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segunda-feira, 4 de junho de 2018

A CRISE DOS COMBUSTÍVEIS SINALIZA QUE OS CARROS ELÉTRICOS SÃO BEM MAIS DO QUE UMA ALTERNATIVA MAS HÁ AINDA VÁRIOS PROBLEMAS NO BRASIL QUE TRAVAM ESTE GRANDE AVANÇO


Assim como os trens elétricos os carros à bateria elétrica fazem sucesso na Europa e lá resolvem problemas de transporte e de ambiente mas aqui em nosso país, além do lobby do petróleo que breca estas soluções sustentáveis, que ajudam a economia e a ecologia, há problemas como o preço devido também aos impostos altos, a dependência de peças importadas e até a falta de estrutura de abastecimento para que os sonhados veículos elétricos rodem por aqui (quem sabe no futuro que ainda um dia vamos criar)


Os mais novos carros elétricos...
...já poderiam estar resolvendo problemas da economia e da ecologia

O jornal e site Gazeta do Povo postaram uma matéria de Denise Paro há algum tempo que detalha muitos dos problemas da implantação do carro elétrico no Brasil e a gente aqui do blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News hoje acrescenta uma complicação a mais, o lobby do petróleo, poderoso d+ em nosso país, é o principal obstáculo agora para resolver a situação problemática de combustíveis, de poluição, de transporte de cargas também (no caso, trens eletrificados), soluções sustentáveis que já  poderiam ter sido há tempos implantadas, não foram, porém quem sabe a crise de agora dê uma luz nas nossas autoridades governamentais e elas, superando essas barreiras todas (algo que é difícil d+) venham a fazer esta virada na nossa realidade. Cabe a nós do movimento da cidadania, da ecologia e da criação do futuro cobrar esta e todas as mudanças energéticas capazes de tornar tudo mais econômico e mais ecológico.



(Confira a seguir um resumo de informações sobre os obstáculos para os carros elétricos no Brasil, aqui nesta página da matéria e também na seção de comentários, OK?)



 Os carros elétricos mudarão o ar e a paisagem das cidades



O Brasil engatinha na produção e/ou no mercado de carros elétricos. Enquanto isso, nos Estados Unidos, na França, na Noruega, no Reino Unido, a tendência é crescente, sendo que na Alemanha, por exemplo, há mais restrições ao uso de veículos movidos a diesel ou a gasolina, também pelas doenças causadas pela poluição do ar, que aumentam mais ainda.

Já se luta hoje até por aviões elétricos
...e já está bombando a Fórmula Um dos elétricos
 

Os altos impostos na importação e a dependência de peças importadas ou também a falta de estrutura para abastecimento nas cidades são alguns outros entraves para a evolução dos elétricos no Brasil. Enquanto o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do carro 1.0 movido a combustão é de 7%, o dos carros elétricos a bateria chega a 25%, o que desestimula o setor. Nesse ponto se percebe com clareza a presença do lobby do petróleo que governa o governo e o Congresso Nacional. Talvez, explique também a preferência nacional pelos elétricos híbridos ou flex, movidos ao mesmo tempo por diesel e gasolina ou álcool além de bateria elétrica.




Uma tecnologia simples pronta para ser usada e avançar a realidade



“A política brasileira tem afastado os fabricantes e os importadores”, segundo opina Jayme Buarque de Hollanda, do conselho diretor da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), para quem os carros elétricos à bateria são fortemente taxados por uma miopia de política do governo. Já o professor da USP, na  Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, Paulo Roberto Feldmann diz que o desenvolvimento do carro elétrico no país esbarra em interesses corporativos.: “A pressão e o lobby dos usineiros de açúcar e álcool também tem impedido o Brasil de avançar no carro elétrico” na sua opinião que tem todo o fundamento. Ele menciona que em alguns países, como a China, o carro elétrico faz sucesso porque recebeu incentivo do governo. Os chineses eliminaram quase toda carga tributária sobre esses modelos para equiparar os preços aos dos veículos à combustão. O país é um dos que têm maior número de carros elétricos em circulação no mundo e o único com uma montadora exclusiva desse tipo de veículos, a BYD, que por sinal, tem filial no Uruguai. Na Alemanha, não incidem sobre o carro elétrico determinados impostos exigidos dos veículos convencionais. Em Portugal, o governo lá montou uma rede de eletropostos, para estimular a virada. No Brasil, no entanto, nem a produção local nem o mercado de importação são incentivados. Isso explica porque nossos consumidores ficam na mão dos combustíveis, como está ocorrendo agora nesta crise também de preços.




Urgente uma virada na estrutura dos carros e do trânsito

O caso dos trens elétricos é um outro drama e vamos em outra edição enfocar isso com todo detalhe, os trens de carga poderiam baratear o custo dos alimentos e tornar bem mais competitiva a produção brasileira em vários setores de exportação, os de passageiros e nem precisa ser os trens bala (já projetados entre Campinas e São Paulo) resolveriam problemas de mobilidade urbana, poderiam ser também uma opção de lazer e turismo.



