A seca continua no Sul mesmo com algumas chuvas e ameaça a produção agrícola, a ecologia, o abastecimento de água e a saúde do povo no frio (a situação sob influência de La Niña deve melhorar a partir de junho porém a recuperação da normalidade do clima depende de vários fatores inclusive gestão pública sustentável): para complicar ainda tem o Coronavírus
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Seca no Paraná e em todo Sul vai melhorar com o La Niña
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Dentro da pesquisa de informações nesta pauta de hoje, a equipe do blog
Folha Verde News começou por questionar as causas desta seca em especial no
Sul, também em parte do Sudeste, bem como os fatores que podem mudar esta
situação de anormalidade no clima agora no outono. No site Deutsche Welle, foi
feito um estudo sobre as causas, sendo os principais, a falta de gestão, além do desmatamento
regional, influência do desmate na Amazônia que altera a regularidade das
chuvas. E isso foi reforçado por um relatório que reuniu artigos sobre o
potencial climático das florestas divulgado no final de outubro pela
Articulação Regional Amazônica (ARA), como o apoio da WWF Brasil. As
informações vão ainda além. e apontam que o desmatamento na região pode
ter um impacto significativo também em locais distantes da Amazônia, ao reduzir
a transpiração da floresta e modificar a dinâmica de nuvens e chuvas no
Continente. "Não posso colocar toda a culpa na Amazônia, mas há uma
combinação de efeitos, e o desmatamento é em parte responsável. Há também uma
oscilação natural e outras mudanças no clima provocadas pelos homens",
afirma Claudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva da WWF. Maretti
também comentou que os efeitos do aquecimento global pioram com o
desmatamento na Amazônia e em toda região, o que faz aumentar as emissões de
CO2 na atmosfera. Para Pedro Telles, coordenador de Clima e Energia do
Greenpeace Brasil, a redução da quantidade de árvores e a destruição da
floresta é um dos fatores que contribuiu para causar a atual seca, também no
Sul do Brasil. Choveu um pouco, esfriou bastante e deu geada depois de 40 dias de estio
no sul do país, que espera neste fim de semana uma nova frente fria com
possibilidade de mais chuvas, nos informa por sua vez Carla Aranha em matéria no site da revista
Globo Rural. A seca deve continuar em todo Sul ainda nos próximos dias. Uma
grande massa de ar quente e seco vinha impedindo a formação de nuvens carregadas.
São esperadas chuvas mais intensas na madrugada de sábado e no domingo, com a chegada de uma frente fria mais intensa. As precipitações
podem variar entre 10 milímetros e 30 milímetros, com queda de
temperatura. A partir do domingo a previsão é
que não se formem novas nuvens no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná,
com o deslocamento do corredor de umidade para o Sudeste. Em São Paulo e outros
Estados da região, deve chover no início da próxima semana, por volta dos dias
13 e 14. Mas no Sul, onde há mais necessidade umidade para as lavouras, o tempo
continua seco pelo menos até a terceira semana de maio. Até lá, os agricultores
da região devem observar redução do potencial produtivo na agricultura, por exemplo, da safrinha de milho.
Em Maringá (PR), não choveu durante 40 dias. A estimativa de produção de milho no
Paraná já foi revista para 80 sacas por hectare, cerca de 20% a menos da previsão
inicial. A partir do dia 21, há mais possibilidades de ocorrência de chuvas na
região Sul. “O problema é que cerca da metade do milho cultivado nessa parte do
país está em floração e a falta de água pode comprometer a produtividade”, argumenta João Castro, meteorologista do Climatempo. De forma geral o Sul brasileiro, além do Coronavírus que assola todas as regiões do país, vem de forte seca e os reflexos na economia serão grandes, assim como na ecologia da vida.
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Nunca o Rio Iguaçu com as suas Cataratas...
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...ficou com um cenário de tanta seca...
