INFORMAÇÃO DESTA 3ª FEIRA: Subiu para 880 o número de mortos na tavessia do Mediterrâneo. Atualmente, a
violência contra refugiados e imigrantes equivale à do estupro da
garota no Rio de Janeiro mas muita gente não sente a dimensão da
desumanidade que está no horror da realidade acontecendo agora
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| A travessia do Mediterrâneo é a última esperança da vida dos refugiados |
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| 2.400 crianças já estão salvas na Itália, 3.500 estão saindo da Síria |
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| A tragédia dos refugiados e imigrantes, uma crise humanitária |
O jornalista Eugenio Goussinsky do site R7 fez uma emocionante reportagem sobre as crianças refugiadas e o G1,
um relatório completo sobre a tragédia dos imigrantes de países como
Síria, Afeganistão, Iraque e Eritreia em busca de condição mínima de
vida na Europa, onde não é em todos os países que eles são aceitos, num
outro ângulo da desumanidade atual. Pobreza e guerra fazem multidões
arriscarem a vida para emigrar através do Mar Mediterrâneo, analisa a BBC,
uma multidão sem segurança, só com esperança. Desesperadas, mães sírias
lotam navios somente com crianças que vão desacompanhadas para a
travessia de alto risco, mães atentam salvar seus filhos e suas filhas
da violência e da fome, os filhos da guerra. Quantos deles
escaparão vivos? De repente entre os mais de 5 mil meninos e meninas,
algum deles pode ser alguém de importância para mudar a vida na Terra.
A
advogada especialista em imigração,
Ana Paula Dias Marques, de São Paulo, analisa o que está acontecendo
com mães sírias colocando crianças desacompanhadas em navios, correndo
risco de morte, como última esperança de vida: "É uma decisão bonita
abrir mão da convivência por causa do desespero
em ver a vida do filho em risco na guerra. É difícil falar de fora, por
não estar vivenciando tal situação dramática, mas colocar os filhos
nesses navios é uma situação que traz perigo para as crianças, que
geralmente vão sem documentos e necessitam de cuidados de alimentação e
outros. Não sabem nem ao certo onde e como irão chegar. Em pânico, as
mães veem isso como última saída, mas não é a melhor solução". "A
solução é uma virada humanitária dos países, para montar uma estrutura
de acolhimento dos refugiados e imigrantes e mais ainda, de acabar com
as guerras, criar uma forma sustentável de desenvolvimento em que seja
possível a paz", comenta por aqui no blog da ecologia, não violência e
cidadania Folha Verde News nosso editor Antônio de Pádua Silva
Padinha. Ele diz ainda que "ainda bem que sobrevivem ainda seres humanos
de verdade". Ele se refere a entidades e organizações mais humanitárias
como algumas italianas, entre elas a Benvenuti Refugiati e a
Save The Children. Também a Italia ONLUS tem se mobilizado para atender imigrantes, inclusive os meninos e meninas que vêm da guerra. Além das crianças que são incluídas em navios rumo à Europa, pelo
Mediterrâneo, a Unicef informa que, só em 2014, mais de 3.500
crianças
sírias cruzaram a fronteira para buscar refúgio na Jordânia, no Líbano e
no Iraque desacompanhadas ou separadas de suas famílias. Segundo a
entidade, crianças refugiadas, muitas delas viajando sem adultos que as
acompanhem, fazem a travessia marítima em condições inseguras e
inadequadas. E também são muito mais vulneráveis ao abuso, exploração e
outras violações dos seus direitos.Para você ter uma dimensão da
tragédia: somente na Itália foram resgatados do Mediterrâneo apenas
nestes últimos meses mais de 2.600 imigrantes. Confira no R7 a reportagem pungente deste caos humanitário, feita por Eugenio Goussinsky,
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| Mais de 250 mil pessoas morreram na guerra da Síria de onde chegam os navios |
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| ONU diz que 750 mil refugiados da Síria, Iraque, Afeganistão, Eritreia estão chegando |
Dos imigrantes que cruzam o Mediterrâneo em direção ao sul da Itália,
boa parte vêm da Eritreia. Segundo a BBC, um dos motivos para cidadãos
desse país no Chifre da África decidirem emigrar é o serviço militar
obrigatório, que lá é algo violento, comparável a um regime de escravidão. Grupos de defesa
dos direitos humanos também afirmam que o país vive forte repressão
política. Enfim, os que querem escapar do caos da violência e da guerra buscam uma chance de vida e de paz.
