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sábado, 4 de agosto de 2018

GRAÇAS A DEUS CHOVEU UM POUCO EM PLENO INVERNO PORQUE COM AS CHUVAS CADA VEZ MAIS IRREGULARES OU TÃO ESCASSAS VIRÁ O DESERTO E O CAOS DO CLIMA OU DO AMBIENTE E DA SAÚDE

Na edição de hoje a gente mostra umas manchetes que resumem alguns dos problemas e/ou dilemas ambientais brasileiros que vêm sendo discutidos por cientistas e denunciados por ecologistas há décadas porém isso não levou a alguma gestão governamental e então a uma solução sustentável, capaz de equilibrar os interesses econômicos com os ecológicos: é um desafio que fica para o próximo Governo, uma razão a mais para você pensar muito bem em quem votar para a Presidência do Brasil agora em outubro





Ilustram esta edição charges do blog Geografia Hoje







“Foi o que aconteceu no Saara, um deserto criado pela escassez das chuvas”, resumiu Carlos Nobre, climatologista da USP. Ele alertou para a Amazônia e para o Nordeste porque São Paulo por exemplo não corre tanto o risco de virar deserto, o território brasileiro tem estas duas regiões em foco (depois também o Cerrado e norte de Minas Gerais), regiões que mais despertam preocupação: "A maioria dos estudos indicam a Amazônia e o Nordeste do país como as áreas mais ameaçadas pela desertificação”. O alerta foi feito, não tem havido gestão nenhuma para mudar esta situação. E esta situação é apenas uma entre dezenas que revelam ser nosso país um dos mais problemáticos no setor socioambiental, os problemas só aumentam e não há gestão, o meio ambiente precisa ser prioridade no orçamento governamental. A seguir, algumas das manchetes que dimensionam a urgência de se implantar no país uma nova realidade e o tamanho do desafio dos próximos governantes para evitar um caos do clima e do ambiente. Isso deveria ser também pauta nos debates eleitorais que estão para começar, porém, num Brasil ruralista este é um tema sempre omitido e quase proibido diante dos outros interesses e outras questões que sempre prevalecem mas que nunca resolvem o drama do país que era da natureza e está cada vez mais ameaçado de não ter futuro porque, só para citar um exemplo, não há um gestão de nossas águas, as nascentes e os rios secando, seca também de políticos com sensibilidade para a ecologia.






Aqui para você medir a situação algumas das manchetes que vêm se repetindo há anos no Brasil (sem que toda essa gravidade mude o rumo da administração pública)






Meio Ambiente
Desmatamento aquece Amazônia em até 4C, diz Inpe


País e empresas calculam efeitos de mudança no clima

Marina Silva cobra Stephanes sobre cana na Amazônia

'Ameaça é o efeito dominó’

Cana na floresta criou um mal-estar entre ministros

UE critica plano de cultivar cana na Amazônia

Será que o sertão vai virar deserto?

País quer etanol e orgânicos em lista ambiental

Brasil tenta convencer o mundo que etanol não afeta florestas

Governo propõe zerar desmatamento em 7 anos   

Mangabeira pretende rediscutir a Amazônia

Canaviais e queimadas já desafiam até a Amazônia   

Embrapa analisa áreas para produção de álcool   

Nova lei deve reduzir os conflitos ambientais   

R$ 15 bi contra apagão florestal

R$ 7 bilhões para salvar a Amazônia

Seca compromete próxima safra de café

Espírito Santo registra as piores perdas na agricultura e pecuária dos últimos anos

Café: estiagem faz preço externo e interno subir

O desmatamento não escapa nem das revistas de bordo 

Você conhece o Bolsa-Floresta?

