As pastagens encolheram e
os canaviais aumentaram mais do que a vegetação nativa: no blog da gente um
resumo dos resultados do levantamento da Embrapa
Territorial por aqui na macrorregião
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| A terra do café e do leite... |
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| ...hoje é um mar de cana mas a tradição sobrevive |
O estudo na íntegra
está postado no Climatempo, sendo
noticiado também no site Terra e aqui
no Folha Verde News a gente resume
para você com mais algumas informações: a área dedicada à pecuária foi, de
longe, a que mais perdeu espaço no nordeste paulista. Há 30 anos atrás, as
pastagens estavam em primeiro lugar na ocupação de terras nesta macrorregião,
cobrindo 27% da área rural. Em 2015, com 13% do espaço, aparecia atrás só da
cana-de-açúcar, sendo hoje em 2018 segundo
este estudo ocupa menos espaço até que as últimas reservas, o que resta das
matas e da vegetação nativa.
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| Personagem desta região rural... |
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| ...hoje o reino da cana de açúcar e etanol... |
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| ...onde os recursos naturais precisam de gestão ambiental urgente |
No caso da pecuária
de leite, foi feito também um diagnóstico que mostra: a oportunidade de
rendimentos com o arrendamento para a cana-de-açúcar chegou no exato momento em
que os produtores e cooperativas paulistas encontravam dificuldade para
concorrer com outras regiões do Brasil, como Minas Gerais ou Goiás. Isso foi uma realidade até a introdução da
tecnologia do leite longa vida, década de 1990: eles não sofriam concorrência com outros
estados, já que o prazo de validade do produto era muito curto. Com o popular leite de caixinha, que usa
conservantes, a situação mudou, explica o laudo
dos pesquisadores da Embrapa.
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| Sobrevivem poucos e bons produtores de leite |
Depois do ano 2000
a maior parte dos pecuaristas que conseguiram se manter no setor leiteiro são na
sua maioria pequenas fazendas. O tamanho reduzido das propriedades tem dificultado
a logística das usinas de leite, que não se interessam por arrendá-las. E além
disso, estas pequenas fazendas costumam dispor de mão de obra familiar e evitam
os custos da contratação de funcionários ou de maiores investimentos. A adoção
de sistemas específicos para suas condições, como o do projeto Balde Cheio, da própria Embrapa, também contribuiu para que
muitos sobrevivessem na atividade que
tinha sido tradicional na região, existia até a estrada do leite entre Franca,
Batatais, Ribeirão Preto, Mococa etc, mas hoje em 2018 são poucos os produtores de médio ou grande
porte que ainda optam por permanecer no segmento leiteiro. Os que o fizeram
investiram fortemente em tecnologias de otimização, de escala e de controle da
produção, conforme observa o pesquisador Carlos Cesar Ronquim. Criadores de gado para abate também deixaram
áreas no nordeste de São Paulo e migraram para regiões de fronteira com terras
mais baratas, por exemplo, indo para a região centro-oeste do país. Quem
permaneceu normalmente investe na intensificação da produção, com novas práticas
de confinamento e semiconfinamento que exigem mais investimentos, mas são uma
minoria no setor. Estamos aguardando
um novo levantamento técnico sobre o alcance das últimas matas nativas e
reservas florestais, importantes para a água, recurso natural sem qual nem a
pecuária, nem a agricultura, nem a economia, nem a última ecologia regional
irão sobreviver.
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| A região só sobreviverá a avançará com gestão ambiental em defesa dos seus recursos naturais: sem água e sem as matas a agricultura e a pecuária também não sobreviverão |
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| Porém a maior riqueza daqui é mesmo a natureza da chamada Califórnia Caipira (grande potencial de futuro sustentável) |
Fontes: Embrapa Territorial – Climatempo –
Terra
folhaverdenews.blogspot.com
"Nos últimos 30 anos, pastagens, grãos e citros deixaram de ocupar cerca de 1,5 milhão de hectares nas bacias dos rios Mogi-Guaçu e Pardo, no nordeste do estado de São Paulo. A cana de açúcar foi a lavoura que ocupou a maior parte desse espaço, já que ganhou cerca de 1,3 milhão de hectares. Mas outras culturas também conquistaram terreno na região: é o caso das florestas de eucalipto, de seringueiras e lavouras de cafés de alta qualidade. Sobrevivem, ainda, as áreas de florestas nativas, que hoje ocupam 20% do território – atrás apenas da cana": comentário do estudo da Embrapa Territorial sobre o Nordeste Paulista.
