O Brasil é um dos países com mais condições para usar a Energia Solar por conta da nossa natureza mas em termos tecnológicos e em especial de gestão governamental estamos bem atrás dos países mais desenvolvidos e quem perde também são os consumidores brasileiros
Quais as chances do Brasil ampliar o uso da energia solar, a bem da economia da população e da ecologia do meio ambiente? Quem responde este questionamento do nosso blog hoje é o jornalista André Trigueiro, que recentemente concedeu uma entrevista ao Portal Solar falando sobre as perspectivas do mercado da energia solar e os seus desafios em nosso país. Editor do programa Cidades e Soluções, da Globo News, comentarista da Rádio CBN, autor de livros com temas socioambientais, André Trigueiro é também pósgraduado nessa área pela UFRJ e professor de Jornalismo Ambiental na PUC do Rio de Janeiro. Enfim, um repórter superbem informado que nos adianta alguns dados a seguir na pauta Energia Solar que vira e mexe está por aqui no nosso blog Folha Verde News, pelo fato da gente enfocar este assunto como fundamental pro Desenvolvimento Sustentável brasileiro. A seguir, um resumo de algumas falas e comentários do André Trigueiro aqui para você.
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| André Trigueiro enfoca pontos fundamentais deste tema |
"O que temos visto é um crescimento vertiginoso da Energia Solar na China, na Alemanha, que foi consolidado através da política do “Energiewende”, (política que determinou o desligamento das usinas nucleares após o incidente de Fukushima e a migração para uma política de energia renovável, descentralizada e mais segura). Isso avançou também nos Estados Unidos que também mostraram um horizonte importante neste setor. No verão Europeu, existem dias na Alemanha em que a principal fonte de energia do país é o Sol".
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| André Trigueiro ressalta o potencial extraordinário desta fonte limpa aqui |
"Nós brasileiros estamos chegando um pouco tarde
nesta corrida tecnológica que já tomou conta de países mais avançados como a Alemanha,
China e Estados Unidos entre outros mais. Aqui no Brasil o primeiro leilão de Energia Solar fotovoltaica,
realizado em 2014 pela EPE, foi um teste para verificar o quanto o
mercado estaria pronto para participar de investimentos nesta fonte de
energia. O leilão foi um sucesso extraordinário. Depois, mais de 350 projetos de usinas de energia solar foram
registrados para participar deste leilão (Em termos de potência
instalada o equivalente a usina de Belo Monte). Nosso mercado está pronto para participar de forma mais agressiva destes
investimentos. Infelizmente, tal como
aconteceu no começo com a Energia Eólica, o Brasil vai agora viver um boom na Energia Solar mas ainda dependendo de equipamentos que ainda não
produzimos localmente em escala para atender esta crescente demanda. Ou
seja, o Brasil terá que, inicialmente, importar a grande maioria de
componentes do sistema fotovoltaico como o painel solar, o inversor grid-tie e outros insumos específicos que ainda não tivemos chances de desenvolver aqui por falta de políticas públicas".
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| Trigueiro mostra que no Chile o avanço solar já é uma realidade |
"Hoje o Brasil tem nas instituições brasileiras como UFSC, UFPE, USP, UFRGS e UFPA, dentre outras, experts e técnicos que com os devidos incentivos e apoios, seriam capazes de desenvolver o parque industrial, ou construir uma rotina de inovação tecnológica similar a aquela que determinou uma projeção de destaque ao Brasil no desenvolvimento do etanol, do biodiesel e do motor Flex. Largamos tarde nesta corrida, mas antes tarde do que nunca!"...
"Existem vários fatores que
precisam ser considerados ao colocar o Brasil no debate da Energia Solar. É preciso perceber a velocidade com que esta indústria cresce em outros países e até no nosso continente, o Chile,
já investe muito neste setor. Isso tudo precisa ser analisado de um ponto
de vista geopolítico a longo prazo, e não a curto prazo como o Governo
faz com o Pré-Sal. O Plano de Investimentos divulgado duas semanas
atrás pela Petrobrás, para o próximo quadriênio, exclui qualquer
investimento em fontes limpas e renováveis. Isso significa uma aposta
temerária por parte do Governo. O mundo avança na direção do solar,
esta tecnologia se torna cada vez mais oportuna e barata. A Tesla Motors e a
Daimler Chrysler anunciaram em um intervalo de 2 meses suas baterias
domésticas, inspiradas em baterias para automóveis, sinalizando um
futuro muito promissor armazenando e estocando energia solar dentro de
casa. Existe uma conjuntura, que quando bem percebida determina uma
atitude. Ou seja, não basta não atrapalhar. É preciso estimular e ter
uma visão estratégica. O Brasil precisa se preparar para o crescimento
da participação da energia fotovoltaica na matriz energética, por
exemplo, capacitando engenheiros do setor elétrico a pensarem na rede de
energia com uma participação cada vez maior das fontes intermitentes
(Solar e Eólica). O planeta está mudando rápido e não é possível utilizar
como argumento que a cada vez maior participação das fontes intermitentes na
matriz representa um risco pois isso nunca foi estudado a fundo no
Brasil. Existem diversos países no mundo que utilizam amplamente as
fontes eólica e fotovoltaica, em uma quantidade muito maior do que o
Brasil tem hoje, sem ter problema algum em sua rede de energia".
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| André Trigueiro, um brasileiro solar |
"Precisamos perceber o Sol e o Vento, que são fontes intermitentes de
energia, já poderiam estar tendo um protagonismo crescente na matriz energética
brasileira, a bem da ecologia, da economia, da população e do avanço do nosso país".
Fontes: www.portalsolar.com.br
Fontes: www.portalsolar.com.br
www.folhaverdenews.com





Nosso blog fez há mais de um ano um furo de reportagem aqui, enfocando a implantação de painéis solares sobre as águas das represas que existem por aqui na região, no Rio Grande, um dos maiores centros geradores de energia elétrica, abastecendo hoje todo o sudeste do país.
ResponderExcluirSegundo nos informava então o Ministério das Minas e Energias, estes painéis evitariam apagões e o uso complementar de energias mais caras e poluentes, devendo estar implantados em setembro de 2016. Não estão. Não há nem um só painel flutuante de Energia Solar hoje no Rio Grande.
ResponderExcluirEste é mais um exemplo do que acontece no setor, os erros e limites governamentais atrasam toda a estrutura energética brasileira, tema também do André Trigueiro em sua entrevista especial. Depois por aqui mais informações e dados, confira a nossa edição desta seção de comentários mais tarde.
ResponderExcluirVocê pode desde já postar aqui o seu comentário ou enviar a sua mensagem pro e-mail do nosso blog de ecologia e cidadania navepad@netsite.com.br E/ou uma outra opção: mande seu e-mail direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca603@gmail.com
ResponderExcluir"Este tipo de debate é essencial e urgente na mídia brasileira, a Energia Solar assim como a Eólica pode harmonizar os interesses econômicos com os ecológicos, avançando assim a sustentabilidade em nosso país, longe de um desenvolvimento de verdade": comentário de Dante Ferreira Fernandes, de Ribeirão Preto (SP), ele é engenheiro civil pela USP.
ResponderExcluirRecebemos no e-mail da redação e no do nosso editor algumas mensagens e informações que estaremos postando amanhã, quinta-feira, 22 de setembro: aguarde esta edição e participe da nossa luta do movimento ecológico, científico e de cidadania por energias limpas.
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