Madu Carvalho foi presa porque deu sinal para parar ônibus que seria incendiado logo em seguida mas muitos nas ruas em BH falam que a razão da sua prisão foi simplesmente por ela ser negra: a OAB de Minas Gerais protesta contra esta prisão
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| O site bhaz foi o 1º a tentar resgatar a imagem da cidadã Marcella conhecida por sua atuação cultural na capital de Minas Gerais e a OAB entra na Justiça a seu favor |
A primeira notícia sobre este lamentável fato nos chegou através de informação de Rafael D'Oliveira que postou no site mineiro www.bhaz.com.br está situação que sofreu a cantora, compositora e estudante de música, Marcella
Eduarda Januária Carvalho, bastante conhecida nos meios culturais como Madu, de 18 anos, gente boa que foi presa numa
madrugada ainda antes do Carnaval após o ônibus em que estava ter
sido incendiado por um grupo de jovens vândalos, fazendo nestes dias uma série de protestos criminosos, sendo responsáveis pelo incêndio de 22 ônibus na capital de Minas Gerais. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG (Ordem dos
Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais), Willian Santos vai
entrar com pedido na Justiça para que esta cidadã seja liberada do uso da
tornozeleira que os policiais a obrigam usar, mesmo seus amigos tendo pago a fiança por sua detenção, após realizarem um movimento nas redes sociais pela sua liberdade. "Quando é negro, já é suspeito", afirmou o Dr. Willian Santos, referindo-se
com crítica à ação da PM que culminou na prisão da moça: "Somos contra
essa arbitrariedade. Queremos a apuração desse caso. Vamos enviar um
relatório para a Ouvidoria de Polícia. O cobrador e o motorista do
ônibus a reconheceram apenas como uma das pessoas que estavam dentro do
ônibus que viria a ser incendiado depois. A Polícia Militar faz o que quer mas temos que fazer valer as leis e os direitos de cidadania".
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Madu Carvalho, de 18 anos, é conhecida em BH como cantora |
O outro lado do lado de lá...
O major Flávio Santiago, chefe da assessoria de imprensa da Polícia
Militar de Minas Gerais, afirmou que os policiais envolvidos no caso
agiram apenas no cumprimento da lei: “Os policiais, durante a operação
do estado de flagrância, no momento em que se depararam com ela, a viram como suspeita". Santiago ainda classificou de “anacrônica” a acusação feita pelos
defensores da cantora sobre a motivação para a sua detenção: “É uma fala
anacrônica, completamente descabida. Houve um ônibus queimado e a
polícia não fez nada além do previsto em lei. E a corporação que se manifesta contra é uma
defensora dos direitos das pessoas que precisa ver o nosso lado". Na mesma situação, a Polícia Civil de Minas Gerais informou ter prendido quatro homens suspeitos de
serem mandantes dos atos de vandalismo contra os coletivos. Ainda com
investigação em curso, policiais militares e civis afirmam que uma das motivações para os ataques a 22 ônibus em Belo Horizonte (MG) desde janeiro deste ano teria sido a
retaliação de criminosos do tráfico de drogas pela morte de um líder do
bando. Porém, não há nenhuma ligação entre este eventual bando e Marcella Carvalho, como reafirma a OAB.
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| 22 caos de ônibus incendiados e não resolvidos pela PM em BH |
Marcella
Eduarda Januária Carvalho, reconhecida nos meios culturais pelo seu trabalho como cantora e compositora, Madu Carvalho estava dentro do ônibus que
fora incendiado. Ela foi presa por policiais militares no final da noite na região do Barreiro em BH. O flagrante foi posteriormente
ratificado pela Polícia Civil mineira. Pesa contra ela a acusação de supostamente ter se passado por uma
usuária comum e acionado o sinal para descer. No momento em que o
veículo parou, adolescentes invadiram o ônibus a atearam fogo nele, não
sem antes terem determinado a saída dos poucos passageiros, do motorista
e do cobrador. A moça foi acusada de conluio com os suspeitos sem haver nenhuma prova objetiva para esta acusação. Após ter
ficado quatro dias confinada em presídio da região metropolitana de Belo
Horizonte, a música Madu foi solta neste sábado de Carnaval. Por ordem da
Justiça, passou a portar uma tornozeleira eletrônica. A soltura se deu
após pagamento da fiança de R$ 1.000, valor levantado por meio de um movimento na Internet promovida por amigos e amigas, bem como por um movimento local de cidadania.
