A previsão para a Primavera 2016 depende também da transição do fenômeno oceânico El Niño pro La Niña para o período ser mais ou menos chuvoso: pode ser prevista também a tendência de Queimadas para setembro, outubro e novembro
Em
resumo, depois da nossa equipe garimpar mapas, dados e informações de fontes como Climatempo, Somar Meteorologia, Tempo Agora e Infoclima do centro de previsão do tempo e estudos climáticos (Cptec),
a gente sintetiza para você aqui no blog alguma coisa sobre a próxima
estação e também sobre a tendência de queimadas através do sistema de
satélites da Nasa. Resumindo, neste próximo trimestre setembro, outubro, novembro, em termos
de previsão climática, levando em conta o que indicam alguns dos
principais sites de meteorologia, deverá ter chuvas e temperatura
normais para esta época do ano: as previsões para esta Primavera
indicam que talvez possa chover um pouco acima da normalidade na região
centro sul do estado de São Paulo, bem como no Paraná e em Santa
Catarina. Há indicações de um fenômeno La Niña fraco no próximo período chuvoso brasileiro que marca esta nova estação por aqui depois de um forte El Niño nos primeiros meses de 2016. Em outras
oportunidades, a passagem do El Niño para o La Niña acontecia de forma
mais rápida, pois boa parte do Oceano
Pacífico e não somente a parte equatorial,
também se resfriava. Por isso, fica difícil uma comparação da atual
situação com anos anteriores, embora seja importante segundo os
meteorologistas que, independentemente da intensidade e configuração do
fenômeno La
Niña, ele terá como características maior potencial para estiagem no sul
e chuva mais persistente no centro e norte do Brasil durante o próximo
período úmido.
De acordo com estudo da Universidade de Columbia, estamos sob neutralidade climática, uma transição do El Niño para o fenômeno La
Niña, o que vai se tornar mais evidente a partir de setembro agora,
devendo prosseguir até pelo menos os meses de fevereiro, março e abril
de 2017, quando já estaremos no Verão. Outro dado, a
distribuição
de chuva no Brasil funciona como uma gangorra, períodos secos no sul
estão normalmente associados com chuva mais ou menos intensa no
centro e norte do Brasil. De toda forma,
entre hoje e amanhã, nesta virada para setembro, nesta quinta-feira,
dia 1º do novo mês, há possibilidade em cerca de 40% de temporal, com 2
milímetros de chuva aqui para a nossa região entre o nordeste paulista e
o sudoeste mineiro, como se fosse uma antecipação da Primavera já agora
dentro deste contexto de uma influência fraca do fenômeno La Niña
para o segundo semestre de 2016. No vídeo que a gente está postando
aqui no nosso blog, a previsão para esta quarta-feira dá um primeiro
sinal desta situação. Uma outra informação antecipada de interesse para
quem acessa o blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News é
sobre a incidência de queimadas nestes próximos 3 meses. Veja uma
avaliação das queimadas que aconteceram em agosto e a tendência para o
próximo trimestre.
Queimadas em agosto e a tendência delas para setembro, outubro e novembro
Em agosto foram detectadas 19.150 ocorrências de
fogo na vegetação, segundo imagens do sensor MODIS do satélite
NASA-AQUA. Este valor ficou aproximadamente 200% acima do número de
focos detectados em junho passado. Climatologicamente, este aumento é
considerado normal em decorrência da acentuada diminuição da umidade
relativa do ar em grande parte do país. Considerando o trimestre
MJJ/2016, as ocorrências de focos de origem antrópica ficaram muito
acima da média, como resultado do período anomalmente seco e quente. Em
comparação com julho de 2015, houve aumento de 120%, destacando-se os
Estados do Acre (390%, com 533 focos); São Paulo (360%, 690 focos);
Minas Gerais (235%, 1.000 focos); Amazonas (220%, 1.140 focos); Goiás
(140%, 840 focos); Rondônia (130%, 970 focos); Mato Grosso (126%, 3.500
focos); Tocantins (125%, 2.740 focos); Mato Grosso do Sul (86%, 690
focos); Pará (79%, 1.600 focos); Maranhão (26%, 2.095 focos); Bahia
(15%, 345 focos) e Piauí (9%, 750 focos). Atenção especial para as
queimadas intensas e recordes no Acre, Amazonas, Rondônia e Tocantins.