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...imagens no Nordeste invadem o Sul e o Sudeste do Brasil
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Para o site Agrolink, a pandemia do novo Coronavírus que tem matado milhares de pessoas em todo o mundo
e deixado em quarentena mais de 1 bilhão de pessoas em todos os continentes não
é o único grande problema sendo enfrentado no sul do Brasil. A seca deixou marcas por exemplo no Rio Paraná e até nas Cataratas do Rio Iguaçu. Consequência
do recrudescimento das mudanças climáticas, a seca tem se acentuado nos três
estados do sul. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná vem
enfrentando, desde agosto de 2019 um período de falta de chuva. A espera por
uma mudança de cenário parece em vão: quando chove muda pouco e não ajuda a melhorar o cenário. E pior: as previsões para maio agora não estão promissoras. Nas
Cataratas do Iguaçu, a vazão chegou a apenas 288 metros cúbicos às 8h do dia 31
de março. Ou seja, cinco vezes menos que a vazão normal, que fica perto de 1,5
mil metros cúbicos por segundo. Os dados são da Copel. No
Rio Grande do Sul, 229 municípios que decretaram situação de emergência. As
perdas na agricultura estão aumentando mês a mês. Na agricultura, a Emater
estima perdas de cerca de 20% da produção de frutas como uva, pêssego, maçã e
figo. Na safra de milho o número aumenta para 35% e na de soja para 33% de
perda. Em
situação econômica grave, o estado do Rio Grande do Sul vem parcelando salários
dos funcionários públicos há mais de 5 anos. Com a pandemia e as perdas
econômicas decorrentes da falta de chuva, o cenário de caos tende a piorar. No março gaúcho, a chuva foi de apenas 28 mm, ou seja, um quarto da média
histórica. Já
em Santa Catarina, algumas regiões estão com a média de chuva está 550 mm
abaixo da média histórica. Produção de leite, feijão e milho sentem os
impactos. Na pecuária acontece o mesmo. Há cidades naos três estados do Sul que vêm enfrentando problemas de abastecimento, como até mesmo Curitiba.
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Falta de gestão pública sustentável é um dos fatores da seca
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Em
comentário feito no programa Em Pauta, Globo News o jornalista Jorge Pontual alertou para outro enorme desafio que o mundo
terá de enfrentar logo após o Coronavírus: as mudanças climáticas. Para
Eduardo Assad, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa), a seca prolongada no Rio Grande do Sul está diretamente ligada ao
aquecimento global. Como Assad, muitos cientistas acreditam origem da estiagem
pode estar também em outros fatores. Juliano
Bueno, diretor do Instituto Internacional Arayara e da 350.org faz um alerta.
“Alguns líderes mundiais tentam negar as mudanças climáticas. Isso é tão grave
quanto negar o novo Coronavírus. A indústria fóssil (petróleo) é a principal causadora e
aceleradora das mudanças climáticas. Cabe aos líderes mundiais impor um freio a
essa opção energética sob pena de ter milhões e milhões de pessoas como vítimas da sua
inação. E isso é agora, é já. Não temos mais tempo a perder".