Foi um trauma horrível sofrido pela jovem estudante de música
Ouvida pelo site nacional Uol, a jovem negou as acusações, Madu Carvalho afirmou que apenas voltava para casa, situada numa ocupação urbana, após ter acompanhado uma vizinha que passou mal até um hospital. Ela disse ter sido vítima de preconceito e racismo ao relatar o que ocorreu: “Os criminosos abriram as portas do ônibus e mandaram a gente correr. Eu estava correndo quando fui abordada pelos policiais. Eles disseram que fui eu quem deu o sinal e tinha participado do crime.Além do mais me acusaram de ter aliciado os menores para cometer o ato”, contou com tristeza e revolta: "Com certeza eu fui vítima de racismo. Eu não tenho antecedentes criminais, nunca fui presa, sou cantora e estudo”, diz ela, que afirmou que irá processar o Estado: "Para mim, foi um trauma horrível. Mas isso não vai tirar minha vontade de ser uma cantora e de continuar minha atuação cultural. Ainda vou pegar papel e caneta e fazer disso uma letra de música para protestar". Já a mãe de Marcella Carvalho, Sílvia Januária, 41, pediu ajuda para a Casa de Referência da Mulher Tina Martins, movimento social que luta contra a desigualdade de gênero e promove o acolhimento de mulheres em situação de violência. Integrantes da casa fizeram uma ação de arrecadação pela web para pagar a fiança estipulada em mil reais. Outras duas entidades, o Movimento de Mulheres Olga Benário-MG e o MLB-MG (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas – Minas Gerais), também ajudaram o movimento e o protesto. A vereadora Áurea Carolina (PSOL) criticou o trabalho da polícia. Em sua página no Facebook, a parlamentar viu uma ação de discriminação, preconceito e racismo: "Por ser mulher, jovem, negra e moradora de ocupação, Madu foi presa em mais uma ação de criminalização da juventude da periferia" e também apoiou a posição da OAB que acusou a PM de arbitrariedade. Nós aqui do movimento da ecologia, da cidadania e da não violência que se expressa através deste blog Folha Verde News mais uma vez defendemos jovens negros e pobres, não só de BH, de todo país, que não podem ser tratados com preconceito por causa da situação social ou racial: "De repente em meio a esta juventude estão pessoas dignas e de muito talento (como é o caso de Madu Carvalho agora) que poderão vir a ser líderes em variados setores do Brasil, carente de mudanças e de avanços na sua realidade para ter futuro", comentou aqui o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha que edita esta webpagina: "A própria Anistia Internacional já relatou para a ONU que a PM ainda continua a agir no país com a mesma estratégia dos tempos ditatoriais e que precisa com urgência atualizar os seus métodos", argumenta Padinha: "A ação policial tem que ser sem preconceito, sem violência e com ética em toda situação ou lugar para ter autoridade moral".
Foi um trauma horrível sofrido pela jovem estudante de música
Ouvida pelo site nacional Uol, a jovem negou as acusações, Madu Carvalho afirmou que apenas voltava para casa, situada numa ocupação urbana, após ter acompanhado uma vizinha que passou mal até um hospital. Ela disse ter sido vítima de preconceito e racismo ao relatar o que ocorreu: “Os criminosos abriram as portas do ônibus e mandaram a gente correr. Eu estava correndo quando fui abordada pelos policiais. Eles disseram que fui eu quem deu o sinal e tinha participado do crime.Além do mais me acusaram de ter aliciado os menores para cometer o ato”, contou com tristeza e revolta: "Com certeza eu fui vítima de racismo. Eu não tenho antecedentes criminais, nunca fui presa, sou cantora e estudo”, diz ela, que afirmou que irá processar o Estado: "Para mim, foi um trauma horrível. Mas isso não vai tirar minha vontade de ser uma cantora e de continuar minha atuação cultural. Ainda vou pegar papel e caneta e fazer disso uma letra de música para protestar". Já a mãe de Marcella Carvalho, Sílvia Januária, 41, pediu ajuda para a Casa de Referência da Mulher Tina Martins, movimento social que luta contra a desigualdade de gênero e promove o acolhimento de mulheres em situação de violência. Integrantes da casa fizeram uma ação de arrecadação pela web para pagar a fiança estipulada em mil reais. Outras duas entidades, o Movimento de Mulheres Olga Benário-MG e o MLB-MG (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas – Minas Gerais), também ajudaram o movimento e o protesto. A vereadora Áurea Carolina (PSOL) criticou o trabalho da polícia. Em sua página no Facebook, a parlamentar viu uma ação de discriminação, preconceito e racismo: "Por ser mulher, jovem, negra e moradora de ocupação, Madu foi presa em mais uma ação de criminalização da juventude da periferia" e também apoiou a posição da OAB que acusou a PM de arbitrariedade. Nós aqui do movimento da ecologia, da cidadania e da não violência que se expressa através deste blog Folha Verde News mais uma vez defendemos jovens negros e pobres, não só de BH, de todo país, que não podem ser tratados com preconceito por causa da situação social ou racial: "De repente em meio a esta juventude estão pessoas dignas e de muito talento (como é o caso de Madu Carvalho agora) que poderão vir a ser líderes em variados setores do Brasil, carente de mudanças e de avanços na sua realidade para ter futuro", comentou aqui o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha que edita esta webpagina: "A própria Anistia Internacional já relatou para a ONU que a PM ainda continua a agir no país com a mesma estratégia dos tempos ditatoriais e que precisa com urgência atualizar os seus métodos", argumenta Padinha: "A ação policial tem que ser sem preconceito, sem violência e com ética em toda situação ou lugar para ter autoridade moral".
