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quarta-feira, 3 de junho de 2020

A MAIOR SECA EM 89 ANOS NO PARANÁ CONTINUARÁ EM ALGUMAS REGIÕES DE LÁ E CHEGARÁ ATÉ PARTE DO SUDESTE VEM AÍ JUNHO MAIS SECO E COM MENOS FRIO

Estiagem faz Rio Iguaçu registrar nível mais baixo desde 1931 indicou medição da Copel e do Simepar que continuam a monitorar o problema maior que está na região oeste do Paraná também Curitiba e meteorologistas já temem pela situação do interior do Sudeste: desmatamento na macrorregião, na Amazônia, no Cerrado, falta de gestão ambiental no país são as causas



 Seca em parte do Paraná e Sudeste prejudicam economia, ecologia e saúde da população ainda mais nessa época do Coronavírus



Uma situação nordestina vem abalando o oeste do Paraná e a região metropolitana de Curitiba mesmo depois das chuvas que caíram na última frente fria. Choveu em grande volumes no Sul do Brasil no final de maio (Em várias áreas dos três estados lá choveu de 100 mm a 150 mm em 48 horas. No sudoeste do Rio Grande do Sul, os acumulados superaram 200 mm, avalia medição Climatempo).  Os estados da Região Sul vinham passando sufoco e  estiagem devido à escassez de chuva desde o verão, e também neste outono, ainda bem que ocorreu esta frente fria recentemente. O governador do Paraná decretou situação de emergência hídrica no estado, pelo prazo de 180 dias desde maio. A região em torno de Curitiba está tendo racionamento de água. O rio Iguaçu reduziu a produção de energia elétrica e a estiagem fez por ali se registrar o nível mais baixo desde 1931, quando o monitoramento foi iniciado, de acordo com a Copel e o Simepar. 

 A situação chegou a ser nordestina no Rio Paraná



Ecologistas já em alerta também em torno da Grande São Paulo a cada ano ficando um pouco mais desértica


Segundo o instituto Tempo Agora maio terminou com chuva acima da média em boa parte do Brasil. Vale destacar o terceiro episódio de tempestade severa registrada no Rio de Janeiro onde o acumulado chegou a aproximadamente 115 milímetros em quatro dias, quando o normal seriam 70 milímetros durante todo o mês de maio. Além do Rio de Janeiro, choveu acima da média em boa parte de toda a região Sul e Sudeste, também no interior do Nordeste e parte da região Norte. Por outro lado algumas áreas receberam menos chuva que o normal como a divisa entre São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Também choveu menos que o normal em toda a costa do Nordeste e em parte do Norte. Em Maceió (AL), choveu apenas 30 milímetros correspondendo a 10% do total mensal.

 No Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro as chuvas foram mais volumosas e a situação de seca será menor nos próximos meses

Para falar de junho agora é preciso analisar o oceano Pacífico. Estamos sob um fraco fenômeno El Niño e simulações apontam que a chuva forte deve ficar mais mais ao sul, entre o Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. Isto quer dizer que em boa parte do Brasil será um mês de junho com tempo seco mais persistente, baixa umidade relativa do ar e temperatura acima da média, apesar da grande amplitude térmica. Muito seco e menos frio, junho sai também da normalidade na questão da temperatura. No fim das contas, a chuva acima da média é prevista para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, sul e leste do Paraná e boa parte da costa desde São Paulo até a Bahia. Em números absolutos, o acumulado pode passar dos 200 milímetros entre o Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina, área que costuma registrar metade disso nesta época do ano. Mas ao norte e oeste do Paraná, interior de São Paulo, em Minas Gerais, em todo o Centro-Oeste e em boa parte do Nordeste, a chuva oscilará e tende a ficar abaixo da média. A  temperatura permanecerá acima da média na maior parte do Brasil com maiores desvios ao longo da costa do Sul, Sudeste e Nordeste pela água do Atlântico mais quente que o normal. Só falta mesmo um inverno sem frio para caracterizar o desgoverno da natureza e do clima no país. Ondas de frio não aparecerão com muita frequência, com exceção desta primeira semana onde ainda estaremos com potencial para declínio acentuado de temperatura. O decorrer do mês não deve ser dos mais frios. 

