Produção de carne ou de outros alimentos e até de celulares pode reduzir demais as reservas de água (é o fantasma da água invisível como você pode conferir aqui)
Grande parte da população
desconhece a chamada água invisível, usada em processos como a produção
de carne ou de alimentos em geral e até de celulares, um excesso de consumo deste recurso natural que pode reduzir ainda mais as
reservas hídricas em tempos de crise de abastecimento que algumas regiões do Brasil e do planeta sofrem. Camila Boehm, da Agência Brasil, comenta que as ações cotidianas e campanhas para economizar água envolvem,
geralmente, hábitos como diminuir o tempo no banho, fechar a torneira
na hora de escovar os dentes ou usar balde em vez de mangueira para
lavar o carro ou a calçada, regar a horta e o jardim. É que cada
pessoa consome diariamente de 2 mil a 5 mil litros de água invisível
usada na produção em vários setores, de acordo com alguns dados da ONU sendo divulgados nesta semana pelo Instituto Akatu. Para chegar a esse volume de todo uso da água, os
pesquisadores analisaram toda a cadeia de produção de bens de consumo. Uma
única maçã, por exemplo, consome 125 litros de água para ser produzida,
segundo a Waterfootprint, rede multidisciplinar de pesquisadores e
empresas que estudam atualmente o consumo de água nos processos produtivos diante da escassez hídrica que ameaça regiões intereiras de quase todos os países. Nesse momento de mea culpa da carne made in Brazil (caos comercial devido à operação A Carne É Fraca), mais um ângulo crítico nessa questão que virou novo drama nacional (também pela repercussão internacional no mercado): a
pecuária também é responsável por consumo alto demais de água. "Para cada
quilo de carne bovina, são gastos mais de 15 mil litros de água. Essa
quantidade se refere à água e alimentação utilizadas para o gado até que
ele atinja a maturidade e também a tudo que é gasto no processo do
frigorífico, como limpeza e resfriamento do ambiente", informa o
Instituto Akatu, organização não governamental que trabalha pela
conscientização e mobilização da sociedade para o consumo mais consciente das pessoas e mais sustentável em todos processos industriais que usam água.
O pior é que esta sobrecarga de água invisível não está somente na produção de alimentos. De acordo com pesquisa da Mind your Step, feita a pedido da Friends of the Earth, entidade mundial de proteção do meio ambiente, não é só a pecuária, a produção por exemplo de um smartphone consome em torno de 12.760 litros de água (isso equivalente ao volume total que um caminhão pipa transporta em média). Tem mais. Para se fazer uma calça jeans, são consumidos 10.850 litros de água durante toda a cadeia produtiva. O volume é suficiente para suprir o consumo de uma residência média no Brasil por mais de três meses, segundo o Akatu. (A quantidade enorme contabiliza desde a água gasta na irrigação do algodoeiro, material usado para fabricar o tecido, até a água da confecção da peça, todo o processo produtivo). Segundo os especialistas que fizeram este relatório, as empresas precisam melhorar os processos de produção para conseguir usar a água de forma mais eficiente e sustentável. Do ponto de vista empresarial, é fator por demais preocupante ser dependente desse recurso que é cada dia mais escasso. E essa preocupação não deve ser só das empresas. As políticas públicas, os governos devem contribuir para evitar este desperdício hídrico e garantir a preservação dos mananciais, protegendo nascentes, combatendo desmatamentos, cuidando das nascentes, limpando os risos, restaurando a ecologia perdida das águas: Além isso ainda, cada pessoa e cada família também podem fazer a sua parte, buscando consumir tão somente o necessário, evitando o desperdício desse recurso tão essencial para a própria", destaca o presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar. "Cá entre nós só com uma estrutura sustentável de economia, equilibrada com a ecologia, conseguirá atingir este ponto de recuperação da água, que escassa vai eliminando cada vez mais nossa chance de futuro, em todo lugar da Terra", comenta por aqui ao resumir este relatório de suma importância o nosso editor de conteúdo daqui do Folha Verde News, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, traduzindo de forma mais popular a mensagem de alerta dos cientistas e dos ambientalistas daqui e de todo o mundo.
