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Choveu menos que o esperado na capital federal mas as principais causas da questão da água neste Carnaval falta de gestão (defasagem no sistema de abastecimento) e desmatamento no Cerrado sinalizam problemas para 2017 e 2018: Deus queira que a seca não volte por aqui no interior
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| Brasília está secando numa época perigosa para o clima |
Ainda bem que Climatempo prevê algumas chuvas por aqui no nordeste paulista (afastando a cisma de chegada duma nova seca por aqui) e segundo nos informa Bruno Calixto da revista e do site Época,
o Distrito Federal está secando ou tendo uma estação chuvosa
atípica, choveu menos que o esperado, os reservatórios que abastecem a
região caíram vertiginosamente e já estão em vigor decretos de rodízio
de água. O motivo do racionamento não é tão somente climático. A
situação hídrica em Brasília agora se parece muito
com a crise que atingiu São Paulo entre 2014 e 2015 e dois anos depois,
mesmo com chuvas, não está ainda resolvida totalmente. Assim como
aconteceu em São Paulo, a crise hídrica no DF é um
problema de gestão. Os políticos do Brasil (e de Brasília) não
aprenderam com os erros do governo de São Paulo. .
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| O nível do reservatório na barragem do Rio Descoberto no DF abaixo dos 20% |
A estiagem no Distrito Federal começou em 2016, possivelmente como resultado da incidência do fenômeno El Niño. Em 2015, não havia crise: os reservatórios estavam com 100% de suas
capacidades, como diz o próprio presidente da Caesb, a empresa de
abastecimento do DF.
Entre março e julho de 2016, todos os meses viram menos água que o
comum. As chuvas começaram a se recuperar em novembro, que foi um mês
dentro da média, mas dezembro ficou abaixo do esperado. O sistema de
abastecimento do DF não resistiu a uma seca que dura menos de um ano. As
cidades da região precisam dobrar investimento para proteger nascentes e
mananciais.
As
chuvas suprem os dois principais reservatórios do DF. O reservatório de
Santa Maria atende Brasília, e está com 41% de sua capacidade. Já a
represa de Descoberto é a que enfrenta o maior problema. Ela atende as
cidades-satélites e está apenas com 19,4% de sua capacidade. Pela
legislação do DF, o racionamento pode ser decretado quando o
reservatório fica abaixo dos 20%. Por isso, segundo a Caesb, o
racionamento foi decretado para as cidades mais periféricas e não para o
Plano Piloto. Juntos, Santa Clara e Descoberto cobrem 80% da
população do Distrito Federal. Mas eles não são o suficiente para a
atender a população local. As autoridades sabem disso há algum tempo. Segundo o Atlas do Abastecimento da Agência
Nacional das Águas, apenas cinco das 23 cidades da região metropolitana
de Brasília estão com situação segura no abastecimento. As outras 18
precisam de pelo menos R$ 862 milhões em investimentos de ampliação da
estrutura de abastecimento. E como o DF chegou a essa situação?
Segundo Julio Sampaio, coordenador do programa Cerrado da ONG
WWF-Brasil, a equação é simples. A população cresceu, o sistema de
abastecimento não: "O caso de Brasília é muito parecido com o de São
Paulo, são vários fatores similares. O principal deles é o crescimento
urbano. A densidade populacional aumentou muito em Brasília,
especialmente nas cidades-satélites e a capacidade para fornecer água
não acompanhou na mesma proporção". Outro fator, na opinião
de Salgado, é a integridade das bacias hidrográficas. Áreas que antes
eram agrícolas e que mantinham relativa integridade de nascentes e rios
foram engolidas pelo conglomerado urbano. Desmatamento de matas ciliares
pode secar as nascentes e diminuir a capacidade de absorção da água que
vem da chuva. “É preciso melhorar a qualidade da produção de água nas
regiões que abastecem a cidade. Isso é feito com proteção e recuperação
de nascentes". Para conter a crise, o governo do DF e a Caesb anunciaram
obras e prometem investir R$ 765 milhões na ampliação dos sistemas de
abastecimento. O anúncio não fala sobre medidas de conservação. A
crise hídrica que atingiu o Sudeste do país – principalmente São
Paulo - serviu de alerta para as demais regiões. No Distrito Federal
(DF), a atual preocupação das autoridades é encontrar alternativas para
aumentar a captação de água. A redução das perdas no sistema e a
conscientização da população também estão entre as prioridades. Para
especialistas, “um sinal amarelo está aceso” na região, como alerta
Marcelo Gonçalves Resende, engenheiro ambiental e sanitaristas da Universidade Católica
de Brasília. Segundo ele,
nos horários de pico, o sistema de abastecimento de água chega a operar
no limite. A previsão é que, com o aumento da população e,
consequentemente, da demanda, o DF poderá sofrer com a falta do recurso a
partir de 2018, caso não sejam tomadas medidas que aumentem a
disponibilidade de água. Mais um motivo para a implantação de uma gestão
ambiental de desenvolvimento sustentável por ali no centro todo do
Brasil.