Projeto permite trocar floresta por dendê

Desmatamento voltou a crescer e faz governo rever plano para Amazônia

Amazônia: governo admite alta na devastação

Desmatamento cresce mais 8% na Amazônia

Alerta amazônico é apenas mais um no Brasil

Risco do agronegócio se chama falta de água  

Preservação do Cerrado em discussão na ONU

Desmatamento deixa Brasil entre maiores poluidores

Mercado de CO2 reduz 70% do desmatamento

Política agrícola do país já considera o aquecimento

Governadores tentam barrar restrição à agropecuária

Temperatura aumenta em áreas desmatadas

Choveu!

Marco Antonio Fujihara, da Fiesp: carbono pode ser investimento ou custo

Para Mangabeira, floresta não é parque.

Zoneamento ecológico fica para o próximo Governo

Metade da Amazônia pode cair até 2030





Estudo sugere que derrubada de mais de 40% da floresta muda o clima local e dispara o processo de savanização




Simulação em computador mostrou que troca da mata por lavoura de soja pode reduzir chuvas em até 24% no verão no leste amazônico

  



Destruição rápida gradual e permanente
Pesquisadores usaram as estimativas de desmatamento produzidas pelo grupo de Britaldo Soares Filho, da UFMG (www.csr.ufmg.br/simamazonia): "Esta é a primeira vez que são utilizados cenários futuros de mudanças no uso da terra que se baseiam no que realmente vem ocorrendo na Amazônia. Com isso, podemos analisar como será o comportamento da chuva, temperatura, clima à medida que a Amazônia é gradualmente desmatada", resume um documento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O modelo também tentou capturar as diferenças de temperatura e precipitação causadas pela substituição da floresta por soja ou pasto, os dois usos mais comuns (e lucrativos) da terra na região. O que as simulações em computador mostram é que o clima começa realmente a mudar quando a taxa de desmatamento é maior do que 40%. A redução mais grave está no total de chuvas cada vez mais escassas. Chuvas estão virando uma exceção e não a regra do clima, algo essencial para o ciclo das águas e da vida no Brasil e no planeta também. 






Fontes: USP/Inpe/Ipea/Valor Econômico/Estadão/Faec/                       BBC/UFMG/Folha de São Paulo/Agência Brasil/
               geografianovest.blogspot.com
               folhaverdenews.blogspot.com.br

11 comentários:

  1. Se as emissões da queima de combustíveis fósseis fossem taxadas no Brasil em US$ 20 por tonelada de carbono, o Produto Interno Bruto (PIB) encolheria apenas 0,02% e as receitas fiscais cresceriam 27%. Os setores de transporte e aço sofreriam mais, os que trabalham com tecnologias limpas naturalmente se beneficiariam, mas a taxação de carbono, uma ideia que começa a tomar força em países europeus, não causaria impacto negativo na economia brasileira e ajudaria demais a recuperação do equilíbrio da ecologia e do clima. O diagnóstico é de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IPEA, que marcou a década mas que não foi ouvido em Brasília: "A rigor, a taxação de carbono pode ser comparada ao aumento do barril do petróleo nos últimos anos", comenta Ronaldo Seroa da Mota, um dos autores deste trabalho: “O nosso problema de emissões é o desmatamento".

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  2. Um outro estudo do IPEA considera também que renda sustentável na Amazônia, obtida com extrativismo ou ecoturismo, dá cerca de US$ 40 por hectare. E pesquisas apontam que os países desenvolvidos estariam dispostos a pagar até US$ 100 por hectare para preservar a Amazônia:"O controle da floresta requer agregar valor a ela. Quando se quer mais terra vai se abrindo a fronteira agrícola, a pressão sobre a Amazônia aumenta”: comentário também de Ronaldo Seroa da Mota.

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  3. Telma Krug, quando secretária de mudanças climáticas do Ministério do Meio Ambiente, citou estudo da entidade americana Center for Clean Air Policy: "O que se diz é que o Brasil e a China adotaram ações de cortes de emissões que se comparam ao que, os Estados Unidos do tempo de Barack Obama projetava fazer, algo próximo aos 40% do que a União Européia planejou. Mas agora com Trump isso será revisto e no Brasil também, sem metas e sem gestão ambiental, só com um esforço hercúleo se poderá combater o aquecimento e recuperar o equilíbrio do meio ambiente".



