Recebemos por e-mail a matéria de Pelayo Escandón, do site El Pais, um dos mais importantes da Europa, informando que toda a região no centro da Espanha, consome 7,4% menos de água
que há uma década, apesar de sua população ter crescido 7% no período. A capital espanhola e seus arredores gastaram 504,2
milhões de metros cúbicos, 40 a menos do que há 10 anos, quando o volume
consumido foi de 544,3 milhões de metros cúbicos. E isso apesar de a
população ter aumentado 425.495 habitantes a mais nesse período. A principal
causa deste milagre ecológico é a detecção e reparo de vazamentos na rede de
abastecimento de água potável, que tem uma extensão de 17.556
quilômetros na região de Madri. O volume perdido atualmente é de 3,2% (16 milhões
de metros cúbicos por ano), um dos mais baixos na UE e metade do que era há uma década. A
manutenção da rede de fornecimento exige, segundo gestores da empresa
pública Canal de Isabel II, que abastece àquela macrorregião com água, a reposição
anual de 200 quilômetros de canalizações é algo essencial. Também contribuiu para o equilíbrio do consumo o emprego da água de reuso, que passou de 214 milhões
de metros cúbicos em 2011 para 588 atualmente: “É um resultado espetacular,
que se deve à conjunção de muitos fatores trabalhados em longo prazo, a gente sabe que disso depende a sustentabilidade de Madri”, afirma Francisco Javier
Fernández, um dos diretores de Telecontrole no Canal de Isabel II. Combater os
vazamentos é uma luta sem fim e ainda há a tentativa de melhorar ainda mais a performance do abastecimento de água em Madri. Ele, talvez por educação ou cidadania, nem se manifestou sobre a situação brasileira, mesmo nosso país tendo 20% de toda a água do planeta, por aqui tem muita gente passando sede, os reservatórios estão muito abaixo do normal, não há despoluição das águas (seja por efluentes industriais ou esgoto doméstico ou por agrotóxicos no meio rural) ao nível do que seria necessário despoluir, isso não está sendo feito no Brasil, onde ainda tem um problema a mais: a falta de gestão ambiental faz as nascentes e os rios secarem, os recursos hídricos que são enormes estão mal administrados pelos técnicos governamentais, ficam escassos e além do mais, a água é vista por aqui como um produto comercial e não como um recurso da natureza a bem de toda população.
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| Mesmo com 20% de toda água do planeta em todas as regiões do Brasil reservatórios estão muito mais secos que deveriam estar como é o caso da região de São Paulo |
(Confira na seção de comentários outras informações sobre o milagre das águas na Espanha e a desgraça hídrica do Brasil)
Fontes: El Pais - Rede Brasil Atual - Metropoles
folhaverdenews.blogspot.com.br



"A boiada seca
ResponderExcluirNa enxurrada seca
A trovoada seca
Na enxada seca
Segue o seco sem sacar que o caminho é seco
Sem sacar que o espinho é seco
Sem sacar que seco é o Ser Sol
Sem sacar que algum espinho seco secará
E a água que sacar será um tiro seco
E secará o seu destino secará
Ô chuva vem me dizer
Se posso ir lá em cima pra derramar você
Ó chuva preste atenção
Se o povo lá de cima vive na solidão
Se acabar não acostumando
Se acabar parado calado
Se acabar baixinho chorando
Se acabar meio abandonado
Pode ser lágrimas de São Pedro
Ou talvez um grande amor chorando
Pode ser o desabotoado céu
Pode ser pouco meu amor": comentário aqui é a letra da cançao Segue O Seco, de Antônio Carlos, com Marisa Monte, hoje aqui com um videoclip muito expressivo.
"O Canal de Isabel II responde por aproximadamente 13% do setor da gestão de água urbana na Espanha. Para usar a água em qualquer época do ano, ela precisa ser captada e armazenada. O Canal dispõe de 14 reservatórios cuja capacidade é de 946 milhões de metros cúbicos. A transformação da água natural em água apta para o consumo ocorre em 14 estações de tratamento de água potável (ETAPs). A empresa, responsável pelo ciclo integral da água da Comunidade, conta com 1,5 milhão de clientes com contador e contrato, e as fraudes “não chegam a 0,8%”. Outra técnica empregada —“complexa e mais imediata”, segundo uma fonte da empresa— é a implantação de uma gestão de pressão inteligente. Para isso os técnicos isolam zonas da rede e colocam instrumentos de medição para controlar a pressão, de modo a otimizar a saída da água que chega ao usuário, sem que este note. O Canal conta com uma rede dividida em mais de 600 setores, distribuídos em trechos de 20 a 60 quilômetros. Há equipamentos de medição em 70 dessas áreas. Com estes sensores, os especialistas podem consertar encanamentos “antes mesmo que eles estourem”. “São tecnologias bastante emergentes, ainda em teste. Na próxima década começarão a funcionar muito bem”: comentário de Francisco Javier Fernández, que dirige o sistema de água no centro da Espanha, entrevistado nesta semana pelo site El Pais.
ResponderExcluir"Falta de chuva deixa reservatórios importantes em várias das regiões brasileirasem situação crítica. Para exemplificar, o
ResponderExcluirnível do Sistema Cantareira, que abastece região metropolitana de SP, está em cerca de 30 por cento, na grande crise hídrica de dois anos atrás, nesse período estava com quase 40%, a água está secando": comentário de Afrânio dos Santos, engenheiro sanitarista, que atua na região de Campinas, onde mora, "procuro alertar que o problema não é tanto o consumidor mas a falta de gestão das autoridades públicas".
"Ainda o Brasil tem um mundo de água. Mas a situação de descaso ou má administração preocupa., no início do mês de junho, a água da represa Atibainha chegava até o alto da escada. Agora já baixou dois metros": comentário de Thaís Sarlo, comerciante na região de Campinas e Sorocaba, sobre o Rio Atibaia.
ResponderExcluir"A represa do Sistema Cantareira abastece grande parte da região metropolitana de São Paulo. Vale lembrar que em junho de 2013, ano anterior à crise hídrica que praticamente secou o sistema, estava em 56%, hoje está menos de 40%, o que vai acontecer? O governo do estado anuncia que a situação é diferente. Políticos estão vendo outra realidade": comentário de Jairo Batista, engenheiro pela Unesp, que é paulistano mas mora e trabalha no interior, na região de Bauru, "onde a situação está também cada vez mais grave, com a água cada vez mais escassa, sem medidas governamentais".
ResponderExcluirVocê pode colocar aqui direto a sua opinião ou se precisar, envie a sua mensagem pro e-mail da redação deste blog, aí postamnos para você: navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirV[ideos, fotos, material de informação, sugestão de pauta, críticas, mande o seu conteúdo diretamente por editor deste blog padinhafranca603@gmail.com.br
ResponderExcluir"Nós poluímos rios que poderiam fornecer água, desmatamos e reduzimos a capacidade dos mananciais e desperdiçamos água tratada. Se não mudarmos isso, não haverá obra nem gestyão inteligente que resolva o problema. “Nós precisamos de um conjunto de ações, que premiem quem conserva, produtores rurais que protegem e que usam a água com consciência, de forma sustentável, e cidades que controlem suas perdas e que não desperdicem água naquilo que é mais perverso, que é usar rios e mananciais para diluir esgoto”: comentário de Malu Ribeiro, ambientalista da fundação SOS Mata Atlântica.
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