No oeste paranaense e no interior de São Paulo ou Minas, cada chuva ainda que escassa é recebida com alívio


"Significa dizer que apenas 10% da água que passa normalmente pelo Rio Iguaçu está passando naquela localidade. Ou seja, mais uma visão da seca extrema que este lado do Paraná passa", explicou Julio Gonchoroski, diretor da Sanepar.  

Desde 1931, nunca em 89 anos a Foz do Iguaçu ficou tão sem água

Ao contrário do Paraná que é formado desde o Rio Grande entre São Paulo e Minas Gerais, o Iguaçu conforme o Instituto das Águas do Paraná, o rio é o maior totalmente paranaense. Ele nasce em Curitiba e percorre 1,3 mil km, passando pelos três planaltos. Essa não é a primeira vez que o Iguaçu sofre com a seca. Em 2006 e 2018, a falta de chuva também prejudicou a vazão e o nível do rio. Especialistas apontam que as duas estiagens não se comparam com a situação atual. Há o problema da geração de energia elétrica ou do abastecimento da população e da agropecuária, prejudicando assim tanto a economia como a ecologia, agravando o desequilíbrio do meio ambiente nesta parte do Sul, no Sudeste e Centro Oeste, a dano da saúde da população, ainda mais nesta época de Coronavírus. 


Um sinal de alerta para muita gente em 3 ou 4 regiões



(Confira depois mais tarde na seção de comentários deste blog da gente mais dados e informações dentro desta pauta de hoje, quando 3 vídeos já estão postados aqui: um sobre a previsão do clima até julho nesta macrorregião, outro sobre o ápice da seca em todo o Paraná em maio (agora a escassez de chuva está mais no oeste paranaense, que parece estar virando o nordeste do Brasil, daí a gente postou um terceiro vídeo com Asa Branca - Luiz Gonzaga - que serve de parâmetro para a história do sofrimento que a seca causa no povo)



 Por aqui também a gente sonha com chuva volumosa capaz de fazer o que autoridades ambientais não fazem pelo reequilíbrio do clima, da ecologia, da economia e da saúde da nossa população



Fontes: G1 - Climatempo - Canal Rural - Tempo Agora
               folhaverdenews.blogspot.com


5 comentários:

  1. Mais tarde mais dados e mais informações aqui nesta seção, aguarde a nossa edição de comentários.

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  2. Você pode (e deve) participar da discussão desta realidade que de forma direta ou indireta envolve a todos nós: poste direto aqui a sua opinião ou se preferir envie o seu conteúdo (texto, foto, vídeo, pesquisa, notícia, previsão de tempo etc) pro e-mail deste blog navepad@bol.com.br e/ou pro e-mail do nosso editor padinhafranca603@gmail.com

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  3. "A seca histórica é resultado da chuva abaixo do esperado nos últimos três meses não só no local da medição, em União da Vitória, mas também na Região Metropolitana de Curitiba, onde fica a nascente do rio Iguaçu": com,entário extraído da avaliação do Simepar.

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  4. "A gente tem experimentado uma situação de seca meteorológica que está ocorrendo desde o começo do ano e que agora está se traduzindo cada vez mais em uma seca hidrológica, em vazões baixas e níveis baixos": comentário do engenheiro hidrológico do Simepar, Arlan Scortegagna. (Logo mais, mais comentários e mensagens nesta seção, venha conferir depois).

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  5. "Significa dizer que apenas 10% da água que passa normalmente pelo Rio Iguaçu está passando naquela localidade. Ou seja, mais uma visão da seca extrema que este lado do Paraná está sofrendo": comentário de Julio Gonchoroski, diretor da Sanepar.

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