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sexta-feira, 19 de junho de 2020

ALGUMAS COMUNIDADES DOS POVOS DA FLORESTA JÁ CONSEGUIRAM UM EQUILÍBRIO SUSTENTÁVEL ENTRE EXPLORAR E PRESERVAR OS RECURSOS NATURAIS (UMA EXCEÇÃO NO BRASIL)

Recebemos por e-mail aqui no blog da ecologia e da cidadania reportagem da National Geographic postada também no site Envolverde através da jornalista Ana Maria que explica que a leste da foz do rio Amazonas, no encontro da floresta tropical com o oceano Atlântico, um mosaico de paisagens naturais que se estende por centenas de quilômetros: mesmo esquecido pelas autoridades ambientais é protegido pelos próprios pescadores e coletores



 Uma exceção no Brasil: pescadores e coletores que preservam águas, peixes e natureza nos manguezais onde sobrevivem  em paz com a natureza


A DICA de canção agora no Podcasr da Ecologia no blog da gente é Mahmundi 
                     


O nordeste paraense é a região de maior densidade demográfica de toda a Amazônia brasileira. Enquanto a média geral do território gira em torno de 5 habitantes/ km2, a área a leste de Belém abriga, pelo menos, quatro vezes mais pessoas. Menos de 90% da vegetação nativa amazônica sobreviveu nesse solo, graças à ocupação histórica de mais de três séculos, quando ali se estabeleceu o principal polo provedor da capital com produtos madeireiros, pesqueiros e agrícolas desde o Ciclo da Borracha e da estrada de ferro Belém-Bragança. É uma área ameaçada pelos centros urbanos e pela agropecuária com a extensão do agronegócio no Brasil. No entanto, um trecho de floresta na parte litorânea do estado ainda resiste ao avanço da grande exploração econômica e da agropecuária.Este é o caso de Aloizio do Rosário Blanco e também do seu filho, Aloizio do Rosário Junior, que pescam camarão-branco com rede de tarrafa em Pacamorema, na Resex Mãe Grande do Curaça, no Pará. A fim de preservar os peixes, uma iguaria símbolo da culinária paraense, pescadores vêm utilizando redes com tamanhos de malha mais adequados, o mínimo sugerido é 10 milímetros, como mostra a foto no local feita por Enrico Marone. Assim,. preservam os peixes e o futuro da sua atividade que eles e comunidades da região  que é famosa pelas reentrâncias paraenses, uma costa que encanta geógrafos, cartógrafos e ecologistas, uma paisagem recortada oena natureza da costa do Atlântico. Ela está a poucos graus ao sul da Linha do Equador, sendo resguardada pelo menos por lei por um conjunto de 12 reservas marinhas extrativistas (Resex). Estas áreas protegidas correspondem a 56% dos 2,9 mil km2 de manguezais do Pará. Mas o mangue não termina ali, ele se estende por mais 5 mil km2 no Maranhão (que tem 3,6 mil km2 protegidos por Resex), formando o maior manguezal contínuo do mundo. O próprio povo procura garantir a proteção das reservas porque já entendeu que elas significam também a sua própria sobrevivência também. E isso é um conceito de desenvolvimento sustentável o que há de mais contemporâneo para a garantia de uma vida futura, para a natureza e a população. 

Há redes e pescas que podem ser mais ecológicas


A nova geração dos pescadores de alguns manguezais da Amazônia dão um exemplo de economia ecológica na tradição e trabalho nas Resex

Paraenses e maranhenses, estas reentrâncias amazônicas se destacam como formações únicas na costa brasileira, se estendendo por centenas de quilômetros a leste da foz do rio Amazonas, com uma extensão de costa que apenas há pouco tempo começou a ser efetivamente mapeada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Vistas de cima, parecem pontas de dedos humanos unidos, ou a uma sequência de dúzias de penínsulas enfileiradas e costuradas por canais de contato entre mangue, mar, praias, dunas, restingas, baías, enseadas, ilhas, rios, furos e igarapés.

