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domingo, 6 de maio de 2018

EXISTEM ALTERNATIVAS MELHORES QUE ATERRO POR OCUPAREM MENOS ESPAÇO AUMENTANDO A QUALIDADE E A SEGURANÇA DO TRATAMENTO SANITÁRIO

Cada vez mais precisará ser ampliado o aterro sanitário GGR Pereira que já afeta Cumbica e colocará em risco a população nos arredores, alertam ambientalistas e o Proam: na realidade aterros desse tipo são obsoletos diante de novas alternativas da ciência e da tecnologia para saneamento básico, tratamento sanitário, reciclagem e produção de subprodutos 

 Aterro Sanitário de Guarulhos problemas socioambientais e...

...de segurança junto ao aeroporto de Cumbica

Além de colocar em risco operações do Aeroporto de Cumbica a ampliação do Aterro Sanitário de Guarulhos (SP) com a sua ampliação, já que já ficou defasado para a sua função, tem um problema maior ainda, desrespeitará as normas da ABNT e ficará a cerca de somente 100 metros da população no entorno, ao passo que a exigência legal é uma distância de segurança em no mínimo de 500 metros. Esta é uma crítica que está sendo feita pelo movimento ecológico, científico e de cidadania em São Paulo à ampliação do Aterro Sanitário GGR Pereira, que já não atende suas necessidades, conforme está tambe´m de matéria de Dado Galdieri/BBlooberg. precisa de mais espaço e precisará cada vez de mais. O ambientalista Carlos Bocuhy, do Conama, e o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) estão sendo ouvidos nestes dias pela mídia, como pela revista e site Exame da Abril ou pelo jornal e portal O Estado de São Paulo (Conteúdo Estadão). O que as matérias ainda não estão colocando é que a tecnologia dos aterros já é obsoleta diante de novas alternativas da tecnologia ambiental, mais econômicas e mais ecológicas, com muito menos problemas. Aqui no blog da gente, debatemos esta pauta hoje, lembrando que Química pela Unicamp, Joana D'Arc Félix de Sousa, ainda nos anos 90, ganhou em 1º lugar um concurso internacional de projetos de saneamento ambiental e sanitário na Harvard, no Estados Unidos, onde se doutorou, se tornando PhD. O seu projeto muito mais válido que aterros é um tratamento químico dos resíduos, sem exigir grandes espaços, com menor custo, sem desapropriações e sem ficar defasado como agora já aconteceu com o GGR Pereira na Grande São Paulo. Confira a seguir um resumo de todos estes enfoques aqui no blog da ecologia e da cidadania. 

Grandes aeronaves em Cumbica avanço e limite para Guarulhos

Autoridades projetam ampliar o aterro sanitário CGR Pereira, em Guarulhos, estão sendo alvo de críticas por parte dos ambientalistas. Além da questão socioambiental, caso a ampliação seja  aprovada e executada, o aterro sanitário ficará a menos de 5 km do cone de aproximação das aeronaves em Cumbica, segundo o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam). O Aeroporto André Franco Montoro, ali localizado, é o maior de toda a América Latina em número de passageiros e opera cerca de 800 voos diários. A ampliação vai contra a legislação de segurança portuária, que prevê um perímetro de 20 km para garantir a segurança de operação dos aeroportos. Exceções podem ocorrer a critério do órgão ambiental, mas para Carlos Bocuhy, conselheiro do Conama e presidente do Proam, no caso de Guarulhos, haverá um grave prejuízo não só à segurança do aeroporto como à população que vive nas proximidades. Haverá sequelas na saúde pública e na segurança para moradores no entorno: "O que está ocorrendo em Guarulhos é um absurdo em termos de gestão territorial. O problema não é tão somente a excessiva proximidade do cone de aproximação de Cumbica, mas também os prejuízos da população do entorno. A norma ABNT recomenda que a população fique pelo menos a 500 metros do aterro e, com a ampliação, estará a cerca de 100 metros". 



Drª Joana D'Arc uma das cientistas que têm alternativas ambientais avançadas



Joana D'Arc Félix de Souza é uma química, professora e cientista brasileira. Ganhadora de 56 prêmios na carreira, com destaque para o prêmio Kurt Politizer de Tecnologia de "Pesquisadora do Ano" em 2014 e PhD em Qímica pela Harvard. Ela tem nova alternativa em relação a aterros sanitários. Ainda na década de 90, depois de ser premiada pelo seu projeto de saneamento químico na Harvard, nos States, de volta à Franca, sua cidade natal, Drª Joana D'Arc Félix de Sousa juntamente com ecologistas em audiência pública na Unesp tentaram barrar nesta cidade o Aterro Sanitário. Pesquisadores e ambientalistas também queriam acabar com o Lixão mas não por um aterro que com o tempo fica defasado e precisa mais espaço, mais verbas, mais desapropriações, porém com tecnologia do tratamento químico, uma das mais avançadas e econômicas, custando cerca de 10% do formato tradicional de aterro sanitário. "Infelizmente os governos e as prefeituras preferem grandes obras mais caras, com grandes desapropriações, mesmo que sejam menos eficientes", comenta por aqui o editor deste blog Folha Verde News, Antônio de Pádua Silva Padinha que à época participou como ecologista das discussões públicas em Franca. Agora com esta polêmica na Grande São Paulo  agora, mais uma vez, constata os erros e os limites tecnológicos, econômicos e ecológicos dos aterros sanitários convencionais. É preciso mudar a gestão ambiental pública e avançar a tecnologia ambiental em todas as cidades. 



