Estudo revela riqueza cultural entre índios em nosso país sendo a mais detalhada pesquisa já feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros
A diversidade dos povos indígenas é uma riqueza cultural do Brasil
João Fellet, que atua na BBC Brasil em Washington, nos Estados Unidos, nos informa que o número de indígenas que
moram em áreas urbanas brasileiras está diminuindo, mas crescendo em
aldeias e no campo. O percentual de índios que falam uma língua nativa é
seis vezes maior entre os que moram em terras indígenas do que entre os
que vivem em cidades. As conclusões integram o mais detalhado
estudo já feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística) sobre os povos indígenas brasileiros. Segundo o instituto, há cerca de 900
mil índios no Brasil, que se dividem entre 305 etnias e falam ao menos
274 línguas. Os dados fazem do Brasil um dos países com maior
diversidade sociocultural do planeta. Em comparação, em todo o
continente europeu, há cerca de 140 línguas autóctones, segundo um
estudo publicadopelo Instituto de História Europeia. No Caderno Temático: Populações Indígenas, o IBGE fez um mapeamento
inédito sobre a localização desses povos da floresta e sua movimentação ao longo das
últimas décadas. O
estudo diz que, entre 2000 e 2010, os percentuais de indígenas
brasileiros que vivem nas regiões Sul e Sudeste caíram, enquanto
cresceram nas outras regiões. A região Norte abriga a maior parcela de
índios brasileiros (37,4%), seguida pelo Nordeste (25,5%), Centro-Oeste
(16%), Sudeste (12%) e Sul (9,2%). Em todos estes anos cresce também uma tendência: caiu o
percentual de indígenas que moram em áreas urbanas, movimento contrário
ao do restante da população nacional, que abandona o meio rural cada vez mais.
IBGE cataloga 306 etnias de povos da floresta
Povos da floresta valorizam o retorno às terras originais do seu povo
Muitos estão voltando à suas terras nativas e à sua cultura original
Segundo
a pesquisadora do IBGE Nilza Pereira, autora do texto que acompanha o
estudo, uma das hipóteses para a redução no percentual de indígenas no
Sul, Sudeste e em cidades são os movimentos de retorno a terras
tradicionais.Nas últimas décadas, se intensificaram no país as
chamadas retomadas, quando indígenas retornam às regiões de origem e
reivindicam a demarcação desses territórios. Em alguns pontos, como no
Nordeste e em Mato Grosso do Sul, muitos ainda aguardam a regularização
das áreas, em processos conflituosos e contestados judicialmente em especial pelo agronegócio que claro tem outra visão destas áreas, por outros interesses, não exatamente ecológico ne, muito menos sentimentais..Hoje 57,7% dos índios brasileiros já estão vivendoem terras
indígenas legalizadas. Outra possibilidade, segundo Nilza Pereira, é que no Sul,
Sudeste e nas cidades muitas pessoas que se declaravam como indígenas
tenham deixado defazer isso, por variadas razões.Ainda que sua população indígena esteja
em declínio, a cidade de São Paulo ocupa o quarto lugar na lista de
municípios brasileiros com mais índios, com 13 mil brasileiros e brasileiras com esta origem assumida. Parte do grupo vive
em aldeias dos povosGuarani Mbya nos arredores da cidade, em
territórios ainda em processo de demarcação.O
ranking dos índios urbanos é encabeçado por São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do
Amazonas, este município abriga 29 mil indígenas e foi o primeiro do país a
aprovar como línguas oficiais, além do português, três idiomas nativos
(Tukano, Baniwa e Nheengatu).O estudo mostra como morar numa
terra indígena influencia os indicadores socioculturais dos povos. Entre
os índios que residem nessas áreas, 57,3% falam ao menos uma língua
nativa, índice porém que cai para 9,7% entre indígenas que moram em cidades.Mesmo
no Sul, região de intensa colonização e ocupação territorial, 67,5% dos
índios que vivem em terras indígenas, falam uma língua nativa, número só
inferior ao da região Centro-Oeste (72,4%).
Vale a pena você conhecer e ouvir sempre a Rádio Yandê, a mídia dos povos indígenas com toda a cultura nativa do Brasil, aqui o link para você acessar http://www.radioyande.com/
A cultura indígena é rica porque também tem muita diversidade
Denilson Baniwa lidera a Rádio Yandê dos povos da floresta e fala três línguas indígenas
O
ativista indígena Denilson Baniwa, cofundador da Rádio Yandê, diz à BBC
Brasil que o estudo que estamos enfocando hoje aqui no blog da ecologia e da cidadania ajuda a combater a falta de conhecimento sobre os
povos indígenas no Brasil."O Brasil ainda está sendo descoberto, precisa ser mesmo, pelos brasileiros e brasileiras das cidades", comenta por aqui o editor de conteúdo do nosso blog Folha Verde News, o ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha. Por sua vez,Baniwa, que mora no Rio de Janeiro e é
publicitário, diz se deparar frequentemente com pessoas que acham que
"o indígena ainda é aquele de 1500". Muitos
questionam por que ele se considera indígena mesmo falando português ou
usando o computador em seu trabalho de ponta na realidade urbana atual: "Respondo que cultura não é
algo estático, que ela vai se adaptando com o tempo. E pergunto a eles
por que não vestem as mesmas roupas usadas pelos portugueses em 1500,
por que não falam aquele mesmo português castiço e por que não usam computadores
de 1995", argumentou Denilson Baniwa, líder da Rádio Yandê, mídia importante e rara dos pvos da floresta. Por essas e outras,há ainda um grande desconhecimento sobre
as enormes diferenças culturais entre os variados povos indígenas brasileiros.Ele exemplifica citando dois povos de sua terra natal (a região do rio
Negro, no Amazonas), os Baniwa e os Tukano: "São bem diferentes um do outro, comparar um Baniwa a
um Tukano é como comparar um francês a um japonês. São povos com
línguas, hábitos e características físicas bastantes distintas, e isso
porque vivem bem próximos. Imagine a diferença entre um Baniwa e um Kaingang, um povo lá do Rio Grande do Sul?"...Ao mesmo tempo em que
combate o preconceito contra indígenas que, como ele, moram em cidades,
Baniwa afirma que cada povo deve ser livre para decidir como quer se
relacionar com o resto da população, que no caso da brasileira, é muito diversificada e rica em termos de origens variadas. No caso dos índios, por exemplo, se um determinado povo da floresta entender que o
contato com o mundo moderno ou urbano não será benéfico ou que prefere ficar mais
isolado em sua terra nativa, essa decisão precisa ser
respeitada: "Vamos lutar para uma revalorização da cultura e da vída dos índios", conclama Denilso Baniwa. Nosso blog apóia esta posição ecologicamente correta, culturalmente exata, sentimentalmente feliz.
