Hoje 85
organizações com projetos ecológicos a serem implantados na Caatinga e/ou no Cerrado estarão reunidas
em Brasília para discutir práticas de conservação ambiental que geram crescimento
e renda: participação do Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (PNUD) neste encontro sobre iniciativas
comunitárias de agricultores familiares ou extrativistas com o objetivo de estimular e de apoiar o desenvolvimento rural sustentável no interior do Brasil
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| Cerrado, Caatinga ou por todo o interior a luta dos pequenos produtores |
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| Marcelo Gonçalves, especialista em Cerrado da Universidade Católica |
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| Agricultores familiares buscam apoio para seus plantios |
Ontem, engenheiros agrônomos debateram por exemplo como fazer plantio na vegetação rala e frágil da Caatinga ou como fazer projetos de agroecologia aproveitando a oferta de água no Cerrado, que precisa ser urgentemente protegida, nos relata mensagem que José Paulo, de São João Batista do Glória, aos pés da Serra da Canastra por aqui na macrorregião, que estava participando de rodas de estudo e contatos nos bastidores do evento, apoiado pela ONU, que objetiva desenvolver de forma sustentável várias regiões do interior brasileiro, apoiando também pequenos produtores de agricultura familiar: "Um pessoal da região de Serrana e Ribeirão Preto, entrou na disputa com um projeto de plantação de alimentos orgânicos", nos informou José Paulo Araújo Mendes, que foi divulgar o queijo tipo Canastra que produz em seu sítio por aqui no sudoeste mineiro da nossa região. Até hoje, 85
organizações com projetos ecológicos na Caatinga ou no Cerrado estarão reunidas
em Brasília para discutir práticas de conservação ambiental que geram
crescimento e renda. Apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (PNUD), o encontro rolando na Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) apresenta e orienta iniciativas
comunitárias de agricultores familiares e extrativistas. Uma chance para muita gente do nosso interior.
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| Povo do Cerrado sabe da importância de plantar mas... |
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| ...mas sem queimadas nem agressões à última ecologia |
Ainda na terça feira foram apresentados os resultados do Programa
de Pequenos Projetos Ecossociais (PPP-ECOS), iniciativa do Instituto Sociedade,
População e Natureza (ISPN), responsável pelo evento. A estratégia apoia 566
empreendimentos de organizações não governamentais e de base comunitária, que
promovem o uso sustentável da biodiversidade. Desde 1994, o PNUD tem sido parceiro deste programa e oferece apoio técnico para os projetos: “A continuidade deste projeto é fundamental para as comunidades, com ele iniciamos vários programas, como nossas agroflorestas. Precisamos continuar nos organizando com nossos
plantios, articulando as vendas, enfim, prosseguir com a melhoria da nossa
qualidade de vida”, defendeu Ginercina Silva, da Associação de Mulheres
Empreendedoras Rurais e Artesanais de Barro Alto e Santa Rita do Novo Destino
(AMERA). O diretor do Departamento
de Extrativismo do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Oliveira Pires, ressaltou
a importância de projetos que atuam em biomas além da Amazônia, como a Caatinga
e o Cerrado, enfatizando o papel da agricultura familiar e das
comunidades indígenas e também quilombolas na preservação desses ecossistemas ou de comunidades rurais alternativas.
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| Merecem apoio os últimos vaqueiros da Caatinga |
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| No Cerrado importante preservar a flora nativa... |
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| ...e também uma fauna cada vez mais ameaçada |
Para a
representante da Articulação dos Povos Indígenas no Brasil (APIB), Valéria Paye
Pereira, iniciativas como este encontro possibilitam diálogos sobre os modos de
produção de grupos tradicionais e suas práticas de preservação do meio
ambiente. A ativista também ressaltou a luta dos povos indígenas para o
reconhecimento de seus direitos ao território tem a chance de ser divulgada junto ao povo do meio rural, Rose Diegues, do
PNUD, lembrou que o evento celebra mais de duas décadas de atividades do Instituto Sociedade, População e Natureza no Brasil. Na avaliação desta técnica ligada a Nações Unidas, o encontro reafirma o valor de se colocar em prática os objetivos do desenvolvimento sustentável para um equilíbrio tático entre interesse econômicos e ecológicos. As metas, segundo Rose Diegues, exigem ações articuladas para a gestão dos
territórios, a biodiversidade e a melhoria da condição de vida das comunidades.
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| No Cerrado o café orgânico deveria ser a prioridade... |
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| ...para convívio agricultura e recursos naturais |
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| Estes foram alguns alertas do povo do meio rural agora em Brasília |
Fontes:
nacoesunidas.org
Agência Brasil
foilhaverdenews.blogspot.com
Recebemos para postar aqui nesta seção algumas mensagens e comentários, faremos isso numa edição logo mais, aguarde, venha conferir e participe da luta pela agroecologia no interior do Brasil.
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ResponderExcluir"Estou aqui nesse encontro em Brasília e queria convidar esse blog a divulgar as propostas da gente que busca a agroecologia no interior, estou mandando alguns dados e informações que consegui aqui": comentário de José Paulo Araújo Mendes, que produz um queijo típico da Serra da Canastra e foi lá em busca de incentivo e mercado.
ResponderExcluir"Sabemos que no Brasil as propriedades rurais com menos de 1 hectare representam aproximadamente 70% de todas elas, sendo que aquelas com área maior que 20 hectares representam apenas 2%. No entanto, muito embora o agricultor familiar represente a grande parcela da realidade rural brasileira, suas terras, em conjunto, não conseguem alcançar um quarto (25%) quando se considera a área das terras agricultáveis no Brasil. Daí duas coisas importantes, união de forças, como é o caso deste evento agora da ONU em Brasília e todos se voltarem para a agroecologia, aí será um grande avanço": comentário de Augusto Matias, advogado, no site Jus Brasil.
ResponderExcluir"Conforme dados apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a empregabilidade nesse tipo de agricultura alcança aproximadamente 70%, o que torna evidente sua importância e presença à realidade brasileira.
ResponderExcluirÉ imprescindível destacar que o modelo de agricultura de produção familiar é responsável pelo abastecimento de alimentos básicos ao mercado de consumo, dentre os quais a mandioca, o feijão, o milho, o arroz, o leite, a carne suína e aves produzidas no campo. Enfim, é o povo rural que mais merece ser apoiado com programas como este das Nações Unidas": comentário também de Augusto Matias, advogado, que tem estudos sobre este setor do meio rural do Brasil.
"Na realidade dos pequenos produtores e da agroecologia, muito embora esse tipo de produção seja de extrema relevância à realidade nacional, os produtores carecem de tecnologias e informações de qualidade para a potencialização de sua produção bem como de programas de incentivo dos governos": comentário de Analice Veiga, engenheira agrônoma pela Unesp, atuando na região de São José do Rio Preto (SP).
ResponderExcluir"Café usa agrotóxicos, a não o plantio orgânico deste grão tão consumido no Brasil, todos os plantios orgânicos, assim como o carro elétrico ou as energias limpas como a sola ou a eólica, são aparentemente mais caro, porém, com o consumo em escala ou em implantação em grande volume, poderão vir a ser mais econômicos, mais ecológicos já são, sendo então sustentáveis": comentário de Isabel Maria Pereira, de Goiânia, Goiás, técnica agrícola e comunicadora em FM da sua região.
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