Filandeses começaram a resolver o problema dando uma casa individual para cada andarilho ou mendigo ou sem teto ou desempregado ou nóia (drogado) e os resultados precisam ser imitados em outros países como também aqui onde a população do povo da rua pode chegar a 2 milhões de pessoas em todo o país
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| Nem Europa nem Estados Unidos resolveram o problema mas só a Finlândia |
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| No Brasil dados oficias apontam que a população do povo de rua chega a 2 milhões |
Londres, Berlim, Paris, Nova Iorque e outras
grandes cidades dos países mais prósperos do planeta têm algo em comum: tentam, sem sucesso, conter ou reduzir o número de sem-teto ou de mendigos vivendo nas
ruas. Dados recentes surpreenderam ao mostrar que só nas grandes cidades dos Estados Unidos há cerca de pelo menos 100 mil pessoas desse povo da rua. A imagem de pessoas desabrigadas dormindo nas ruas ainda faz
parte do cotidiano mesmo das sociedades de consumo mais ricas do planeta, o problema se transforma em drama nos países com menor desenvolvimento ou em crise. No Brasil, uma drama crônico, não se consegue uma solução definitiva e sustentável há mais de meio século e com variados governos. Cidades em países mais ricos, apesar de terem sistemas de
bem estar social bem estruturados, não conseguem tirar das ruas e reintegrar os marginalizados na sociedade. Em alguns lugares, o drama se transforma numa tragédia, como é o caso da Cracolândia em São Paulo. Sim, o problema é internacional, comum a todos os países, há porém uma exceção. A Finlândia é apontada como o único país da União Europeia (UE) que resolveu essa questão social, humanitária e até de cidadania. Esta fórmula de sucesso precisa ser debatida e imitada em todo lugar. A
Feantsa, organização que promove o direito à moradia na Europa, descobriu
que lá todas as nações, com exceção da Finlândia, enfrentam uma
crise de falta de moradia disponível para pessoas em situação de
vulnerabilidade. Uma investigação parlamentar no Reino Unido
identificou, por exemplo, que o número de moradores de rua na Inglaterra
aumentou 30%em apenas um ano. Esta organização calcula, por sua vez,
que a Dinamarca registrou um aumento de 75% no número de jovens sem teto
desde 2009. Em Atenas, capital grega, a organização estima que nestes últimos anos uma em
cada 70 pessoas dorme ao relento. Aqui no Brasil nem se precisa fazer uma pesquisa, há uma multidão de gente em situação vulnerável vivendo nas ruas, muitos não aceitam morar em abrigos coletivos e recusam até os sopões distribuídos por pessoas de boa vontade nas madrugadas de muitas cidades. Sim, mas e como este problema, drama ou tragédia foi resolvido com êxito na Finlândia? A estratégia de apoio ao povo das ruas que este país nórdico oferece é generosa. Ao contrário da norma comum (os países na sua maioria ofertam abrigos ou moradias temporárias e condicionais, coletivas ou não, aos moradores das ruas), já
a Finlândia oferece a eles, desde o início, habitações permanentes, uma casa, sem
impor condições. Concede ainda assistência social para ajudá-los a
colocar a vida nos eixos, lidando com questões como vício em drogas e
desemprego ou abandono da família: "Começamos concedendo a eles um apartamento com um contrato que
lhes dá os mesmos direitos que qualquer inquilino. E, se eles precisam
de mais apoio, isso também é oferecido", explicou a gerente da
Fundação Y, Juha Kaakinen que oferece 16.300 moradias a sem-teto na Finlândia. A
fundação diz que esta abordagem de conceder uma habitação permanente é mais
eficaz do que abrigos temporários, usados em muitos outros países,
uma vez que são computados todos os custos sociais que este programa
ajuda a evitar. "Muitos desabrigados não precisam de ajuda extra. Mas é importante que, se for necessário, eles possam obter e nós estamos preparados para dar esse apoio também". Kaakinen, da Fundação Y, continua explicando que há muitas razões que levam uma pessoa a acabar vivendo nas ruas: "Uma
delas é a falta de aonde morar a um preço acessível, outras são razões
econômicas, divórcio, vícios, brigas familiares e muitos outros fatores, a que podem estar sujeito todo e qualquer ser humano hoje em dia". A estratégia de sucesso usada na Finlândia tem um outro segredo, a intervenção para ajudar o povo das ruas deve acontecer o mais cedo possível: "Se uma pessoa permanecer nesse estado por muito tempo, é provável que comecem a aparecer outros problemas, até de saúde, por exemplo. Por isso, é importante atacar a questão o mais rápido
possível", sentencia a executiva da Fundação Y. A Finlândia está satisfeita com os resultados alcançados mas problema pode ainda ter uma solução mais sustentável ainda, argumenta Juha Kaakinen, "todos temos que somar esforços, para avançar ainda mais a situação". Segundo dados oficiais, ainda há cerca de 7 mil pessoas em situação de vulnerabilidade na Finlândia. No Brasil, se calcula que o povo da rua chegue ao total de um milhão de pessoas, em diferentes situações vulneráveis. Aqui, há pessoas de boa vontade, grupos religiosos ou de cidadania que vão à luta por sua conta mas as autoridades públicas do país, dos estados e das cidades em todas as regiões brasileiras não encontraram uma solução que realmente funcione, talvez, o começo para solucionar seja a oferta de uma casa permanente a quem mora na rua.
"Enquanto houver uma única pessoa sem teto no país,
será muito. A Finlândia já não tem gente dormindo nas ruas, mas tem
pessoas desabrigadas vivendo temporariamente de favor, vamos continuar tentando acabar com este problema por completo", Juha
Kaakinen, da Fundação Y.
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| No Brasil a questão dos vários tipos de povo de rua já virou um drama crônico |
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| E chega ao ponto duma tragédia em casos como o da Cracolândia em São Paulo |
Fontes: AFP - BBC
www.folhaverdenews.com





Ao longo das próximas horas, hoje e sábado, iremos debatendo este problema, que no Brasil já virou drama crônico e até tragédia social, décadas sem solução, em contraste com que acontece agora na Finlândia.
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ResponderExcluir"Se a Finlândia está resolvendo satisfatoriamente este problema social, humanitário e também de saúde pública e de cidadania, o Brasil precisa estudar e imitar mesmo esta fórmula": comentário de Josiane Carvalho, formada pela faculdade de Assistência Social, da Unesp: "Por não achar emprego no setor, virei dona de pequena loja aqui em Sorocaba, interior paulista".
ResponderExcluir"Eu entendi a relação entre o videoclip Fúria Urbana e o povão da rua, um protesto pelo que os políticos não fazem pelos mais pobres": comentário de Rubens Ferreira, arquiteto, de São Paulo, ele diz que veio da região metropolitana de Belo Horizonte, "por ali a mendicância é também grande demais da conta".
ResponderExcluir"Espero que autoridades políticas vão atrás de detalhes desta solução da Fundação Y, da Finlândia, este problema do povo da rua cresce cada vez mais dramaticamente no país inteiro": comentário de Lígia Parreira, do Rio de Janeiro e estudante da UFRJ.
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