Também a Europa se manifesta sobre a importância e a legitimidade da Palestina ser um estado independente de Israel avançando finalmente o potencial duma realidade mais pacífica no Oriente Médio: já se trata até mesmo duma questão humanitária
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| Palestina independente de Israel já é um clamor internacional hoje |
A União Europeia (UE) demonstrou hoje seu total apoio ao presidente palestino Mahmud Abbas, em seus esforços para lograr uma Palestina independente de Israel e pacífica, se colocando como defensora da solução de dois estados para equacionar o conflito entre palestinos e israelenses. As informações são da agência de notícias alemã DPA, que está divulgado hoje o comentário de Frederica Mogherini, representante da UE em Negócios Estragngeiros e Política de Segurança: “A União Europeia segue apostando numa solução de dois Estados entre as partes”, disse ela após se reunir com Abbas em Bruxelas. Segundo a UE, esse é o único caminho para se lograr uma solução pacífica para o conflito que se alonga há 72 anos com décadas de muita violência na região e sofrimento para os dois povos, em especial, o Palestino. De acordo com notícia da Agência Brasil, Mogherini reiterou ainda as críticas da União Europeia à política de assentamentos de Israel e recordou que a mesma é incompatível com o bom senso e o Direito Internacional. Abbas agradeceu à alta representante europeia para a política exterior pelo apoio que, segundo ele, desempenha um papel fundamental nas tentativas de encontrar uma solução pacífica e sustentável para o conflito. A última rodada de negociações de paz entre israelenses e palestinos fracassou em abril de 2014, desde lá, apesar dos pesares e de tantos problemas ao longo deste anos, não se avançou quase nada, ao contrário. A situação já se tornou um câncer crônico de violência e desequilíbrio que afeta no sentido da ética e da cidadania toda a Terra.
Imagens que contam um pouco da história da questão Judeus X Palestinos





(Confira na seção de comentários deste blog mais informações sobre este conflito)
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Fontes: Agência Brasil - DPA
www.folhaverdenews.com


"Israel não é uma verdadeira democracia, diz em entrevista, Shlomo Sand, judeu, historiador, professor da Universidade de Tel Aviv, autor de vários best-sellers, entre os quais “A invenção do povo judeu” e “Como deixei de ser judeu”. Shlomo Sand, 68 anos, é um intelectual polêmico que não teme enfrentar as posições dominantes nem a ira de alguns dos seus colegas de profissão. De Nice, na França, onde passava alguns dias ao sol e escrevendo um livro sobre a relação da história com a ciência, ele me concedeu, por telefone, esta entrevista": comentário de Juremir Machado Silva, que fez História e Jornalismo na PUC do Rio Grande do Sul e a seguir um resumo destes argumentos.
ResponderExcluir"Passado o impacto da tragédia de Charlie Hebdo, Sand faz o balanço da relação do Ocidente com a religião islâmica e do conflito israelo-palestino,
ResponderExcluirShlomo Sand diz que Israel é uma etnocracia, o Estado dos judeus, o que se baseia numa visão etnocêntrica. Uma democracia é de todos os seus cidadãos independentemente das suas crenças ou “raças”. As medidas recentes com o objetivo de enfatizar o caráter judaico do Estado de Israel enfatizam esse elemento inaceitável de separação. Israel e Líbano são dois países com elementos liberais e democráticos, mas Israel não pode ser visto como uma verdadeira democracia na medida em que não aceita o fundamento universalista do regime democrático. Os assentamentos, que continuam, e a lógica empregada pelo sistema dominante alimentam esse apartheid que tem consequências cotidianas deploráveis para palestinos vivendo em condições precárias e insustentáveis. Qualquer um pode ver isso. Repito, só a pressão internacional poderá levar Israel a ser democrático. Quanto ao conflito, precisamos de dois Estados com base nas fronteiras de 1967. Fora disso, nada poderá funcionar mesmo": um trecho importante da entrevista concedida ao brasileiro Juremir Machado Silva.
O historiador e jornalista gaúcho Juremir Machado pergunta: Como superar a questão dos refugiados palestinos que gostariam de ter direito de retornar à terra de pais ou avós? Shiomo Sand responde - Temos de ver a situação com moderação. Todos os refugiados não podem voltar, pois isso significaria o fim de Israel. Mas precisamos fazer com que uma parte desses descendentes de palestinos possa voltar. O princípio é simples: em 1947, a terra onde está Israel era deles, dos palestinos, que foram expulsos de lá. Essa história de direito de dois mil à terra de Israel é uma bobagem. Ninguém tem esse tipo de direito. Ou todos os brasileiros de origem europeia deveriam sair do país e devolver o Brasil inteiro aos índios? Os Estados Unidos também deveriam ser evacuados? Não existe isso. Os judeus não são um povo, não são uma raça. Há judeus russos, poloneses, judeus saídos do Iêmen, de origens distintas. Só a religião é comum entre eles. Os brasileiros não são uma raça. Nem os judeus. Boa parte dos judeus de hoje não descende de ninguém que jamais tenha vivido na Palestina, mas de pessoas convertidas ao judaísmo em outros lugares, isso muda bastante a situação também".
ResponderExcluirLogo mais, mais informações e comentários por aqui, aguarde nossa próxima edição, confira. Coloque aqui a sua opinião ou se preferir mande sua mensagem para a redação deste blog de cidadania, hoje debatendo esta questão: navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirVocê pode também contatar nosso editor de conteúdo deste blog e enviar sua opinião, crítica, sugestão, fale através do e-mail padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Desde criança acompanho o debate desta questão e acho que vou morrer sem ver a sua solução pacífica, se trata duma questão de direito e hoje até mesmo humanitária": comentário de Jorge Guilherme, que vive no bairro Bom Retiro, onde mantém uma loja em São Paulo, convivendo tanto com judeus como com árabes.
ResponderExcluir"O Brasil deveria assim como a União Europeia fazer um esforço extra agora pela pacificação e o respeito aos dois povos em questão, com a criação dos dois estados": comentário de Josué dos Santos, professor de Direito Internacional na PUC em São Paulo (SP).
ResponderExcluir"Querem dizimar os Palestinos como os Índios do nosso país, vejo este povo do Oriente também com alguma semelhança com os nordestinos, dependesse de mim, gostaria que em último caso viessem refugiados para o Brasil, onde há espaço para eles, até para um estado independente da Palestina, algo que já merecem ter há mais de meio século": comentário de Ivo Soares Santos, do Rio de Janeiro, advogado pela UFMG em BH.
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