Os carros híbridos já estão rodando por aqui mais que os elétricos


Fontes: Correio do Povo - BBC
             folhaverdenews.blogspot.com



9 comentários:

  1. A era dos combustíveis fósseis tipo gasolina ou diesel já deveria ter acabado e desde a década de 80 ter sido implantado o tempo dos carros elétricos no Brasil, porém, como você está conferindo aqui, hoje, os desafios tem sido tão grandes como seria este avanço.



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  2. Uma vez que os preços de carros elétricos importados, devido ao excesso de tributação também, são muito acima do consumo médio dos brasileiros e brasileiras, já se criou uma opção alternativa, como mostra o vídeo na reportagem hoje no TV Folha Verde News aqui no blog, feita por uma equipe de Brasília. Já há carros a álccol, diesel ou gasolina sendo adaptados para bateria elétrica, seria uma ótima saída, caso houvesse um programa nacional apoiando a conversão dos carros à combustão pro sistema elétrico.

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  3. "Assim como os trens elétricos os carros à bateria elétrica fazem sucesso na Europa e lá resolvem problemas de transporte e de meio ambiente mas aqui em nosso país, além do lobby do petróleo que breca estas soluções sustentáveis, que ajudariam a economia e a ecologia, há problemas como o preço devido também aos impostos altos, a dependência de peças importadas e até a falta de estrutura de abastecimento para que os sonhados veículos elétricos rodem por aqui também": resumo de comentários de Denise Paro, jornalista, Gazeta do Povo.



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  4. "Muitos bons exemplos de política voltada ao carro elétrico se espalham pelo mundo. Na Alemanha, não incidem sobre ele determinados impostos exigidos dos veículos convencionais. Em Paris, a prefeitura comprou uma frota de carros elétricos e colocou à disposição da população – os usuários pegam o veículo e devolvem no fim do dia. Em Portugal, o governo montou uma rede de “eletropostos”. No Brasil, no entanto, as poucas unidades de carros elétricos a bateria fabricados são absorvidas por empresas e não chegam ao consumidor. Mas a situação, digamos, mais atrasada, é a do Brasil, aqui onde impera o petróleo e onde tem ainda o etanol, como segundo poder": comentário de Júlio Santos, engenheiro elétrico pela Unesp, que atua hoje em São José dos Campos.

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  5. "Tem havido algumas parcerias. A Renault, junto com a Nissan, está investindo 4 bilhões de euros no desenvolvimento de veículos zero emissão. A montadora já vendeu carros para a FedEx Express. No Brasil há 3 anos, estas empresas fizeram um convênio com a hidrelétrica Itaipu Binacional para montar 32 unidades do modelo Twizy, dentro do Programa de Veículos Elétricos da Itaipu, que há anos tem uma parceria do gênero com a Fiat. Tudo funciona muito bem e é tipo um projeto piloto do que viria a ser com a produção ou a comercialização de carros elétricos em escala e assim com preço mais popular para todos": comentário também do engenheiro Júlio Santos, São José dos Campos.

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  6. "Eu fiz uma pesquisa sobre os carros elétricos pelo que me interesso desde garoto. Prá resumir, concordo com as críticas desta matéria que são procedentes. Hoje a preferência nacional tem sido os carros híbridos, elétricos e combustão. Os híbridos têm a bordo um pequeno gerador. Por ter uma tecnologia nova, o custo ainda é caro, embora o consumo de combustível seja menor que um carro convencional. O Prius, da Toyota, um dos mais vendidos do mundo, custa cerca de R$ 120 mil. Acomoda cinco passageiros e consome de 20% a 30% menos combustível que um carro a combustão. Já é um avanço relativo porém com certeza o carro 100% elétrico com incentivo de produção e comercialização é mesmo solução definitiva que vau se afirmando em vários países, por aqui, infelizmente, não": comentário de Alberto Perez de Carvalho, executivo de Turismo, de São Paulo.

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  7. Você pode nos mandar pro e-mail da redação deste blog a sua mensagem que a gente coloca aqui nesta seção, OK? Mande para navepad@netsite.com.br Se é o caso de material de informação, como vídeos ou fotos, você pode também enviar direto pro e-mail do nosso editor deste blog, mande para padinhafranca603@gmail.com

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  8. "Infelizmente,vai demorar bem mais do que esperamos. Existe uma série de desafios para o início da comercialização mais popular dos veículos elétricos no Brasil, principalmente no que diz respeito às taxas de importação e dificuldades de abastecimento, entre outros entraves": comentário de Renan Hamman, que atua com implantação de tecnologia em empresas na região de Belo Horizonte (MG).

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  9. "Precisamos eleger alguém para a Presidência da República que tenha a consciência da revolução positiva que o carro elétrico é": comentário de Yara Braga, de Santo André, ABC, professora universitária na região.

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