqui em nossa webpágina dois vídeos, uma homenagem que Câmera Record fez a médicos e profissioinais de saúde na luta contra a Covid-19 e um documentário da WWW Brasil sobre biomas Pantanal e Cerrado, reservas de água, fauna e vida futura para o país, enfrentando grandes desafios ambientais)


Ela pede pelo povo mais vulnerável de todo o país que deveria mesmo ser a prioridade de todos nós e de todos os setores nesse momento de crise e do Coronavírus



A saída para o Brasil não se tornar o Reino do Caos

"Nossa capacidade de agir e pensar de forma coletiva está severamente comprometida. Parece haver uma doença social que nos impede de olhar além das supostas soluções individuais. Talvez as causas deste tipo de comportamento já estejam bastante explícitas: desassistência, ineficiência e negligência por parte de agentes públicos eleitos para nos governar, uma ideologia hegemônica individualista e meritocrática explicam grande parte do que vivemos. Nos últimos 15 dias acompanhei sem descanso a reação de pessoas em sites e vídeos sobre nutrição, saúde, e notícias a respeito da pandemia. Tentava encontrar pistas para o comportamento no mínimo inusitado de pessoas que não precisavam se expor mas optam por fazê-lo em meio a maior crise sanitária das últimas décadas. Qual foi minha surpresa ao ler as centenas de receitas caseiras e indicações de vídeos para "aumentar a imunidade" espalhadas como verdades científicas incontestáveis por toda a internet. Em uma busca rápida por vídeos, as palavras imunidade e corona vão te levar a um sem número de explicações, algumas inclusive com racionalidade científica, sobre suplementos, alimentos e receitas que podem melhorar a sua resposta imunológica, fortalecendo o sistema de defesa do seu corpo contra possíveis infecções. Em março e abril deste ano, ocorreram até mesmo abertura de investigações por parte de conselhos regionais de medicina contra profissionais e suas prescrições de suplementos e agentes supostamente responsáveis por "turbinar" o sistema imunológico. Fórmulas propagandeadas em redes sociais e aplicadas em pacientes com custos que ultrapassavam R$1.200. É interessante observar o movimento das coisas. As pessoas estão pensando em saídas 24 horas por dia. E se não há unidade e propostas responsáveis e centralizadas de saídas coletivas, elas começam a buscar o que podem fazer sozinhas, por elas mesmas e pelos seus. Nossa capacidade de agir coletivamente, como um povo, como a nação que somos, ou deveríamos ser, foi minada de tal forma que adormeceu. Está inativa, sabe-se lá até quando. Foi lendo e assistindo a tantas informações desencontradas que resolvi fazer uma lista de coisas que podem melhorar a nossa imunidade coletivamente. Sim, como grupo. Um grupo de duzentas e poucas milhões de pessoas. Sou daquelas inocentes e iludidas que acha que ninguém vai ter coragem de deixar os mais pobres, os moradores de rua, os doentes sem assistência para trás. O caminho em direção a estas mudanças é longo e exige mobilização coletiva. Dá um trabalhão danado e por isso é frequentemente substituído por essas saídas fáceis supostamente encontradas na ponta de uma agulha. Se você sentir preguiça só de pensar que isso vai demorar, lembre-se que as saídas rápidas e individuais estão sendo investigadas como crimes e charlatanismo. As primeiras ações mais efetivas que melhoram a nossa saúde e nos impulsionam para uma infância mais ativa e feliz não têm nada a ver com vitaminas, suplementos ou remédios. A alfabetização feminina, o acesso à assistência pré-natal qualificada e a garantia de renda durante os seis meses do aleitamento materno exclusivo do bebê geram um impacto maior na imunidade de nossas crianças do que qualquer outra intervenção. Alimentos livres de venenos, com produção local que evita poluição e gastos desnecessários com transporte, saneamento básico, acesso à água limpa, preservação do meio ambiente, um modo de produção voltado para o bem-estar e não para a acumulação infinita de bens, um sistema de produção e reprodução da vida que leve em conta a finitude dos recursos naturais e o óbvio esgotamento dos nossos biomas. Uma agricultura que privilegie pequenos produtores em vez de priorizar monoculturas que devastam o cerrado e as florestas, que exigem utilização de muito mais agrotóxicos e aniquilam a biodiversidade. Acesso à saúde pública de qualidade, com atendimento integral e universal. Direitos trabalhistas que nos garantam descanso, férias e nos protejam de trabalhos adoecedores. Quer coisa mais eficiente para melhorar a nossa vida e a nossa saúde do que se sentir seguro no lugar onde moramos? Há algo mais danoso que a percepção de que trabalharemos até o fim da vida sem conseguir aposentar? Aliás, o estresse crônico provocado pelas incertezas em relação ao que comeremos, a quem cuidará dos nossos enfermos, a quem protegerá os mais vulneráveis, esse estresse que nos paralisa também nos adoece e nos deixa imunologicamente mais frágeis. Não há saídas individuais dignas para este momento. Não há solução que não o profundo respeito à dignidade humana, aos direitos humanos. Não há meritocracia capaz de poupar você e os seus da morte, mesmo que você pague caro por suplementos e outras poções. Já fomos longe demais com nosso individualismo e não conseguimos aprender muito com isso, infelizmente. A cada vez que ouço um: "doutora, o que podemos fazer para aumentar a nossa imunidade?" eu me pergunto: O que vamos fazer do outro lado do rio, após esta longa travessia, sozinhos?". (Texto de Drª Júlia Rocha)
Júlia Rocha é também ativista da Ecoa...

