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sábado, 25 de abril de 2020

O PIOR ESTÁ POR VIR SEGUNDO A CEPAL: OS MAIS POBRES E AS MULHERES AS MAIORES VÍTIMAS DA QUEDA DO PIB NO BRASIL E EM TODA A AMÉRICA LATINA POR CONTA DO CORONAVÍRUS

Crise causada pela Pandemia levará cerca de 30 milhões de latino-americanos à pobreza (depois que ela passar): um desafio a mais para nosso futuro próximo



As sequelas sociais do Corona para os mais pobres e...

 ...para as mulheres, as principais vítimas segundo o relatório da Cepal



A secretária-executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), Alicia Bárcena, está alertando que "as mulheres e os novos pobres serão os mais prejudicados pelos efeitos econômicos e sociais do Coronavírus": ela foi entrevistada pelo jornalista Marcia Carmo, de Buenos Aires para a BBC e a gente recebeu aqui no blog da ecologia e da cidadania esta entrevista na íntegra, por e-mail, a nós enviado pelo ecologista Pablo Viñas. Vamos resumir alguns dos principais conteúdos desta reportagem aqui no Folha Verde News, como um estímulo a que nossa população pressione as autoridades públicas para uma gestão desde já para evitar uma nova tragédia pós-Coronavírus na condição de vida de muita gente, também aqui no Brasil.
A luta para evitar o pior precisa começar desde já

Devido aos efeitos da pandemia do novo Coronavírus, a economia da América Latina cairá 5,3% e a da América do Sul cerca de 5,2% ainda neste ano, segundo o relatório da Cepal. A economia regional já tinha problemas, com baixo crescimento ou recessão, dependendo da performance um pouco pior ou um pouco melhor de cada país. Na entrevista à BBC News Brasil, matéria de Márcia Carmo, de Buenos Aires, Alícia Bárcena disse que "na quarentena muitas mulheres sofrem violência de gênero, além disso, elas têm tido jornadas mais longas, com tarefas extras como a maior atenção às crianças em casa, já que elas estão sem aulas. E, muitas vezes, estas tarefas são somadas, em função da pandemia, ao trabalho em esquema de home office". Esta tragédia na saúde por aqui mostrou ainda que mais de 70% dos profissionais da área de saúde são mulheres e é hora de cuidar ainda mais delas, bem como das camadas da população com menos recursos na luta para a sobrevivência. 

Alícia Bárcena explicou o relatório da Cepal na BBC


As mulheres em geral e em especial as das periferias...

...e os "novos pobres", parcela da população que começava a se livrar da pobreza estão no mapa do problema

São muito desafiadoras as novas projeções econômicas da Cepal para a América Latina, com uma queda de 5,3% do PIB da região, que é a pior da sua história desde a Grande Depressão na década de 1920. A queda empurrará quase 30 milhões para a pobreza na América Latina, incluindo aqueles que tinham saído da pobreza na época do boom das commodities, até 2014.  Os dados da instituição ligada às Nações Unidas (ONU) foram feitos a partir da previsão de queda de 3,8% do PIB da Estados Unidos, a maior economia do mundo. "A situação poderá ser ainda mais grave", admitiu Alícia Bárcena, isso, se o comportamento da economia americana for pior, como aliás prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A Bolívia  também no circuito deste desafio continental

Povo de rua de SP entre os mais ameaçados das sequelas da pandemia na América Latina

30 milhões na pobreza na América Latina - A região já vinha com crescimento baixo e suas políticas fiscais tinham espaços limitados:"Existem fatores internos e externos que afetaram os países aqui, ainda mais agora na pandemia. Do ponto de vista externo, a queda enorme dos sócios comerciais da região, como China, Estados Unidos e Europa. São economias que frearam suas demandas agregadas e houve um desabamento das exportações da nossa região (para estes sócios comerciais). Em segundo lugar, houve uma queda nos preços das commodities. Veja o caso do petróleo, por exemplo. Mesmo falando de preços no mercado futuro, este é um produto muito importante para a região, principalmente a América do Sul (Venezuela e Brasil, por exemplo) e México que são exportadores de petróleo e de commodities em geral. Em terceiro lugar, temos a forte queda do turismo. Obviamente, não há viagens, voos, enfim, a situação se complicou demais". E muitos serão os "sequelados", os que enfrentarão as piores sequelas. 

Com certeza pode agendar protestos e lutas políticas...

