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segunda-feira, 11 de junho de 2018

DE MÃE PARA FILHA A LUTA EXEMPLAR PELA ECOLOGIA E PELOS DIREITOS DOS MAIS HUMILDES DIANTE DE GRANDES INTERESSES (PODERIA SER POR AQUI TAMBÉM)


Jovem ecologista indígena lidera luta por rio sagrado e estratégico em Honduras contra megaempreendimento  e busca justiça para a mãe assassinada: Berta Zuñiga Cáceres luta não só contra uma represa imprópria no rio Gualcarque como também contra ameaças da realidade mais violenta na América do Sul para ativistas do Meio Ambiente na avaliação da Global Witness

 
A filha Berta Zuñiga Cáceres lidera agora a luta ambientalista
Luta pelo rio Gualcarque que levou à morte a mãe Berta


Jovem de 27 anos herdou o nome e a luta de sua mãe, ecologista Berta Zuñiga Cáceres deve apresentar em junho denúncia na qual acusa banco holandês de conivência com a morte de sua mãe e também levar adiante movimento da população Lenca de Honduras contra empreiteiras, grande hidrelétrica e instituições financeiras. Bertita, como é também chamada, lidera a tentativa de deter projeto de megahidrelétrica que vai desequilibrar a vida dum rio em Honduras. Os impactos socioambientais vão causar mais sequelas e prejuízos socioambientais do que benefícios, deveria ser feita uma usina solar ou eólica na região, argumentou Berta Zuñiga Cáceres junto a autoridades judiciais do seu país. Segundo a repórter da BBC News Márcia Bizzotto que fez matéria sobre a situação, a ativista de meio ambiente e cidadania corre risco de vida. Ela cita que o rio a ser represado é considerado estratégico por ambientalistas e sagrado para o povo indígena da região,  do qual Berta Zuñiga Cáceres descende diretamente. Porém, este conteúdo maior da luta da ecologista indígena tem por outro lado um obstáculo gigantesco ou até monstruoso: os adversários dessa luta são interesses econômicos poderosos e uma realidade de grande violência. Uma luta que já custou a vida da mãe dela, Honduras já foi  denunciado pela entidade Global Witness como o país mais perigoso do mundo para os defensores da ecologia e dos direitos de etnias indígenas. A BBC informa que nos últimos sete anos, 123 ativistas foram assassinados, e oito em cada dez casos continuam sem solução.A gente aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News, assim como o site de notícias Terra, que também registra estes fatos, alertamos sobre a violência da situação , nos solidarizamos com Berta Zuñiga Cáceres e com o povo indígena que vive ao largo do rio Gualcarque, ao mesmo tempo, apelamos para o bom senso, um megaempredimento de energia solar sim poderia ser um grande negócio para a Agua Zarca e para toda América do Sul, iniciando desde já em meio a essa crise um desenvolvimento sustentável, capaz de avançar a economia sem destruir a ecologia da natureza. 


É em Honduras mas poderia ser aqui ou em qualquer lugar do mundo


(Fotos de Paula Señan Castelhano)



Rio Gualcarque (Blanco para os índios) força da água das montanhas

Manifestação pelo rio e pela luta de Berta na comunidade local

A filha Berta Cáceres Zuñiga busca a justiça ambiental

A mãe Berta Cáceres Zuñiga deu sua vida pelo rio Blanco (Gualcarque)




(Confira depois na seção de comentários deste blog da ecologia mais alguns detalhes, informações e mensagens sobre esta situação dramática que não pode ser silenciada pela mídia em geral, precisa ser divulgada uma alternativa melhor para este problema causado pelo projeto de construção da represa Agua Zarca no rio Gualcarque em Honduras). 



 Berta Cáceres está indo à luta junto à Justiça em Honduras


Fontes: BBC News - Terra - Global Witness
              folhaverdenews.blogspot.com

9 comentários:

  1. A Global Witness é uma entidade não governamental e internacional criada em 1993 para averiguar vínculos entre a exploração de recursos naturais e conflitos, pobreza, corrupção e abusos de direitos humanos a nível mundial. A organização tem a sede em Londres e Washington: é ela que está tentando articular uma defesa preventiva da vida de Berta Cáceres para ela não ser assassinada como foi a sua mãe em Honduras por uma causa ecológica, país que é visto como o mais violento contra os ativistas ambientais.