Líder dos índios Kayapós, etnia que ocupava nossa região aqui antigamente
O Brasil precisa abraçar a causa indígena para ter futuro na vida
Um outro ângulo expressivo nesta questão: a taxa de fecundidade entre mulheres que moram em terras indígenas também é significativamente maior que entre as que vivem em cidades. Em suas terras indígenas, há 74 crianças de 0 a 4 anos para cada 100 mulheres, enquanto nas cidades há apenas 20, informa ainda este estudo do IBGE.
"Ao mostrar detalhes sobre indígenas de diferentes pontos do país, o estudo será útil para o planejamento de políticas públicas diferenciadas para esses povos. Os dados também foram usados na elaboração de vários mapas, que compõem o "Atlas Nacional do Brasil Milton Santos": comentário de Nilza Pereira, pesquisadora do IBGE.
"Tem sido muito elogiado no movimento ecológico, científico e de cidadania o trabalho ativista do indígena urbano Denilson Baniwa, cofundador da Rádio Yandê, um dos poucos veículos da mídia que não isentos e assumem a luta dos povos da floresta, que afinal são os Pais do nosso país": comentário aqui do nosso editor de conteúdo, o ecologista Padinha, que tem avô materna Kayapó.
Você pode colocar aqui nesta seção de comentários a sua opinião ou informação, se preferir, envie um e-mail com a sua mensagem para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br
Você pode também entrar em contato com o editor de conteúdo do nosso blog tanto para enviar alguma mensagem, fazer comentário, externar a sua opinião ou para enviar fotos, críticas ou sugestão de pauta ou de matérias para a gente aqui nesse espaço do movimento padinhafranca603@gmail.com
"Gostaria de ver mais matérias como essa, mais ainda, de ter a oportunidade de estudar alguma língua indígena, que as crianças pudessem fazer isso nas escolas, escolhendo um povo com que se identifique, isso abriria também mercado de trabalho cultural pros índios que são universitários": comentário de Maria Ângela Bassi, de Curitiba (Paraná), economista.
"Realmente, a diversidade cultural indígena no Brasil deveria ser mais conhecida aqui e em todo o planeta, o que iria valorizar uma melhor condição pros povos da floresta": comentário de Gaspar Waratzere, líder e professor de comunidade Xavante no Mato Grosso, um resumo do que ele falou no Rio de Janeiro em evento ambiental da ONU.
Vale a pena você conhecer e ouvir sempre a Rádio Yandê, a mídia dos povos indígenas com toda a cultura nativa do Brasil, aqui o link para você acessar http://www.radioyande.com/
Um outro ângulo expressivo nesta questão: a taxa de fecundidade entre mulheres que moram em terras indígenas também é significativamente maior que entre as que vivem em cidades. Em suas terras indígenas, há 74 crianças de 0 a 4 anos para cada 100 mulheres, enquanto nas cidades há apenas 20, informa ainda este estudo do IBGE.
ResponderExcluir"Ao mostrar detalhes sobre indígenas de diferentes pontos do país, o estudo será útil para o planejamento de políticas públicas diferenciadas para esses povos. Os dados também foram usados na elaboração de vários mapas, que compõem o "Atlas Nacional do Brasil Milton Santos": comentário de Nilza Pereira, pesquisadora do IBGE.
ResponderExcluir"Tem sido muito elogiado no movimento ecológico, científico e de cidadania o trabalho ativista do indígena urbano Denilson Baniwa, cofundador da Rádio Yandê, um dos poucos veículos da mídia que não isentos e assumem a luta dos povos da floresta, que afinal são os Pais do nosso país": comentário aqui do nosso editor de conteúdo, o ecologista Padinha, que tem avô materna Kayapó.
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ResponderExcluir"Gostaria de ver mais matérias como essa, mais ainda, de ter a oportunidade de estudar alguma língua indígena, que as crianças pudessem fazer isso nas escolas, escolhendo um povo com que se identifique, isso abriria também mercado de trabalho cultural pros índios que são universitários": comentário de Maria Ângela Bassi, de Curitiba (Paraná), economista.
ResponderExcluir"Realmente, a diversidade cultural indígena no Brasil deveria ser mais conhecida aqui e em todo o planeta, o que iria valorizar uma melhor condição pros povos da floresta": comentário de Gaspar Waratzere, líder e professor de comunidade Xavante no Mato Grosso, um resumo do que ele falou no Rio de Janeiro em evento ambiental da ONU.
ResponderExcluirVale a pena você conhecer e ouvir sempre a Rádio Yandê, a mídia dos povos indígenas com toda a cultura nativa do Brasil, aqui o link para você acessar http://www.radioyande.com/
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