Calor prejudicará
agricultura e aumentará pobreza no Brasil: alerta de cientistas do IPCC
da ONU em relação ao nosso país dentro da luta contra o aquecimento global maior do que 1,5 graus
por aqui e por todo o planeta indicam desde já gestão ambiental urgente que não pode esperar 2023
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| Pesquisadores do IPCC usaram toda tecnologia para estudar problemas das nossas águas, do clima e da ecologia do Brasil |
Cientistas do grupo internacional com centenas de pesquisadores de vários países atuando neste projeto das Nações Unidas, o IPCC, advertem entre outros pontos que a produção de commodities depende diretamente da estabilidade ecológica da Amazônia: confira aqui no blog Folha Verde News algumas das principals conclusões do relatório Aquecimento Global de 1,5ºC sendo divulgado agora: a gente resume informações que nos foram enviadas por e-mail e postadas no site Observatório do Clima.
A seca em
algumas regiões da Amazônia já havia sido destacada em 2005 como um sinal de alerta pela WWF,
através de fotos e vídeos de Ana Cintia Gazzelli: agora em 2018, no novo
relatório sobre o perigo dum aquecimento global maior do que 1,5oC os
cientistas da ONU estão advertindo que este fato prejudicará a agricultura, a
geração de energia e deixará populações inteiras expostas à insegurança
alimentar, falta d’água e problemas de saúde. E não só na Amazônia. As conclusões
são deste novo relatório agora do painel do clima da Organização das Nações Unidas e foram apresentadas ao vivo
por quatro integrantes do comitê. Autores brasileiros do
relatório Aquecimento Global de 1,5oC, lançado na Coreia
do Sul conversaram com jornalistas num webinar promovido pelo
Observatório do Clima e pelo Instituto Climainfo. Segundo estes pesquisadores, a principal
mensagem do documento é que a escala da transformação na economia e na
sociedade global para conter o aquecimento da Terra em até 1,5oC nos
próximos anos é sem precedente: em apenas 12 anos, será necessário reduzir as
emissões de gases de efeito estufa em 45% no planeta, o que implica na
transformação radical do modo como se usa a energia e os recursos naturais. E o Brasil é tanto uma vítima em
potencial quanto um dos países com maior oportunidade de fazer uma transição
para uma economia limpa, que venha a ser sustentável, equilibrando os interesses econômicos com os ecológicos. Entre os impactos mencionados
pelos cientistas está a redução de atividades econômicas poluentes, que acabam por dificultar o
combate à pobreza, diminuindo a vazão de rios no Norte e no Nordeste, algo que causará danos à geração de eletricidade nas hidrelétricas já no máximo 30 anos.
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| IPCC tem medido a queda crescente de vazão no Rio São Francisco |
“Com um aumento médio da temperatura em 2oC,
a geração de energia na bacia do São Francisco terá a redução de 15% em
2040 e de 28% no final do século”, comentou José Marengo, pesquisador do Cemaden
(Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). Segundo ele, também
com 2oC de aquecimento, os rios da Amazônia podem ter reduções da ordem
de 25% na sua vazão. Escassez de água gera problemas muito grandes e o botânico Marcos Buckeridge, do
Instituto de Biociências da USP, afirmou que o agronegócio também ficará mais vulnerável devido a esta situação climática: “Com o aumento do CO2 e da temperatura, existem culturas que
têm limites. O milho tem limite de 35oC, acima disso a produção vai
começar a cair. A soja vai até 39oC graus, e se passar disso tem
problemas de produção. Com todos esses problemas pode faltar alimento”. Isso significa que é urgente uma gestão ambiental no Brasil desde agora para evitar o caos do clima, do ambiente e também da economia já projetados pelo IPCC: não dá para esperar que as ações para mudar esta realidade sejam iniciadas apenas em 2023, segundo as metas nacionais (NDCs) que foram planejadas dentro do Acordo do Clima. É urgente antecipar a recuperação da ecologia, cada vez mais perdida no Brasil, para que assim não haja um caos climático a dano da agricultura, de toda a economia e da qualidade de vida da população brasileira.
(Confira mais informações e comentários em torno do novo relatório do IPCC na seção de comentários aqui do nosso blog indo à luta pela ecologia)
Fontes: Observatório do Clima – Clkimainfo - IPCC da ONU
folhaverdenews.blogspot.com





Nesse momento de transição governamental no Brasil, estas informações do novo relatório do IPCC são da hora, temos que pressionar para que haja uma gestão ambiental sustentável no país, o meio ambiente já atinge uma situação limite por exemplo na questão de nossas águas.
ResponderExcluir"Há pontos críticos no clima da Amazônia, por exemplo, onde a temperatura máxima ao invés do 1,5 graus previstos pelo Acordo do Clima, poderão ultrapassar os 4 graus a mais, o Brasil precisa iniciar já ações de recuperação da ecologia e não esperar 2023 como está nos planos e metas nacionais": comentário de Patrícia Pinho, pesquisadora do Centro de Resiliência de Estocolmo.
ResponderExcluirLogo mais, estaremos postando aqui mais informações e também comentários, você pode dar a sua opinião, coloque aqui a sua mensagem ou envie um e-mail para a redação do blog da gente, mande o e-mail que postamos para você, envie então para navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirVídeos, fotos, material de informação, sugestão de pauta, mande direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo daqui do blog Folha Verde News: padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Na minha opinião, vai ser difícil mudanças e avanços na área ambiental, até o Ministério do Meio Ambiente esteve até ontem ameaçado de voltar a ser só uma secretaria, sei não o que será da ecologia brasileira": comentário de Geraldo Viana, de Salvador, estudante de Música na Universidade federal da Bahia.
ResponderExcluir"As metas nacionais (NDCs) colocadas na mesa hoje não são suficientes para cumprir o objetivo do Acordo do Clima assumido pelo Brasil junto a 199 países na ONU, de manter o aquecimento global “bem abaixo de 2oC” neste século e fazer esforços para limitá-lo a 1,5 graus. Só que a revisão da ambição dessas metas está marcada apenas para 2023, mesmo levando em conta que o nosso relatório diz claramente que a queda grande e drástica nas emissões precisa ocorrer até 2030. Pesquisadores têm certeza de que começar essa discussão só em 2023 será tarde tarde demais”: comentário ainda da cientista brasileira Patrícia Pinho, em Estocolmo, Suécia, no anúncio do novo relatório do IPCC.
ResponderExcluir"Vai ser difícil atingir essa meta pelo que vejo dos novos governantes no Brasil, creio que o nosso movimento deveria levar este argumento de pressa para o deputado Molon, da Frente Parlamentar Ambientalista": comentário de Roseana de Morais Câmara, do Rio de Janeiro, empresária.
ResponderExcluir"Não vamos ficar calados e ignorar este samba maravilhoso, parabéns ao Jonathan Silva e toda essa galera cabeça boa e do bem": comentário de Pedro Antônio, estudante de Direito da USP em São Paulo.
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