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  2. 123 defensores do meio ambiente foram assassinados em Honduras nestes últimos anos, 8 outros casos continuam sob investigação. Investigações levadas a cabo pela Global Witness revelaram que foram assassinados quase três vezes o número de defensores do meio ambiente em 2012 que 10 anos atrás. A Global Witness documentou 147 mortes em 2012, comparadas com 51 em 2002. No Brasil, 448 ativistas que defendem recursos naturais foram mortos entre 2002 e 2013, 109 nas Honduras, 58 no Peru, 67 nas Filipinas e 16 na Tailândia. Muitos dos indivíduos que são alvo de ameaças são pessoas comuns que se opõem ao roubo de terras, operações de mineração e comércio de madeira, muitas vezes forçadas a abandonar as suas casas. Outros foram mortos por protestarem contra a construção de usinas hidroelétricas, poluição e conservação da vida selvagem.





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  3. "É uma luta que já custou a vida da mãe Berta Cáceres, a jovem agora busca justiça em um país denunciado pela ONG Global Witness como o mais perigoso do mundo para os defensores do meio-ambiente. Berta Cáceres, a mãe, era a líder indígena, ambientalista e feminista mais proeminente de Honduras quando foi assassinada a tiros dentro de casa, em sua cidade natal de La Esperanza, no oeste do país, na noite de 3 de março de 2016": comentário extraído de matéria na BBC News.

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  4. "O que sei é que Berta Cáceres, a mãe, aos 45 anos, recebera um ano antes de ser assassinada o Prêmio Goldman de Meio Ambiente, conhecido como o "Nobel dos ambientalistas", por seus esforços para impedir a construção da represa Agua Zarca no rio Gualcarque, o Blanco pros índios em Honduras": comentário de José Barros dos Santos, de São Paulo, que viajou por este país como exportador e importador.

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  7. "Com o apoio da Global Witness, a jovem Berta Zuñiga Cáceres visita esta semana algumas das principais capitais europeias. Em Bruxelas, Zuñiga se reuniu com representantes do Serviço de Ação Exterior da União Europeia e com deputados da UE, antes de seguir viagem à Haia, Berlim e Madrid, decidida a não deixar a morte de sua mãe cair no esquecimento. E nem a luta ambiental pela vida do Rio Gualcarque diante do projeto Agua Zarca": comentário extraído de noticiário da agência de notícias Reuters.

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  8. "A mãe Berta Zuñiga Cáceres à frente do Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (Copinh) lutava contra o projeto Água Zarc pela vida do Rio Blanco (Gualcarque). Mestiça se dizia orgulhosa de suas raízes Lencas apoiou bloqueios de estradas, sabotagem de equipamentos e piquetes em frente à empresa hondurenha Desarrollos Energéticos S.A. (DESA), responsável pelo projeto. Com sua presença, deu mais visibilidade à mobilização da comunidade Lenca de Rio Blanco, afetada pelas obras. As ações, somadas à pressão direta de Cáceres sobre instituições de crédito dispostas a financiar Agua Zarca, levaram a empresa chinesa Sinohydro a abandoná-lo em 2013. Ao mesmo tempo, o clima de violência não cessou de piorar na região. Vários companheiros de Cáceres foram assassinados antes e depois dela": comentário de Márcia Bizzotto, da BBC News, historiando os fatos.

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  9. Com a morte da da líder, Bertita, a filha, atendeu o chamado do Copinh e abandonou o mestrado em Estudos Latino-americanos que cursava no México para assumir a coordenação-geral da organização no lugar da mãe: "Sabemos do risco, mas o objetivo não é deixar que o medo vença. É o que temos que fazer. Esta é uma luta pelos direitos de um povo milenar, pela ecologia. mas é também uma luta por justiça para minha mãe e por reparação pessoal": comentário da jovem Berta Zuñiga Cáceres, explicando a sua luta.

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