Marquinhos Alcântara reuniu músicos, bióloga ciclista e ecologista repórter no happy hour da FM +Brasil: rolou um happening sobre a vida hoje e a cultura da violência ou do consumo aqui e em todo o país
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| Marquinhos, a biker e bióloga Lara, Batman e Robin ou Afonso e Henrique |
Franca, nordeste paulista, no estúdio da FM +Brasil 101.3, o Magazine Webnews
do homem de rádio, letrista e poeta Marcos Bernardo Alcantarilla, que
migrou há alguns anos de São Paulo para esta cidade do interior, onde é
mais conhecido como Marquinhos Alcântara, seu nome como locutor, ele
reuniu mais uma vez um grupo de produtores culturais para a parada
musical da semana e um diálogo sobre temas do momento por aqui, no país,
no planeta, na realidade da vida de agora: "O programa foi um show",
comentou Marquinhos, falando das pessoas desta noite de sábado,
Afonsinho Nóbrega (músico, instruimentista cantor e seu parceiro em um
CD de MPB), o jovem talento musical Henrique Diniz e Lara Espelho,
formada em Biologia e biker, que através do esporte e duma alimentação
mais natural conseguiu superar o desafio da balança, entrar em forma e
se preparar melhor para a luta do dia a dia. Eles estiveram juntos por
quase 2 horas na FM +Brasil com o editor deste blog Folha Verde
News, o repórter, autor e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha,
convidado pelo Marquinhos Alcântara para responder se Franca, a capital
do calçado, poderá ainda um dia voltar a ser uma cidade ecológica, como
era há 100 anos atrás, antes do processo de urbanização crescer lado a
lado com a indústria coureira e calçadista: "Aqui era antes uma estância
hidromineral, com uma gestão ambiental de desenvolvimento sustentável,
Franca poderá sim despoluir as águas dos efluentes dos curtumes e
conseguir ser uma cidade ecológica, mas terá que passar por grandes
mudanças", foi o que disse Padinha, que detalhou em vários itens essa
questão de se recuperar o equilíbrio ecológico perdido por aqui nessa
cidade que já foi a última entrada do Sertão do Brasil. Hoje é um dos
polos do interior paulista e brasileiro que chamam a atenção por
produzir Calçados de couro, Café de exportação e também várias duplas de Sertanejo: "É uma
cidade de exportação onde o aeroporto não funciona, como podemos encarar
isso?", questionou ainda nosso editor no programa de rádio, dialogando
com este pessoal. O músico Afonsinho Nóbrega Padinha conhecia de alguns
anos atrás de uma gravação de jingle no stúdio do Edson Nardão. Desde
então, ele apelidou Nóbrega de Angra. Este compositor de MPB fez ver
como é importante na atualidade um produtor cultural desenvolver um
projeto bem estruturado para vencer a concorrência do mercado mais
comercial de músicas de consumo. Citou o caso do instrumentista Diego
Figueiredo que via o Projeto Rouanet do MinC conseguiu afirmar o
seu trabalho por aqui na região e no país, Diego que quase sempre está
fora do Brasil, fazendo vários circuitos de shows no exterior. Analisou
um dos temas da conversa do programa (a presença de músicos de Franca e
da região) na Virada Cultural Paulista, acontecendo neste final de semana por aqui. Um dos nomes nacionais da Virada,
Arnaldo Batista, teria vindo de carro para sua apresentação hoje, neste
domingo, no Poliesportivo, onde normalmente rolam os jogos do basquete,
outra marca icônica da realidade de Franca. No carro, parece que veio
sintonizado na FM +Brasil, ouvindo o programa do Marquinhos Alcântara. Bem, mas apesar do sucesso de público e da importância cultural da Virada por
aqui, com shows de graça para a população, "realmente talentos
regionais também deveriam participar, pelo menos, fazendo pré-shows dos
cantores de alcance nacional, gente como Larissa Baq, o próprio Diego
Figueiredo, Betinho Eliezer, The Beto's, Rodrigo Vergara e aqueles
grupos ótimos de blues de Ribeirão Preto, deveriam ter sido convidados
ao menos para shows de aberturas, para o evento ter assim uma cor mais
regional, mais local", comentou Padinha, "nosso povo daqui precisa ter
voz", argumentou Marquinhos. Entrevistada da noite, Lara Espelho
explicou as vantagens e os desafios de praticar o ciclismo como opção de
transporte individual e como meio de manter a forma ou de praticar a
ecologia humana: "É um desafio andar de bike na cidade mas prá mim a
bicicleta é mais do que lazer, uma opção e até um estilo de vida",
contou Lara, analisando também a violência do trânsito atualmente em
especial para pedestres e ciclistas. Ela superou outro desafio, o de se
dedicar a uma alimentação mais natural em meio à uma sociedade de
consumo que oferece alimentos industrializados que engordam e criam