 ...que serão um dos canais para a busca de melhor condição de vida dos "sequelados"



(Confira depois na seção de comentários deste blog, ligado ao movimento ecológico, científico, de cidadania e da cultura da vida, um resumo de mais dados e mais informações: dois vídeos hoje em nossa webpágina são alertas da história, um sobre a Epidemia da Febre Amarela no Brasil por volta de 1903 e outro, a Pandemia da Gripe Espanhola, também no começo do século passado, que teve número de mortos bem maior do que o Coronavírus: vamos aprender desta vez com as lições de agora e do passado?)




As mulheres de vítimas a guerreiras para mudar...

...aqui e em toda a AL a condição humana de vida que precisará avançar mais nos próximos anos


Lições que vem da história da pandemia da Gripe Espanhola: confira o vídeo, pulando claro o comercial...
https://www.youtube.com/watch?v=q5qTkSkxkRU&t=179s


Mapeamento de 1 ano atrás ainda vigora hoje com mais um fator complicador (a Covid-19)


Fontes: BBC - Youtube - folhaverdenews.blogspot.com


8 comentários:

  1. Mais tarde, vamos resumir aqui nesta seção alguns dos pontos principais do relatório da Cepal sobre as sequelas que virão depois que o Coronavírus passar: aguarde e venha conferir depois.

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  2. Você pode postar direto aqui sua opinião ou se preferir envie o seu conteúdo (mensagem, notícia, comentário, foto, charge, arte ou pesquisa) pro e-mail deste blog navepad@bol.com.br e/ou pro e-mail do editor desta página padinhafranca603@gmail.com

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  3. "Temos que levar em conta também a queda das remessas (de imigrantes para seus familiares) e isso afeta, principalmente, a América Central e o México. E, ainda por último, acrescente aí, há uma grande aversão ao risco por parte dos movimentos financeiros (que buscam os Estados Unidos, por exemplo)": comentário de Alicia Bárcena, falando à BBC pela Cepal, na Argentina, em Buenos Aires.

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  4. Na nossa região, entre 2018 e 2019, houve uma diferença de menos 80 bilhões de dólares em financiamento e saída de capitais da região. Ou seja, haverá os efeitos da Pandemia na região e no mundo inteiro, mas nossa região já vinha com problemas": comentário também de Alícia Bárcena, Cepal, Buenos Aires. (Confira mais tarde mais dados e mais comentários).

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  5. "Amanhã será um outro dia": comentário de Arthur Bandeira Netto, produtor cultural, cineasta, diretor da TV Assim, que entrou no post de chamada desta matéria no Facebook.

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  6. Selecionamos a seguir para você que veio conferir esta seção de comentários um dos trechos mais expressivos da entrevista da BBC News em Buenos Aires, na conversa entre a repórter Marcia Carmo e ela, momento que sintetiza bem as informações.

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  7. BBC News Brasil - A pandemia leva a região para a época de antes do boom das commodities (2000-2014)?
    Bárcena- Não sei se voltaremos a aquela época, de antes das commodities. Com o boom das commodities conseguimos tirar mais de 40 milhões de pessoas da pobreza. Mas, definitivamente, temos um problema. Estamos voltando a um quadro no qual a região já tinha deixado para trás. como a do México têm uma relação muito direta com os Estados Unidos, que sofrerá forte baque.

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  8. Bárcena - O fundamental é proteger os mais vulneráveis. Em 2002, a região tinha cerca de 226 milhões de pobres e a região conseguiu diminuir esta cifra fortemente entre 2002 e 2014. E chegou a ter, em certo momento, 174 milhões de pobres. E agora estamos falando de 214 milhões de pobres (como efeito da pandemia).
    BBC News Brasil - Esse número de 214 milhões de pobres, com os cálculos feitos a partir da queda de 3,8% da economia americana?
    Bárcena- Exato. De 186 milhões de pobres a 214 milhões de pobres na América Latina (não incluindo o Caribe). Estamos falando agora de um aumento de quase 30 milhões de pobres.
    BBC News Brasil -30 milhões neste ano?
    Bárcena- Sim, de aumento. estão na lista de empresas que sofrer mais com a crise
    BBC News Brasil - Em que países, principalmente, estão estes 30 milhões de novos pobres? No Brasil? No México? Que são os maiores países da região?
    Bárcena- É difícil precisar. Nós fizemos o cálculo a partir da elasticidade do crescimento e do emprego, a partir do PIB. Mas ainda estamos calculando país por país. Entre os informais estão manicures, eletricistas, os que vivem de fazer bicos. Eles poderiam ser os novos pobres? A pandemia dificulta o trabalho de muitos deles.

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