Psicologia Clínica na Universidade de São Paulo coloca a violência como um problema também de saúde pública: nosso blog sugere temas e debates
Ao
longo das reuniões científicas do departamento deste setor se observou que as
pesquisas realizadas pelos docentes pesquisadores poderiam ser
articuladas entre si para que não só houvesse maior integração do
trabalho já realizado, mas também pudessem favorecer a cooperação
científica com outros pesquisadores e instituições do Brasil e do planeta. Nessa
perspectiva de avanço, o tema Violência e Ética, Pesquisa e Intervenção
foi
instituído como principal tema de pesquisa. Esse plano de estudos, em um
primeiro momento, vem acontecendo pelo trabalho em
equipe realizado pelos docentes-pesquisadores, orientandos (Mestrado e
Doutorado), pesquisadores de pós-doutorado e alunos de iniciação
científica. Em uma segunda etapa, se planeja por meio de intercâmbios e
convênios pesquisar e dialogar sobre a questão da violência com
colegas de outros países. Pesquisadores de todo o mundo estão voltados
para esta temática que preocupa e desequilibra a realidade em vários
países. Este projeto de trabalho da USP está em sintonia também com a Assembléia Mundial de Saúde,
que declarou de maneira clara que a violência é um problema de saúde pública
fundamental e crescente em todos os lugares e em todas as culturas atuais. Até o momento já foram constituídos
os seguintes grupos de trabalho:
Violência e Ética
Professores: Gilberto Safra, Léia Priszkulnik, Christin I.L. Dunker, Eva Mª Migliavacca e Miriam D. Rosa.
Violência na Infância e Adolescência
Professores: Edwiges F.M.Silvares, Eliana Herzberg, Isabel Cristina Gomes, Maria Abigail de Souza e Sonia Beatriz Meyer.
Violência em Psicoterapia e Violência e Saúde Mental
Professores: Kayoko Yamamoto, Elisa Maria Parayba Campos, Leila Tardivo, Andrés Antunez, Ryad Simon, Avelino Luiz.
Violência nas relações familiares
Professores: José Tolentino e Ivonise Motta
Movimento ecológico e de cidadania sugere ao IPUSP enfocar também a violência contra a natureza e a da PM contra jovens de periferia em outros grupos de pesquisa, trabalhos ou debates
Em nome deste movimento, em função do qual mantém na web o blog Folha Verde News, nosso editor de conteúdo o repórter da ecologia Antônio de Pádua Silva Padinha está sugerindo que o departamento de pesquisas e a própria instituição USP amplie o debate e o nível de informações sobre as variadas formas de violência socioambiental na realidade brasileira da atualidade: "Sim, a gente concorda que é correto o enfoque da Assembléia Mundial de Saúde, declarando que os atos violentos são um problema de saúde pública, mas talvez seja necessário atualmente ampliar ainda mais este universo cultural, analisando, mapeando e definindo as agressões ao meio ambiente como sendo também desvios do comportamento humano, vácuos da psicologia humana na realidade social, urbana e rural hoje a partir do que ocorre em nosso país", argumenta o ecologista Padinha. Ele destaca ainda que um novo enfoque da violência socioambiental poderá ampliar o alcance no combate das ocorrências e na punição ou recuperação dos réus dos crimes deste tipo, ajudando ainda a atuação do Ministério Público e um maior controle de fatos como agressões a animais, poluição, desmatamento, doenças transmitidas pela água, contaminações, desequilíbrios do clima como secas ou enchentes, solução sustentável para o lixo público, aumentando a qualidade de vida da população. Isso irá estimular políticas públicas mais avançadas e a sustentabilidade nas ações governamentais que se referem à ecologia humana: "Sem uma luta direta pela recuperação da ecologia das pessoas, será mais difícil restaurar o equilíbrio do meio ambiente". Nosso blog tem procurado incentivar à não violência em relação à natureza, como meio de preservar melhor ou reequilibrar o máximo possível o setor socioambiental. Este post será na sequência encaminhado ao Instituto de Psicologia da USP como uma sugestão de tema e/ou de novo grupo de trabalho, a ser desenvolvido por especialistas do setor, transformando esta universidade num polo de ponta em nível mundial no debate da violência contra a natureza. Aliás, a violência contra a natureza e todas espécies de vida é hoje considerada uma das formas mais agressivas de desumanidade. Uma outra sugestão seria também enfocar o universo humano das vítimas e dos algozes no caso da violência policial, que cresce demais no Brasil, segundo análise e dados da Anistia Internacional.
