A gente espera que seja questionada também nesta série positiva de eventos o desenvolvimento sustentável que é a nova utopia urbana e humana que o Brasil precisa tentar praticar com urgência nas cidades
Uma Roda de Conversa marcou nestes dias o lançamento do evento O Futuro das Cidades pelo Instituto Envolverde, participaran nesta primeira edição duma série de seis diálogos neste tema Dal Marcondes, Diego Conti, Ermínia Maricato e Rodrigo Perpétuo, é o que nos informa aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News a jornalista Katherine Rivas do site Envolverde. Ela comenta que uma das primeiras conclusões deste primeiro diálogo é que as cidades brasileiras atualmente não carecem de leis nem de planos mas de atitudes concretas para mudar a realidade. Em geral, os especialistas acreditam que a cidade ideal de 2050 contará com
governos participativos e líderes de verdade sendo missão da sociedade
identificar os prefeitos e vereadores do futuro. "O maior conselho para
um líder é ter resiliência, porque todos os dias você é esmagado pelo
sistema, mas você tem que voltar ao seu estado natural", diz Diego
Conti. Com a crise política do Brasil a saída é que a agenda dos próximos
anos manifeste o interesse real das pessoas. Segundo Ermínia Maricato a saída não
está em modelos urbanísticos compactos e sim em educação, conhecimento
das cidades e lideranças de movimentos sociais realizando um diálogo
aberto com a periferia. Nos
diálogos de 2017 diversas temáticas da cidade serão questionadas junto à vários setores da população, organizações, entidades, municípios e jornalistas, que também deverão opinar sobre a situação. Novos sistemas de governança, mobilidade urbana e reestruturação do
sistema de habitação foram os temas principais durante o primeiro diálogo desta série de eventos, que são organizados pelo Instituto Envolverde em parceria
com a Unibes Cultural, e apoio do ICLEI- Governos Locais pela
Sustentabilidade e da Brasil Kirin. O primeiro encontro aconteceu nesta semana com a participação de três especialistas: a arquiteta e urbanista Ermínia
Maricato, o pesquisador do Núcleo de Estudos do Futuro da PUC-SP Diego
Conti e o Secretário-executivo do ICLEI Rodrigo Perpétuo, sendo mediador Dal Marcondes, diretor do Instituto Envolverde. Na capital paulista, a 40 km da Praça da Sé existe, por exemplo, uma reserva
natural ocupada de forma ilegal pelas vítimas do sistema imobiliário,
qualificado pela urbanista Ermínia Maricato como excludente: "A ocupação dos mananciais
hoje é o lar de dois milhões de pessoas tendo gerado nos últimos anos múltiplos
problemas ambientais entre eles a crise hídrica". A disfuncionalidade da cidade foi também destacada por ela, "70% do emprego está no centro
urbano fazendo com que as pessoas viajem por várias horas para
trabalhar, da mesma forma, existe uma distribuição toda ela segmentada da
população por gênero, classe social e etnia, excluindo alguns dos
serviços básicos e qualidade de vida". Para Diego Conti, o problema
principal do Brasil é a dificuldade de conceber uma cidade igualitária
onde todas classes sociais possam morar num mesmo prédio, por
exemplo, mesmo que seja com estruturas e apartamentos diferentes. Ele cita a
cidade de Copenhagen, na Dinamarca, pioneira neste novo formato de habitação e de convivência: "Precisamos
de lideranças políticas e empresariais para transformar o mundo. Estamos
em uma arritmia que precede ao infarto. Vamos deixar o Brasil enfartar?". Por sua vez, Rodrigo Perpétuo avalia que mesmo com as transformações
históricas, a sociedade ainda é dominada por um pós-capitalismo
industrial hoje, onde apesar da preocupação com mudanças climáticas e
protagonismo orgânico e econômico "ainda somos vítimas de machismo,
homofobia, racismo e crueldade humana e ambiental".
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| O primeiro ponto é mudar a realidade de hoje |
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| Novas propostas e nova realidade são possíveis |
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| As cidades pouco mudaram nos últimos 100 anos |
O movimento ecológico, científico e de cidadania, marca do conteúdo aqui do nosso blog, espera com certeza que nesta série de diálogos deste evento importante sobre o futuro das cidades venha a ser questionado o desenvolvimento sustentável, a necessidade urgente duma gestão pública que busque de forma concreta praticar a utopia dum novo equilíbrio entre os interesses econômicos e os ambientais, entre os objetivos políticos e os sociais para que possa ser estimulada uma mudança da realidade e a criação de cidades mais felizes para todos os setores da população.
Fontes: www.envolverde.com.br
www.folhaverdenews.com





Utopia de cidade foi um dos temas em debate. Os especialistas acreditam que a cidade ideal de 2050 precisara contar com governos participativos e líderes verdadeiros sendo missão da sociedade identificar os prefeitos e vereadores do futuro. “O maior conselho para um líder é ter resiliência, porque todos os dias você é esmagado pelo sistema, mas você tem que voltar ao seu estado natural”, comentou Diego Conti.
ResponderExcluirCom a crise política do Brasil a saída é que a agenda dos próximos anos manifeste o interesse real das pessoas: "A saída não está em modelos urbanísticos compactos e sim em educação, conhecimento das cidades e lideranças de todos movimentos sociais realizando um diálogo aberto com a periferia", comentou Ermínia Maricato.
ResponderExcluir"A reestruturação das cidades evitando que famílias mudem de lugar para viver melhor e sim que estas consigam ter qualidade de vida nos seus municípios pequenos", comentou Rodrigo Perpétuo: "A geração de cidades mais éticas que promovam o potencial humano, é o que no Brasil precisa mudar, ecoando a sua verdade varrida para debaixo do tapete”...
ResponderExcluirErmínia Maricato defende ainda que a mudança que se iniciou nas manifestações de 2013, onde surgiram alguns movimentos que serão os protagonistas de anos futuros, precisam ter mais espaço: "Isso qualifica o empoderamento da população negra, as mulheres da periferia e o movimento LGBT, entre outros, como uma alternativa potencial para alavancar transformações sociais e resgatar um país ético".
ResponderExcluir"Estes debatedores, todos qualificados, e creio que hoje em dia todo urbanista bem informado e antenado sabe que somos todos pessimistas a curto prazo, as mudanças são grandes demais, mas sempre é bom ter alguma esperança": comentário de Ana Maria Soares, de Araraquara (SP), produtora cultural ligada à Unesp.
ResponderExcluirLogo mais, por aqui, mais informações nesta seção de comentários, onde você pode colocar sua opinião. Se preferir, mande um e-mail com a sua mensagem para a redação deste blog navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirVocê pode também mandar sua msm diretamente pro e-mail do nosso editor padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"De repente, analisar as mudanças obtidas entre o passado das nossas cidades e a realidade de agora pode nos abastecer de informações sobre o que é mais urgente agora, para as mudanças que se fazem urgentes hoje para haver futuro": comentário de Lúcio Lucas, o Cuca, geofísico, que atua na região da Grande São Paulo.
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