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| Marcelo Resende engenheiro ambiental alerta Brasília |
Fontes: www.epoca.globo.com
www.agencia brasil.com.br
www.agencia brasil.com.br
www.folhaverdenews.com




me / Rádio Nacional de Brasília / Tarde Nacional - Brasília
ResponderExcluirA Rádio nacional de Brasília, no programa Tarde Nacional, foi feito uma matéria Desmatamento do cerrado é uma das causas da escassez hídrica no DF com a unidade estratégica de biodiversidade e cerrado da Secretaria do Meio Ambiente, Leonel Generoso, que fala sobre o assunto de importância para todos nós. Você pode acessar a reportagem baixando o audio desta emissora, OK?
Com o baixo nível de água nos reservatórios e com o índice de chuvas abaixo do esperado para o período, a população do Distrito Federal enfrenta uma situação de escassez hídrica. Um dos fatores que contribuíram para desencadear a situação foi o desmatamento do cerrado. Isso em resumo foi o que alertou na Rádio Nacional de Brasília Leonel Generoso.
ResponderExcluirDe acordo com Leonel Generoso ações de preservação do bioma poderiam contribuir para a produção de água. Mais informações num player em radios.ebc.com.br
ResponderExcluirDe acordo com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), a capacidade atual de produção do sistema é 9,5 mil litros por segundo. Em média, na época da seca, o consumo chega a 7 mil litros por segundo. Nas épocas mais frias, cai para 5,5. Em horários de pico, entretanto, o consumo fica próximo à marca de produção, mas, segundo o órgão, isso dura cerca de uma hora e é amortecido pelos reservatórios.
ResponderExcluir"Teríamos uma crise em 2018, mas não em função da quantidade de chuva, mas em volume de água que a gente tem nos reservatórios para abastecimento. Além dos fatores climáticos, do uso e da ocupação do solo, acho que um dos fatores mais importantes é o crescimento da população do DF. A própria demanda por água é crescente”, comentário do coordenador do curso de engenharia ambiental e sanitária da Universidade Católica de Brasília, Marcelo Gonçalves Resende, integrante do Conselho de Recursos Hídricos do DF.
ResponderExcluirVocê póde por aqui op seu comentário ou então enviá-lo para o e-mail da redação deste nosso blog navepada@netsite.com.br
ResponderExcluirOutra opção: enviar um e-mail direto pro editor de conteúdo do nosso blog de ecologia e de cidadania, para postar comentário, enviar fotos ou até mesmo sugestões de matérias, mande sua mensagem para padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Já há obras em andamento para aumentar a capacidade dos reservatórios. A obra de Corumbá 4 já está em execução e é feita em parceria com a Saneamento de Goiás S/A (Saneago). A expectativa é que, ao final da obra, no segundo semestre de 2017, segundo previsões da Caesb, seja possível gerar um adicional de 2,8 mil litros por segundo. A captação do Bananal, que gerará em etapa única mais 700 litros por segundo, deve estar concluída ainda este ano. As obras no Paranoá que foram licitadas no primeiro semestre de 2015 poderão gerar 2,8 mil litros de água por segundo. O abastecimento aumentará de forma gradativa, a partir de 2018. A capacidade total demorará até seis anos para ser atingida e até lá poderá haver situação de crise hídrica": comentário de Luiz Alves Melo, advogado, de Brasília (DF) que nos enviou uma série de notícias sobre a situação da água na região. A gente agradece.
ResponderExcluir"Estou indo passar o feriado do Carnaval perto de Brasília e pretendia ir andar de canoa e até dar umas braçadas no lago de Paranoá. Será que ele tá secando? Pelo visto, vou ter que dar uma de turista, ficar num restaurante à beira da loga imaginando": comentário de José Almir, executivo de comunicação que diz ter visto nossa notícia "no aeroporto de Cumbica, já esperando vôo para Goiás".
ResponderExcluir"Pelo visto José Almir vai ter mesmo que dar uma de turista, ficar num restaurante à beira da lagoa de Paranoá, imaginando estar no Cerrado": comentário de Isabela Santos, esposa do Almir, que se dedica a um blog de alimentação saudável.
ResponderExcluir"Não conheço mas pelas minhas informações não convém o senhor Almir nadar no Paranoá, por causa hoje da poluição da lagoa": Humberto Alves, que estuda na Universidade de Brasília e é de São Paulo (SP).
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