Para estimular o debate que está se iniciando através de feliz iniciativa do Laboratório de Artes de Franca, nordeste de São Paulo, que promove ciclo de palestas sobre planejamento urbano, aqui, críticas e sugestões para a criação ou o avanço da gestão pública que a gente faz em nome do movimento ecológico, científico e de cidadania, indo à luta também nessa direção de mudar e avançar a realidade
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| O passado ditatorial e difícil aqui e em todo o país... |
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| ...não impediu o avanço da luta e da ciência ambiental... |
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| ...agora é hora de criar nosso futuro que está também nas águas, nos recursos naturais e não só nas cidades |
Para também contribuir com este ciclo de palestras, liderado pelo arquiteto, escritor e professor ligado à Unesp Franca, Mauro Ferreira, homenageando neste evento o jornalista e historiador regional Alfredo Henrique Costa (um cidadão avançado e um dos perseguidos à época da Ditadura Militar por aqui no interior) bem como, também, para informar as lideranças do nosso movimento, a seguir, alguns comentários nesse tema da hora: realmente, urge mudar e avançar nossas cidades e toda a nossa vida agora. Participe, critique, pesquise, contribua você também para um avanço deste tipo, a bem de toda a população, sendo que opinamos que o futuro também da economia, da indústria, da agricultura e de nossa vida está nas águas e em todos os recursos da natureza também por aqui na nossa macrorregião, toda cidade precisa despertar para o enfoque ecológico, fundamental hoje como fator de desenvolvimento de verdade que se resume numa palavra, sustentável.
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| O futuro das cidades está também na última natureza em volta tão agredida e desprezada... |
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| ...ainda mais numa macrorregião com tanta riqueza hidromineral a ecologia deveria ser o foco nº 1 hoje até no meio urbano daqui e de todo o interior do Brasil |
PEQUENO PARECER - Uma reforma urbana em Franca por exemplo tem que começar da periferia pro centro, tem que cuidar do déficit habitacional mas sem politicagem nem comercialismo de construtoras, prefeituras e similares. Importante também a bioconstrução (postamos matéria sobre isso recentemente no blog Folha Verde News) que é mais econômica e mais ecológica, ou seja, sustentável. O planejamento precisa retomar as orientação do plano diretor que protegia nascentes em torno da cidade, feito à época se não me equivoco, do Gilmar Dominicci e/ou Maurício Sandoval Ribeiro. Necessário mobilizar a comunidade para participar e fazermos juntos a cidade que nós queremos e precisamos. Isso é plenamente possível, não é hardcore nem loucura de ambientalistas ou intelectuais mas a ciência contemporânea exige que a população dirija a sua cidade, como se fosse um carro. E por falar nisso, menos carros, mais transporte coletivo e não poluente, hoje há soluções maravilhosas da tecnologia e da mobilidade urbana. Enfim e em suma, bom senso, amor pela cidade e gestão ousada e sustentável. Só assim esse nosso povo terá futuro na vida. Entre as fotos, olha aí a imagem dum camburão made in Alemanha, tem também monotrilhos, micro ônibus elétricos e trens urbanos, até suspensos no ar como naves ou com um tatu enfiado no subterrâneo das ruas, o chamado metrô. Deveria ter pelo menos uma linha de transporte elétrico entre a cidade e o Distrito Industrial ou um circular para atingir os bairros em volta. Tatuzão em Franca, por uma questão de saúde e de viver, se não um metrô subterrâneo (Tatuzão), trens elétricos na superfície (Cobrão) ou até em elevação (Etezão). Brincadeira à parte, uma cidade mais ecológica, para ser mais econômica e ter a sustentabilidade básica para sobreviver exige ousadia da gestão pública e inovação tecnológica, com certeza ligada às energias limpas e renováveis para avançar a realidade agora e criar o nosso futuro.
