A mortandade de peixes ainda está
sendo investigada: amostras de água e de sedimentos foram coletadas por
técnicos e estão passando agora por análise e há a suspeita em 7 Lagoas de contaminação da água em toda região de 48 cidades
Foi o pedreiro Mauro Lopes, 44, quem primeiro
denunciou a mortandade dos peixes. No último domingo, ao visitar o pai que mora
às margens do rio Betim, no bairro Vianópolis, quando se deparou com milhares
de peixes mortos, "eram tantos que dava para encher caminhões”. A suspeita
dos moradores da região é a de que empresas estejam despejando resíduos tóxicos
na água do rio. Além de mineração é uma zona de empresas metalúrgicas. Lisley
Alvarenga, do jornal e site O Tempo, nos informa que a mortandade de
peixes achados por moradores no rio Paraopeba, em Betim, desde o último fim de
semana intriga especialistas e técnicos da Fundação Centro Tecnológico de Minas
Gerias (Cetec), enviados a pedido da Secretaria de Estado de Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), coletaram amostras de
água e sedimento para análise. Não informaram ainda a data da entrega do laudo
laboratorial, que poderá indicar as possíveis causas da mortandade dos animais.
Ao todo, foram coletadas amostras em cinco pontos: dois no rio Betim – um
próximo à Usina Doutor Gravatá e outro no encontro entre os rios Betim e
Paraopeba – e três pontos no próprio rio Paraopeba – um sobre uma ponte na
BR–262, em Betim; outro sobre a ponte da MG–050, na divisa entre Betim e
Juatuba; além de outro na altura da travessia da linha férrea que passa sobre
Juatuba. De acordo com a assessoria de imprensa da Semad, “se for possível
identificar as fontes poluidoras associadas à mortandade, serão tomadas as
medidas administrativas para cessação da poluição e para a responsabilização
dos infratores”, declarou. Por sua vez, o jornal Estado de Minas, site EM,
afirma com todas as letras que pelas evidências a causa é poluição química no
Rio Betim que chegou ao Rio Paraopeba, que é afluente do Rio São Francisco.
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| Peixes de grande porte têm aparecido mortos por ali |
Chefe de Divisão
de Fiscalização Ambiental em Betim, Cláudio Guimarães Costa, reafirmou que,
enquanto o laudo não sair, os técnicos da pasta continuarão a monitorar a
qualidade da água do rio. Também foram coletados alguns peixes mortos, que
serão analisados por especialistas da UFMG. Para o presidente do Conselho Municipal de Meio
Ambiente (Codema) de Juatuba, Heleno Maia, apesar de ser cedo para se
tirar qualquer conclusão, com base na sua experiência na região já é possível
adiantar que os peixes não morreram por falta de oxigenação: "Digo isso
porque entre os animais mortos, estavam espécies de Bagre-africanos e Piranhas,
peixes muito resistentes. O Bagre consegue ficar fora d’água por até seis
dias". Ainda segundo Heleno Maia, com o resultado da análise laboratorial,
os técnicos poderão descobrir se houve ou não despejamento de produtos químicos
nos rios e quais são esses produtos: "A partir daí tentaremos descobrir
quem são os responsáveis por essa mortandade. Mas o que já conseguimos
constatar preliminarmente é que quanto mais próxima as amostras de água foram
retiradas do rio Betim, mais problemas encontramos na coloração, na
sedimentação e na oxigenação da água". Ele sugere que ninguém consuma
peixes dos rios Betim e Paraopeba e que haja cuidados especiais com a água dali
que abastece vários municípios e aí o problema ambiental se torna também de
saúde pública e extravasa para toda a região metropolitana de Belo
Horizonte. O jornal e site do interior mineiro Megacidade informa que o alcance do fato ainda está sendo investigado, cita a importância da bacia do Rio Paraopeba, também para o Rio das Velhas e também para o abastecimento da população na região, com 48 municípios. Eles captam e tratam a água do Paraopeba, agora, existe a ameaça que ela esteja contaminada por poluição química. Nesse caso, aumenta ainda mais a dimensão do problema, que mostra mais uma vez o desgoverno ambiental, algo que acontece não só em Minas, em todo o país.
Fontes: www.otempo.com.br
www.em.com.br
www.folhaverdenews.com
www.em.com.br
www.folhaverdenews.com






Depois atualizaremos esta seção de comentários com mais informações sobre a mortandade de peixes entre os rios Betim e Paraopeba na região metropolitana de BH em Minas Gerais.
ResponderExcluirEnquanto aguarda, você pode colocar direto aqui seu comentário, informação, opinião ou se preferir pode também enviar sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirOutra alternativa é você enviar seu material, como fotos e até sugestão de pauta, diretamente para o editor deste blog padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"A gente lamenta a situação de muitos, muitos, muitos e muitos rios em todo o interior do país, também por aqui na minha região, tinha o Paraopeba como limpo, tem gente daqui que vai pescar lá": comentário de João Pedro, o Mineiro, que é de Formiga (MG) e costuma pescar na lagoa de Furnas, "onde parece que tudo está cada vez mais secando e morrendo".
ResponderExcluir"Deveria haver uma investigação mais rápida e a tomada de solução, a questão ambiental não só em Minas, em todo o país, é muito precária do ponto de vista dos governos, dos políticos, das empresas também": comentário de Júlio Alves, do Rio de Janeiro, que trabalha atualmente em São Paulo, formado em Economia pela UFRJ.
ResponderExcluirO jornal e site Megacidade de 7 Lagoas (MG) também enfoca esta mortandade de peixes e contaminação das águas: "Mortandade de peixes no Rio Paraopeba pode afetar Sete Lagoas
ResponderExcluirA cidade é uma das 48 cidades que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba. Milhares de peixes foram encontrados mortos no Rio Paraopeba. Órgãos ambientais e a Polícia Ambiental de Minas Gerais investigam as causas que provocaram poluição no Rio Paraopeba, afluente do Rio das Velhas, resultando na morte de milhares de peixes. Sete Lagoas é um dos 48 municípios que integram a Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba, importante bacia que corresponde a 2,5% da área total de Minas Gerais, segundo dados do IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas)".
Mais detalhes da matéria deste jornal: "O Rio Paraopeba é afluente do Rio das Velhas, de onde Sete Lagoas capta água pela ETA (Estação de Tratamento de Água) às margens do Velhas em Funilândia. Ambientalistas e autoridades já constataram que produtos químicos foram encontrados no Rio Betim, afluente do Rio Paraopeba. Lá, muitos peixes foram encontrados mortos, de variados pesos e medidas. Uma densa espuma branca mudou a apresentação do rio, indicando a reação que houve com a descarga de produtos químicos".
ResponderExcluir"Estou assustada com a situação ambiental, pensei que o desastre de Mariana fosse uma exceção mas pelo visto, é o dia a dia, absurdo como poluem os rios, matam peixes e contaminam a água que o povo bebe": comentário de Helena Torres, de Belo Horizonte (Minas Gerais), professora de Física e de Matemática.
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