Dano ambiental é incalculável, afirmou biólogo sobre queimadas na região entre Ribeirão Preto e Franca, divisa entre São Paulo e Minas Gerais agora nesta época
Entre agosto e setembro, antes que venham as chuvas da Primavera, esta é a época mais crítica por aqui entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro: os prejuízos causados pelas queimadas na região de Ribeirão Preto, Orlândia, Barretos, Ituverava, Jardinópolis, Guaíra, Miguelópolis, que estão na zona dos canaviais, mas invadindo também regiões cafeeiras, como Franca (SP) e Sacramento (MG), as queimadas
estão ganhando uma dimensão insustentável. O biólogo da USP Milton
Groppo tem sido entrevistado sobre isso pelo G1 e pela reportagem da EPTV em algumas destas ocorrências, em que a falta de chuvas e o clima seco favorecem os focos de incêndio que aumentam desde o
final de agosto. Apesar de denúncias, também pela regional da TV Record de Franca, não há em andamento medidas para prevenir ou diminuir a incidência deste problema desta época, nem no meio rural nem nas cidades, aliás, em todo o Brasil, não há uma gestão ambiental e governamental neste sentido, algo que é fundamental para reequilibrar o meio ambiente ou atenuar alguns tipos de doenças sazonais da população, ainda mais que a Saúde Pública nem aqui nem no país interior tem nenhuma estrutura.
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| Esta é a imagem que se vê ao longo das estradas na divisa entre SP e MG |
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| Além das queimadas rurais, as urbanas estão aumento demais |
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou mais de 53 mil focos de incêndio só agora em 2016 no Brasil
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| O fator mais grave para esta situação é a falta de governo sustentável |
Nós aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News abrimos nosso webespaço para a informação que é uma das manchetes socioambientais hoje no Brasil: desde o início do ano até o dia 5 de agosto, já foram registrados mais
de 53 mil focos de queimadas e incêndios florestais no país. O número
representa um aumento de 65% em relação ao mesmo período do ano passado.
O registro foi feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(Inpe), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia,
Inovações e Comunicações (MCTIC), mas outras autoridades do Governo Federal não se manifestaram sobre este fato que mais uma vez escandaliza internautas e movimento dos ambientalistas, em especial na Europa, a dano da imagem (e dos negócios) do Brasil neste momento de crise na economia. Nesse momento a ecologia é um fator de maior peso ainda", comenta por aqui o nosso editor de conteúdo, repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha. Para o coordenador de Monitoramento de Queimadas e Incêndios
Florestais do Inpe, Alberto Setzer, ainda estamos no início da temporada
de queimadas, que atinge o pico em setembro e a situação já atinge este nível de alerta. Alberto Setzer adverte sobre a
necessidade de intensificar a fiscalização para evitar que a população
coloque fogo na vegetação nesta época do ano (a ação do homem, aliada
ao tempo quente e seco, é uma das principais causas dos incêndios
florestais). Setzer porém não se refere à falta de uma gestão ambiental por parte do Governo Temer e também os anteriores, esta fala de administração pública e o lobby de grandes empresas do agronegócio e das madereiras junto a parlamentares no Congresso Nacional e nos governos estaduais ou até municipais, são talvez o fator nº 1 desta situação. O Acre apresenta uma das situações mais graves, com 844 focos, três
vezes mais que 2015. No Amazonas, foram registrados até agora 3.022
registros de queimadas, um crescimento de 284% na comparação com o mesmo
período do ano passado. Os números são os oficiais que o Programa de Monitoramento de
Queimadas e Incêndios Florestais do Inpe está divulgando agora. Por sua vez, segundo o Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do MCTIC, a Seca que já agora está atingindo o sudoeste da Amazônia, especialmente o Acre, deve se
agravar ainda mais nos próximos meses. O rio Acre deve atingir o mais baixo nível histórico (entre 1,20 m e
1,30 m) e impactar a navegação e o abastecimento de comunidades
ribeirinhas. O levantamento é válido para os meses de agosto, setembro e
outubro deste ano. Desde março, o volume de chuvas é pouco na região, em parte por conta
do El Niño, que começou no outono do ano passado. Os efeitos ficam mais complexos a partir de agora com a ação de outro fenômeno oceânico, La Niña. Todos estes fatores
alteram os ventos em boa parte do planeta e o regime de chuvas também na Amazônia e em outras regiões do Brasil, mas em todas as regiões a falta de uma gestão ambiental de Desenvolvimento Sustentável é o que mais prejudica o ambiente, também até a economia brasileira e a saúde da população.
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| Fenômenos oceânicos El Niño e La Niña influem mas... |
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| ...o lobby do agronegócio e das madeireiras, além da... |
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| ...falta duma gestão ambiental e governamental é o fator nº 1 |
Fontes: Portal Brasil - www.ecodebate.com.br
G1 - EPTV - Record de Franca
G1 - EPTV - Record de Franca
www.folhaverdenews.com






Logo mais, postaremos por aqui mais informações nesta seção de comentários, aguarde e confira.
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ResponderExcluirVocê pode também trocar informações, enviar a sua msm ou sugerir pautas para o editor de conteúdo do nosso blog pelo e-mail padinhafranca@gmail.com
ResponderExcluir"Esssa situação sem dúvida prejudica também no final das contas a economia do país": comentário de José Rubens Garcia Neto, de Ribeirão Preto (SP), que é engenheiro agrônomo pela Unicamp.
ResponderExcluir"Ainda bem que tem chvido agora em agosto antes mesmo da primavera em algumas regiões brasileiras, atenuando o problema grave demais das queimadas e as autoridades não tomam medidas": comentário de Sueli Cardoso, advogada em São José do Rio Preto (SP).
ResponderExcluir"A falta de chuvas e o clima seco favorecem os focos de incêndio agora ainda mais. Muitos locais atingidos, por exemplo, vi na mídia regional, 80 hectares da Mata de Santa Tereza, em Ribeirão Preto, e 250 hectares de uma reserva ambiental em Orlândia": comentário de Durval Ferreira, que é de Batatais (SP), trabalha em São Paulo na área hospitalar e vei passar uns dias na região.
ResponderExcluir“O dano ambiental aqui nessa região é incalculável. Vimos no caminho de Orlândia e Jardinópolis algumas áreas de mata que foram completamente queimadas. A recuperação dessas áreas será muito difícil”, disse o biólogo Milton Groppo, entrevistado em rádios, jornais e TVs de todo o nordeste paulista.
ResponderExcluir"Levando em conta que o INPE é um órgão respeitado e um dos mais especializados do mundo, eu fico chocado e preocupado demais ao sabe que no caso da Amazônia houve um crescimento de 284 por cento nas queimadas agora, comparando estes 8 meses de 2016 com o mesmo período do ano passado: a minha pergunta é, quem será responsabilizado no Brasil por isso?": comentário de Alberto Teodoro dos Santos, de Juiz de Fora (MG), advogado, ele acredita que a OAB deveria fazer um processo de forma urgente no país.
ResponderExcluir"No caso daqui da nossa região não vi nem ouvi nenhum dos candidatos a prefeito ou vereador aqui nas cidades do nordeste paulista ao menos citar este problema ou alguma medida que possa dar fim a essa violência contra a natureza e a saúde da população, algo que também prejudica a economia e portanto a todos": comentário feito em separado pelo repórter e ecologista Padinha, editor deste blog.
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