 Nos mangues a vida da fauna nativa da costa leste da Amazônia


 Um oásis onde o povo sobrevive em harmonia com a natureza

Cerca de 80 mil pessoas (ou 1% da população paraense) vivem em reservas extrativistas da Amazônia Atlântica – na fina e pouco conhecida camada que restou entre a área de fazendas ou cidades e o mar. Em sua maioria nas reservas vivem agricultores familiares, extrativistas e, principalmente, pescadores e pescadoras artesanais – coletores de caranguejo e marisqueiras que realizam um trabalho altamente especializado para abastecer de pescado principalmente a população de Belém, hoje também gente de outros estados e países, uma vez que aumenta o número de consumidores dos peixes e frutos do mar, além de matérias-primas exclusivas. O manguezal ali tem uma ciência e uma tradição que até agora garantiram a sua preservação para o futuro. "Não foi fácil assegurar, até aqui, a conservação dessa maravilha", dizem pecadores no território ao longo de séculos de ocupação. Estabelecidas nos últimos 20 anos, as Resex Marinhas desempenham papel fundamental na proteção do ecossistema e só existem graças à luta de lideranças e comunidades que conquistaram o direito a proteger suas terras, mares e todo um modo de vida ai mesmo tempo econômico e ecológico, numa palavra, sustentável. Os manguazais do pará e do Maranhão, costa amazônica do Atlântico são hoje uma feliz exceção no país da destruição cada vez mais intensa do equilíbrio do meio ambiente. 

Adereço criado pelos pescadores para pegar pescados à mão

 Confira 2 vídeos hoje aqui no blog, uma sobre a ameça de destruição dos manguezais, ouro, sobre a a cultura de preservação numa economia ecológica

(Depois mais tarde mais informações sobre a costa paraense e maranhense do oceano Atlântico na Amazônia, nos comentários nesta edição de hoje no blog Folha Verde News, dois vídeos, uma da TV Difusora do maranhão, alertando sobre a destruição de alguns manguezais, outro, da série Canal Educachico  - povo herdeiro de Chico Mendes - na Boa do jacaré no Baixo Juruá preservando as águas, os peixes e a natureza dos manguezais no Pará, que são o seu sustento e ideal de vida)

A pesca é farta quando o pescador ama a natureza


Fontes: National Gepgraphic - Envolverde - folhaverdenews.blogspot.com

8 comentários:

  1. Depois mais tarde, até amanhã, estaremos postando comentários, aguarde e venha conferir a exceção que são algumas comunidades de pescadores e colatores de Resex do Pará e do Maranhão a leste da foz do Rio Amazonas.

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  2. Você pode postar direto aqui sua opinião, se preferir envie o conteúdo (comentário, foto, vódeo, notícia, pesquisa) pro e-mail do editor deste blog padinhafranca603@gmail.com

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  3. Mais tarde vamos divulgar todas as mensagens recebidas, como esta de Joelmir Pereira da Silva, de Slvador, Bahia, a primeira que chegou ao nosso e-mail: "Sou paraense e vivi naquela região e depois vim com a família aqui para a zona do cacau, fiquei feliz em saber que povo pescador e coletor lá estão preservando uma das maravilhas da nossa natureza, que são os manguezais do Pará, na costa do Atlântico".

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  4. "Também considero que a visão ecológica em algumas Resex do Pará e do Maranhão são ecológicas, mas infelizmente não é o caso geral, em grande parte do litoral brasileiro os mangues têm sido destruidos": comentário de Giovana Camargo, que se dedica a atividades de turismo e de hotelaria entre a Bahia e o Espírito Santo.

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  5. "Não foi fácil assegurar, até aqui, a conservação desse lugar ao longo de séculos de ocupação. Estabelecidas nos últimos 20 anos, as Resex Marinhas desempenham papel fundamental na proteção do ecossistema e só existem graças à luta de lideranças e comunidades que conquistaram o direito a proteger suas terras, mares e modos de vida": comentário da repórter Ana Maria, do site Envolverde, no portal da Carta Capital em que ela destaca Luan Vitor Fonseca, filho de pescadores da Resex Marinha de Cururupu, no Maranhão.

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  6. “O manguezal é uma coisa muito importante para todos nós, não só para os pescadores, mas para todos que tiram esse ar para a gente respirar, que é um ar que a gente pode dizer que é um ar puro, que vem dos oceanos e de dentro dos manguezais”, explica o caranguejeiro João de Lima Coelho, 57, conselheiro da Resex de São João da Ponta, uma das mais próximas a Belém.

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  7. "De fato, o conhecimento tradicional dos caranguejeiros é corroborado pelas pesquisas sobre estoques de carbono que mostram que o manguezal tem papel fundamental nas mudanças climáticas globais, uma vez que sua vegetação armazena até quatro vezes mais carbono que outras florestas tropicais do mundo. Na região amazônica, cada hectare de manguezal contém uma quantidade de carbono duas vezes maior que a mesma área de floresta, principalmente por conta do solo rico em material orgânico": comentário de Enrico Marrone, fotógrafo que fez as imagens para o National Geographic, relatando as informações que obteve com pesquisadores na região.

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  8. "Interessante o podcast, passa mais rápido as informações do que num post de texto e isso na correri de hoje é uma boa": comentário de Iracema Willian, de São Paulo, provedora de exposições de arte.

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