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| Tem havido no país muitos casos de violência contra jovens negros e pobres |
Fontes: BHAZ - O Tempo - EM - UOL
www.folhaverdenews.com






"Ainda agora vi no Esporte Espetacular da Globo uma matéria sobre racismo, no caso com um jogador de futebol na Sérvia, um brasileiro, e com uma jovem atleta campeã olímpica mundial, que é da Cidade de Deus, no Rio: falo isso para dar uma animada nesta cantora, Madu, que vai passar por esse trauma e avançar no seu trabalho com a música": comentário de Júlio Santos, de São Paulo (SP), técnico de som em casas de espetáculos.
ResponderExcluirEste aí foi o 1º dos comentários que a gente recebeu aqui no blog. Você pode colocar aqui nesta seção a sua mensagem ou, se preferir, envie por e-mail para a redação navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirVocê também tem a opçãode mandar um e-mail direto pro editor de conteúdo do nosso blog de ecologia e de cidadania, podendo também enviar fotos, opinião, matérias ou sugerir pautas para o nosso blog, OK? Mande pro e-mail padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Não basta haver uma Ouvidoria da Polícia Militar para coibir erros das autoridades, creio que seria necessário haver uma estância maior para crimes, como racismo de policiais ou outras autoridades, com punição transparente e exemplar": comentário de Alceu Lima, de Belo Horizonte (MG) que informa ter acompanhado este caso e já ter visto uma apresentação de Madu Carvalho, ele que é professor de Educação Física e ex-atleta.
ResponderExcluir"Então, aconteceu também racismo de policiais, na Flórida, nos States, contra o filho do grande líder negro Cassius Clay (Muhammad Ali), no caso, não por sua cor mas por sua crença muçulmana, lá como cá, a realidade anda perigosa demais": comentário de Humberto Mogliani, de Campinas (SP), jornalista que atua como assessor de imprensa de rede de hotéis.
ResponderExcluir"Nos bastidores do Carnaval, festa oficial brasileira, muita coisa acontece, pena que a mídia nem sempre destaca criticamente": comentário de Renato Morais, de Santos (SP), que atua em indústria química na baixada santista (em Cubatão).
ResponderExcluir"Tenho acompanhado esse tipo de ocorrência e estou enviando a vocês um noticiário com fatos que mostram racismo": comentário de Eurípedes Araújo Lima, do Rio de Janeiro, consultor empresarial: a gente aqui agradece o envio do material, obrigado, paz aí na luta boa de cidadania.
ResponderExcluir"Não é pelas tralhadas no anúncio errado de melhor filme que o maior prêmio do cinema nos Estados Unidos está sendo chamado de Oscar Negro: o filme vencedor, o ator Mahershala Ali, o menino negro, a estória, tudo num clima de protesto contra o racismo. Que isso sirva de consolo para esta jovem artista de Belo Horizonte": comentário de Maria Luíza Pimentel, de Juíz de Fora (MG), engenheira de produção.
ResponderExcluir"Os protestos contra Trump e contra o racismo no Oscar 2017 são mais um alerta de que precisamos lá como aqui também mudar o inferno desta realidade, longe dos nossos sonhos": comentário também de Maria Luíza Pimentel, que diz diz preocupada em sua mensagem com todas as Madu Carvalho do país.
ResponderExcluir"Tipo Madu Carvalho, o Oscar de ator coadjuvante, o artista muçulmano Mahershala Ali, do filme premiado MoonLight, disse que a premiação reconheceu o inferno da realidade e não se resumiu ao cinema de sonho, se referindo à luta contra o racismo": comentário do editpr do nosso blog, o ecologista Padinha. Realmente, uma luta atual na cidadania em todo lugar. Não só em BH, né.
ResponderExcluir"Parabéns por esta matéria e pela oportuna relação que vocês fizeram com o Oscar Negro, porisso que eu curto a webmidia que é mais ligada": comentário de Carlos Lima, de Belo Horizonte (MG), estudante de Direito na PUC de Minas.
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