problemas de saúde. Lara Espelho, formada em Biologia, participou
ativamente do relatório feito por Padinha sobre os problemas e as
eventuais soluções que poderiam fazer com que Franca possa voltar a ser
um dia, talvez, uma cidade ecológica. O músico adolescente Henrique
Diniz, entre uma perfomance e outra ao violão, lado a lado com o seu pai
Afonsinho Nóbrega, opinava sobre tudo e ao final riu muito quando os
dois foram chamados de Batman e Robin, uma dupla na aventura da MPB na
capital do sertanejo.
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| No ar na FM +Brasil Padinha, Lara, Henrique e Afonso Nóbrega (Angra) |
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| Marquinhos Alcântara e Afonsinho Nóbrega parceiros musicais se reencontraram... |
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| Sugestão para Virada Paulista: talentos de cada cidade fazerem pré-shows |
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| ...no programa que debateu a recuperação da ecologia perdida das águas |
Os principais pontos para Franca vir a ser uma cidade ecológica
Em
meio a músicas e diálogos sobre temas do momento, como a violência
contra as mulheres, por exemplo, no caso do estupro destes dias no Rio
de Janeiro de uma garota adolescente, o debate pegou fogo nos temas
ecológicos, aqui um resumo do dossiê do ecologista Padinha. Em suma os
principais pontos abordados nos seus comentários foram:
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Há como restaurar a ecologia perdida (cientistas criaram nesse sentido o
conceirto da resiliência, as várias formas para recuperar o equilíbrio
ecológico agredido)
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O 1º ecologista que se elegeu Presidente dum país (no caso, Van der
Bellen, na Áustria, que mesmo sendo do PV de lá, lançou sua candidatura
independente de partidos, pelo movimento humanitário em relação aos
imigrantes, ecológico, de cidadania) -
A questão da mudança da energia, como por exemplo, microônibus urbanos
movidos a biodiesel, placas de energia solar nas represas, menos
poluição com fontes limpas)
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Pelos dados da Organização Mundial de Saúde da ONU, para um equilíbrio
ambiental, se necessitam 12 metros quadrados de áreas verdes ou árvores
por habitante (como Franca estava em debate e tem 450 mil habitantes,
deveria ter 5 milhões e 400 mil metros quadrados de verde, tendo no
momento cerca de 2,5 milhões, praticamente a metade)
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A despoluição das águas industriais nos curtumes já têm um sistema de
tratamento primário e secundário dos efluentes que inclusive contém
cromo implantado nos anos 90 mas carecendo hoje de continuidade e
aprerfeiçoamento, com um tratamento terciário (foi citado o exemplo de
Israel que via energia solar transforma esgoto em água potável)
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A recuperação das nascentes, córregos, rios desta região que abastece o
maior reserva de água da América Latina, o Aquífero Guarani (citou
também o projeto das minicisternas de jovens engenheiros para poupar as
águas das chuvas para as épocas de seca)
- Foram citadas as queimadas e as indefinições de órgãos públicos como a Cetesb
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Enquanto por aqui na região até se jogam fora produtos orgânicos,
consumidores usam muito alimentos industrializados, transgênicos, com
agrotóxicos, que geram doenças
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Foi discutida também a profilaxia, o investimento na saúde da população
dentro dum sistema preventivo de alimentos mais saudáveis, orgânicos,
alimentação vegetariana (com a ótica dum fortalecimento da saúde para
diminuir os casos de doenças e o caos no setor)
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A necessidade de não violência no trânsito, tanto para pedestres, como
ciclistas, como motoqueiros, pilotos, motoristas (se falou sobre o fato
de que o trase atual do trânsito precisa ser encarado com tecnologia
digital e ciência de ponta, mas em Franca nem mesmo existe nem um só
engenheiro especializado em trânsito, sendo as medidas à base de
chutômetro e assim só aumentam os índices de acidentes e o número de
vítimas)
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Finalmente, se usou a cultura tradicional chinesa (I Ching) para se
falar de uma postura positiva e ativa diante de tantos problemas (Ta
Yú), bem como que a criação de um futuro mais sustentável (equilibrando
interesses econômicos com ecológicos) é um processo de avanço coletivo
(cada um pode mudar a si mesmo e todos juntos mudar a realidade).
