Os efeitos do El Niño já deveriam diminuir, La Niña
já começa a agir, as mudanças do clima, os desmatamentos, a baixa
umidade do ar e as queimadas estão aumentando o desafio para a saúde
humana e o ambiente neste veranico agora em alguns regiões do Brasil,
como por aqui no Sudeste: com certeza, uma das causas principais é a
falta de gestão ambiental sustentável por parte dos governos
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| Uma situação de anormalidade no clima, no ambiente, na saúde pública |
Estamos
no meio de julho e numa grande parte central do Brasil o inverno aqui
no hemisfério sul está durante os dias até com um calor gostoso, o que
está acontecendo? Calor em pleno inverno? Este fenômeno se trata dum
veranico mais agudo ou prolongado?
Veranico,
verão fraco, que não esquenta muito, esse fenômeno meteorológico
acontece nas regiões meridionais do nosso país e consiste num período de
estiagens e sempre com calor mais forte que o normal
para a época do ano, mas esse calor agora está se estendendo por
semanas, fato que anda acontecendo por aqui no interior paulista e
brasileiro há mais de duas semanas. Tecnicamente, o veranico é causado
por uma massa de ar quente mais intenso que o normal e
impede a chegada de nuvens de uma frente fria, que no verão traria chuva
e agora no inverno traria o frio. Além do mais em grandes ou médias
cidades está agravando a poluição do ar, também típica desta época do
ano, nem a poluição nem a anormalidade do clima e muito menos a do meio
ambiente estão sendo objeto de alguma ação governamental sustentável.
Este fato agrava ainda mais a situação. Para exemplificar, ainda no
começo de 2016, um veranico durou 26 dias em Belo Horizonte e trouxe
problemas para as plantações e para a qualidade do ar, pois a umidade
relativa caiu a níveis mais baixos ainda do que os comuns, agora nessa
condição atual, o ar
fica quase sem condições de ser respirado, devido à poluição das
fábricas e dos automóveis, das queimadas e dos desmatamentos, poeira em
suspensão e poluição trazendo problemas respiratórios nas pessoas,
os mais afetados as crianças, os idosos, os alérgicos. Nessa condição,
estamos todos virando alérgicos...No meio rural, tem havido prejuízos
na agricultura devido ao calor fora de época. O veranico no inverno
parece ser bom, pois deixa o dia mais agradável
e ensolarado, mas traz o problema da baixa umidade, parece ser um
típico “leão na pele de cordeiro”. Segundo alguns institutos de
meteorologia, o veranico agora deve acabar ainda nestes próximos dias.
Será? Nas ruas, as pessoas comuns olham este fator como mais um sinal do
caos do clima e do ambiente.
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| Uma época em que convivem fenômenos como Ele Niño e La Niña |
O fenômeno La Niña já poderá aparecer agora neste segundo trimestre de 2016
Este
fenômeno oceânico e climático costuma trazer chuvas mais regulares para
o Nordeste mas também, risco de geadas (já acontecendo) e até
inundações ou mesmo falta de água em algumas regiões do Sul ou do
Sudeste. Este fato já influencia também o preço e o mercado de produtos
agrícolas, como vem destacando o Canal Rural. Enquanto a agricultura ainda sofre com os efeitos do El Niño (o mais forte dos últimos 15 anos) já se fala em outro fenômeno, o La Niña.
Muitos meteorologistas e institutos acham difícil afirmar, mas os
modelos oceânicos de previsão do tempo da agência americana Noaa indicam um resfriamento do Pacífico equatorial, algo que dá origem ao La
Niña, normalmente agora, a partir do segundo trimestre. Este pode
ser mais um fator para complicar o quebra cabeça do tempo e do clima. A
dano também da saúde da população e da normalidade da vida tanto nas
cidades como no meio rural. Pelos dados da Noaa,
alguns especialistas acreditam que vamos sair de
um El Niño de forte intensidade e ir direto para um La Niña, que pode
também ser mais intenso do que costuma ser. Enfim, um desafio para todos
nós.
Fontes: Terra/WorlPress/Canal Rural/ Minas Tempo/Somar/Climatempo/Bioventura
www.folhaverdenews.com
Logo mais em seguida, postaremos por aqui nessa seção de comentários mais informações para ampliar esta pauta e este debate, aguarde e confira.
ResponderExcluirDesde já você pode postar aqui a sua mensagem opu então, se preferir, mandar um e-mail para a redação do nosso blog via o webendereço navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirOutra alternativa para participar de nossa edição de hoje é enviar uma msm direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com
ResponderExcluir"Este debate deveria estar sendo feito de forma bem profunda na grande mídia que parece que não se preocupa ou não enxerga o problema climático e ambiental só aumentando": comentário de Humberto Pereira Júnior, do Rio de Janeiro (RJ), ele que é engenheiro e paulista de São José dos Campos.
ResponderExcluirPara exemplificar a influência dos fenômenos oceânicos e climáticos, José Alves Pereira Sousa, de Cascavel (Paraná), nos enviou uma informação que captou em sua região. "Este trabalho tentou compreender a influência dos eventos El Niño e La Niña na cidade de Irati, localizada no centro-sul do Paraná com aproximadamente 60 mil habitantes e de grande importância agrícola para o Estado. A referida cidade não possui trabalhos correlacionando os eventos ENOS (El Nino-Oscilação Sul) com o clima local. Desse modo, ao identificar os eventos extremos ocorridos nos últimos anos, associados às informações noticiadas na mídia local, foi observado que o El Niño causa invernos quentes e secos, trazendo prejuízos para a agricultura. No verão as temperaturas também ficam acima da média, concomitantemente às chuvas em excesso, ocasionando alagamentos".
ResponderExcluirJosé Alves comenta ainda com base no que captou junto a meteorologistas na região de Cascavel que "durante eventos La Niña ocorrem invernos mais frios e secos, maior número de geadas e novamente prejuízos para a agricultura da região, além de problemas no abastecimento de água. Enfim, seja com El Niño ou La Niña predominando, há problemas por aqui e realmente as autoridades precisam se mexer aqui e em todas as regiões do país para prevenir e atenuar os efeitos negativos na ecologia e na economia".
ResponderExcluir"El Niño e La Niña são fenômenos tanto da oceanografia como da meteorologia, da economia e da ecologia, já a falta de ação ou de gestão por parte das autoridades é caso só de polícia": comentário de Maria Nívea Miranda, de Cuiabá (MT), que se confessa revoltada: "Hoje há muita pesquisa e informação, pouca ação dos governos".
ResponderExcluir"Em termos de meteorologia, o que se vê são somente as previsões dia a dia mas estas questões mais profundas ou complexas não são debatidas na mídia e ficamos sem informação": comentário de Aldo José da Silva Júnior, de Santos (SP), exportador.
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