A escola de samba Gaviões da Fiel cantou os migrantes nordestinos hoje vítimas de preconceito em São Paulo cidade que ajudaram a construir e aliás esta é uma época de tabus, preconceitos e até perseguições a imigrantes ou refugiados em todo o planeta e hoje em especial nos Estados Unidos de Donald Trump. O samba não entrou nessa onda de violência que não tem nada a ver nem com cidadania nem com amor ao próximo e muito menos com a causa humanitária de respeito a todos os povos de todas as origens e lugares, é isso que aqui o Samba em Sampa procura resumir nesta sua webpagina de ecologia no Carnaval
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| Sabrina Sato buscou representar uma cangaceira nordestina |
"Todas as cores menos o verde, né", explicava pros repórteres a imagem multicolorida do desfile um dos líderes desta escola de samba paulistana, Ernesto Teixeira. Questionado, ele não admitiu que se trata dum preconceito de cor: "É mais um tabu, dá azar usar a cor dos rivais no futebol", argumentava, se referindo ao Verdão, derrotado pelo Corinthians por 1 X 0 no meio da semana: "Aqui, o jogo é o do samba e do amor pelos nordestinos". Nas emissoras de rádio e de TV cobrindo a 1ª noite dos já tradicionais desfiles das escolas de samba em São Paulo, bem como em sites e redes sociais, houve alguns comentários do atraso de Sabrina Sato, um dos destaques do desfile, que chegou correndo e sem o costeiro de 2 mil penas artificiais que deveriam cobrir as suas costas como um manto. Parece que o adereço não vestia bem na apresentadora que preferiu desfilar só com um maiô básico e dourado, imitando uma veste de cangaceira nordestina. Sabrina Sato é de origem japonesa e mostra bem a miscigenação que rola no samba e na cultura brasileira. E além dos migrantes do Nordeste, houve referências aos imigrantes de outros países como os italianos, os espanhóis, os japoneses, os árabes e os judeus: "Aqui cabem todos sem problemas", disse a coreógrafa da elogiada comissão de frente, Helena Figueira. "No bairro da escola, onde nasceu também o Corinthians, time ligado a Gaviões, no Bom Retiro tem gente de tudo quanto lugar, judeus, palestinos, árabes ou nordestinos não brigam, convivem naquela mesma luta, isso é um lado bom do nosso povo", comentou por sua vez Renato do Pandeiro, um dos autores do sambaenredo que foi foi composto por toda uma equipe, por Moraes, Lubé LK, Renato do Pandeiro, Edmílson, Rogério, Maurição, Gledão e Vini, todos eles assinam este trabalho cultural "Com as mãos e a guerra ou a garra de um povo sonhador"...(A gente está postando aqui em nossa webpagina um dos ensaios deste samba e esta equipe de compositores está nesse videoclip). Confira o videoclip e a letra a seguir que tem um sentido maior, humanitário pelos preconceitos crescentes na realidade.
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| Talvez tenha faltado ao desfile ampliar a homenagem para... |
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| ...o tema universal e humanitário dos imigrantes e refugiados de todo mundo |
Aqui a letra do sambaenredo em homenagem aos migrantes nordestinos
"Eu vim de longe para mostrar o meu valor
Trago esperança e amor dentro do peito
Acreditei, venci nesse chão
E tenho orgulho de ser gavião
No afã de mudar meu destino
Feito menino viajei
Com a alma repleta de saudade
A dura realidade enfrentei
Pai... o filho fiel nunca teme a queda
A fé foi acalanto nessa terra
Não sucumbi às adversidades
Sangue, suor, mãos calejadas
Com meus irmãos em tantas jornadas
Guerreiros de muitas batalhas sofridas
Nos trilhos, a luz de uma nova vida
Plantei os meus sonhos nesse lugar
Pra garoa abençoar
Na humildade lutei com braço forte
Ouvindo meu coração, me lancei a sorte
Tenho a garra de um gavião
Sou o retrato da nação
Ajudei erguer arranha-céus
Dei asas para novos sonhos, cumpri meu papel
Hoje sou o espelho que reflete em cada ser
A chama que clareia um novo amanhecer
nesta saudosa maloca criei raiz
Vejo a mistura perfeita desse país
Sou brasileiro vem provar do meu tempero
Meu swing é verdadeiro faz a festa ritimão
em preto e branco escrevi a minha história
de campeão!"
