Informação de Daniela Fernandes, que atua na BBC em Paris (França), chamou a atenção do nosso blog ligado ao movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News: a princípio, o projeto de Fernanda Werneck era visto como audacioso
demais para uma jovem bióloga. Mas ele tem tudo a ver com trabalhos anteriores feitos por esta pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da
Amazônia (INPA), agraciada nestes dias agora com este importante prêmio
científico internacional: o Rising Talents (Talentos
Promissores) concedido pela Fundação L'Oréal em
parceria com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a
Ciência e a Cultura) - foi dado às 15 jovens pesquisadoras de todo o mundo, selecionadas por um júri de cientistas entre as 250
vencedoras das edições do programa Para Mulheres na Ciência de vários países, realizado em todas as regiões do mundo. Fernanda tinha sido uma
das sete cientistas brasileiras escolhidas no mesmo programa nacional
na edição de 2016 e agora em 2017 consegue alcançar esta premiação global. Pelo Rising Talents, ela recebeu uma bolsa de 15 mil euros (cerca de R$ 50 mil reais) para financiar as suas pesquisas.Aos 35 anos, ela estuda os efeitos das mudanças climáticas na
vida animal, sobretudo répteis, como lagartos, e também anfíbios, mais
sensíveis às alterações de temperaturas e de clima. As suas pesquisas procuram calcular também os riscos de extinção e capacidade de adaptação de espécies entre as que
vivem na Amazônia e no Cerrado brasileiro, como também na área de
transição entre esses dois biomas. Nascida em Goiânia e formada
pela Universidade Federal de Brasília, com doutorado em Biologia Integrativa pela Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos,
Fernanda Werneck explica que "sempre gostou de ciências na escola e foi aí que se
interessou cada vez mais pela evolução animal". Ela comenta ainda que ao fazer este estudo quer alertar para a necessidade de preservação da
biodiversidade: "Nela estão as respostas de muitos e muitos
problemas da humanidade".
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| A doutora em Biologia explica que a Biodiversidade pode resolver muitos problemas atuais |
Esta brasileira representa uma minoria em sua profissão. Segundo um estudo do Boston Consulting Group (BCG) apenas 30% dos pesquisadores de todo o mundo são mulheres. O percurso acadêmico de Fernanda Werneck é uma exceção à regra: segundo este relatório, uma estudante do ensino médio tem, em geral, 35% de chances de se inscrever em um curso universitário científico. No caso dos homens, o índice é de 77%. Já a probabilidade de uma mulher se formar na área científica seria de apenas 18%, com 8% de chances de cursar um mestrado (19% no caso dos homens) e apenas 2% de ser doutora em Ciências. E assim como em outros setores, elas enfrentam desigualdade, como salários menores e há pouco encorajamento durante os estudos e têm ainda de conciliar o trabalho com cuidar dos filhos e da casa. Fernanda de Pinho Werneck superou todos estes problemas por duas paixões em sua vida, a Biologia e a luta pela ecologia. Ela então passa a ser uma esperança da criação de um futuro sustentável no Brasil.
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| Uma jovem integrante do movimento ecológico e científico avança |
Fontes: BBC
www.folhaverdenews.com



Apesar de ter encontrado em seu trabalho algumas pessoas que duvidaram de sua competência pela grande dimensão da pesquisa proposta e pelo fato de ser mulher, Fernanda Werneck contou para a BBC em Paris que, em geral, desde o início teve apoio em suas atividades, ao participar de estágios para trabalhos de campo na Amazônia.
ResponderExcluirEsta jovem brasileira representa uma minoria em sua profissão. Segundo um estudo do Boston Consulting Group (BCG) para a Fundação L'Oréal, apenas 30% dos pesquisadores de todo o mundo são mulheres. O percurso acadêmico de Fernanda é uma exceção à regra: segundo o relatório do BCG, uma estudante do ensino médio tem, em geral, 35% de chances de se inscrever em um curso universitário científico. No caso dos homens, o índice é de 77%.
