Ex-refugiada que ganhou prêmio que corresponde ao Nobel da Educação ajuda crianças palestinas a superarem violência: um professor brasileiro que estava entre os finalistas do Global Teacher Prize também participa agora de evento mundial em Londres debatendo a tecnologia no ensino e os caminhos da luta cultural hoje, temas do Bett 2017 (British Educational Training and Technology)
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| Hanan Al Hroub foi considerada a melhor professora do mundo |
Mariana Tokarnia cobriu ao vivo o British Educational Training and
Technology (BETT) para a Agência Brasil evento que reuniu
agora alguns dos professores reconhecidos mundialmente pelo seu talento e
capacidade: a professora palestina Hanan Al Hroub, vencedora do Global
Teacher Prize 2016, foi a última
a se apresentar em um dos painéis, discutindo alcance e limites do uso
da tecnologia nas salas de aula. Já no fim do dia, Hanan dispensou o
microfone e o
palco, usado pelos demais conferencistas, informal fez a sua exposição
virar uma
conversa. Ela se sentou em uma mesa redonda com 15
participantes, a maioria, professores e diretores de escolas, tendo ao
lado um rapaz que ia traduzindo sua fala. Hanan fazia questão de olhar
nos olhos de cada um à
medida que falava: "Antes de qualquer coisa os estudantes
precisam se sentir benvindos, amados. Eles precisam é ser integrados e
não
isolados", afirmou a especialista: "Eu não começo com regras ou
julgamentos. Eu sempre
digo que são bons nisso, criativos naquilo e aponto detalhes em que
precisam
melhorar. Digo que vamos fazer isso juntos". Hanan coloca ideias desse
tipo em prática, dentro duma visão dos alunos e alunas que é
humanitária e foi o que afinal conferiu a ela o Global
Teacher Prize, entre dezenas de peritos, selecionados entre os
melhores educadores do planeta. Hanan cresceu em um campo de refugiados
na
Palestina. Decidiu ser professora depois de presenciar
uma cena de violência quando voltava da escola. Em uma região de
conflito, ela dá prioridade à não violência e ao uso da brincadeira para
aprender: "O primeiro mês de aula das crianças é de adaptação. aí a
gente tem que passar menos conteúdos e mais jogos, danças, esportes,
aprender tem que ser
prazeroso, o elemento do divertimento deve estar presente sempre na
educação". O British Educational Training and
Technology (o BETT Show que aconteceu agora em Londres) é uma programação que irá até este sábado, 28 de janeiro e se trata de um
dos grandes eventos mundiais de educação e tecnologia, onde diversas
empresas e educadores se reúnem para discutir temas ligados ao setor e
apresentar as novas tendências de mercado e de cultura.
A professora da não violência é o destaque mundial hoje na educação
A professora da não violência é o destaque mundial hoje na educação
Hanan Al Hroub, da escola de ensino médio
Samiha Khalil, na Palestina, foi eleita em 2016 e em Dubai,
no Oriente Médio, a melhor professora do mundo pelo Global Teacher
Prize, prêmio concedido pela Fundação Varkey, organização sediada em
Londres, no Reino Unido. O anúncio da vencedora foi feito pelo Papa
Francisco. Em sua segunda edição, o prêmio é considerado o Nobel da
Educação e distribui US$ 1 milhão ao vencedor. Como já mostramos aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, Hanan cresceu em um campo de refugiados em Belém e teve uma vida
marcada por casos de violência. Ela iniciou sua trajetória na educação
após seus filhos ficarem traumatizados por um tiroteio que presenciaram
quando voltavam da escola. Após participar de reuniões para discutir o
comportamento e desempenho escolar, Hanan percebeu que era necessário um
trabalho socioemocional e começou a ajudar outras crianças que viviam
em circunstâncias parecidas e assim acabei por virar professora, contou ao site da ONU e da Unesco.