No Anhembi a Gaviões fez um desfile sem erros mas críticos queriam mais
Na festa para os migrantes que construíram e formam a massa humana de Sampa, os Gaviões da Fiel fizeram um desfile de bom nível no
Anhembi. A escola, ao contrário de outras coirmãs que passaram
anteriormente na noite de sexta-feira, não cometeu erros em seu desfile,
mas deixou a pista do sambódromo com a sensação de que poderia ter uma performance ainda melhor, em resumo foi o que disseram os comentaristas especializados e alguns membros do júri. Ernesto Teixeira, a comissão de frente de Helena
Figueira e as paradinhas da Bateria Ritimão de Mestre Pantchinho foram
os pontos mais positivos da apresentação da Torcida Que Samba. "O conjunto de fantasias muito simples e a harmonia da escola poderiam ser melhores prum enredo tão rico", criticou em off um dos jurados que preferiu não se identificar pela Rádio Bandeirantes AM transmitindo ao vivo o evento. Algo muito elogiado por todos porém foi o começo do desfile da Gaviões que retratou a saída do nordestino de
suas terras secas rumo a capital paulistana, em busca de dias melhores. Na
comissão de frente coreografada por Helena Figueira, 14 componentes
representavam os nordestinos indo de encontro a um outro, que
representava a grandiosidade e imponência dos arranha-céus paulistanos que eles viriam a construir. Um elemento alegórico representando uma carroça, com as malas e trouxas
dos migrantes nordestinos, completou a apresentação, servindo de base
para os integrantes da comissão. Logo na sequência, cercado por
guardiões, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Wagner e
Drika, representaram a Alma Paulistana e as Lembranças do povo
nordestino com relação ao seu lugar de origem. Ainda no primeiro setor,
antes do primeiro carro alegórico, a Ala das Baianas veio representando a
fé do migrante. Com a representação de pombas brancas na saia, as mães
do samba levaram um colorido todo especial para a avenida. A
concretização da saída do migrante rumo a São Paulo foi retratada no
primeiro carro alegórico dos Gaviões. Na parte da frente, a alegoria
contou com esculturas que simbolizavam um casal de retirantes
nordestinos e uma jovem criança, que juntaram suas trouxas e rumaram
para a maior cidade do país. Os sofrimentos vividos pelos nordestinos em sua história formaram o
segundo setor do desfile da Fiel, como a seca e a pobreza. A bateria
Ritimão, comandada por Mestre Pantchinho, outro destaque maior, representou o exato momento da
chegada deste retirante a Sampa. As incertezas do desconhecido e a
força dos migrantes nordestinos foram exaltados em alas subsequentes,
até a chegada da segunda alegoria. O carro fazia alusão à maneira como
os nordestinos chegavam a São Paulo no começo do século XX. Sob trilhos,
a alegoria trouxe um grande trem cercado por xícaras e outras
referências à economia do Café, que contou com os primeiros nordestinos
migrantes em São Paulo como trabalhadores. Na terceira parte do desfile
alvinegro, os outros brasileiros de fora do estado de São Paulo que
formaram a identidade e construíram a capital paulista. Mineiros e
cariocas foram homenageados pela contribuição dada à cidade de São
Paulo. Uma cidade estabilizada e em constante progresso e evolução foram
retratadas no setor, com alas fazendo menção à força da indústria e a
geração de milhares de empregos que a capital paulista tem a capacidade
de criar ao longo dos anos. Por fim, a terceira alegoria, como uma
fábrica, fez um apanhado do que foi apresentado nas alas anteriores e
homenageou também imigrantes europeus que fizeram de São Paulo o lugar de suas
vidas. Talvez, italianos, espanhóis, japoneses, judeus, turcos poderiam ter tido mais enfoques, retratos de imigrantes estavam nas fantasias. O pau de arara que trazia os nordestinos foi representado por crianças. Os profissionais que no
dia a dia reconstroem São Paulo, como bombeiros, garis e policiais também foram homenageados no desfile com o foco central de que São Paulo é uma herança deixada pelos migrantes nordestinos: "Este enfoque é uma mensagem de muito valor nesse tempo de preconceitos e de tabus, também contra os nordestinos aqui no Brasil, um problema que graças a Deus não tem a violência da perseguição que sofrem os imigrantes e os refugiados das guerras na Europa e nos Estados Unidos por causa da política nada humanitária de Trump", comentou por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha: "Pelo menos no carnaval essa questão virou samba", escreveu, destacando aqui o lado positivo desta homenagem aos retirantes nordestinos que com suas mãos, sua sensibilidade sua inteligência e sua luta para sobreviver construiram São Paulo e o Brasil, "as mãos dos migrantes nordestinos tiveram que ter a força das garras dos gaviões para construir nosso povo", resumiu aqui, Padinha, nosso editor.
