Entidade humanitária chega a questionar os riscos da Olimpíada 2016 no Rio de Janeiro por conta dos erros policiais e governamentais, apesar da mobilização positiva da mídia e da população carioca
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| Junto à imagem do Cristo Redentor contraste entre o horror e o valor deste evento |
Andressa Maria Lima De Oliveira dá números do aumento da violência policial no Rio de Janeiro há 3 meses da realização dos Jogos Olímpicos em matéria nos sites Gazeta Esportiva e Terra, passando para nós aqui do blog da ecologia e da cidadania um resumo das informações e das críticas que repercutem também no exterior, levando em conta o prestígio da Anistia Internacional. Esta entidade, que busca desenvolver uma ação humanitária, voltada aos direitos humanos, das minorias e da sociedade civil perante o poder estatal, chegou a divulgar que erros policiais, falhas na segurança pública e uso excessivo ou abuso de força sem controle das autoridades públicas ou políticas são fatores
que podem comprometer o legado das Olimpíadas do Rio de Janeiro. A organização afirma que o Brasil segue repetindo erros de violência, como os cometidos durante a Copa do Mundo de 2014. A abordagem violenta
sobre jovens negros nas comunidades da capital fluminense também é um
ponto destacado, bem como, métodos e táticas policiais que remontam ainda aos tempos do governo ditatorial brasileiro, que caiu em 1986, mas estas práticas continuram na realidade: "Em 2009, quando o Rio foi escolhido para sediar os Jogos Olímpicos, as
autoridades se comprometeram a melhorar a segurança. Porém, nestes sete anos, mais de 2.500 pessoas foram mortas pela polícia somente na cidade e
poucos casos conseguiram justiça”, declarou Atila Roque, diretor
executivo da Anistia Internacional no Brasil. Ainda segundo o documento sendo também divulgado agora por agências de notícias em todo o planeta, os homicídios decorrentes de
intervenções policiais cresceram em 40%. Em 2015, subiram mais 11%, em
um total de 645 mortos pela polícia.
“A ideia de atirar primeiro e só perguntar depois, coloca a cidade do Rio
de Janeiro entre aquelas onde a polícia mais mata no planeta”, acusou o especialista Átila Roque.
Esta estratégia policial, para a Anistia, atrapalha o legado que poderia vir a ser deixado pela
Olimpíada, de uma cidade com segurança para todos e com a população se integrando pelo esporte, melhorando assim a qualidade de vida para a maioria dos mais pobres. A própria polícia também não negou estes números da violência: só em
2015, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, foram 645 vítimas civis e 85
mortes de policiais. "Nós que amamos a ecologia humana do esporte e da não violência, queremos sim os Jogos do Rio 2016 mas só podemos pedir a Deus para que eles não venham a ser na prática uma maratona de violência", comentou o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, ao editar estas informações mais que lamentáveis aqui em nosso blog, em busca de mudanças imediatas na situação, que fere até também a imagem do Brasil.
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| A violência policial contra negros e povos da periferia... |
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| Além de estratégia errada contra jovens em geral... |
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| ... criticadas pela Anistia depois de mais de 600 mortes em um ano |
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| Atletas têm que enfrentar também a poluição |
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| Ecologia do esporte ou maratona da violência policial? |
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| O melhor é a mobilização positiva da população |
Fontes: www.gazetaesportiva.com
www.terra.com.br
www.folhaverdenews.com
Em seguida, postaremos aqui nesta seção de comentários mais informações sobre esta pauta, a violência nos Jogos Rio 2016: aguarde nossa edição e participe.
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ResponderExcluir"Milhões de dólares investidos no valor do esporte e de repente a violência crônica do Rio e do país estraga tudo": comenta Maria de Lourdes Salles, que é carioca mas vive hoje em São Luís (Maranhão, "justamente para fugir dessa cidade que não é mais maravilhosa".
ResponderExcluir"A cidade maravilhosa virou horrorosa pela sua violência, até também dos policiais", comenta ainda Maria de Lourdes Salles, advogada e ativista da OAB.
ResponderExcluir"Só de estar entre as cidades que mais matam no mundo já coloca o Rio como impróprio para sediar um evento como a Olimpíada, deveria ser em outro local do Brasil": comentário de Luiz Alvarez, de Santo André (SP), produtor de teatro.
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