A entidade Repórteres Sem Fronteiras denuncia agora sequestro da repórter Afrah Shawqi no no Iraque onde somente neste ano sete jornalistas já foram assassinados e muitos trabalham hoje em dia sob pressão e terror
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| Síria, Iraque,
Afeganistão e México são os países perigosos para jornalistas e a ONU informa que o Brasil é também um dos lugares do mundo com maior risco para a profissão repórter |
A notícia chegou por meio de e-mail à redação do nosso blog de ecologia e de cidadania (que tem feito sempre matérias sobre o valor da liberdade de informação e o risco da profissão do jornalismo aqui e em vários países): uma jornalista iraquiana foi sequestrada na segunda-feira à noite
em sua casa de Bagdá por homens armados e nesta terça-feira o
governo deste país e organizações humanitárias estão à procura da jornalista (oficialmente desaparecida) e dos responsáveis pelo seu sequestro. Ela é Afrah Shawqi e segundo informaram fontes iraquianas à organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras, esta profissional de comunicação já foi
colaboradora do jornal saudita Asharq Al-Awsat e escrevia para diversos
sites, sempre com visão crítica da realidade. Na segunda-feira ela publicou no portal iraquiano Aklaam um
artigo extremamente crítico a respeito dos grupos armados que atuam naquele país, "com
total impunidade", como afirmou. O que se sabe é que Shawqi foi sequestrada na segunda-feira às 22h (17h de Brasília). Oito
homens armados invadiram sua casa em Saidiya (bairro ao sudoeste de
Bagdá), afirmou à AFP Ziad al-Ajili, que atua na região pelo Observatório Iraquiano da
Liberdade de Imprensa. Ziad disse que os criminosos estavam com trajes civis e simularam ser integrantes das forças nacionais de segurança para obrigar a jornalista a
abrir a porta. Uma fonte do Ministério do Interior do Iraque confirmou esta
informação. Até mesmo o primeiro-ministro Haider al-Abadi chegou a condenar o sequestro e determinou
também uma investigação para encontrar a repórter e esclarecer os fatos que estão virando manchete em vários meios de comunicação de variados países, em especial, da Europa. E o que em geral se comenta é que Afrah Shawqi estava muito determinada na defesa dos direitos das mulheres também, além de criticar a violência no país, onde atuam os ativistas do Estado Islâmico, também. Afrah Shawqi trabalhava também no ministério da Cultura. Só agora em 2016, sete jornalistas foram assassinados no Iraque de acordo com a Repórteres Sem Fronteiras. Ao lado da Síria,
Afeganistão e México, este país é um dos mais perigosos para o exercício da
profissão. A própria ONU vem fazendo alertas sobre os países onde a profissão dos repórteres (em especial, os mais críticos e independentes) é mais perigosa e o Brasil vinha ocupando entre a 15ª e a 18ª posição neste índice de violência desde 2013, mas em 2016 subiu nesta ranking negativo: foram 15 jornalistas que foram mortos só neste ano em nosso país, que agora está em 9º lugar em número de vítimas no jornalismo.
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| Com Afrah Shawqi são 801 jornalistas vítimas de violência nesta década, diz a ONU |
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| Sites não estão conseguindo nem a foto atual de Afrah Shawqi... |
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| ...e a suspeita do sequestro dela recai sobre o grupo Estado Islâmico |
Fontes: France Presse - G1 - ONU
Repórteres Sem Fronteiras
www,segurancadejornalistas.org
www.folhaverdenews.com
Mais tarde postaremos aqui nesta seção de comentários outras informações sobre o sequestro ou a situação atual de Afrah Shawqi no Iraque, bem como, sobre a questão da segurança de jornalistas na atualidade, aqui e em outros países.
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ResponderExcluir"Realmente, acompanhei há algum tempo matéria aqui mesmo sobre radialistas e repórteres que foram assassinados ou estão ameaçados no Brasil, onde a censura (pelo menos oficialmente) acabou, mas continua este problema e outras formas variadas de pressões sobre os jornalistas": comentário de Ary Fernandes, de Belo Horizonte (MG), advogado e ativista de Direitos Humanos.
ResponderExcluir"A ONU se mostra preocopada com a situação dos jornalistas, em especial, os mais críticos e de maior independência. Durante a última década, mais de 800 jornalistas foram assassinados por cumprir a sua tarefa de informar ao público. É preocupante que apenas 10% destes crimes tenham levado a condenações. A impunidade encoraja os criminosos e ameaça a liberdade da informação e por tabela toda a população aqui e em praticamente todos os países": comentário de Rubens Ribeiro Silva, de Recife, Pernambuco, que estou Jornalismo na Bahia mas hoje se dedica a uma loja de Informática.
ResponderExcluirO relator especial da ONU para a liberdade de expressão, David Kaye, emitiu um comunicado aos países para que tomem medidas de proteção que garantam a segurança dos profissionais da comunicação: “Os ataques a jornalistas e as ameaças a sua segurança têm várias formas: atentados a sua integridade física, interferência na confidencialidade de suas fontes e várias formas de pressão".
ResponderExcluir"Se trata duma questão de justiça e de direito, a proteção dos jornalistas é fundamental para que eles possam fazer seu trabalho, mas também para que a sociedade tenha acesso à informação tal qual ela é, para que os governos prestem contas de suas ações, enfim, para que o sistema funcione com transparência para todo cidadão": comentário de Rosely Gonçalves, de Taubaté (SP), que presta serviço de free lance para dois jornais do país.
ResponderExcluir"Casos como este do Iraque agora e todos os outros que vêm aumentando em todo lugar são preocupantes também as ameaças à segurança digital dos jornalistas, posta à prova com bloqueios de páginas da Internet e leis que proíbem ou limitem a codificação de mensagens. Enfim, é sempre uma cara diferente da velha censura": comentário de João Hermes Grossi,m advogado em Campinas (SP).
ResponderExcluirDe acordo com o Comitê para a Proteção de Jornalistas, 52 profissionais dos meios de comunicação foram assassinados este ano e, na maioria dos casos, os governos não tomaram as medidas para responsabilizar os criminosos. O
ResponderExcluirBrasil está em nono lugar nesta lista da impunidade, aqui foram 15 jornalistas assassinados com absoluta impunidade na última década. (Informação da Agência Brasil).