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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

ESTUDO REALIZADO POR PESQUISADORES DE 8 PAÍSES ALERTA PARA O COLAPSO DA BIODIVERSIDADE DA NATUREZA NA TERRA E TAMBÉM POR AQUI NO BRASIL

A informação foi divulgada pela revista Nature e indica que apenas medidas urgentes de gestão ambiental poderão reverter a perda de espécies de vida nos ecossistemas tropicais: justamente neles que se concentram mais de 3/4 de todas as espécies vivas do planeta, o que significa que o Brasil está no foco deste problema  e você pode ajudar a mudar esta situação



A vida de várias espécies está numa situação limite




O estudo publicado na revista Nature ressalta por exemplo que sobrevivem nos trópicos mais de 90% das aves do planeta, por enquanto, sobrevivem nos ecossistemas que incluem as últimas florestas do Brasil mas todas espécies vegetais e animais estão com data de validade: este blog abre este nosso webespaço para aqui divulgar mais esta luta urgente do movimento científico e ecológico em defesa da própria vida. 


The future of hyperdiverse tropical ecosystems

Jos Barlow, Filipe França, Toby A. Gardner, Christina C. Hicks, Gareth D. Lennox, Erika Berenguer, Leandro Castello, Evan P. Economo, Joice Ferreira, Benoit Guénard, Cecília Gontijo Leal, Victoria Isaac, Alexander C. Lees, Catherine L. Parr, Shaun K. Wilson, Paul J. Young & Nicholas A. J. Graham

Nature, volume 559, pages 517–526 (2018)

DOI: 10.1038/s41586-018-0301-1

Se trata duma questão de vida...

...vida ou morte

O texto publicado na revista Nature indica que apenas medidas urgentes podem reverter a perda de espécies nos ecossistemas tropicais, que concentram mais de 3/4 de todas as espécies do planeta, incluindo aves e corais. Segundo o estudo, realizado por pesquisadores de instituições de oito países, incluído o Museu Goeldi, os trópicos ocupam apenas 40% do planeta, porém, abrigam mais de 90% das espécies de aves existentes. A maioria dessas espécies não é encontrada em nenhum outro lugar da Terra, sendo que milhares de outras ainda são desconhecidas da ciência: "No atual ritmo de descrição de novas espécies – em torno de 20 mil por ano – podemos estimar mais 300 anos para catalogar a biodiversidade do planeta”, afirma por sua vez a pesquisadora Cecília Gontijo Legal. Junto com uma equipe de cientistas assim como ela do Brasil e também da África do Sul, Austrália, China, Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Suécia, pesquisadores autores deste estudo chegaram a uma primeira síntese detalhada do estado dos ecossistemas tropicais mais diversos do planeta: florestas, savanas, lagos e rios e recifes de corais. Se há o risco da destruição e caos, essa é uma luta pela preservação e pela regeneração das espécies de vida que ainda sobrevivem. 


Lado a lado vida e morte


Pressões e florestas silenciosas - Em todos os ecossistemas tropicais, muitas espécies são ameaçadas duplamente por pressão humana e atividades econômicas agressivas ao ambiente. A pesca predatória ou a extração seletiva de madeira, que privilegia espécies de alto valor comercial, causando a degradação de extensas áreas, são alguns exemplos. As ameaças se agravam quando se considera o impacto dos fenômenos climáticos de larga escala, como secas e ondas de calor. De acordo com o ornitologista Alexander Lees, da Universidade Metropolitana de Manchester (Reino Unido), a captura massiva de animais selvagens ilegalmente traficados resultou na perda anual de milhões de indivíduos de espécies conhecidas. Ele particularmente catalogou algumas como o bicudo (Sporophila maximiliani), o bicudinho (Sporophila crassirostris), o cardeal-amarelo (Gubernatrix cristata) e o pintassilgo-do-nordeste (Spinus yarrelli): "A captura massiva também afetou muitas outras espécies sobre as quais pouco sabemos. Várias espécies de pequenas aves cantoras estão em risco iminente de extinção global, por exemplo. Por conta disso, as florestas tropicais onde vivem estão cada vez mais silenciosas”. 

Uma das soluções é a agroecologia

O problema afeta também a saúde e a vida humana


Este problema afeta também toda a humanidade - O pesquisador Jos Barlow, da Universidade de Lancaster (Reino Unido), lembra que a degradação dos ecossistemas tropicais ameaça também o bem-estar de milhões de pessoas em todo o planeta. “Embora cubram apenas 0,1% da superfície do oceano, os recifes de corais fornecem recursos pesqueiros e proteção costeira para 200 milhões de pessoas. Da mesma forma, florestas e savanas tropicais armazenam 40% de todo o carbono encontrado na biosfera terrestre e são determinantes para a ocorrência de chuvas em algumas das regiões agrícolas mais importantes do planeta”. Nesse ponto, as secas e a desertificação têm relação direta com a perda a biodiversidade. 


(Confira na seção de comentários do blog da gente algumas soluções e outras informações sobre a luta pela Biodiversidade) 

Na mesma Amazônia convivem a perda...

...e a luta pela biodiversidade da vida



Fontes: EcoDebate - MCTI - Nature -El Pais
             folhaverdenews.blogspot.com


5 comentários:

  1. Diante desta situação limite é superurgente buscarmos soluções. Além de qualificar um problema de escala global, este estudo de cinetistas de 8 países também aponta ações necessárias para recuperar e proteger esses ecossistemas vitais.

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  2. "Esses ambientes têm sido o lar e o refúgio da esmagadora maioria da biodiversidade da Terra por milhões de anos. Em países como o Brasil, boa parte da solução passa por fortalecer as instituições de pesquisa nos trópicos. Apesar de algumas exceções notáveis, a grande maioria dos dados e pesquisas relacionados à biodiversidade está concentrada em países desenvolvidos e não tropicais”: comentário de Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental.

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  3. Os autores do estudo que estamos divulgando aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania, eles fazem parte da Rede Amazônia Sustentável (RAS), formada por pesquisadores de dezenas de instituições do Brasil e do exterior, sob a liderança da Embrapa Amazônia Oriental, Museu Paraense Emílio Goeldi, Universidade de Lancaster (Reino Unido) e Instituto Ambiental de Estocolmo (Suécia).

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  4. “No atual ritmo de destruição das espécies quando os cientistas conseguirem catalogar todas elas, elas já não existirão, ou seja, é algo realmente da maior urgência lutar pela biodiversidade, e não se enganem, inclui também a sobrevivência da espécie humana": comentário de Geraldo Vieira, advogado em BH com mestrado em Direito Ambiental pela UFMG.

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  5. "Junto com uma equipe de cientistas do Brasil, África do Sul, Austrália, China, Estados Unidos, Japão, Reino Unido e Suécia, Joice Ferreira é uma das autoras do estudo – primeira síntese detalhada do estado dos ecossistemas tropicais mais diversos do planeta: florestas, savanas, lagos e rios e recifes de corais, algo que precisa ser consultado e gerar uma verdadeira gestão ambiental pela vida": comentário de Alda de Paula Santos, repórter em Salvador (Bahia), que nos enviou uma série de matérias nesse conteúdo, inclusive postadas no site EcoDebate.


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