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  4. "O setor privado começa a analisar com lupa o risco embutido nas mudanças climáticas": comentou Marco Antonio Fujihara, membro do Conselho de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Ele exibiu a ilha de São Luís, no Maranhão, com parte de seu território sob as águas, um dos cenários mais pessimistas diante do aumento do nível do mar. "Aqui se pretende fazer uma siderurgia de US$ 1 bilhão. Claro que se está analisando o risco". Ele reclamou da falta de regulamentação do mercado de carbono no Brasil - algo que a Índia já fez há 17 anos atrás e a China, há 15.
    As empresas estão entendendo que uma economia de baixo carbono é melhor que uma de alto carbono, e que a transição, mesmo se cara no início pode trazer avanços tecnológicos e ecológicos. Inventários de carbono, feitos pelas empresas, se tornam instrumentos gerenciais que apontam onde se pode economizar energia, racionalizar processos. "Carbono pode ser um vetor de investimentos ou de custos. O que precisa é ver se ele é parte do problema ou da solução”, comentou ainda Marco Antonio Fujihara.















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  5. Uma das perguntas que mais tiram o sono dos estudiosos da Amazônia é quanto desmatamento precisa ocorrer para que o clima local mude. Pelo menos para uma região da floresta, cientistas brasileiros acreditam já ter uma resposta: 40%.



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  6. Substituir um total de 40% de mata nativa por soja ou pasto pode causar aumentos de temperatura de até 4C e uma redução de até 24% nas chuvas durante a estação seca na porção leste do território amazônico.

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  7. A área crítica abarca Pará, Amapá, Roraima, Maranhão, Tocantins e um pedaço do Amazonas. Trata-se da metade naturalmente mais seca dos 5 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia Legal. E também uma das mais desmatadas: de 18% a 20% das florestas ali já cederam lugar à agropecuária, contra 15% da média amazônica total.



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  8. As conclusões deste estudo feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), com participação de pesquisadores das universidades federais de Minas Gerais e de Viçosa é um dos trabalhos científicos que deveriam orientar uma gestão ambiental do país, no caso, da região norte. O trabalho, publicado no periódico "Geophysical Research Letters", cruza pela primeira vez modelos climáticos computacionais com cenários realistas de desmatamento.



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  9. Além do aquecimento global, a destruição da floresta também pode levar à chamada savanização, processo no qual o clima quente e úmido típico da Amazônia dá lugar a um clima quente e seco característico do Cerrado. Nesse clima, a vegetação densa da floresta tropical não sobrevive -e cede lugar à savana. O conceito de savanização foi proposto em 2003 por Marcos Oyama e Carlos Nobre, do Inpe. Com base em modelos que uniam clima e vegetação, eles estimaram que o aumento da concentração de gases-estufa poderia levar a floresta a um novo "estado de equilíbrio". Os cientistas sabiam que o desmatamento também tem potencial "savanizante". Isso porque o clima na Amazônia depende das árvores, que regulam a umidade e a quantidade de luz solar que chega ao solo. Quanto menos floresta, em tese, mais quente e seca será a região



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  10. Depois, mais informações e comentários, você pode enviar uma mensagem pro e-mail do nosso blog navepad@netsite.com.br ou também diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca603@gmail.com

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  11. "Muito importante este resumão sobre os problemas ecológicos brasileiros, em especial a questão da seca, das chuvas, das águas, do desmatamento, situação que realmente precisa ter uma gestão ambiental da mesma dimensão destes problemas": comentário de José Alves Pires, engenheiro florestal pela UFMG, que atua na região norte de Minas Gerais, "a região mais grave do estado mineiro, o que tem mais nascentes e agora também, mais seca, em todo o Sudeste".

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