ResponderExcluirJá a probabilidade de uma mulher se formar na área científica seria de apenas 18%, com 8% de chances de cursar um mestrado (19% no caso dos homens) e apenas 2% de ser doutora em ciências.
Assim como em outros setores, as cientistas enfrentam desigualdade, como salários menores e há pouco encorajamento durante os estudos e têm de conciliar o trabalho com o desejo de ter filhos.
ResponderExcluirNesse campo, os clichês são fortes, inclusive em países desenvolvidos: uma pesquisa realizada pelo instituto OpinionWay em vários países da Europa em 2015 revelou que 67% dos europeus consideram que as mulheres não teriam capacidade para "se tornarem cientistas de alto nível". O total de mulheres com essa opinião é de 66%, quase o mesmo dos homens. Enfim, se trata dum tabu em nível de humanidade. Mais uma vitória de Fernanda Werneck.
"Não é de de estranhar que apenas cerca de 3% dos prêmios Nobel na área científica foram atribuídos a mulheres desde sua criação, em 1901. Desse total, a grande maioria foi no campo da Medicina.
ResponderExcluirAté hoje, apenas duas mulheres ganharam prêmios Nobel de Física: a franco-polonesa Marie Curie, em 1903, a americana Maria Goeppert-Mayer, em 1963. Na área de Química foram apenas quatro: a última delas foi a israelense Ada Yonath, em 2009, após 45 anos de intervalo em relação à predecessora. No Brasil, há avanços. O número de mulheres que publicam artigos científicos, a principal forma de avaliação da carreira acadêmica, cresceu 11% nos últimos 20 anos, segundo estudo da Gender in Global Research Landscape (Gênero no Cenário Global de Pesquisa). As pesquisadoras no Brasil que publicam artigos científicos somam 49% do total, ou seja, quase a mesma proporção dos homens. Estamos avançando": comentário da repórter Daniela Fernandes em sua matéria na BBC.
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ResponderExcluir"Importante esta pesquisadora que pode levar adiante, dentro das técnicas da ciência atual, a velha luta pela biodiversidade, que muitos pensam ser apenas um delírio de ecologistas": comentário de Vinicius de Abreu Silva, engenheiro ambiental pela Unesp.
ResponderExcluir“Suceder na carreira científica, ambiente em geral dominado por homens, é um desafio para mulheres cientistas no mundo todo”: comentário no site do INPA da pesquisadora Fernanda Werneck, ganhadora da região norte do Prêmio L’Oréal-Unesco.
ResponderExcluir“A região de transição entre a Amazônia e o Cerrado é uma área criticamente ameaçada pela destruição de habitats no Brasil, no chamado ‘Arco do Desmatamento’. O projeto integra abordagens ecológicas e evolutivas utilizando lagartos como organismos modelo para avaliar os efeitos de mudanças climáticas globais na variação genética e padrões de fluxo gênico por meio do ecótono (área de transição dos biomas), as capacidades adaptativas e os riscos de extinção das espécies.
ResponderExcluirA pesquisa visa aprimorar o conhecimento sobre a biodiversidade na região de transição (ecótono) Amazônia Cerrado, área que coincide com o Arco do Desmatamento, abrangendo o sudeste do Pará, Mato Grosso,Rondônia, Acre e avançando no sul do Amazonas, mais recentemente”: comentário da pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Fernanda Werneck, uma das ganhadoras do prêmio “Para Mulheres na Ciência”, promovido pela L’Oréal juntamente com Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco/Brasil) e Academia Brasileira de Ciências (ABC), que visa incentivar mulheres cientistas a seguir carreira na pesquisa.
"Muito importante a premiação da doutora brasileira em Biologia, pesquisando no Arco do Desmatamento, também achei muito interessante o vídeo de uma TV de Portugal sobre Agricultura Biológica, uma opção econômica e ecológica para pequenos produtores rurais no Brasil": comentário de Tadeu Santos, engenheiro agrônomo, que trabalha na região de Cuiabá (Mato Grosso).
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