Bruna
Lombardi já é a 4ª a recusar convite de Michel Temer que extinguiu o
Ministério da Cultura: ele está sendo criticado também por "marginalizar
negros e outras minorias" na escolha dos seus assessores de 1º escalão
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| Recusa vira escândalo político na Internet, na mídia nacional e internacional |
Bombando
em todo o Brasil em sites de jornalismo e também em colunas de fofoca o
fato de a atriz e poeta Bruna Lombardi ser agora já a quarta mulher a
ser sondada por Michel
Temer para assumir a pasta da Cultura e dizer não. Transformado em
secretaria, com o protesto da classe artística, o MINC neste governo
interino perde em status e em autonomia de investimento. Mas por trás do
convite reside a tentativa do Governo Temer em tentar reduzir o
impacto negativo causado pelo afastamento de mulheres e negros da
formação ministerial. Músicos no Rio de Janeiro protestaram falando em
retrocesso de 30 anos na vida cultural e democrática do país, como saiu
no mais tradicional portal de notícias brasileiro, o JB. Antes de Bruna
Lombardi, que educadamente recusou, alegando falta de tempo por
compromissos profissionais, outras três artistas rejeitaram como informa
o site do Correio Braziliense, um dos jornais mais lidos fora do
Brasil, outras três mulheres manifestaram claramente recusar o posto de
secretária nacional de Cultura, algumas disseram não, também nas redes
sociais. Primeiro foi
a jornalista Marília Gabriela, que está prestes a reestrear o programa
TV Mulher na GNT. Em seguida, a antropóloga cearense muito respeitada e atuante no Nordeste Cláudia Leitão postou um
"sonoro NÃO" a Temer. Em terceiro foi a vez da consultora Elaine Costa, da Fundação Getúlio Vargas
em São Paulo,
que também apontou razões políticas. Ela chegou mesmo a dizer que "não
trabalha para
governos golpistas", em resposta ao convite feito através da ex-petista
Marta Suplicy, que hoje está alinhada com o Governo Temer.
Independentemente de alguém ser a favor ou contra o impeachment, a
saída da presidenta eleita, Dilma Rousseff, foi traumática e há muitos
parlamentares corruptos no novo governo, o que tem influenciado a
decisão das mulheres que não
querem ser vistas como colaboradoras de "um processo ilegítimo de
poder", como falou a emissora de rádios a ex-Secretária de Cultura do
Ceará, Cláudia Leitão. Estas recusas, os protestos e manifestações de
artistas, músicos, estudantes, até do elenco e equipe do filme
brasileiro que disputa a Palma de Ouro no festival internacional
de cinema em Cannes, na França, tudo isso mostra que a situação política
no país está tensa e ainda não resolvida completamente. Alguns
deputados e senadores pedem eleições diretas para Presidente já em
outubro, o STF acatou abertura de processo de impedimento do
próprio Michel Temer, enfim, Brasília e o Brasil estão fervilhando.
Eliane Costa, da FGV, ironizou o convite, dizendo "depois dessa, só falta me convidarem para ser comentarista política da Globo News"...Em
geral, todos reconhecem que a cineasta, poetiza e atriz Bruna Lombardi
foi mais diplomática; "Fiquei agradecida pelo convite,
mas não tenho pretensões políticas e estou totalmente envolvida com
meus projetos profissionais",falou em meio a um roteiro de filme que
deverá realizar com o marido, o também ator Carlos Ricelli e um dos
filhos, também produtor cultural. Marília Gabriela nem chegou a
responder não publicamente mas outras duas das mulheres convidadas que
recusaram o convite postaram argumentos no Facebook:

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| Bruna Lombardi foi extremamente educada ao recusar o convite |
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| Marília Gabriela evitou comentar publicamente sua recusa feita em off |
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| No Rio, em São Paulo, em BH e em Salvador protestos pela extinção do MinC |
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| O protesto das mulheres aristas já ganha as ruas |
Fontes: www.jb.com.br
www.correiobraziliense.com.br
www.folhaverdenews.com
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ResponderExcluir"Em compensação, dezenas ou centenas ou milhares ou milhões de mulheres aceitariam correndo o convite de Temer"; comenta Rogério Porta, de São paulo, que é produtor cultural e também não concorda com a extinção do MinC.
ResponderExcluir"Não é o Minc nem o Projeto Rouanet de apoio à produção cultural que precisam ser extintos mas a forma antiética de se fazer política e essa sub-indústria cultural brasileira comandada pela Globo com toda a mediocridade": o comentário é de Gisele Souza, de Salvador, ligada à Universidade Federal da Bahia.
ResponderExcluir"Ontem à noite participei de um protesto no Teatro Oficina em São Paulo, um espaço sempre democrático, de uma manifestação cultural contra a extinção do Ministério da Cultura": a mensagem nos vem de São Paulo, foi enviada pelo ator Marino Reis, que é de Araraquara (SP).
ResponderExcluir"Um absurdo isso, falta dinheiro e o primeiro que cortam é na Educação e Cultura, deveriam é cortar os super salários dos políticos, é revoltante a falta de gestão sustentável no país, ou a natureza ou a educação ou a cultura que sempre pagam o pato": quem comenta é Maria Alves Santos, de Belém (Pará), que atualmente faz um curso na UFRJ.
ResponderExcluir"Vamos combinar, se a questão é cortar gastos, então por que não começar com os supersalários dos políticos?": o comentário é de Caio Mendes, de Curitiba (Paraná), produtor cultural.
ResponderExcluir"Acabar com o Ministério da Cultura porque houve ali eventualmente distorções de verbas é o mesmo que matar um paciente para curar uma doença": é a mensagem de Isabel Diniz, de São Paulo (SP), que é formada em Sociologia pela USP.
ResponderExcluir"Realmente, entre os projetos financiados pela Lei Rouanet, muito vinham distribuindo erradamente verbas milionárias para produções comerciais, o espírito da lei não é esse, mas apoiar a produção cultural mais independente no Brasil, carente demais de qualquer apoio": quem comenta é Eloi Pimenta, redator publicitário em Brasília (DF).
ResponderExcluirEurípedes Borges, de São paulo (SP) nos envia um resumo de notícias sobre a questão da Secretaria da Cultura, depois da nomeação de político carioca para o cargo: "Michel Temer considera de grande risco a má repercussão deste fato junto a artistas mulheres e promete aumentar as verbas para o setor cultural. Sei não".
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