ResponderExcluir"O novo retrato da agricultura no nordeste paulista e os fatores que motivaram as mudanças estão em um estudo recentemente concluído pela Embrapa Territorial, que comparou imagens de satélite de 125 municípios, em uma área de 52 mil km², de 1988 até 2016. Os pesquisadores também foram a campo para conferir informações e levantar dados socioeconômicos que explicassem as mudanças e revelassem mais do que as imagens. As áreas com culturas anuais – milho e soja, principalmente – regrediram e caíram de 936 mil para 352 mil hectares. A porção norte da área de estudo tinha mais da metade das terras ocupadas por esse tipo de lavoura no fim dos anos 1980. Atualmente, a parcela destinada a elas chega, no máximo, a 20% em alguns municípios. As culturas anuais ficaram concentradas em dois polos de agricultura irrigada, no entorno dos municípios de Casa Branca (SP) e Guaíra (SP)": comentário de José Alberto, engenheiro agrônomo pela Unesp, que nos enviou notícias e comentários sobre a pesquisa da Embrapa sobre a Califórnia Caipira. A gente agradece e vamos juntos à luta, em especial, José, pela ecologia e pelo futuro sustentável.
ResponderExcluir"Alternativas mais rentáveis do que os cultivos de sequeiro ganham espaço nessas condições, a exemplo da batata e da produção de sementes de soja e milho. Chama a atenção também o investimento em milho verde, para consumo humano, em vez do milho seco para o competitivo mercado de rações. Com a irrigação, os agricultores antecipam a colheita com o milho verde e plantam, logo em seguida, feijão e, depois, batata, por exemplo. Fazendo isso, conseguem uma renda maior do que com a cana”: comentário de Carlos Cesar Ronquim, pesquisador da Embrapa Territorial, que coordenou o estudo.
ResponderExcluirLogo mais, aqui nesta seção, nova edição de comentários, mais informações, você pode por aqui a sua opinião ou qualquer que seja o seu conteúdo: pode também se precisar ou preferir enviar a mensagem pro e-mail da redação deste blog da gente, mande para navepad@netiste.com.br
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ResponderExcluir“Esse agricultor que utiliza tecnologia e irrigação está obtendo resultados porque consegue tirar três safras no ano”: comentário também do pesquisador da Embrapa, Carlos César Ronquim.
ResponderExcluir"Achei interessante que este blog acoplou à pesquisa da Embrapa comentários e imagens da questão ecológica da região, algo tão importante como a sua economia, ainda mais, inserindo também o Café tipo A e toda a cultura no esporte, na música, na vida do Nordeste Paulista, curti muito": comentário de Júlia Moraes, de São Paulo, percussionista, a quem agradecemos o elogio, nos dispondo também a divulgar no blog a banda musical dela. Vamos juntos, OK? Paz aí.
ResponderExcluir"As culturas anuais, especialmente a soja e o amendoim, também ganham espaço durante a renovação dos canaviais. A cada cinco anos, a cana precisa ser replantada e, no intervalo entre um plantio e outro, muitos proprietários ou usinas disponibilizam terreno para o cultivo de leguminosas. É uma área considerável, já que a cana de açúcar ocupa 2,2 milhões de hectares no nordeste paulista. Para a soja, a produção é pouco significativa no contexto brasileiro, comparando-se às grandes lavouras do Centro-Oeste e de outras regiões. No caso do amendoim, porém, essa prática coloca o estado de São Paulo, de modo especial a cidade de Jaboticabal (SP), no topo da produção nacional": comentário extraído do texto do estudo da Embrapa Territorial.
ResponderExcluir"A área dedicada à pecuária foi, de longe, a que mais perdeu espaço no nordeste paulista. Há 30 anos, as pastagens estavam em primeiro lugar na ocupação de terras na região, cobrindo 27% da área rural. Em 2015, com 13% do espaço, aparecem atrás não só da cana-de-açúcar, mas também até das última reservas de vegetação nativa, cerca de 20% da área desta região já na divisa entre os estados de São Paulo e sudoeste de Minas Gerais": comentário também de José Alberto, engenheiro agrônomo pela Unesp, que nos enviou material sobre a economia rural da região, mais uma vez agradecemos, abraços e paz.
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