O Rio Hamza acabou
sendo descoberto quando se buscavam fontes de combustíveis fósseis mas agora
megaempresas voltam a planejar um polo de extração na Foz do Amazonas no
Atlântico e assim continua a ameaça de exploração de petróleo e gás por um
consórcio que tem a francesa Total a britânica BP e a Petrobrás
apesar do gigantesco risco ambiental deste projeto bilionário que precisa
ser evitado para não acabar com a última ecologia do Brasil e da América do Sul
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| Hamza maior rio subterrâneo do mundo reserva de água na Amazônia |
Ontem
nosso blog do movimento ecológico, científico e de cidadania fez por aqui na web matéria que foi visualizada por cerca de 3 mil internautas (segundo medição do Google) sobre a ameaça de exploração de petróleo
e gás na Foz do Rio Amazonas, uma atividade do mais alto risco ambiental para
aquela região, o Ibama 4ª vez não aprovou liberar o licenciamento
ambiental para o megaempreendimento, que mesmo assim já está sendo preparado
entre o Amapá e o Pará. Ao fazer a reportagem nossa equipe aqui do blog Folha
Verde News teve mais informações também sobre o rio subterrâneo que corre por 6
mil quilômetros embaixo do Amazonas, com uma vazão maior do que a do São
Francisco, para você ter uma ideia do potencial desta reserva hídrica que, por
volta de 2000 chegou a ser confundida com o Aquífero Alter do Chão que existe
ali no norte do país. As águas extraordinárias do rio subterrâneo ganhou o nome
de Hamza para assim homenagear o seu descobridos, o pesquisador indiano e
naturalizado brasileiro desde a década de 70, Valiya Hamza. Foi desde 2001 sendo
comprovado que a vazão destas águas subterrâneas que corre há 4 mil metros de
profundidade é bem menor do que a do Rio Amazonas mas maior do que a maioria
dos rios do Brasil e do mundo, em torno de 3.090
metros cúbicos por segundo. Esta reserva de água fora do comum torna mais grave
ainda o crime ambiental de se planejar uma atividade poluente na região ícone
da natureza brasileira.
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| A descoberta e a devida valorização de Hamza... |
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| ...pode ajudar a evitar o megaprojeto petrolífero na Foz do Amazonas? |
Ao contrário do megaprojeto do consórcio com empresas petrolíferas da França, do Reino Unido e do Brasil, o momento é de se buscar uma forma de desenvolvimento que não comprometa os recursos naturais brasileiros nem à nossa vida ou das gerações futuras e sim consiga implantar a sustentabilidade por aqui em nosso país e em nosso continente, é o que argumenta no site Gerenciamento Ambiental, Wagner Ramalho, valorizando a pesquisa e a descoberta do geofísico Valiya Hamza, que teve o seu trabalho apoiado pela The University of Western Ontario, do Canadá. Este geofísico pesquisou as águas subterrâneas na Amazônia juntamente com uma colega brasileira, Elizabeth Pimentel, ligada ao Observatório Nacional do Rio de Janeiro (ON).
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| Na edição de ontem aqui no blog mais informação sobre o que querem fazer aqui |
O Rio Hamza, correndo embaixo do Amazonas, foi descoberto quando
os pesquisadores faziam prospecção de dados sobre supostos 241 poços de grande
profundidade, que a Petrobrás estava estudando nas décadas de 70 e de 80, mas
ao invés de óleo e gás a pesquisa geofísica encontrou o maior rio subterrâneo
do mundo. Os dados obtidos com a perfuração na pesquisa permitiram a
identificação de um grande movimento de águas subterrâneas em profundidade de
até 4.000 metros, localizado sob as bacias sedimentares dos rios Acre,
Solimões, Amazonas, Marajó e Barreirinhas: "O rio subterrâneo pode se
estender por outras áreas, uma vez que os poços profundos perfurados pela
pesquisa cobriram apenas uma parte da grande região amazônica", conforme
comentou recentemente Valiya Hamza, o geofísico que dá nome a este rio
subterrâneo que caminha pelos poros das rochas rumo ao mar. Os dois
pesquisadores Hamza e Elizabeth Pimentel apontam nas suas conclusões a existência
de recursos hídricos fora do comum: "Dois grandes sistemas de descargas de
fluidos na Amazônia,: o Rio Amazonas, com seus 6.100 km de extensão e o fluxo
oculto das águas subterrâneas". Toda essa reserva e potencial hidrico
corem risco de contaminação com o megaprojeto petrolífero do consórcio que está
forçando a barra para extrair gás e petróleo na foz do rio Amazonas. A
gravidade desta situação exige um posicionamento das autoridades brasileiras,
da ONU também, bem como um apoio do movimento da ecologia e da cidadania, a bem
da ecologia, da economia sustentável e do futuro da vida no Brasil e na América
do Sul.
