Estudos realizados por Marshall Burke, economista e pesquisador da Universidade
de Stanford sobre o aumento do calor nos Estados Unidos e no México, concluem que as temperaturas altas demais podem levar, apenas lá na América do Norte, a
40 mil suicídios até 2050: traduzindo, cuidar da ecologia é hoje também uma
questão humanitária
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| Marshall Bruke relaciona ambiente e suicídios |
O aquecimento do
planeta pode provocar nas próximas décadas além de problemas socioambientais, dezenas de milhares de suicídios nos Estados
Unidos e no México nos próximos 30 anos: estas conclusões de Marshall Bruke foram destacadas na Europa, pelo site DW, da Alemanha, tendo repercutido muito. A solução para este novo problema humano causado pelo desequilíbrio ecológico, que em geral é chamado de mudanças climáticas. Em resumo, a pesquisa cita como causa desta situação que é inédita o aquecimento anormal do planeta, devido a problemas como combustíveis fósseis, poluição, CO2, violência, aumento de doenças e de sofrimento da população. Há condições de mudar as causas destas situação, tanto para recuperar a ecologia perdida no meio ambiente como o equilíbrio das pessoas. O trabalho cita que o CO2 está diretamente ligado aos dados do grande aumento de temperatura e este fato está relacionado direto com as crescentes taxas de suicídio no meio urbano e rural dos Estados Unidos e do México onde a pesquisa foi feita durante vários anos em que o drama ambiental cresceu lado a lado com a incidência deste tipo de morte: enfim, o clima muito quente está ligado ao aumento de mortes por suicídio nestes lugares. Esta situação com certeza pode também estar acontecendo na Europa, em países orientais, até por aqui na América do Sul, mas estes estudos por enquanto se limitam a cidades e fazendas na América do Norte.
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| Pesquisa foi feita em 17 anos nos Estados Unidos e México |
"Temperaturas
mais quentes não são o único e nem o mais importante fator de risco para o suicídio, mas as nossas observações durante anos e nossas descobertas sugerem claramente que o aquecimento tem um impacto que pode ser visto como surpreendente porém real no aumento de casos e de riscos de pessoas se matarem", argumentou Marshall Burke, que coordenou a pesquisa da Universidade de Stanford: "O aquecimento global tem um impacto muito grande, aumentando demais a temperatura e também os casos de suicídio, isso tem muita importância para o nosso entendimento do meio ambiente também para a gente poder compreender mais a questão da saúde mental".
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| A falta de ecologia é uma das causas do aumento das taxas de suicídios entre 1999 e 2016 na América do Norte |
A pesquisa sugere que precisamos mudar o modo de vida e reequilibrar o clima ou o ambiente para também obter um maior equilíbrio humano. É mais um alerta, na visão deste pesquisador, para se evitar os descontroles ambientais que levam também ao aumento excessivo da temperatura: "Hoje é uma questão ecológica e também humanitária, de amor à vida". Outras pesquisas citadas na matéria DW mostram que fatores ambientais são responsáveis por 25% das mortes no mundo, mais de 12 milhões de pessoas morreram em cerca de três décadas devido a doenças causadas pela contaminação do ar, da água, do solo, à exposição a substâncias químicas e aos raios UV.
A reportagem sobre deste estudo feito na Universidade de Stanford mostra imagens de paisagem seca no Texas e mapas mostrando que com o aumento do calor, cresceram em quase todas as regiões da América do Norte as taxas de suicídio entre 1999 e 2016. Conforme a análise na reportagem no site DW, o aumento de um grau Celsius na temperatura média mensal ao longo deste 17 anos de estudos provocou uma onda de suicídios, que neste período aumentaram 0,7% nos Estados Unidos e 2,1% no México. A pesquisa foi também publicada na revista Nature Climate Change, comparando estas conclusões com as manifestações em mais de meio bilhão de posts em redes sociais, feitas durante o tempo da pesquisa, concluindo que as taxas de suicídio comentados e os textos em linguagem depressiva aumentaram em excesso em períodos de temperaturas muito elevadas e anormais.
(Confira na seção de comentários mais dados e efeitos da situação analisada neste estudo feito durante quase duas décadas em dois países sofrendo mudanças no clima)
Fontes: DW (Deutsch
Welle) – Terra -
folhaverdenews.blogspot.com








Com certeza, esta pesquisa não levará o Presidente dos USA Donald Trump a acreditar que as mudanças climáticas são um fato e precisam ser combatidas, porém, podem fazer com que cientistas e técnicos acelerem a busca de soluções sustentáveis para a perda da ecologia. Enfim, o ser humano depende do meio ambiente. conforme conclui mais este estudo.
ResponderExcluirSegundo uma projeção do estudo, se o aquecimento global não for limitado até 2050, podem ocorrer entre 9 mil e 40 mil suicídios adicionais nos dois países em que a situação foi analisada, USA e México.
ResponderExcluir"As taxas de suicídio aumentaram em quase todos os estados dos EUA entre 1999 e 2016. Em metade dos 50 Estados americanos, a taxa subiu mais de 30%, segundo um relatório divulgado em junho pelo Centros de Controle e Prevenção de Doenças": comentário sobre esta pesquisa no site DW.
ResponderExcluir"Quase 45 mil pessoas se suicidaram em 2016, e a prática hoje é a décima maior causa de morte nos Estados Unidos e uma das três que mais vêm crescendo, juntamente com o mal de Alzheimer e a overdoses de drogas": comentário na revista Nature Climate Change.
ResponderExcluir"Quando se fala de mudanças climáticas, muitas vezes é fácil pensar em abstrações, mas os milhares de suicídios adicionais que provavelmente ocorrem como resultado de mudanças climáticas não são apenas número, eles representam perdas trágicas para famílias de todo o país": comentário de Marshall Burke, economista e pesquisador da Universidade de Stanford, Estados Unidos.
ResponderExcluir"Os últimos três anos foram os mais quentes já registrados, apontou a Organização Meteorológica Mundial, uma agência das Nações Unidas. Em uma onda de calor em maio deste ano, mais de 60 pessoas morreram em Karachi, no Paquistão, quando a temperatura ultrapassou os 45 °C. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o estresse provocado pelo calor ligado às mudanças climáticas deve causar 38 mil mortes adicionais por ano em todo o mundo entre 2030 e 2050.
ResponderExcluir"Em 2015, os países que assinaram o Acordo de Paris se comprometeram a limitar o aumento da temperatura a 2 ºC em relação aos níveis da era pré-industrial e a "prosseguir com os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5 ºC". Mas, em 2017, o Presidente dos USA, Donald Trump, anunciou a retirada de seu país do acordo. Segundo um dos artigos do pacto, o país só poderá fazer isso em novembro de 2020. Até o momento, os States foram o único país a manifestar a intenção de abandonar o Acordo de Paris, algo que causa grande preocupação em termos socioambientais e também de saúde pública. É assim que eu vejo esta pesquisa inédita de Marshall Burke, da Universidade de Stanford": comentário de Hugo Morais, estudante de Medicina pela Unesp: "Com certeza existe um vínculo direto entre saúde mental e equilíbrio do meio ambiente".
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