Estiagem faz Rio Iguaçu registrar nível mais baixo
desde 1931 indicou medição da Copel e do Simepar que continuam a monitorar o problema maior que está na região oeste do Paraná também Curitiba e meteorologistas já temem pela situação do interior do Sudeste: desmatamento na macrorregião, na Amazônia, no Cerrado, falta de gestão ambiental no país são as causas
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| Seca em parte do Paraná e Sudeste prejudicam economia, ecologia e saúde da população ainda mais nessa época do Coronavírus |
Uma situação nordestina vem abalando o oeste do Paraná e a região metropolitana de Curitiba mesmo depois das chuvas que caíram na última frente fria. Choveu em grande volumes no Sul do Brasil no final de maio (Em várias áreas dos três estados lá choveu de 100 mm a 150 mm em 48 horas. No
sudoeste do Rio Grande do Sul, os acumulados superaram 200 mm, avalia medição Climatempo). Os estados da Região Sul vinham passando sufoco e estiagem devido
à escassez de chuva desde o verão, e também neste outono, ainda bem que ocorreu esta frente fria recentemente. O governador do
Paraná decretou situação de emergência hídrica no estado, pelo prazo de 180
dias desde maio. A região em torno de Curitiba está tendo racionamento de água. O rio Iguaçu reduziu a
produção de energia elétrica e a estiagem fez por ali se registrar o nível mais baixo desde 1931, quando o monitoramento foi
iniciado, de acordo com a Copel e o Simepar.
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| Ecologistas já em alerta também em torno da Grande São Paulo a cada ano ficando um pouco mais desértica |
Segundo o instituto Tempo Agora maio terminou com chuva acima da média em boa parte do Brasil. Vale
destacar o terceiro episódio de tempestade severa registrada no Rio de Janeiro onde o acumulado chegou a aproximadamente 115 milímetros em quatro
dias, quando o normal seriam 70 milímetros durante todo o mês de
maio. Além do Rio de Janeiro, choveu acima da média em boa parte de toda a região
Sul e Sudeste, também no interior do Nordeste e parte da região Norte. Por outro lado algumas áreas receberam menos chuva que o normal como a
divisa entre São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul. Também choveu menos que o
normal em toda a costa do Nordeste e em parte do Norte. Em Maceió (AL), choveu
apenas 30 milímetros correspondendo a 10% do total mensal.
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| No Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro as chuvas foram mais volumosas e a situação de seca será menor nos próximos meses |
Para falar de junho agora é preciso analisar o oceano Pacífico. Estamos sob um
fraco fenômeno El Niño e simulações
apontam que a chuva forte deve ficar mais mais ao sul, entre o Rio Grande do Sul,
Uruguai e Argentina. Isto quer dizer que em boa parte do Brasil será um mês de
junho com tempo seco mais persistente, baixa umidade relativa do ar e
temperatura acima da média, apesar da grande amplitude térmica. Muito seco e menos frio, junho sai também da normalidade na questão da temperatura. No fim das contas, a chuva acima da média é prevista para o Rio Grande
do Sul, Santa Catarina, sul e leste do Paraná e boa parte da costa desde São
Paulo até a Bahia. Em números absolutos, o acumulado pode passar dos 200
milímetros entre o Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina, área que
costuma registrar metade disso nesta época do ano. Mas ao norte e oeste do Paraná, interior
de São Paulo, em Minas Gerais, em todo o Centro-Oeste e em boa parte do
Nordeste, a chuva oscilará e tende a ficar abaixo da média. A temperatura permanecerá acima da
média na maior parte do Brasil com maiores desvios ao longo da costa do Sul,
Sudeste e Nordeste pela água do Atlântico mais quente que o normal. Só falta mesmo um inverno sem frio para caracterizar o desgoverno da natureza e do clima no país. Ondas de frio não aparecerão com
muita frequência, com exceção desta primeira semana onde ainda estaremos com
potencial para declínio acentuado de temperatura. O decorrer do mês não deve
ser dos mais frios.
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| No oeste paranaense e no interior de São Paulo ou Minas, cada chuva ainda que escassa é recebida com alívio |
"Significa
dizer que apenas 10% da água que passa normalmente pelo Rio Iguaçu está
passando naquela localidade. Ou seja, mais uma visão da seca extrema que este lado do
Paraná passa", explicou Julio Gonchoroski, diretor da Sanepar.
Ao contrário do Paraná que é formado desde o Rio Grande entre São Paulo e Minas Gerais, o Iguaçu conforme o Instituto
das Águas do Paraná, o rio é o maior totalmente paranaense. Ele nasce em
Curitiba e percorre 1,3 mil km, passando pelos três planaltos. Essa não é a
primeira vez que o Iguaçu sofre com a seca. Em 2006 e 2018, a falta de chuva
também prejudicou a vazão e o nível do rio. Especialistas apontam que as duas
estiagens não se comparam com a situação atual. Há o problema da geração de energia elétrica ou do abastecimento da população e da agropecuária, prejudicando assim tanto a economia como a ecologia, agravando o desequilíbrio do meio ambiente nesta parte do Sul, no Sudeste e Centro Oeste, a dano da saúde da população, ainda mais nesta época de Coronavírus.
(Confira depois mais tarde na seção de comentários deste blog da gente mais dados e informações dentro desta pauta de hoje, quando 3 vídeos já estão postados aqui: um sobre a previsão do clima até julho nesta macrorregião, outro sobre o ápice da seca em todo o Paraná em maio (agora a escassez de chuva está mais no oeste paranaense, que parece estar virando o nordeste do Brasil, daí a gente postou um terceiro vídeo com Asa Branca - Luiz Gonzaga - que serve de parâmetro para a história do sofrimento que a seca causa no povo)
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| Por aqui também a gente sonha com chuva volumosa capaz de fazer o que autoridades ambientais não fazem pelo reequilíbrio do clima, da ecologia, da economia e da saúde da nossa população |
Fontes: G1 - Climatempo - Canal Rural -
Tempo Agora
folhaverdenews.blogspot.com








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ResponderExcluirVocê pode (e deve) participar da discussão desta realidade que de forma direta ou indireta envolve a todos nós: poste direto aqui a sua opinião ou se preferir envie o seu conteúdo (texto, foto, vídeo, pesquisa, notícia, previsão de tempo etc) pro e-mail deste blog navepad@bol.com.br e/ou pro e-mail do nosso editor padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"A seca histórica é resultado da chuva abaixo do esperado nos últimos três meses não só no local da medição, em União da Vitória, mas também na Região Metropolitana de Curitiba, onde fica a nascente do rio Iguaçu": com,entário extraído da avaliação do Simepar.
ResponderExcluir"A gente tem experimentado uma situação de seca meteorológica que está ocorrendo desde o começo do ano e que agora está se traduzindo cada vez mais em uma seca hidrológica, em vazões baixas e níveis baixos": comentário do engenheiro hidrológico do Simepar, Arlan Scortegagna. (Logo mais, mais comentários e mensagens nesta seção, venha conferir depois).
ResponderExcluir"Significa dizer que apenas 10% da água que passa normalmente pelo Rio Iguaçu está passando naquela localidade. Ou seja, mais uma visão da seca extrema que este lado do Paraná está sofrendo": comentário de Julio Gonchoroski, diretor da Sanepar.
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