Fontes: G1 - R7 - BBC
www.folhaverdenews.com
Mais de 250 mil pessoas morreram na Síria desde 2011, ano em que estourou uma guerra civil no país, e, dentro desse número, estão mais de 12,5 mil crianças.
ResponderExcluirEm 2016, a guerra na Síria completa quase 5 anos de conflitos entre tropas leais ao regime, vários grupos rebeldes, forças curdas e organizações jihadistas, entre elas, o Estado Islâmico, EI.
ResponderExcluirEstimativas da ONU apontam que mais de 7,5 milhões de sírios abandonaram suas residências dentro do país e quase 60% da população vive na pobreza. Os trágicos números refletem na alta taxa de emigração do país – seriam 4 milhões de refugiados sírios, a maior população de refugiados do mundo.
ResponderExcluirO principal destino dos sírios são a Turquia, que já recebeu mais de 1,8 milhão de refugiados desde o início da guerra civil na Síria, Iraque, Jordânia, Egito e Líbano. Um relatório da ONU aponta que, até o início de novembro, mais de 390 mil pessoas saíram da Síria com destino à costa europeia. Itália, Áustria, Alemanha, Grécia e o Reino Unido são os países mais receptivos ou mais humanitários, no caso. No caso e no caos.
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ResponderExcluir"Esta situação que envolve cerca de 4 milhões de refugiados considero que tem o impaco de uma 3ª guerra mundial, com a agravante que muita gente nem sabe nem pensa nisso": comentário de Odair Moreira, de São Paulo (SP), empresário que diz que "sua família vem de imigrantes de Portugal e de Jerusalém no século 19".
ResponderExcluir"Esta postagem aqui tem tudo a ver com a realidade, acabo de saber pelo Jornal Hoje que nesta semana, só nesta semana, morreram mais de 700 refugiados ou imigrantes nessas travessias": comentário de Célia Silva Mendes, de São Paulo, que trabalha como escrivã em cartório no Fórum da João Mendes.
ResponderExcluir"Lutar por causas humanitárias como esta é o que pode fazer homens e mulher de hoje seres humanos": a mensagem é de Fabio Bertonha, ecologista, formado em engenharia pela Unesp e atuando em São Paulo.
ResponderExcluirOi, aqui uma notícia que vi hoje no site Yahoo: "Genebra, 31 mai (EFE).- O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) elevou nesta terça-feira para 880 o número de mortos nos naufrágios ocorridos na última semana no Mar Mediterrâneo.
ResponderExcluir"Até o momento, 2016 está sendo um ano particularmente fatal", afirmou o porta-voz do Acnur, William Splinder, sobre as viagens dos imigrantes que tentam chegar à Europa cruzando o Mediterrâneo.
De acordo com o órgão, 2.510 pessoas morreram tentando chegar ao território europeu pelo mar partindo da Líbia ou da Turquia em embarcações precárias desde o início do ano, número superior aos 1.855 mortos no mesmo período do ano passado.
Desde janeiro, 204 mil pessoas chegaram à Europa pelo Mediterrâneo. Dessa forma, o Acnur calculou que uma de cada 81 pessoas que tentam a travessia acabam morrendo, dado que confirma a importância das operações de resgate": a informação nos foi enviada por Diogo Veríssimo, de Curitiba (PR) que trabalha como Educador Ambiental.