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| Bambuzais estratégicos para recuperar a ecologia perdida |
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| Pesquisa da Holanda e também do engenheiro Raimundo Nonato (Embrapa) |
"Hoje o domínio tecnológico de aproveitamento de bambu é de países asiáticos como China, Indonésia, Vietnam mas, também com aplicações na índia e alguns países africanos", explica o engenheiro agrônomo Raimundo Nonato Brabo Alves, que atua na Embrapa da Amazônia. A pesquisa feita na Holanda e o seu know how no setor garantem que investir no reflorestamento de 350 milhões de hectares de áreas degradadas com bambu até 2030 seria a alternativa mais viável para salvar o mundo. A proposta holandesa da Erasmus University Roterdam e de outras organizações de engenharia ambiental, em resumo é que um hectare de bambu fixa 1.000 toneladas de CO² e produz economicamente 20 m³ de produto madeireiro de excelente qualidade. O bambu se presta exatamente para a recuperação de áreas degradadas e segundo também pesquisadores cubanos armazena por hectare 30.375 litros de água em seu sistema radicular e colmos, o equivalente ao consumo de 150 pessoas que usam 200 l/dia. Essa água na estiagem é liberada paulatinamente ao solo. Enfim, os bambuzais são uma esperança e hoje após estes estudos científicos até uma expectativa de recuperação da ecologia perdida, por aqui e em todo lugar da Terra.
Para a Amazônia com os seus 76 milhões de hectares desmatados, aproximadamente 10 milhões são áreas degradadas sendo assim grande o potencial de exploração do bambu que seria sucedâneo da madeira com o produto denominado desta gramínea laminada colada (BLC), tecnologia já disponível na região semelhante ao processamento da madeira na forma de compensado e conglomerado. Além da produção de brotos de bambu, com potencial para exportação de milhões de dólares para o sudeste asiático, onde o consumo é tradição, a tecnologia também já está disponível disponível no Brasil, sendo a mesma da utilizada para o processamento do palmito de açaí e pupunha. Está na hora do bambu!
(Confira na seção de comentários aqui no nosso blog de ecologia e cidadania, outros dados e mais informações, mensagens e opiniões)
Fontes: www.ecodebate.com.br
folhaverdenews.blogspot.com
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| Além deste valor ecológico os bambus têm grandes aplicações na engenharia |
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| Urge trilhões de mudas de bambu para reflorestar áreas degradadas |
Para a Amazônia com os seus 76 milhões de hectares desmatados, aproximadamente 10 milhões são áreas degradadas sendo assim grande o potencial de exploração do bambu que seria sucedâneo da madeira com o produto denominado desta gramínea laminada colada (BLC), tecnologia já disponível na região semelhante ao processamento da madeira na forma de compensado e conglomerado. Além da produção de brotos de bambu, com potencial para exportação de milhões de dólares para o sudeste asiático, onde o consumo é tradição, a tecnologia também já está disponível disponível no Brasil, sendo a mesma da utilizada para o processamento do palmito de açaí e pupunha. Está na hora do bambu!
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| No Brasil o precioso bambu é tratado com desprezo no meio rural |
(Confira na seção de comentários aqui no nosso blog de ecologia e cidadania, outros dados e mais informações, mensagens e opiniões)
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| Esta imagem começa a ser revalorizada só agora... |
Fontes: www.ecodebate.com.br
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Agradecemos ao site nacional de assuntos socioambientais pelo envio por e-mail desta matéria que discutimos hoje em nosso blog. Raimundo Nonato Brabo Alves, autor da pesquisa no Brasil, é pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental. Ele informa a literatura consultada:
ResponderExcluirhttps://aprendeenlinea.udea.edu.co/revistas/index.php/vitae/article/view/3021
https://www.embrapa.br/acre/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1078373/bambus-no-brasil-da-biologia-a-tecnologia
http://www.ipef.br/publicacoes/scientia/nr36/cap02.pdf
http://bambusc.org.br/?page_id=989
"Para o controle de erosão o bambu é imbatível. Pesquisas realizadas por Riquelme ett al, 2011 demonstram que em parcelas com bambu a erosão foi de apenas 0,20 t/ha/ano de solo, enquanto em parcelas com SAF e cultivo intercalar foi de 1,72 t/ha/ano e em parcelas com monocultivo a erosão atingiu a explosiva marca de 23,39 t/ha/ano": comentário extraído do estudo feito pela Erasmus University Roterdam.