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| Hanan valoriza a não violência e a cultura da vida |
“As crianças de outras partes do
mundo podem aproveitar a infância, mas as palestinas, não. As nossas
brincadeiras são afetadas pelo que acontece em volta da gente e você cresce consciente, vivencia a política e a realidade da vida" (Hanan Al Hroub)
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| Crianças palestinas vivenciam violência no dia a dia |
Uma curiosidade é que um professor Marcio de Andrade Batista, que trabalha em escolas do ensino público de Mato Grosso, foi um dos 50 finalistas do Global Teacher Prize, ele é . engenheiro químico e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Batista orienta projetos sugeridos pelos próprios estudantes. É a sua forma de lecionar, a ideia é que os alunos desenvolvam interesse pela ciência desde o ensino básico: "Sempre tive como meta mostrar que ser cientista é tão legal quanto ser jogador de futebol ou outra profissão que os alunos admiram. Queria inserir a ciência dentro do rol de interesses dos alunos”, define sua didática Marco de Andrade Batista, desconhecido e desvalorizado no Brasil, como em egeral todos os professores, por aqui, mas respeitado mundialmente por ter sido finalista neste prêmio internacional de educação. Batista procurou deixar claro também ser um homem do Cerrado, valorizando a cultura brasileira e a ecologia do Brasil.
Fontes: Agência Brasil - BBC
www.porvir.org
www.folhaverdenews.com





A gente pode destacara outros finalistas do prêmio no evento British Educational Training and Technology (Bett) que acontece até amanhã em Londres, confira a seguir.
ResponderExcluirTambém participaram de outros debates que ocorreram durante o evento professores classificados entre os dez finalistas do prêmio Global Teacher Prize no ano passado. O divertimento, citado por Hanan, é também comum às praticas do professor japonês Kazuya Takahashi. "Os japoneses adoram testes, acham que assim provam a sabedoria que têm. O que fazemos com nossos projetos é diferente. Acredito que as escolas têm que ser como um playground, os estudantes têm que gostar de ir à escola", comentou este educador do Japão.
ResponderExcluir"Se eu peço a um aluno japonês qualquer para desenvolver um projeto, ele vai me perguntar as regras, ele quer que eu dê o caminho para que execute. Com os nossos alunos, buscamos desenvolver a criatividade. Queremos que sejam criativos e que sejam livres. Basta dar algum tempo para eles, que resolvem os desafios que são propostos de forma criativa": comentário também feito por Kazuya Takahashi.
ResponderExcluirJá a realidade de Maarit Rossi é diferente da de Takahashi. Professora finlandesa, ela leciona no país considerado modelo em educação. Lá, os testes não são tão importantes e os estudantes são avaliados ao longo do ano letivo pelas diversas capacidades que desenvolvem. Maarit ensina matemática de forma prática e incentiva projetos que os alunos possam ver no dia a dia o resultado do que estudam. "Temos que tomar conta das nossas crianças, ser professora hoje é construir um pedaço do mundo à parte, com visão humanitária e com amor".
ResponderExcluirLogo mais aqui nesta seção mais comentários, mensagens, opiniões, participe você também: você pode por aqui a sua mensagem ou então se preferir enviar um e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirVocê pode também contatar o nosso editor de conteúdo do blog e enviar suas fotos e comentários ou até sugerir pautas: padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"No Brasil onde o professor está cada vez mais desvalorizado, desprezado e até agredido, esta matéria é muito estimulante para mudar a realidade der hoje": comentário de Isabela Matias, professora de Educação Física em São Paulo (SP), atuando na rede estadual de ensino.
ResponderExcluir"Ela é muçulmana e Francisco, o papa dos católicos, mas os dois falam a mesma coisa sobre educação e crianças, enfim não tem nada a ver o preconceito social contra muçulmanos nem oficial como agora do presidente dos Estados Unidos": comentário de Mário José Santos, advogado, que explica não ser nem muçulmano nem católico mas também tenta usar no dia a dia a não violência "como uma forma de agregar paz à realidade".
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