Três futuros em potencial
para a Covid-19: pequenos surtos ou uma onda monstruosa ou uma crise
persistente?
![]() |
| ...na sequência outras sequelas na realidade da vida, até na economia também |
"O outubro de 2020",
disse o especialista em doenças emergentes Amesh Adalja, do Centro de Segurança
da Saúde da Universidade Johns Hopkins, "ele não se parecerá com o outubro de
2019".
E a gente acrescenta, outubro de 2021 será bem diferente do outubro de 2020, de
acordo com uma análise divulgada agora na quinta-feira pelo epidemiologista Michael
Osterholm, da Universidade de Minnesota que contou na pesquisa com o apoio de outros estudiosos. Eles neste trabalho de projeção concluíram uma visão de futuro, imaginando três cenários possíveis, tendo como ilustração paisagens marítimas, com ondas de
diferentes alturas e larguras aproximando-se dos pescadores de praia invisíveis
e desavisados em uma praia tranquila. No cenário um, uma onda
monstruosa ocorreu no início de 2020 (o atual surto de milhões de casos que podem levar a centenas de milhares de mortes em todo o mundo ainda até 1º de agosto). É esta onda é seguida por mini-ondas alternadas de surtos muito menores a cada poucos meses, mesmo que com apenas alguns casos, nunca com incidência zero. O Corona vai continuar até quando?
Num segundo cenário, a atual
onda de sofrimento é seguida no final deste ano por uma outra duas vezes mais feroz e
ainda mais duradoura, pois o surto se recupera após o calor do verão, quando então poderá haver uma queda
significativa no número de casos e mortes: esta possibilidade levará autoridades e indivíduos a
desarmarem a vigilância, vai se relaxar o distanciamento físico mais do que era seguro e vai se deixar de prestar atenção (ou até mesmo detetar) os sinais de alerta precoce de que
um novo surto estará ganhando força. Após essa segunda onda duplamente
desastrosa, cenário da virose será marcado apenas por uma onda ocasional de
casos que equivalerão a apenas um quinto do que o outono e a primavera de 2020
viram, mas mesmo assim, causarão impacto.
No terceiro cenário possível,
a onda atual cria um novo normal, uma outra realidade, com surtos de Covid-19 de proporção quase igual a de 2020 e, na maioria dos casos, duração até o final de 2022. Nesse ponto, o melhor
cenário é que uma vacina eficaz já poderá então ter sido descoberta, caso contrário, o mundo experimentará novamente os efeitos trágicos da Covid-19 por mais uns 2 anos, até que pelo menos metade da população de cada país e do planeta tenha sido infectada, com ou
sem adoecer, com ou sem UTI. Temos que desde já, ciência e governos, fazer uma gestão sustentável desta tragédia pré-anunciada.
O que todos estes três cenários coincidem é o seguinte: não há praticamente nenhuma chance da Covid-19
terminar totalmente após um 2020 calamitoso. O
motivo é o mesmo por que a doença causou tanto dano, ninguém terá imunidade ao novo Coronavírus, quando ele voltar, mesmo considerando a chance de uma vacina: "Essa pandemia não se
acalmará até que haja imunidade populacional suficiente e um pouco acima de
50%", comentou o epidemiologista Gabriel Leung, da Universidade de Hong Kong, em
entrevista especial para a Academia de Ciências de Nova York. Como o mundo "está
longe desse nível de imunidade", argumenta o epidemiologista Michel Osterholm (ele estima que não mais
de 5% da população mundial está imune ao novo coronavírus como resultado da
sobrevivência à infecção), "esse vírus continuará encontrando mais pessoas. Vai
continuar se espalhando pela população. E isso significa que estamos em um longo curso de problemas". A incerteza sobre como será
o longo curso - um terceiro cenário impressionante ou muito menos brutal -
reflete a série de incógnitas que cercam um surto sem paralelo na história contemporânea. Os cientistas ainda estão correndo para entender tudo, desde a
biologia básica do vírus (quanto as temperaturas quentes e a alta umidade
reduzem a transmissão? Quantas pessoas foram infectadas e se têm imunidade,
quanto tempo ela dura?)...Até o impacto da mitigação e estratégias precisam ser questionadas e dimensionadas (o fechamento das escolas
de ensino fundamental e médio ajuda o suficiente para justificar o custo da
educação das crianças?). As respostas afetarão qual futuro acontecerá. Qual poderá vir a ser o nosso futuro sofrimento? As causas mediatas e imediatas da virose estão sendo combatidas para evitar a sua volta? Esta é também um questão que nos causa desde já sofrimento. Precisamos mudar e avançar nossa atual forma de viver.
Vídeo de vítima brasileira da Covid-10 falando sobre as sequelas da doença do Coronavírus
(Confira depois mais tarde, na seção de comentários aqui no blog mais projeções ou novas informações e dados sobre as possíveis sequelas do Coronavírus nos próximos meses ou anos ou até a projeção de uma eventual e possível nova tragédia. No vídeo já postado hoje aqui no blog Folha Verde News as sequelas e, especial na Economia, reportagem da Euronews)
Fontes: STAT - Universidade Jophns Hopkins
folhaverdenews.blogspot.com








Depois, mais tarde, aqui nesta seção, edição de comentários, aguarde e venha conferir.
ResponderExcluirVocê pode postar direto aqui a sua opinião, se preferir envie o seu conteúdo (pesquisa, texto, fotos, vídeo, notícias) para o e-mail deste blog navepad@bol.com.br e/ou para o e-mail do editor desta webpágina padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Pelo que entendi desta boa projeção de sequelas nesta matéria de Sharon Begley, editada aqui neste blog, não será fácil nos livrarmos do Corona, me parece que apenas mudando a nossa insustentável e antinatural forma de vida hoje em dia em todo lugar, uma economia mais ecológica e as cidades sem poluição do ar": comentário de Antônio de Pádua Silva Padinha, ecologista, editor do blog: aguardamos a sua opinião ou informação para fazer a divulgação aqui, OK?
ResponderExcluir"Tem a ver, o Corona surgiu na China num momento em que este país era o mais poluído do mundo. Em lugares onde a pandemia recua, caem os índices de poluição. Assim uma forma de viver mais natural, sem poluição, se, destruir a ecologia é o rumo para se evitar outro Coronavírus": comentário de Paulo Octávio, estudante da Universidade Federal da Bahia, que quer se especializar no exterior em tecnologia ambiental.
ResponderExcluir"AO BRASIL resta investir num desenvolvimento sustentável, capaz de equilibrar economia com ecologia, garantindo higiene ambiental e condição básica de saúde para toda a população, mudando o país pode avançar e ganhar mercado, seguindo como está agora e em todos estes últimos anos vai virar uma Venezuela": comentário também do ecologista baiano Paulo Octávio, de Salvador, que vai se doutorar em tecnologia ambiental.
ResponderExcluir