ResponderExcluir"Como produtos econômicos o bambu vem tendo aproveitamento dos mais diversificados com 1001 aplicações, pelas suas propriedades de leveza, resistência e flexibilidade. Na China é muito utilizado na construção civil no preparo de andaimes para acabamentos de prédios moderníssimos. Na construção de residências luxuosas em Bali na Indonésia. Em acabamentos no teto do aeroporto de Madri na Espanha. Em escritórios luxuosos e ponte em Israel. Como biocompósito vem sendo utilizado na fabricação de capacetes de motociclista, skates, instrumentos musicais e escovas de dente. Com o carvão de bambu é feito até um dentifrício branqueador dos dentes. Na sua forma natural é usado na movelaria, artesanato e na agricultura como tutor de várias culturas comerciais e irrigação": comentário de Raimundo Nonato Brabo Alves, engenheiro agrônomo, que atua na Embrapa da Amazônia.
ResponderExcluir"O Brasil é mesmo um país de contrastes, pois se contrapondo ao desconhecimento do bambu, é nele que se encontra a maior diversificação da espécie e um dos melhores climas para o seu cultivo. Também tem a maior área de dispersão natural da espécie Guadua angustifólia nos estados do Acre (180.00 km²) e Amazonas e o maior plantio comercial de bambu na região nordeste, de 50.000 hectares pertencentes a uma indústria de cimento que há mais de 30 anos, produz papel, polpa e sacos de cimento, além de cavaco para biomassa na geração de energia, aquecimento de caldeiras, fornos de siderúrgicas, cerâmicas e gessarias": comentário também de Raimundo Nonato, Embrapa.
ResponderExcluirLogo mais, aqui nesta seção do blog da gente, mais informação e dados sobre esta luta para revaloriza o bambu e recuperar áreas degradadas, também por aqui no Cerrado: você pode mandar a sua mensagem ou opinião (sobre este post, sobre o vídeo etc) para a redação da gente: navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirMaterial de informação, vídeos, fotos, sugestão de pautas, matérias, mande direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Por aqui no interior de Minas, também em São Paulo, onde estudei, o bambu é considerado uma praga, esta pesquisa mostra exatamente o contrário": comentário de Valter de Almeida Silva, de Formiga (MG), Técnico Agrícola.
ResponderExcluir"A pedra rejeitada pelos arquitetos se tornou a angular, diz o Salmo 117, se referindo a Jesus e agora vejo estas pesquisas sobre o desprezado bambu, sobre a desprezada natureza, se tornando vital pro futuro": comentário de Agenor Mendes, de São Paulo, Itapecirica, que se identifica como adventista e horticultor.
ResponderExcluir"Desde recursos de bioengenharia até geoengenharia que dependem de vultosos investimentos financeiros, são propostos como alternativas de reversão dos indicadores negativos de mudança do clima. Mas as alternativas mais pragmáticas são pequenas atitudes que devem a princípio ser compartilhadas com o maior número de pessoas e que não dependem de muitos recursos – ao contrário são poupadoras dos mesmos – como a coleta seletiva do lixo, deslocamento menor em veículos movidos a combustíveis fósseis, uso de mais tecnologias limpa, ter consciência e sensibilização para a preservação e manejo dos recursos para as gerações futuras. O bambu é uma destas
ResponderExcluiralternativas que deve ser considerada promissora, muito positivo o investimento coletivo no cultivo de espécies com alta capacidade de captura de carbono, diversificada aplicação em produtos, tecnologia de processamento e aproveitamento dominada, elevado retorno econômico e grande apelo social": do texto sobre o valor do bambuzal no site EcoDebate, que registra ao menos 3 pesquisas sobre esta gramínea, com potencial de recuperação do meio ambiente degradado.