Bloco do Rio de Janeiro estimula folião ir de bicicleta e no carnaval de rua em todo o país cidadania, ecologia, críticas também ao momento político e econômico do país
Alana Gandra, da Agência Brasil, está nos informando que neste ano, o Bloco Brasil decidiu unir folia da carnaval no Rio de Janeiro com a
preservação do meio ambiente. Na festa que rolou neste sábado e invadiu o domingo, este
bloco tradicional carioca incentivou os foliões a deixarem os carros em casa e irem de
bicicleta ao Leme, local da festa. Ela aconteceu num espaço reservado e seguro da Praça Almirante Júlio de Noronha, na Praia do Leme, zona sul do Rio. E antes, durante e depois do samba houve gente andando de bike no ritmo das músicas, proposta de esportistas e de ecologistas, um biciletário no local tinha a capacidade de guardar com segurança mais de 500 bicicletas.
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| Durante a balada o Bloco Brasil distribuiu purpurina biodegradável aos foliões |
Durante
a folia dentro da proposta ecológica, os participantes receberam ali purpurina ecológica,
biodegradável, feita de gelatina e corantes naturais. Foram distribuídos
dez quilos. Um dos organizadores e vocalista do Bloco Brasil, Carlo Zarro,
explicou que a purpurina tradicionalmente vendida durante o carnaval é
feita de plástico. Esses resíduos acabam poluindo o mar: "São
micropartículas e acaba indo tudo para o mar e o nosso pessoal quer farrear mas não pretende deixar um rastro de sujeira aqui". As latas de bebida
consumidas durante a festa serão recolhidas e entregues à associação de
moradores do Morro da Babilônia, localizado no bairro. O valor
arrecadado com a reciclagem das latas será revertido para os mais carentes da comunidade, algo que também incentiva a cidadania das pessoas. Este bloco tem 18 integrantes fixos e chega a reunir em torno de 20 mil foliões no Leme como neste fim de semana agora. Ele costuma se apresentar em outras partes do país também, levando a
experiência do carnaval do Rio de Janeiro: "A gente toca, no nosso
repertório, música popular brasileira com a roupagem e a força da
bateria de escola de samba, enfim, a gente faz um carnavalzão".
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| A balada no Leme reuniu mais de 500 ciclistas e milhares de foliões |
Data Vênia combate à violência, a tabus e ao preconceito
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| Também em São Paulo carnavalzão com blocos na rua |
Com
o lema Não desfile seu preconceito neste carnaval, a Caixa de
Assistência dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro (CAARJ) já está fazendo uma
campanha contra o preconceito, o racismo e o assédio, a partir do desfile de um outro bloco cabeça, o Data Vênia Doutor. Durante a folia, a organização vai distribuir
ventarolas com o lema para os foliões em pelo menos 12 blocos, como Vestiu a Camisinha e Saiu por Aí, Dinossauros da Alegria, Embaixadores da Folia, Imaginô e Imagininho, enmtre outros grupos alternativos e que têm propostas de cidadania: "Por
exemplo, a mulher, fantasiada ou não, não pode ser obrigada a fazer
nada contra a sua vontade, não pode ter seu cabelo puxado, não pode
ter sua integridade física contestada. A campanha quer mostrar que nós
nos preocupamos também com esse tema, sendo uma entidade essencialmente
de advogados, temos que nos somar a essa preocupação de ter um
carnaval sem violência de qualquer tipo, sem piadas de mau gosto, para
que todo mundo possa brincar", argumentou Marcelo Oliveira, resumindo a filosofia carnavalesca da CAARJ. Um carnaval de rua como antigamente mas no novos formatos da vida de agora.
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| A balada fica mais gostosa nos blocos alternativos... |
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| ..onde rola samba e cidadania no pé... |
Fontes: Agência Brasil
www.folhaverdenews.com





Ao longo dops próximos dias e do Carnaval a gente irá atualizando aqui informações nesta seção de comentários: acompanhe, confira e participe.
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ResponderExcluir"Eu não curto carnaval, mas sou ligado em ecologia e em cidadania, gosto também de samba e de confraternização, aí, vou ficar atento e acompanhar estes blocos alternativos": comentário de Pedro Barroso, de Niterói, Rio de Janeiro, executivo.
ResponderExcluir"Tudo o que combate a violência e aproxima as pessoas é o que mais precisamos hoje, dentro ou fora do Carnaval": comentário de Isabel Castro Silva, de São Paulo, que veio de Catanduva (SP), onde segundo ela, "o carnaval de rua é de arromba".
ResponderExcluir"Os blocos são mesmo uma tendência crescente, no Carnaval de São Paulo que começa oficialmente hoje há 200 blocos a mais do que no anos passado. No total, uns 500 na cidade, que já foi chamada de túmulo do samba, mas nada disso, Sampa é samba": comentário de Dario Mendes Sousa, de Recife (PE) mas que vive (e samba) atualmente na capital paulista. Dario é Fisioterapeuta.
ResponderExcluir"Esse fenômeno dos blocos significa que as pessoas querem um carnaval mais autêntico, menos oficial, menos comercial, até arrisco a dizer, estão em busca da alegria de fato": comentário de José Pedro, de São Paulo (SP), executivo de empresa de TI.
ResponderExcluir"Um milhão de foliões em São Paulo, um milhão no Rio onde só no domingo saíram 46 blocos, o lance rolou também em outras grandes e pequenas cidade de toda região do país, acho que o povo anda cansado de tristeza e sufoco": comentário de Marina Azevedo, de Bauru (SP), autôno,ma, que passou o fim de semana no Rio de Janeiro.
ResponderExcluir"Na minha premonição carnavalesca, eses blocos todos vão acabar virando manifestações para mudar a realidade do Brasil": comentário de Ary Gonçalves, de Santo André (SP), lojista no ABC.
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