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| A garota da escola Tom Maior foi à luta sambando |
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| Leci Brandão de outra escola no desfile em SP preferiu destacar o lado espiritual... |
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| O ser humano na Terra é antes de tudo imigrante |
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| Valeu demais lembrar dos vaqueiros e do povo nordestino |
Fontes: www.carnavalesco.com.br
www.g1.globo.com
www.folhaverdenews.com
a maioria
venha por causa dos problemas econômicos que enfrentam e assim procuram
zonas mais estáveis. Desta forma, os últimos anos mostrou uma grande
quantidade de africanos que migraram para países europeus. Este tipo de
fenômeno deu lugar a uma polêmica dentro das sociedades acolhedoras que
ainda não puderam resolver estas questões. Com a melhora das crises
econômicas, este processo tende a diminuir, embora não esteja de todo
extinto. No entanto, é importante considerar que a locomoção de
migrantes sempre existirá.
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... Via conceitos.com: https://conceitos.com/diligente/
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E a gente aqui neste primeiro comentário repete a síntese desta postagem, "as mãos dos migrantes nordestinos tiveram que ter a força das garras dos gaviões para construir nosso povo", como resumiu na matéria deste blog o nosso editor.
ResponderExcluirLogo mais, por aqui nesta seção de comentários, mais informações sobre migrantes, imigrantes, samba e/ou violência contra refugiados: confira nossa próxima edição e você pode colocar direto aqui a sua mensagem ou se preferir, enviar para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirTenha a liberdade também de entrar em contato com o nosso editor de conteúdo para enviar msm ou para mandar fotos ou sugestão de matéria, envie pro e-mail padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"O desfile foi importante mas creio que faltou fazer referências mais diretas a todos os imigrantes e aos refugiados das guerras que hoje são o lado mais quente nessa temática": comentário de Antenor dos Santos, de São Paulo, advogado, que apesar da crítica, se confessa "um admirador da Gaviões e mais ainda dos nordestinos".
ResponderExcluir"Não fui a nenhum desfile nem vi TV nem nada, mas entrando no Google cheguei a este blog e me surpreendi com o alcance deste desfile em homenagem aos migrantes nordestinos, sei que aqui na cidade tem mesmo preconceito contra eles": comentário de Marina Pereira, estudante da ECA na USP.
ResponderExcluir"Prestei bem atenção no Jornal Hoje depois de ter visto este blog e olha, não entendi muito porque a reportagem sobre os desfiles das escolas de samba em São Paulo, cada escola teve mais de um minuto se falando dela, a Gaviões, nem 30 segundos. Aí, um amigo aqui me mostrou a possível causa: o Globoleza (cobertura de carnaval da Globo) tem como principal patrocinador a Crefisa, que por sinal é a empresa que patrocina o Palmeiras, se for isso, é o business atravessando o samba": comentário de Júlio Teodoro, de Belo Horizonte (Minas) que está em São Paulo para um estágio na área de Fisioterapia hospitalar.
ResponderExcluir"O samba comparou bem as mãos dos nordestinos que construiram tudo em São Paulo com as garras dos gaviões": comentário de Tuta Feliciano, que estudou na Unesp de Bauru (SP) e se dedica à Tecnologia da Informação na capital paulista.
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