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| Até os celulares estão na alça de mira do excesso de consumo de água!... |
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| Mapa que esclarece bem fantasma da água invisível |
O pior é que esta sobrecarga de água invisível não está somente na produção de alimentos. De acordo com pesquisa da Mind your Step, feita a pedido da Friends of the Earth, entidade mundial de proteção do meio ambiente, não é só a pecuária, a produção por exemplo de um smartphone consome em torno de 12.760 litros de água (isso equivalente ao volume total que um caminhão pipa transporta em média). Tem mais. Para se fazer uma calça jeans, são consumidos 10.850 litros de água durante toda a cadeia produtiva. O volume é suficiente para suprir o consumo de uma residência média no Brasil por mais de três meses, segundo o Akatu. (A quantidade enorme contabiliza desde a água gasta na irrigação do algodoeiro, material usado para fabricar o tecido, até a água da confecção da peça, todo o processo produtivo). Segundo os especialistas que fizeram este relatório, as empresas precisam melhorar os processos de produção para conseguir usar a água de forma mais eficiente e sustentável. Do ponto de vista empresarial, é fator por demais preocupante ser dependente desse recurso que é cada dia mais escasso. E essa preocupação não deve ser só das empresas. As políticas públicas, os governos devem contribuir para evitar este desperdício hídrico e garantir a preservação dos mananciais, protegendo nascentes, combatendo desmatamentos, cuidando das nascentes, limpando os risos, restaurando a ecologia perdida das águas: Além isso ainda, cada pessoa e cada família também podem fazer a sua parte, buscando consumir tão somente o necessário, evitando o desperdício desse recurso tão essencial para a própria", destaca o presidente do Instituto Akatu, Helio Mattar. "Cá entre nós só com uma estrutura sustentável de economia, equilibrada com a ecologia, conseguirá atingir este ponto de recuperação da água, que escassa vai eliminando cada vez mais nossa chance de futuro, em todo lugar da Terra", comenta por aqui ao resumir este relatório de suma importância o nosso editor de conteúdo daqui do Folha Verde News, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, traduzindo de forma mais popular a mensagem de alerta dos cientistas e dos ambientalistas daqui e de todo o mundo.
Confira também aqui a seção dos comentários do nosso blog com mais informações nesta pauta de grande atualidade para todos
Fontes: Agência Brasil
www.folhaverdenews.com
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O Instituto Akatu elaborou algumas dicas que podem evitar o gasto excessivo da água invisível, este novo fator que mostra a insustentabilidade de atual estrutura industrial e de consumo. Confira.
ResponderExcluirAs principais dicas do Instituto Akatu para atenuar este problemaço, a seguir:
ResponderExcluir- Dê preferência aos itens duráveis em vez dos descartáveis;
- Faça o uso compartilhado de bens e serviços. Se possível, alugue-os temporariamente ou combine o uso comunitário, entre várias pessoas;
- Produtos concentrados, como de higiene ou limpeza, utilizam menos água em sua produção e transporte; por isso, devem ter preferência em relação aos produtos diluídos;
- Dê preferência aos alimentos produzidos próximos ao local onde você mora e compre aqueles que são da estação, pois isso fará com que durem mais e não haja desperdício... (Continuam as dicas)
Ainda dicas do Akatu:
ResponderExcluir- Aproveite cascas, sementes, talos e folhas de legumes, verduras e frutas. Essas partes, que muitas vezes são jogadas fora, têm nutrientes e podem ser aproveitadas em muitas receitas;
- Diminua o consumo de carne bovina, que exige muita água em sua produção. Você não precisa eliminá-la de sua dieta, mas pode consumi-la com menos frequência, substituindo-a por outras fontes de proteína – e assim diminuir o impacto negativo de sua produção no meio ambiente e, consequentemente, na vida das pessoas;
- Antes de fazer qualquer compra, reflita sobre a necessidade de adquirir um novo item. Pense se você não pode pegar o item emprestado, comprar o produto usado, ou fazer uma troca com outra pessoa;
- Promova uma feira de trocas com os amigos e parentes. Artigos como roupas, acessórios, bijuterias, livros, entre outros, podem ser reaproveitados e ganhar uma nova vida nas mãos de outra pessoa.
"Realmente, a pesquisa do problema da água invisível e também as dicas para melhorar esta situação são um serviço extraordinário do Instituto Akatu à toda nossa geração, pessoas ou indústrias ou governos nós temos que poupar água e recuperar a ecologia antes que se inviabilize de vez a economia e aí será o caos": comentário do nosso editor ecologista Padinha. Ponha aqui vc tb a sua mensagem, comentário ou opinião. Participe desta luta essencial para a vida hoje.
ResponderExcluirVocê pode também enviar sua mensagem pro e-mail da redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou pro e-mail do nosso editor padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Este alerta deveria ser a manchete principal no Brasil e em todo lugar do mundo hoje": comentário de Valmir Cerqueira, de Belo Horizonte (MG), que faz uma pesquisa na UFMG sobre a escassez atual da água.
ResponderExcluir"Impressionante a informação do Instituto Akatu, para cada quilo de carne bovina, são gastos mais de 15 mil litros de água, temos que mudar a estrutura da pecuária e de toda atividade de produção": comentário de Rafaela Morandi, engenheira, de Niterói (RJ).
ResponderExcluir"A única alternativa de poupar água sendo consumida em excesso e a dano da vida de todos é mudar a atual estrutura de produção em todos os setores, é o caminho para criar o futuro, sem isso, sem um desenvolvimento sustentável, será o caos aqui e em toda a Terra": comentário de Gabriel Rezende, de Formiga (MG), engenheiro químico.
ResponderExcluir"Bendita esta crise da carne e este sufoco da água, esta situação pode nos levar a mudanças e avanços aqui e em todo país": comentário de Marina Nascimento, que é de BH mas viver em São Paulo (SP), atuando em redação publicitária.
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