 ...uma entidade ligada ao universo pantaneiro...

 ...à natureza e ao povo do Pantanal e do Cerrado...

...biomas que são vitais para a ecologia do país


Fontes
: Uol - Ecoa - folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. Você pode postar direto aqui nesta seção a sua mensagem ou opinião, se preferir, envie o seu conteúdo (texto, foto, vídeo, notícia, pesquisa) pro e-mail do editor deste blog que depois mais tarde divulgamos o material: mande então já e-mail para padinhafranca603@gmail.com

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  2. Mais tarde também aqui nesta seção vamos colocar mais dados sobre os temas presentes no texto da médica e ecologista Júlia Rocha, que atualmente escreve no site Uol, e desde já aqui informações sobre a Ecoa, entidade que Júlia Rocha procura sempre apoiar e divulgar.

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  3. Ecoa - Ecologia e Ação surgiu ainda em 1989, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, formada por um grupo de pesquisadores que atuam em diversos segmentos profissionais, tais como: biologia, comunicação, arquitetura, ciências sociais, engenharia e educação. O principal objetivo era, e ainda é, estabelecer um espaço para reflexão, formulações, debates, além de desenvolver projetos e políticas públicas para a conservação ambiental e a sustentabilidade tanto no meio rural, quanto no meio urbano. O Pantanal e a Bacia do rio da Prata, nesta perspectiva, foram identificados como as regiões prioritárias para a sua ação, sendo que nas regiões pantaneiras e - inclusive em áreas do Cerrado - se concentram atividades de base comunitária, indicando também uma das razões para criação da organização.

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  4. Para exemplificar o que faz a Ecoa, esta entidade iniciou em 2012 o mapeamento climático do Pantanal, alisando os deus efeitos sobre populações vulneráveis em eventos extremos. Também ficou popular no país por ter feito campanha para que o Pantanal fosse eleito uma das Sete Maravilhas naturais do Mundo. Conseguiu. Este detalhe ajuda demais a preservação da natureza pantaneira nestes tempos de desafios monstros para a ecologia.

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  5. Ecoa é uma organização não governamental que visa promover ações para preservar o meio ambiente desde o final dos anos 80 no Brasil, associando investigação cientifica e ação política no sentido amplo do termo, envolvendo comunidades, instituições de ensino e pesquisa, instituições governamentais e também outras entidades de sociedade civil. Como ferramentas promove campanhas e processos de diálogos multissetoriais para criar espaços de reflexão, negociação e decisão frente a questões prioritárias para a conservação ambiental e para o desenvolvimento sustentável. Uma das principais características da instituição é o permanente suporte para o surgimento e desenvolvimento de redes, fóruns, articulações e organizações locais no Brasil e em outros países, também participando de eventos, como workshops para discussão de leis ambientais, como em especial e muito reconhecida a legislação sobre o Pantanal.

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  6. "Aproveitando para valorizar a luta dos profissionais da medicina e da saúde neste época do Coronavírus, encontramos neste texto da médica, ecologista, música e cidadã Júlia Rocha um exemplo positivo de luta e de conteúdo para mudar e avançar o nosso país": comentário de Antônio de Pádua Silva Padinha, ecologista e editor do Folha Verde News. Participe você também com seu comentário, que postaremos depois, OK?

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