Por que minha saúde tem a ver com meio ambiente? Acompanhe
os argumentos de Flávia Damasceno, da Unifesp, Ciências Ambientais: este artigo
está hoje no site EcoDebate e você pode conferir um resumo aqui, agora no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania também com mais alguns dados da BBC e do G1 dentro deste tema
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| São Paulo no inverno lidera a poluição ambiental na América Latina |
Cuidar da saúde também envolve cuidado com o
ambiente, argumenta em suma a jovem profissional ambientalista Flávia Damasceno: "A saúde
humana é um tema amplo e complexo, que envolve diversos fatores como variáveis
a se considerar acerca de sua qualidade ou deficiência. Quando a gente fala em casos
de saúde pública global, uma série de questões se relacionam a uma determinada doença, desde condições ambientais propícias à transmissão,
aspectos socioeconômicos e de saneamento e até hábitos culturais". Ela cita a
Organização Mundial da Saúde (OMS), "a saúde é o estado completo de bem estar
físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença". E assinala a influência da qualidade da condição em que alguém se encontra. Nesse ponto destaca a saúde do ambiente a que uma pessoa ou toda uma população estão expostos. A
ideia de saúde não deve ser associada, de acordo com Flávia Damasceno exclusivamente sob a ótica de organismos,
e sim expandir-se para as teias nas quais esses organismos estão inseridos, sendo todas as espécies
existentes em um local componentes de um quadro saudável ou não. Isso para deixar claro que as condições
ambientais como o clima, podem influenciar ciclos de vida de patógenos e sua
relação com seus hospedeiros, por exemplo: "No meio silvestre, é aceitável
esperar que em ambientes mais úmidos e quentes a transmissão de determinadas
doenças seja acelerada, por favorecer a reprodução de muitos vírus, bactérias e
protozoários. A distribuição e ocorrência de surtos de malária na África é um
exemplo de menor incidência de transmissão da doença em regiões mais
desérticas. No ambiente urbano, além da poluição, dinâmicas de temperatura e
precipitação também podem corroborar para surtos de infecção como, para citar
duas, a dengue e a febre amarela".
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| A falta de gestão ambiental gera doenças |
Um parêntese: por falar condições ambientais, a gente exemplifica aqui agora o que foi tema duma matéria anterior deste blog da gente: a poluição do ar em grandes cidadesestá adoecendo e matando cada vez mais, os dados da OMS (Organização Mundial de Saúde, da ONU) são alarmantes e divulgamos neste blog há cerca de um ano com informações do jornalista Jonathan Amos, da BBC, bem como notícia do G1 da Globo. Outro repórter, Pedro Vedoval, de Londres, também nos informara sobre o agravamento desta situação, no caso relacionando diretamente o ambiente urbano poluído, responsável segundo a pesquisa por 12% das mortes de seres humanos hoje no planeta todo, a poluição do ar (causada na maioria dos casos pelos combustíveis vindos do petróleo), o meio ambiente desencadeando infartos, AVCs, câncer de pulmão, outras doenças respiratórias também...Já passam por ano de 6 milhões de vítimas humanas fatais da poluição do ar na população urbana de toda a Terra (no Brasil não há ainda dados tão precisos, mas São Paulo lidera este ranking negativo, já pode estar chegando a 1 milhão de doenças graves e mortes por ano devido à poluição na maior cidade da América do Sul). O estudo feito pela Organização Mundial da Saúde recolheu amostras do ar em mais de três mil lugares pelo planeta e 90%
dessas mortes acontecem sobretudo em regiões mais pobres. Quem lidera o ranking
dos países mais contaminados é um país chamado Turcomenistão, com 108
mortes por cada 100 mil habitantes. Depois vêm Afeganistão, Egito, China e Índia. No Brasil, a média foi de 14 mortes a cada 100 mil
habitantes. A ONU fala em urgência e em emergência sanitária, recomendando investir correndo em energias
limpas e transporte ecológico.
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| O escapamento dos veículos no foco da questão ambiental |
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| Chineses documentando o "espetáculo" da poluição do ar |
De volta ao texto de Flávia Damasceno - "Em 2017,
regiões de São Paulo passaram por surtos de febre amarela, a partir daí campanhas de vacinação e movimento de conscientização a respeito da
proteção aos bugios. Também do grupo dos primatas como os humanos, os bugios
são espécies reservatório para o arbovírus (família Flaviridae) da febre
amarela. Isso implica pensar a conservação dos bugios e de seu habitat,
evitando então o desmatamento e não afetando a manutenção natural dos recursos cujos
bugios usam para sobreviver, de modo a não gerar estresse para a espécie e
impactos que possam afetar negativamente sua imunidade ao patógeno, tornando-os
potencialmente mais vulneráveis. Essa
interação que pode propiciar maior incidência de infecção em primatas não
humanos é um exemplo de como as alterações antrópicas no ambiente silvestre,
como a fragmentação de habitats através da construção de rodovias, uso agrícola
ou áreas residenciais e de centros urbanos favorece o contato entre humanos e
doenças recorrentes no meio silvestre. O impacto sobre áreas florestais aumenta
riscos de veiculação de zoonoses, além do comprometimento de recursos naturais
e bens e serviços ecossistêmicos importantes à vida. Esse e
tantos outros casos de doenças infecciosas exemplificam como os processos
naturais e a alteração antrópica desses processos se relacionam a cenários que são mais
ou menos favoráveis a ocorrência de doenças e, por conseguinte, a saúde da vida
local mais suscetível à infecção. Tendo em vista que mais de 50% dos patógenos
que acometem humanos são zoonóticos, isto é, transmitidos por meio de outros
animais, quando o número de casos de pessoas buscando atendimento e assistência
a saúde aumenta, para quadros de doenças emergentes como a dengue, em certa
medida é um reflexo de fatores que elevam a reprodução de patógenos ou a
redução da imunidade de hospedeiros, entre outras relações, que acabam por
atingir também a população humana".