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| Ônibus elétrico sucesso na Alemanha... |
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| Monotrilhos uma solução ousada e eficaz para cidades |
PRIMEIRA, SEGUNDA, TERCEIRA – Por falar em futuro, passado. Sempre é preciso mais uma chance. Veja que nos salmos de David se diz que “desprezada pelos arquitetos, a pedra se tornou a angular”. Nunca podemos deixar de revisar ou de analisar de novo. Isso se dá também em termos da poluição, outro ponto importante a ser considerado. No caso das águas em Franca, algumas poluídas pelos curtumes há mais de 100 anos, apenas na década de 90 se iniciou um tratamento dos efluentes industriais (contendo cromo, metal pesado). Isso se deu por pressão do jornal Diário da Franca onde a gente fez uma série de reportagens (também repercutidas na EPTV e na mídia nacional) sobre a necessidade de se despoluir as águas, algo vital pro meio ambiente e para a saúde da população. Até um dos maiores especialistas internacionais no assunto (Giuseppe Clônfero, engenheiro da região de Milão, Itália) entrevistamos sobre o tema e ele acabou por vir dar palestras por aqui. Nesse movimento, se iniciou um processo de tratamento primário e secundário das águas industriais no Distrito Industrial onde já se concentravam praticamente todos os curtumes, através da Ancoa, associação do setor. Agora, 30 anos depois é urgente retomar este processo e ampliar a despoluição, numa terceira etapa, aperfeiçoar o processo, já que existe tecnologia para isso e pode haver apoio de verbas governamentais, por exemplo, em Israel, onde há escassez hídrica, através da energia solar, efluentes e esgoto são a tal ponto processados que voltam à condição de água potável. Algo precisa ser feito nessa direção porque nossa região abastece com suas nascentes, córregos e rios o Aquífero Guarani, uma das maiores reservas planetárias de água, que fica sob no nosso subsolo daqui e em boa parte do sul da América do Sul e é uma chance a mais de vida e de futuro para todos nós.
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| A tecnologia básica foi implantada mas é hora se ser ampliada para uma despoluição mais ampla |
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| Ainda tem tido poluição de águas por curtumes de toda a região coureira calçadista |
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| Nossa região no mapa do Aquífero Guarani |
PARA SER SUSTENTÁVEL – A despoluição das águas em Franca, onde já há um bom começo nesse processo, precisa ser retomada e ampliada, se estendendo à toda a macrorregião (entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro, onde há hoje alguns curtumes sem nem mesmo o tratamento primário ou secundário) mesmo porque estamos aos pés da Serra da Canastra, com extraordinário manancial de águas (onde nasce o rio São Francisco inclusive) e então limpa ou recuperada a riqueza hídrica macrorregional virá a ser fundamental para o país e o continente, não só para Franca, para também abastecer o Aquífero Guarani e garantir que teremos água, algo essencial para a agricultura, toda indústria e toda economia também, além de garantir o equilíbrio do clima, que já anda apresentando também por aqui sequelas e anormalidades, com as chuvas cada vez mais irregulares, nascentes secando, rios com pouca vazão de água. Sem ecologia não há chance dum desenvolvimento de verdade, sustentável e é isso que é urgente se planejar não só na cidade de Franca mas num mutirão de esforços em toda a macrorregião. O desafio é grande, mas os resultados serão maiores ainda, nos garantindo a vida por aqui no interior do Brasil, água, ventos, chuvas, sol e tecnologia com criatividade e ousadia, aí não tem erro nesse caminho coletivo de avanço. Vamos juntos. (Antônio de Pádua Silva Padinha, ecologista e editor deste blog de nosso movimento).