Urubus do Aterro ameaça da segurança em Cumbica

 Polêmica no Aterro Sanitário em Guarulhos pode abrir chance à nova tecnologia

O aterro CDR opera em Guarulhos há menos de 20 anos e já está com sua vida útil esgotada. O empreendimento pleiteia agora uma ampliação de atividade para disposição de resíduos urbanos para mais 20 anos, expandindo suas atividades em direção aos bairros vizinhos. O processo está tramitando na Secretaria Estadual do Meio Ambiente.
Segundo lideranças do movimento ecológico, científico e de cidadania paulista esta situação é muito preocupante, já que a operação do aterro em Guarulhos, uma vez licenciada, se dará por 20 anos. "Além do mais, um exemplo do risco é o atrativo que a operação do lixo traz para urubus. O choque com um urubu, devido à velocidade da aeronave, pode representar um impacto de 300 kg", alerta Carlos Bocuhy.  Para Bocuhy, o projeto não possui viabilidade ambiental em função de sua alternativa locacional e deveria ser contestado tanto por parte da comunidade local como pelas autoridades aeroportuárias, como o Comando da Aeronáutica (Coman) e a Infraero. Realmente, chegou a hora no caso do GDR e de todo saneamento em todo o país atualizar a sua tecnologia a bem do ambiente, da saúde da população e até da segurança pública.

 Guarulhos que já foi aldeia indígena com problemas hoje de grande cidade


Fontes: exame.abril.com.br 
              estadão 
              folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. Mais tarde, postaremos aqui comentários e outras informações nesta polêmica da ampliação do aterro sanitário em Guarulhos, algo que, apesar dos pesares, será positiva se abrir chance à nova tecnologia, por exemplo, tratamento químico dos resíduos, projeto da Drª Joana D'Arc premiado na Harvard.

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  2. "Somos contrários à opção governamental de abrir concorrência para tratamento do lixo apenas por meio da construção de aterro sanitário. O Conselho Pleno aprovou proposta do presidente da Comissão de Direito Ambiental, conselheiro Aluisio Xavier de Albuquerque, de enviar ofício solicitando que o edital permita a apresentação de outras tecnologias para o tratamento do lixo": comentário extraído de nota da OAB/Distrito Federal.

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  3. "A tecnologia de aterros sanitários é ultrapassada e vários países do mundo enfrentam problemas com aterros sanitários. Ele sugere que, em vez de o GDF direcionar a solução do tratamento de lixo apenas para aterros, seja aberto um edital permitindo a apresentação de tecnologias mais atualizadas": comentário de Xavier de Albuquerque, que preside a Comissão de Direito Ambiental da OAB em Brasília.

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  4. "Especialistas afirmam diminuir as chances de problemas futuros no Brasil que outras nações hoje já estão enfrentando. Alguns países acharam uma solução diferente, como usinas termoelétricas movidas pela queima do lixo, bem como outras que evitam sequelas no Meio Ambiente": comentário de Rubens Almeida, engenheiro que critica também a situação do aterro em Guarulhos: "Ele já precisa ser ampliado e já cria dificuldades tanto para o aeroporto de Cumbica como para a saúde pública".

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  5. Logo mais, postaremos mais informações e comentários, você pode por aqui sua opinião nesta polêmica e/ou se preferir ou precisar, enviar um e-mail com este conteúdo para o endereço eletrônico da redação do nosso blog de ecologia e cidadania: navepad@netsite.com.br

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  6. Material de informação como vídeos, fotos, notícias, você pode enviar diretamente pro e-mail do editor deste blog, mande para padinhafranca603@gmail.com

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  7. "Há várias formas e tecnologias de tratamento de lixo, reciclagem, geração de recursos com subprodutos, esta opção de aterros sanitários está realmente problemática": comentário de Júlia Santos, de São Paulo, TI, que fez um estudo sobre o assunto que nos enviou. A gente agradece bastante o material e a seguir vamos mostrar aqui como alguns países da Europa têm resolvido bem a questão do lixo sem uso de aterros que exigem grandes espaços, desapropriações e não são a melhor solução. Aguarde e depois venha conferir estas informações aqui.

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