O trimestre setembro, outubro, novembro é considerado crítico em relação às queimadas, uma vez
que as áreas de elevado risco de ocorrências de fogo na vegetação, que são
climatologicamente esperadas entre setembro e outubro, ainda estarão
concentradas e podem ser ampliadas em virtude da estiagem no sul da
Amazônia e nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, com aumento nas
ocorrências no MS (Pantanal), oeste da BA, PA, TO, MA, MT, RO, AC e por aqui em
São Paulo. No final deste trimestre, as queimadas tendem a se intensificar no
norte da região Nordeste e no Norte do Pará e a diminuir na Amazônia e
na grande área central do Brasil que chega até aqui, sendo esta a tendência positiva da Primavera
para a nossa região nordeste paulista e sudoeste mineiro, mas enquanto
não houver uma gestão governamental de desenvolvimento sustentável nada é
garantido quanto a um possível equilíbrio ambiental um pouco maior nos
próximos meses.
Fontes: www,climatempo.com.br
www.somarmeteorologia.com.br
www.infoclima.cptec.inpe.br
www.tempoagora.com.br
www.folhaverdenews.com




Em seguida, postaremos aqui nesta seção de comentários mais informações sobre esta pauta de hoje do nosso blog de ecologia e cidadania, tanto sobre o clima, potencial de chuvas, como sobre o risco de queimadas, nos próximos meses da Primavera. Confira e participe.
ResponderExcluirVocê pode colocar aqui nesta seção de comentários a sua mensagem. Se preferir, mande a sua mensagem pro e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirOutra alternativa é você enviar um e-mail pro nosso editor de conteúdo para comentar este post ou para sugerir pautas padinhafranca@gmail.com
ResponderExcluir"O que achei mais interessante nesta postagem foi o alerta final de que é urgente uma gestão ambiental e governamental de desenvolvimento sustentável, é o mínimo que deveria existir no Brasil para o país e nossa região também ter chance de avançar sua realidade": comentário de Antônio Duarte, que é engenheiro florestal e atua na região de São José do Rio Preto (SP).
ResponderExcluirSegundo o site Climatempo nos informa, Agosto começou seco, mas nas últimas semanas a chuva deu as caras e o volume acumulado chegou a superar a média histórica do mês, que é de aproximadamente 40 mm. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), às 9h da manhã de terça-feira(ontem) o acumulado já estava em 74,2 mm, ou seja, quase 85% acima da média. E esse valor ainda deve aumentar com a chuva de hoje.
ResponderExcluirPor sua vez o0 Portal Brasil informa que desde o início do ano até o dia 5 de agosto, foram registrados mais de 53 mil focos de queimadas e incêndios florestais no país. O número representa um aumento de 65% em relação ao mesmo período do ano passado. O registro foi feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). E a seguir um complemento desta informação no próximo comentário, confira.
ResponderExcluirAinda no Portal Brasil: Segundo o coordenador de Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais do Inpe, Alberto Setzer, o país está só no início da temporada de queimadas, que atinge o pico em setembro. Ele alerta sobre a necessidade de intensificar a fiscalização para evitar que a população coloque fogo na vegetação nesta época do ano – a ação do homem, aliada ao tempo quente e seco, é uma das principais causas dos incêndios florestais.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir"Vejo que tudo vai depender também de como vai ser a fiscalização, porque se do ponto de vista do clima, a situação está difícil, em relação às queimadas, ainda mais": comentário de Tadeu Gomes, engenheiro agrônomo pela UFMG, atuando hoje em fazendas de Goiás.
ResponderExcluir