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| As cidades invadiram a natureza agora já é hora da natureza invadir as cidades aqui e em todo lugar |
Fontes: Google - Laboratório de Artes - Computerworld
folhaverdenews.blogspot.com
"Como será a componente social das políticas públicas daqui a três décadas? É lícito especular e concluir que a degradação ambiental só não é maior porque mais da metade da população do mundo vive à margem da sociedade de consumo? Haverá determinação de, mesmo sob a justificativa da necessidade de ampliar o número de consumidores, promover-se fortemente a ampliação da população com acesso a bens de consumo? Isto será elevar a qualidade de vida? Qual o tamanho do impacto ambiental decorrente da ampliação de cada fração de 10% de novos consumidores em nível mundial e nacional? Os recursos naturais são ou não inesgotáveis? Até a metade do século XXI os oceanos terão subido um metro, inundando milhares de cidades portuárias e turísticas, além de férteis deltas de rios em todo o mundo, por causa do "efeito estufa"? Em que medida a reciclagem economizará recursos naturais não renováveis para as gerações futuras? O automóvel manterá seu fascínio e sua hegemonia como meio de transporte e símbolo de status ? Continuará impondo investimentos maciços em vias de transporte em detrimento de outras demandas da sociedade?": comentário no tem em foco hoje em nosso blog feito por Werner Zuluaf, engenheiro civil, consultor ambiental, sanitarista, de São Paulo.
ResponderExcluir"Desde a década de 70 o conceito de desenvolvimento sustentável começou a tomar forma, segundo informações do livro Gestão Socioambiental Estratégica, de Luís Felipe Nascimento, Ângela Denise da Cunha Lemos e Maria Celina Abreu de Mello, logo após a realização da Conferência da ONU, diversos países começaram a estruturar órgãos ambientais e legislações que tornaram o ato de poluir uma prática ilegal. Discussões sobre a racionalização do uso de energia e a busca por combustíveis mais limpos também ganharam força. Vale lembrar que o conceito de desenvolvimento sustentável está intimamente ligado a capacidade de atender às necessidades das sociedades atuais sem comprometer as futuras gerações. Os princípios sugerem que é preciso desenvolver uma economia que privilegie o crescimento econômico, alterando a qualidade desse crescimento para torná-lo mais equitativo e menos intensivo no uso de matérias-primas e energia, destacando o papel dos avanços científicos, tecnológicos e inovadores”, comentário de Anapatrícia Morales Vilha, coordenadora da Agência de Inovação da UFABC.
ResponderExcluir"E desde então se passou a utilizar a expressão desenvolvimento sustentável, com a seguinte definição: a forma em que as atuais gerações satisfaçam as suas necessidades sem, no entanto, comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades. Em resumo, o desenvolvimento sustentável é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e aspirações humanas”: comentário de O conceito de desenvolvimento sustentável foi consagrado em 1987, comentário extraído do relatório da ONU que levou o nome da primeira-ministra da Noruega, Brundtland, pioneira desta luta que avança no Século XXI.
ResponderExcluirLogo mais, mais informações aqui no tema em foco hoje no blog da gente, participe com sua informação, coloque aqui sua opinião, se preferir, mande uma mensagem pro e-mail da redação do nosso blog que a gente posta o seu comentário: mande para navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirVídeos, fotos, material de informação, sugestão de pautas, você pode enviar também diretamente por e-mail do editor de conteúdo deste blog de ecologia e de cidadania, mande para padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Seja internacional ou mundialmente, seja numa região como a que vocês estão enfocando hoje, realmente vale planejar uma revalorização dos recursos naturais do meio ambiente que somados a novas tecnologias podem mudar e aperfeiçoar a realidade atual, importante se discutir a sustentabilidade local ou globalmente, se trata dum fator decisivo hoje em todos os setores": comentário de Júlia Abreu, formada em Biologia pela USP e que atua como educadora ambiental e produtora de eventos culturais na região de Campinas (SP).
ResponderExcluir"Fora do comum este enfoque com argumentos precisos, curti muito e é mais uma razão para quem sabe um dia eu participar diretamente da luta com engenheira ambiental": comentário de Maria dos Santos Pereira Alves, de Vitória (ES) mas que está no Rio de Janeiro e estuda na UFRJ.
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