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Em alguns pontos o deserto no Rio Grande do Sul
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Há ainda a influência do fenômeno natural e oceânico La Niña. Para analistas do Canal Rural, ha muita preocupação no Sul. o cenário
climático deste ano no Brasil está sendo comparado ao de 2007, quando no
primeiro semestre tínhamos também uma neutralidade no oceano Pacífico com viés
positivo e no segundo semestre, uma configuração de viés negativo que culminou
em uma transição do El Niño para o La Niña. Com essa base, também é possível
comparar a safra de 2021 com desempenhos semelhantes à de 2008. É importante
desde já saber que, se o último ano foi de dificuldades para os gaúchos, o
próximo pode ser ainda pior e de uma forma mais generalizada. Já para boa parte
do Nordeste, incluindo até o Matopiba, a próxima safra poderá ser bem promissora.Para o site Climatempo, diante
da seca no Sul e de um verão com chuva no Sudeste e Nordeste, o que
esperar do outono de 2020? O
ponto mais importante a ser destacado no outono é a recuperação de chuvas da região Sul, que viveu um grande problema de estiagem no verão. Já
a partir de maio, há indicação de início de recuperação, com chuvas mais
consistentes em comparação aos últimos meses. Pode ser que os
totais de chuva superem até a média histórica de precipitação. Ao mesmo tempo, para o Sudeste, como é normal, a expectativa
é de que as chuvas diminuam e a atmosfera fique mais seca, mais estável. Apesar
disso, no Sudeste em maio a chuva ainda pode até ficar acima da média por
exemplo na faixa centro-leste do estado de São Paulo, que abrange a capital, e
no estado do Rio de Janeiro. "Quando chove no Rio, pode chover também no nordeste paulista", comentou um plantador de café que tem conversado por telefone diariamente com meteorologistas. Geraldo Campos, vive entre a região da Serra da Canastra (MG), onde tem gado, com Ibiraci, onde planta café e com Franca (SP), onde vem morando: "Por toda essa região a seca pode ser brava, os rios e nascentes estão secando cada vez mais, ainda mais que o vento é forte, tem muito pó e ainda por cima as queimadas".
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Fazenda entre a Serra da Canasta (Minas) e Franca (São Paulo)
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(Confira a seguir na seção de comentários deste blog mais informações, como dados do IPCC também para o Sudeste e do NOAA (Estados Unidos) sobre a influência do fenômeno La Niña entre junho, julho e agosto no clima daqui. No vídeo já postado hoje em nossa webpágina drones mostram a seca no Paraná em especial na região metropolitana de Curitiba)
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Hoje a seca do Sul e do Sudeste tem vários ângulos, causas e fatores...
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,,,só com ciência, meteorologia e tecnologia podemos entender e mudar esta situação
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Fontes: Climatempo - IPCC - NOAA - DW - Canal Rural - Agrolink - Globo Rural - Embrapa - Arayara - 350.org - WWF Brasil - Globo News- folhaverdenews.blogspot.com
Segundo o IPCC da ONU desde a década de 50 algumas regiões do planeta enfrentarão secadas cada vez mais severas e longas, isso também no Brasil.
ResponderExcluirCientistas do IPCC também calculam que a seca no Brasil em 1978 gerou um prejuízo de 8 bilhões de dólares. No nodeste brasileiro, secas sempre acontecem, no sudeste, eles destacam dados sobre a crise hídrica de 2014 e 2015.
ResponderExcluir"Há um processo de desertificação já detectado por várias pesquisas, elas se intensificam em escala global e também em algumas regiões do Brasil também, sendo resultado de mudanças do clima, do ambiente, desmatamento, queimadas, também técnicas agropecuárias inadequadas": comentário de Geraldo Campos, engenheiro agrônomo, entrevistado nesta matéria.
ResponderExcluirConfira depois mais tarde mais comentários, aguarde nossa edição, venha conferir depois.
ResponderExcluirVocê pode postar direto aqui sua opinião, se preferir, envie o seu conteúdo (texto, foto, vídeo, pesquisa, notícia) pro e-mail deste blog navepad@bol.com.br e/ou pro nosso editor que vai fazer uma atualização das mensagens, mande a sua para le no e-mail padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Tudo indica que haverá um resfriamento do Pacífico (La Niña), o que vai influenciar todo o clima global a partir do meio de 2020": comentário de Julian Smith, técnico do NOAA, dos Estados Unidos, instituto que fez i rastreamento: "Nesse momento este fenômeno oceanográfico esá ainda em neutralidade climática, a partir de junho, julho, agosto, a influência do La Niña vai mudar as condições do tempo".
ResponderExcluir"Eu vi na TV Brasil uma análise, creio que do INPE, que realmente essa ação do La Niña poderá até trazer chuvas que podem atenuar em parte a seca deste ano nas regiões Sul e Sudeste, interrompendo as chuvas que no entanto estão sendo boas no Nordeste do país": comentário de Marina Soares, de Vila Velha, Espírito Santo, professora de crianças e cuidadora de crianças.
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