(Confira na seção de comentários mais informações e mensagens sobre o Rio Hamza e o megaprojeto comandado pela petrolífera francesa Total e britânica BP juntamente com a Petrobrás: precisamos todos ir à luta para evitar um caos socioambiental na última fronteira ecológica do Brasil)
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| Valiya Hamza geofísico indiano se naturalizou brasileiro ao descobrir o rio subterrâneo |
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| Águas subterrâneas e de superfície na Amazônia só devem ser envolvidas em projetos sustentáveis que considerem tanto a ecologia como a economia |
Fontes: canaltech - gerenciamento ambientel - The University of
Western Ontario
folhaverdenews.blogspot.com









Já recebemos algumas mensagens e temos alguns comentários para completar as informações sobre o Hamza aqui no blog da gente: aguarde a nossa próxima edição, vamos divulgar tudo.
ResponderExcluirVocê pode postar aqui direto a sua opinião ou informação, se precisar ou preferir, envie sua mensagem pro e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirOutra opção: vídeos, fotos, material de informação ou sugestão de matéria, envie diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"O geofísico Valiya Mannathal Hamza e toda equipe de pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6 mil quilômetros de extensão que corre embaixo do Rio Amazonas a uma profundidade de 4 mil metros. Os dois cursos d"água têm o mesmo sentido de fluxo - de oeste para leste. Ou seja, ambos desembocam no Oceano Atlântico na Foa do rio Amazonas onde querem porque querem fazer o megaprojeto de extração de gás e de petróleo, a esta altura da realidade, um absurdo": comentário de Rubens José, que é jornalista e nos envia série de matérias sobre o rio subterrâneo. Agradecemos e vamos divulgar. Paz aí no Pará.
ResponderExcluir"O Hamza é um fluxo de água que está a cerca de 4.000 metros de profundidade, abaixo do rio Amazonas e foi descoberto por um grupo de cientistas brasileiros há alguns anos atrás. Os pesquisadores decidiram batizar o rio subterrâneo como Hamza, em homenagem ao cientista indiano naturalizado brasileiro Valiya Mannathal Hamza, que estuda a região por mais de quatro décadas": comentário de Paula Baldassim, médica veterinária, doutorada em Oceanografia Química.
ResponderExcluir"Há um debate para determinar se Hamza pode ser considerado um rio ou não. De qualquer forma, essas águas subterrâneas tem um comprimento de 6.000 quilômetros, fluem em um curso semelhante ao do rio Amazonas e têm um fluxo calculado de cerca de 3.090 metros cúbicos por segundo. Pode parecer muito, mas este fluxo representa apenas 3% do que é calculado para o rio Amazonas, que tem suas fontes na selva peruana, flui para o Oceano Atlântico no extremo norte do Brasil e é considerado o rio mais longo do mundo, com uma extensão de cerca de 6.800 quilômetros,uma riqueza natural extraordinários, o Amazonas e também o Hamza, que não podem correr o risco de contaminação em vazamentos de gás e petróleo, caso o megaprojeto das grandes petroleiras seja aprovado na região": comentário de Geraldo Alves Santos, de São Paulo, geólogo, que atua com prospecção de petróleo em várias regiões do país: "Não é necessário extrair petróleo e gás na Amazônia".
ResponderExcluir"A importância do Hamza reside na possibilidade de encontrar também outros sistemas de rios similares em outras regiões brasileiras e em outras partes do planeta. Os cientistas especulam que, quando há um rio quase paralelo à Amazônia, esse fenômeno fantástico pode ser repetido em outros lugares, precisa antes de mais nada ser estudado e preservado como uma reserva de água para o nosso futuro": comentário também de Paula Baldassim, médica veterinária, doutorada em Oceanografia Química.
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