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| O exemplo da bióloga e biker que conseguiu se superar... |
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| ...foi usado como estímulo para mudanças ecológicas na realidade |
Fontes: Magazine Webnews (FM +Brasil)
www.folhaverdenews.com
Sidclay Prazeres mandou uma pergunta online durante o debate na FM + Brasil: Gostaria de saber se Padinha ainda tem relação com o PV e qual sua opinião sobre o partido atualmente. Confira no comentário a seguir a resposta, abraço e obrigado pelas referências, Sindclay.
ResponderExcluirPRECISAMOS SER VERDES DE VERDADE: aqui a resposta do Padinha: "Sim, tenho uma relação de carinho com o PV, mas acima até do PV está o movimento ecológico, científico e de cidadania que lhe dá conteúdo. A luta pela ética, por uma mudança estrutural na realidade. Sou pela PV tb por aqui em Franca mas ele precisa se livrar de velhos partidos tradicionais como PSDB, PT, PMDB, PSB e se unir à Rede (que está ligada aos ativistas Orgânicos) e ao PHS, por exemplo, formando uma frente de oposição + ecológica de política. O PV cresceu tem deputados estaduais e federais, tem hoje o Ministro do Meio Ambiente, mas não vem tendo independência política: com uma postura mais independente dos partidos tradicionais e uma união com os mais avançados (que lutam pelo desenvolvimento sustentável) aí sim, poderá ser uma alternativa de valor para a população. Abraço e paz na luta. Vamos juntos fazer de Franca uma cidade ecológica, recuperando a sua economia em caos e a sua ecologia perdida".
ResponderExcluirLogo mais, mais comentários e mensagens aqui nesta seção, coloque aqui a sua opinião sobre estes assuntos desde já e aguarde a nossa edição de novos comentários.
ResponderExcluirOutra opção é você enciar um e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania no webendereço navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirUma outra alternativa é enviar um e-mail diretamente para o nosso editor de conteúdo, para trocar informações, mandar fotos ou por exemplo sugerir pautas para o blog, mandando o e-mail para padinhafranca@gmail.com
ResponderExcluir"Esta postagem foge um pouco da rotina deste blog mas de toda forma mantém o seu foco na luta pela ecologia e pela cidadania, li com prazer o relato deste programa da FM +Brasil": comentário de Ana de Paula Mendes, de São José dos Campos (SP), que trabalha com webdesign.
ResponderExcluir"Beleza, galera da ecologia": a mensagem é de Fernando Vaz Santos, do Rio de Janeiro (RJ), estudante da UFRJ na área de Comunicação.
ResponderExcluir"Ouvi o programa ao vivo porque vi uma chamada no Facebook, curti a qualidade das músicas e do debate que a gente não tem em outras mídias, as propostas para recuperar a ecologia da cidade são ótimas": o comentário é de Vanessa Giometti, de Marília (SP), que estudou Geografia na Unesp de Araraquara e andou fazendo pesquisa das matas e voçorocas urbanas de Franca.
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