Bombas do bem são massas de sementes usadas com sucesso em reflorestamentos como agora na Chapada do Araripe, no Nordeste, próxima do Crato na região sul do Ceará, no Cariri: o movimento ecológico está divulgando esta tecnologia simples e eficiente para recuperar áreas degradadas, pode ser também por aqui no Cerrado ou em qualquer lugar onde se busca o replantio ou a recuperação da ecologia
É
simples fazer uma bomba de sementes, basta juntar um pouco de barro e
esterco com água, fazer uma bolinha de
mais ou menos 5 centímetros de diâmetro, colocar sementes
de árvores nativas ou frutíferas ou do que você quiser replantar dentro
da massa, ponha a bolinha para secar ao sol, ela pode ser revestida com
argila para maior proteção. Essa é a receita
básica das bombas do bem que estão sendo feitas na cidade do
Crato,
região do Cariri, no sul do Ceará, para "bombardear" de sementes e
reflorestar áreas da Chapada do
Araripe (reserva fundamental para a natureza nordestina) que foram
destruídas por incêndio que desmatou e secou nascentes dali há um ano,
como nos informa Edwirges Nogueira, correspondente lá no Nordeste da Agência Brasil. A
tecnologia social, de origem japonesa e utilizada na Permacultura, a bomba de sementes está
sendo disseminada pela Sociedade Anônima de Água e Esgoto do Crato
(Saaec) em escolas e comunidades da cidade, com o objetivo de
divulgar esta tecnologia ecológica, que lá foi implantada por Ana
Cristina Diogo, educadora ambiental. Dias atrás, 22 de março, Dia
Mundial da Água,
10 mil bombas de sementes feitas por estudantes foram lançadas, por um
helicóptero, na encosta da Chapada do Araripe, próximo à nascente da
Caiana. O local, segundo Ana Cristina, é considerado o habitat do Soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermanni),
ave que está em risco muito crítico de extinção, bem como de outros 22
tipos de aves do sertão. “Essa
área tem uma importância muito grande pelas suas matas e nascentes, se
não for feito um reflorestamento imediatamente na Chapada a natureza
nordestina vai perder muito e também pássaros raros, como o Soldadinho
do Araripe em menos de 10 anos”, alerta por sua vez matéria no jornal da
região, Diário do Nordeste. No
agreste o Soldadinho do Aararipe e, em
Canudos, na Bahia, a Arara Azul de lear são dois dos pássaros
nordestinos mais ameaçados globalmente de extinção pela perda de
habitat, provocada pelo desmatamento e
degradação de mananciais, as duas estão entre as 190 aves classificadas
como
criticamente em perigo de desaparecer totalmente do planeta, 22 destas
espécies de pássaros mais ameaçadas estão no Brasil. Se a ecologia da
natureza não for recuperada, a água e as aves desaparecem. É o caso do Soldadinho do Araripe que o vídeo aqui no blog hoje mostra.
![]() |
| Soldatinho do Araripe, uma dos 22 tipos de aves do sertão ameaçadas |
![]() |
| Desmatamento, degradação, perda de nascentes, manancial da Chapada do Araripe |
![]() |
| Recuperar a ecologia da Chapada do Araripe é vital para todo o Nordeste |
Fernanda Andrade, de Barretos (SP) nos enviou também receita de bomba de semente, confira na SEÇÃO DE COMENTÁRIOS aqui no blog mais informações sobre esta guerra dos ecologistas contra o desmatamento para resgatar a ecologia perdida
Fontes: Agência Brasil - Diário do Nordeste
www.folhaverdenews.com






"Na receita da bomba de sementes, segundo sugerem ecologistas, entram essências florestais nativas.
ResponderExcluirA gente planta uma árvore para colher água, porque é a árvore que garante a permanência da água subterrânea. Além das sementes, também foram plantadas mudas de árvores oriundas da mata úmida, como o Jatobá": comentário de Ana Cristina Diogo, educadora, do Crato (Ceará).
"Importante esta tecnologia simples das bombas de sementes para ajudar e muito a recuperação de áreas degradadas e/ou desmatadas também por aqui na nossa região": comentário de Fernanda Andrade, de Barretos, esta ecologista também nos enviou receita de como fazer essas "bombas do bem".
ResponderExcluir"A perspectiva por aqui é produzir e lançar na encosta da Chapada do Araripe 1 milhão de bombas de sementes, até o fim do ano. Ana Cristina ressaltou que o movimento quer aproveitar o período chuvoso, que vai até maio, para lançar o maior número possível de sementes. Segundo ela, esse é o melhor período, pois a água quebra a casca de barro e esterco e infunde as sementes no solo. Além do lançamento das bombas de sementes, a iniciativa inclui o monitoramento dos locais onde elas foram lançadas, para ver o resultado da ação. Esse trabalho também vai envolver os estudantes que participaram da confecção das bolinhas. No fim de abril, eles irão ao local onde foram lançadas as primeiras 10 mil bombas, acompanhados de um engenheiro florestal": matéria do jornal Diário do Nordeste.
ResponderExcluirLogo mais, por aqui, mais informações e detalhes, você pode colocar nesta seção o seu comentário ou se preferir, envie a sua mensagem para o e-mail do nosso blog de ecologia navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirOutra alternativa: mande um e-mail direto pro editor de conteúdo deste blog com mais informações, fotos, vídeos, com críticas ou com sugestão de outras matérias e pautas: padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir“A bombinha de semente virou um ícone, o símbolo da preservação do momento. Queremos que essa experiência seja sustentada, que não seja só pontual”, afirmou a educadora Ana Cristina. O projeto também criou uma revista em quadrinhos que trata da origem da água do Cariri e da importância da preservação das nascentes e do uso consciente de água e preservação das matas": matéria da Agência Brasil.
ResponderExcluir"Foram lançadas 10 mil bombas de sementes por helicóptero na Serra do Cariri agora (para recuperar áreas vítimas de incêndio) e a iniciativa tem tido sucesso em vários lugares, leva esse nome mas não tem nada a ver com a Bomba H e outras bombas da violência: comentário de João Paulo Alves, de Salvador (Bahia) que está estudando Biologia na UFRJ.
ResponderExcluir"Esse é um caminho das pedras para a recuperação da ecologia perdida em várias regiões do país, o caminho das pedras, é das árvores e das águas. Agora a gente tem o roteiro, basta executar": comentário de nosso editor, o ecologista Padinha, conclamando a todos fazerem e espalharem bombas de sementes por onde der e por onde seja necessário para a vida.
ResponderExcluir