Fontes: www.ip.usp.br
www.folhaverdenews.com
Movimento ecológico e de cidadania sugere ao IPUSP enfocar também a violência contra a natureza e a da PM contra jovens de periferia em outros grupos de pesquisa, trabalhos ou debates
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| Crimes socioambientais desequilibram também a ecologia humana |
Em nome deste movimento, em função do qual mantém na web o blog Folha Verde News, nosso editor de conteúdo o repórter da ecologia Antônio de Pádua Silva Padinha está sugerindo que o departamento de pesquisas e a própria instituição USP amplie o debate e o nível de informações sobre as variadas formas de violência socioambiental na realidade brasileira da atualidade: "Sim, a gente concorda que é correto o enfoque da Assembléia Mundial de Saúde, declarando que os atos violentos são um problema de saúde pública, mas talvez seja necessário atualmente ampliar ainda mais este universo cultural, analisando, mapeando e definindo as agressões ao meio ambiente como sendo também desvios do comportamento humano, vácuos da psicologia humana na realidade social, urbana e rural hoje a partir do que ocorre em nosso país", argumenta o ecologista Padinha. Ele destaca ainda que um novo enfoque da violência socioambiental poderá ampliar o alcance no combate das ocorrências e na punição ou recuperação dos réus dos crimes deste tipo, ajudando ainda a atuação do Ministério Público e um maior controle de fatos como agressões a animais, poluição, desmatamento, doenças transmitidas pela água, contaminações, desequilíbrios do clima como secas ou enchentes, solução sustentável para o lixo público, aumentando a qualidade de vida da população. Isso irá estimular políticas públicas mais avançadas e a sustentabilidade nas ações governamentais que se referem à ecologia humana: "Sem uma luta direta pela recuperação da ecologia das pessoas, será mais difícil restaurar o equilíbrio do meio ambiente". Nosso blog tem procurado incentivar à não violência em relação à natureza, como meio de preservar melhor ou reequilibrar o máximo possível o setor socioambiental. Este post será na sequência encaminhado ao Instituto de Psicologia da USP como uma sugestão de tema e/ou de novo grupo de trabalho, a ser desenvolvido por especialistas do setor, transformando esta universidade num polo de ponta em nível mundial no debate da violência contra a natureza. Aliás, a violência contra a natureza e todas espécies de vida é hoje considerada uma das formas mais agressivas de desumanidade. Uma outra sugestão seria também enfocar o universo humano das vítimas e dos algozes no caso da violência policial, que cresce demais no Brasil, segundo análise e dados da Anistia Internacional.
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| A violência socioambiental é múltipla na vida atual |
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| ...pode ser vista como um ecocídeo |
Fontes: www.ip.usp.br
www.folhaverdenews.com





Em seguida, estaremos postando aqui mais informações nesta seção de comentários do nosso blog de ecologia e de cidadania: aguarde a edição e participe.
ResponderExcluirVocê desde já pode colocar aqui nesta seção a sua opinião ou mensagem, outra opção é enviar um e-mail para o webendereço da redação deste blog Folha Verde News, que é o navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirUma outra opção ainda é mandar a sua mensagem direto pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com
ResponderExcluir"Realmente, a violência deveria ser priorizada também no setor público e no caso da mídia, se encontrar uma outra forma menos agressiva de abordar estes problemas": é a opinião de Ruth Maria Mendes, do Rio de Janeiro (RJ), geógrafa da UFRJ.
ResponderExcluir"Acredito que a violência ambiental é o fator número um da desumanidade que se pratica hoje no país e no planeta": comentário de Jurandir de Sousa Silva, de São José do Rio Preto, produtor cultural.
ResponderExcluirA violência ambiental vai desde a poluição do meio ambiente à exploração indiscriminada de recursos não renováveis, ou seja, o impacto da humanidade na natureza. Por exemplo o desmatamento, quase metade de toda cobertura vegetal do planeta já virou cinza, dos 62,2 milhões de km² de florestas, só restam 38,7 milhões.
ResponderExcluirO lixo, o despejo de resíduos sem tratamento, incluindo esgoto e efluente industrial depositados em rios, lagos e oceanos; a poluição do ar, causada pela queima de combustíveis fósseis, geração de energia e atividades fabris; a utilização de recursos não renováveis, como o petróleo e a extinção de espécies que constituem a fauna e a flora, são formas de violência ambiental e também configuram a psicologia da desumanidade.
ResponderExcluir"Eu também vejo que a violência contra os animais e todos as formas de agressão ao ambiente acabam sendo atos de crueldade e até desumanos": quem comenta é Humberto Tadeu Molina, de São Paulo (SP), sociólogo que atua na área empresarial.
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