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| Saúde ambiental, um fator de desenvolvimento sustentável |
O artigo na íntegra você poderá conferir acessando o EcoDebate ou o link
https://www.ecodebate.com.br/2018/10/24/por-que-minha-saude-tem-a-ver-com-meio-ambiente-artigo-de-flavia-damaceno/
(Confira mais dois trechos do texto de Flávia Damasceno, da Universidade Federal de São Paulo, graduanda em Ciências Ambientais, hoje na seção de comentários deste blog)
Fontes: EcoDebate - BBC - G1 - Google
folhaverdenews.blogspot.com
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| Várias fontes urbanas de poluição e de doenças ambientais |
Fontes: EcoDebate - BBC - G1 - Google
folhaverdenews.blogspot.com






"A palavra saúde também deve ser compreendida de forma abrangente, não se referindo somente à ausência de doenças, mas sim ao completo bem-estar físico, mental e social de um indivíduo. Nesse sentido, é a orientação que se extrai da disposição contida no artigo 3º da Lei nº 8.080/90, onde se consigna que "a saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais": comentário de Geraldo Silveira, advogado, militante da OAB.
ResponderExcluir"Os avanços de investigações com essa natureza são extremamente importantes e tornam possíveis várias aplicações do conceito de saúde ambiental e de saúde única (“Onde Health”) para pensar o bem estar da população humana, e também do ambiente silvestre como um todo. A partir da concepção de um meio antrópico interagindo com ecossistemas naturais uma perspectiva abrangente pode desenhar o ambiente e a circulação das doenças de modo integrado, permitindo pensar estratégias para qualidade de vida e para conservação das espécies": comentário extraído do texto de Flávia Damasceno, da Unifesp, Universidade Federal de São Paulo, graduanda em Ciências Ambientais.
ResponderExcluir"As áreas protegidas e as unidades de conservação, assim como os parques urbanos, são elementos contribuintes positivos para, além de questões climáticas e de preservação da biodiversidade, a saúde de todos. Cuidar da saúde também envolve cuidado com o ambiente": comentário também extraído do artigo de
ResponderExcluirFlávia Damasceno, Unifesp, campus de Diadema.
Mais tarde aqui nesta seção, outras informações e mais comentários: aguarde a nova edição e venha conferir depois, aqui onde você pode colocar a sua opinião, se preferir ou precisar envie mensagem por e-mail à redação do blog que a gente posta para você, aqui: mande o seu conteúdo para navepad@netsite.com.br
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ResponderExcluir"Muito oportuno a gente ver através deste texto técnico que o meio ambiente pode ser um fator de saúde ou de doenças, duas razões a mais para que se implante duma vez por toda um programa prá valer de gestão ambiental em todo o país": comentário de Lúcia Helena Passos, de São Paulo, profissional de TI.
ResponderExcluir"Isso aí que aconteceu ao vivo na Rádio Guaíba e está na rede, deveria mexer com a mentes dos eleitores do país, vejo como preocupante hoje a questão da liberdade de expressão e amanhã, mais ainda, dependendo de quem for eleito Presidente": comentário de Ana Maura Seixas, do Rio de Janeiro, lojista e agente de turismo.
ResponderExcluir"Vi no programa Bem Estar que no mundo são cerca de 9 milhões de mortes causadas pela poluição do ar, por ano, no Brasil, talvez 1 milhão de vítimas, As mortes prematuras causadas pela poluição atmosférica continuarão a aumentar até 2040, a menos que seja alterada a maneira como usa e produz energia, alertou a Agência Internacional de Energia (AIE). Cerca de 6,5 milhões de mortes em todo o mundo são atribuídas todos os anos à má qualidade do ar em espaços abertos e fechados, o que a torna a quarta maior ameaça à saúde humana, atrás da pressão alta, dos riscos decorrentes de hábitos alimentares e do fumo": comentário de Hugo Sousa Mendes que nos envia uma série de notícias sobre urgência de energias limpas, de carros elétricos, de nova realidade ambiental, ele é emgenheiro em São Paulo. A gente agradece o envio, inclusive de notícia que diz: "Poluição é causa de 16% das mortes por câncer de pulmão no mundo". Vamos sim consultar o material e depois divulgar numa primeira oportunidade. Abraços e paz.
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